Arquivo de Fevereiro de 2013

Congresso Nacional custa R$ 23 milhões por dia

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

1182_Congresso-NacionalEm 2013, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal devem gastar juntos R$ 8,5 bilhões, o equivalente a R$ 23 milhões por dia. O valor é semelhante a todo o orçamento autorizado para a cidade de Belo Horizonte em 2012 e aos dispêndios integrais de seis ministérios: Cultura, Pesca, Esporte, Turismo, Meio Ambiente e Relações Exteriores.

Congresso Nacional custa R$ 23 milhões por dia

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013
Marina Dutra Do Contas Abertas

Em 2013, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal devem gastar juntos R$ 8,5 bilhões, o equivalente a R$ 23 milhões por dia. O valor é semelhante a todo o orçamento autorizado para a cidade de Belo Horizonte (MG) em 2012 – R$ 8,8 bilhões e aos dispêndios integrais de seis ministérios: Cultura, Pesca, Esporte, Turismo, Meio Ambiente e Relações Exteriores.

Veja tabela aqui.

Entre os gastos, estão incluídos os salários dos 15.647 servidores efetivos e comissionados da Câmara e dos 6.345 do Senado. As despesas, previstas na proposta Orçamentária da União para 2013, também incluem aposentadorias, pensões, indenizações, compra de materiais de consumo, serviços de terceiros, entre outros itens.

No ano passado, o Congresso Nacional gastou R$ 7,6 bilhões, valor 10% inferior ao previsto para o atual exercício. Desse total, R$ 373 milhões, ou 5% do valor, foram destinados ao custeio de despesas pendentes em 2011.


Apenas com o pagamento do vencimento aos servidores das Casas foram gastos R$ 3 bilhões, o que representa 40% das despesas do Congresso. Além dos salários propriamente ditos, dentro desse valor estão incluídos os adicionais noturnos, as incorporações, os adicionais de periculosidade e insalubridade, as férias, o 13º salário, entre outros. Só em adicional noturno, por exemplo, Câmara e Senado pagaram R$ 4,4 milhões em 2012.

Fora dos vencimentos, as despesas com horas extras somam uma quantia significativa ao orçamento do Congresso. Foram pagos pelas duas casas R$ 52 milhões em horas adicionais aos servidores. A Câmara dos Deputados foi responsável por R$ 44,4 milhões desse montante. O valor gasto pelo Senado só não foi maior, pois, de acordo com relatório divulgado no início do mês, a Casa economizou R$ 35 milhões com despesas de horas extras no ano passado, após a implementação do banco de horas.

Atrás apenas dos vencimentos, a maior despesa do Legislativo em 2012 foi com o pagamento de aposentadorias. Ao todo, R$ 1,7 bilhão foi gasto com os 2.839 servidores aposentados do Senado e com os 2.563 da Câmara.  Em seguida, estão os custos das pensões, que somaram R$ 529 milhões.   Os gastos ainda envolveram os desembolsos com sentenças judiciais, indenizações e restituições e indenizações trabalhistas. As três rubricas custaram R$ 205 milhões ao Congresso. A Câmara dos Deputados foi responsável por 83% dos pagamentos deste tipo de despesa. Só em indenizações e restituições a Casa gastou R$ 145 milhões.

No ano passado, Câmara e Senado gastaram R$ 8,3 milhões com os pagamentos de auxílio-moradia aos parlamentares que não conseguiram vaga nos apartamentos funcionais. Entretanto, como mostrado no Correio Braziliense do dia 17 de fevereiro, a Câmara dos Deputados mantém 132 apartamentos de quatro prédios – dos 18 de que dispõe – vazios, à espera de reforma.

As despesas do Senado Federal em 2012 foram inferiores as dos últimos dois anos, considerando os valores constantes (corrigidos pela inflação). No ano passado, a Casa custou R$ 3,3 bilhões aos cofres públicos. O valor também é menor que a média dos últimos sete anos – R$ 3,4 bilhões.

Já os gastos da Câmara dos Deputados foram os maiores desde 2003. A Casa pagou R$ 4,2 bilhões em 2012, montante superior em R$ 400 milhões a média dos últimos dez anos – R$ 3,8 bilhões.  

Entenda o Congresso

O Congresso Nacional é constituído por 513 deputados e 81 senadores. Como o Senado representa a unidade da federação, todos os Estados (e o Distrito Federal) têm o mesmo número de representantes (três senadores), independentemente do tamanho de suas populações.

Na Câmara dos Deputados, o número de cadeiras por estado é distribuído conforme o número de habitantes da região. Entretanto, como essa proporcionalidade é limitada a um mínimo de oito deputados e a um máximo de setenta deputados por estado, a representação não se dá de forma justa. Enquanto Roraima tem um representante para cada 51 mil habitantes, São Paulo é representado por um deputado para cada 585 mil habitantes.

Segundo o Ministério do Planejamento, em 2012 a média salarial do Legislativo era de R$ 15.055. O valor é mais que o dobro do que ganham os servidores do Executivo – R$ 5.906. No Judiciário a média é de R$ 10.385.

Para se ter uma ideia, o salário de um parlamentar é de R$ 26,7 mil. O valor pode ser ainda maior se considerados os acréscimos de auxílio-moradia (R$ 3,8 mil) e a cota para exercício do mandato (R$ 34,2 mil).

Congresso brasileiro é o segundo mais caro do mundo

O congressista brasileiro é o segundo mais caro em um universo de 110 países.  É o que aponta estudo realizado em 2012 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com a UIP (União Interparlamentar), divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o levantamento, cada um dos 594 parlamentares do Brasil – 513 deputados e 81 senadores – custa para os cofres públicos US$ 7,4 milhões por ano. O custo brasileiro supera o de 108 países e só é menor que o dos congressistas dos Estados Unidos, cujo valor é de US$ 9,6 milhões anuais.

Em resposta à Folha, os assessores da presidência da Câmara disseram que a constituição brasileira é recente, o que exige uma produção maior dos congressistas e faz com que eles se reúnam mais vezes – na Bélgica, por exemplo, os deputados só têm 13 sessões por ano no plenário. No Brasil, a Câmara tem três sessões deliberativas por semana. Ainda segundo a publicação, no total, as despesas do Congresso para 2013 representam 0,46% de todos os gastos previstos pela União. O percentual é próximo à média mundial, de 0,49%.

Logo após a divulgação do ranking dos Congresso, o consultor político Rogério Schmitt escreveu um artigo para a Folha apontando dois motivos para o Congresso brasileiro ser o segundo mais caro entre os 110 países analisados.

Schmitt cita o elevado número de funcionários e aposentados na folha de pagamentos, como um dos fatores. Segundo ele, a quantidade é da mesma magnitude do Congresso americano.

O segundo fator é o número de dias com sessões plenárias no ano: em 2012 foram 160. O consultor político aponta que o Congresso brasileiro é o 5º que mais vezes se reúne para votar leis. No ano passado, o Congresso Nacional aprovou 193 leis ordinárias (propostas por parlamentares) e 45 medidas provisórias (propostas pelo Executivo).

Reforma administrativa do Senado

Um dia antes de ser entregue uma petição com cerca de 1,6 milhões de assinatura pedindo pelo impeachment de Renan Calheiros (PMDB), na terça-feira da semana passada, o Presidente do Senado anunciou reforma administrativa na Casa.

A reforma que prevê economia anual de R$ 262 milhões já foi aprovada pela Mesa Diretora do Senado.  Embora a economia seja bem-vinda, ela representa apenas 7% do orçamento da Casa previsto para este ano, de R$ 3,5 milhões.

De acordo com o Senado, a proposta se baseou em sugestões apresentadas pelos dirigentes dos ¬diversos órgãos administrativos da Casa e procura eliminar excessos e superposições.

Entre as mudanças propostas, está a ampliaçao da jornada de trabalho dos servidores da Casa de seis para sete horas diárias. Além da não renovação de contratos de mão de obra com vencimento até o meio do ano e a demissão de 512 funcionários do apoio administrativo e outros 61 do arquivo, entre outras medidas.

Aposentados e pensionistas da União devem fazer recadastramento a partir de hoje

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

Aposentados (2)De acordo com o Ministério do Planejamento, o recadastramento anual vai abranger 710 mil beneficiários. No mês de aniversário, essas pessoas deverão comparecer a uma das agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou do Banco de Brasília, em qualquer local do país, para fazer a chamada comprovação de vida

Aposentados e pensionistas da União devem fazer recadastramento a partir de amanhã

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Aposentados e pensionistas civis da administração pública federal devem fazer  recadastramento a partir de manhã (1º). Anistiados políticos civis também devem atualizar os dados.

De acordo com o Ministério do Planejamento, o recadastramento anual vai abranger 710 mil beneficiários. No mês de aniversário, essas pessoas deverão comparecer a uma das agências do Banco do Brasil (BB), da Caixa Econômica Federal ou do Banco de Brasília (BRB), em qualquer local do país, para fazer a chamada comprovação de vida. Nesses bancos, estão concentrados cerca de 90% do pagamento dos benefícios. Somente em março, o ministério espera recadastrar 58 mil pessoas.

Os aposentados, pensionistas e anistiados devem apresentar um documento oficial de  identificação (identidade ou carteira profissional) e o CPF.

O ministério informa que o governo vai enviar carta para informar sobre a necessidade de fazer o recadastramento. Entretanto, mesmo quem não receber a carta de convocação deve ir a uma agência de um dos três bancos, no mês de aniversário.

Os aposentados, pensionistas e anistiados que fizeram aniversário em janeiro e fevereiro deste ano vão aguardar 2014 para fazer o recadastramento.

Quem não tiver condições de ir a uma agência bancária precisará agendar uma visita técnica. Isso pode ser feito pelo próprio interessado ou por qualquer outra pessoa, ligando para a Central de Atendimento Alô Segep, pelo telefone 0800 978 2328, ou para a unidade de Recursos Humanos do órgão a que está vinculado. Também está à disposição o e-mail recadastramento@planejamento.gov.br.

Quem não se recadastrar nos prazos determinados pode deixar de receber o benefício. De acordo com o ministério, o prazo é o mês de aniversário e, vencido esse período, haverá mais uma chance nos 30 dias seguintes. Se mesmo assim não houver comparecimento, o benefício será suspenso até que a situação cadastral seja regularizada.

De acordo com o ministério, anteriormente o recadastramento estava centralizado na antiga Secretaria de Recursos Humanos. Como o número de pessoas é muito grande para uma capacidade operativa pequena, o sistema ficou inviabilizado. Agora, com a parceira com os bancos, foi implantado o novo modelo de recadastramento.

Edição: Juliana Andrade

Barbosa quer encerrar processo do mensalão até julho

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

AgenciaBrasil121212_DSA1554O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse  que espera encerrar em julho todas as pendências da Ação Penal 470, o processo do mensalão, do qual é relator. A expectativa é de que as ordens de prisão sejam expedidas até essa data.

Barbosa quer encerrar processo do mensalão até julho

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse hoje (28) que espera encerrar em julho todas as pendências da Ação Penal 470, o processo do mensalão, do qual é relator. A expectativa é de que as ordens de prisão sejam expedidas até essa data.

Barbosa concedeu entrevista a jornalistas de veículos internacionais nesta manhã. Algumas das declarações dadas pela o ministro durante o encontro foram confirmadas pela assessoria de imprensa do Supremo nesta tarde.

Barbosa está confiante de que todos os recursos sejam apreciados ainda no primeiro semestre e que o processo seja encerrado definitivamente antes do recesso do meio do ano. Ele ponderou, no entanto, que o julgamento dos embargos pode trazer imprevistos em relação à decisão do ano passado, que condenou 25 dos 37 réus.

Na fase atual, os ministros estão revisando os votos e notas taquigráficas para que o acórdão possa ser publicado. O acórdão traz as principais decisões e considerações dos ministros. Na semana retrasada, Barbosa encaminhou ofício aos colegas informando que já terminou sua parte. Também disse, pela imprensa, que espera a colaboração dos demais integrantes da Corte.

De acordo com o regimento interno do Supremo, o acórdão deve sair 60 dias após a conclusão do julgamento, prazo dificilmente seguido. Só após a publicação do acórdão, as partes envolvidas podem apresentar recursos, no prazo de cinco dias.

Edição: Carolina Pimentel

Dilma defende abertura de portos para investimento da iniciativa privada

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

ABr27022013DSC_5868“O Brasil tem que abrir os portos. Nós temos um imenso e desnecessário custo em portos. Abrir os portos não significa tirar 1 milímetro de direito do trabalhador portuário. Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos”, disse a Presidenta.

Dilma defende abertura de portos para investimento da iniciativa privada

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

Pedro Peduzzi e Danilo Macedo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (27) a abertura dos portos para investimentos privados e destacou que a Medida Provisória 595 – que estabelecerá as novas regras para o setor portuário – não retirará nenhum direito dos portuários.

“O Brasil tem que abrir os portos. Nós temos um imenso e desnecessário custo em portos. Abrir os portos não significa tirar 1 milímetro de direito do trabalhador portuário. Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos. Mas implica, necessariamente, em abrir à concorrência, porque um dos nossos custos, chamado custo Brasil, lá fora, é portos”, argumentou a presidenta, ao participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto.

O ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, reiterou ontem (26) que o objetivo da MP 595 foi definido a partir de um diagnóstico de baixa eficiência logística no escoamento da produção e do breve esgotamento da capacidade instalada. Segundo ele, até 2015, a capacidade dos portos brasileiros não dará mais conta da demanda, que vem evoluindo a cada ano.

No último dia 22, o governo e os portuários fecharam um acordo para suspender as greves nos portos até o próximo dia 15 de março. Os trabalhadores protestam por mudanças na medida provisória.

No discurso de hoje, a presidenta disse ainda que as ferrovias também deverão ser beneficiadas com as parcerias público-privadas. “Fizemos um imenso esforço na área de infraestrutura e queremos que esse esforço tenha resultado. Estamos fazendo uma apresentação internacional em alguns grandes centros. Nós acreditamos que o Brasil precisa de um modelo de rodovias simples já testado. O país precisa [também] de ferrovias e hidrovias. É impossível continuar transportando minério, grãos só por estrada. O modelo de ferrovias vai ser objeto agora de avaliação dos investimentos privados nacionais e internacionais. Queremos que essa seja uma solução enormemente bem-sucedida”, disse.

Dilma Rousseff reiterou que o Brasil não corre risco de enfrentar racionamento de energia. A presidenta disse que quem colocou “expectativa negativa gratuita no país” está agora calado, lembrando que, em 2013, serão agregados mais 10 mil megawatts (MW) de energia ao sistema elétrico brasileiro, e que o país conta ainda com os 14 mil MW das termelétricas.

“Eu repito: não vai haver racionamento de energia. Quem disse isso em dezembro e janeiro, hoje se cala. Eles colocam expectativa negativa gratuita ao país, mas este país tem segurança energética”, disse a presidenta. “Não é admissível que se diga que vai ter racionamento, quando não vai haver racionamento. Eu acho que essa irresponsabilidade afeta a vida das pessoas, das empresas”, acrescentou.

Dilma voltou a defender o aproveitamento do potencial hidrelétrico, e que as térmicas são fundamentais para garantir a segurança energética em tempos de reservatórios baixos. “Todos nós defendemos que não se pode construir reservatórios imensos, mas para não construirmos reservatórios imensos temos de construir térmicas”, disse.

Edição: Carolina Pimentel

Lula se compara a Lincoln e diz que seu sucesso incomoda

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

timthumbEm discurso realizado nesta quarta-feira, 27, durante um evento de comemoração dos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores, Lula criticou seus adversários políticos, a imprensa e se comparou ao ex-presidente americano Abraham Lincoln.

Lula se compara a Lincoln e diz que seu sucesso incomoda

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Em discurso realizado nesta quarta-feira, 27, durante um evento de comemoração dos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores, Lula criticou seus adversários políticos, a imprensa e se comparou ao ex-presidente americano Abraham Lincoln.

Segundo Lula  seus adversários se sentem incomodados pelo sucesso alcançado por ele. “Acho que a bronca que eles tinham de mim é o meu sucesso e agora é o sucesso da Dilma. Eles não admitem que uma mulher que veio de onde ela veio dê certo porque a onda pega. Daqui a pouco qualquer um de vocês vai querer ser presidente da República”, disse Lula.

Em um momento do pronunciamento, o ex-presidente orientou a direção da CUT a se organizar para ganhar mais visibilidade e fez diversas críticas à mídia sem citar diretamente os veículos de comunicação.

“Essa gente nunca quis que eu ganhasse as eleições. Esse dia eu estava lendo, eu ando lendo muito agora, o livro do Lincoln e fiquei impressionado como a imprensa batia no Lincoln em 1860. Igualzinho bate em mim. E o coitado não tinha computador. Ele ia para o telégrafo esperando tic tic tic. Nós aqui podemos xingar o outro em tempo real. Quantos já estão tuitando aí?”, disse o ex-presidente ressaltando que a entidade não precisa pedir favor a jornais.

Segundo Lula, a imprensa não acompanha os movimentos sociais, era contra a campanha das diretas e somente noticia assuntos que são ruins para o governo.

“Esses formadores de opinião pública eram contra a campanha das diretas. Só foram para rua quando foram 300 mil pessoas para a Praça da Sé. Essa gente não era contra a derrubada do Collor também. Quantas vezes vocês fazem passeata em Brasília e não aparece na mídia? Se for contra o governo, aí vai aparecer na televisão e, se alguém xingar o governo, vai aparecer mais ainda”, disse o ex-presidente.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Cresce o número de mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

timthumbO número de mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama vem aumentando nas últimas três décadas. De acordo com Rebecca Johnson, da Universidade de Washington, entre 1976 e 2009, a incidência da doença em mulheres com idades entre 25 e 39 anos subiu 2,1% por ano.

Cresce o número de mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

O número de mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama vem aumentando nas últimas três décadas. De acordo com Rebecca Johnson, da Universidade de Washington, entre 1976 e 2009, a incidência da doença em mulheres com idades entre 25 e 39 anos subiu 2,1% por ano.

Análises feitas pela Vigilância, Epidemiologia e Resultados Finais (SEER) dos EUA, mostram que esse aumento não foi registrado em mulheres mais velhas. O instituto declarou que ainda não está claro o motivo do aumento da doença entre as jovens.

Julian Thomas, diretor de oncologia cirúrgica do Allegheny General Hospital, EUA, aponta a alta taxa de obesidade, genética e o consumo de álcool e tabaco como as possíveis causas desse aumento de incidência. Segundo Thomas, algo precisa ser feito urgentemente.

“Isso é um problema porque nós não costumamos fazer mamografia antes dos 40 anos, a menos que exista um forte histórico familiar “, disse ele.

A doença vem afetando jovens independente da etnia, ou região. Em contrapartida, o diagnóstico de câncer de mama em mulheres acima dos 40 anos é cada vez  menor.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Tiririca, o palhaço que perdeu sua graça no Congresso

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

timthumbEm entrevista ao Financial Times, Tiririca se disse decepcionado com o sistema político e criticou a ineficácia do Congresso. “Você passa os dias inteiros sem fazer nada, esperando para votar enquanto todos discutem. Quando estava de fora, pensava que chegaria aqui e faria um milhão de coisas, mas não é assim que funciona”, lamentou o deputado.

Tiririca, o palhaço que perdeu sua graça no Congresso

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

A breve carreira de um dos legisladores mais inusitados do Brasil diz muito sobre a disfuncionalidade da política brasileira. Eleito em 2010 como o deputado mais votado do país, Tiririca, visto como uma piada pela elite política do país, chegou a Brasília carregado por uma onda de votos de protesto (semelhante àquela que quase levou o comediante Beppe Grillo ao poder na Itália nesta segunda-feira, 24) e com a promessa de descobrir o que faz um deputado.

Em entrevista ao Financial Times, Tiririca se disse decepcionado com o sistema político e criticou a ineficácia do Congresso. “Você passa os dias inteiros sem fazer nada, esperando para votar enquanto todos discutem. Quando estava de fora, pensava que chegaria aqui e faria um milhão de coisas, mas não é assim que funciona”, lamentou o deputado.

Apesar de afirmar que nunca foi subornado, Tiririca diz que a corrupção é uma realidade da política brasileira, mesmo após o julgamento do mensalão, quando membros influentes do governo foram condenados por compra de votos. “Aqueles que fazem coisa errada não vão parar. Só ficarão mais cautelosos”, disse.

Entre as principais conquistas do deputado celebridade está a luta pelos direitos dos  artistas de circo. O deputado também foi votado como um dos melhores políticos do país por estar entre os nove (de um total de 513) a comparecer a todas as sessões.

Tiririca confidencia que está cansado da política e não deseja se reeleger. Aparentemente, ele descobriu a resposta para a pergunta que o levou a Brasília: o que um deputado faz? “Ele trabalha muito e produz pouco. Essa é a verdade”, disse.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Onde Bento XVI vai morar depois da renúncia?

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

timthumbQuando a renúncia de Bento XVI tornar-se oficial, o ex-papa vai passar uma temporada em Castel Gandolfo, a residência papal de verão, em uma pequena cidade fora de Roma. De lá, ele voltará para o Vaticano, onde deve ficar no  convento Mater Ecclesiae.

Onde Bento XVI vai morar depois da renúncia?

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Quando a renúncia de Bento XVI tornar-se oficial, o ex-papa vai passar uma temporada em Castel Gandolfo, a residência papal de verão, em uma pequena cidade fora de Roma. De lá, ele voltará para o Vaticano, onde deve ficar no  convento Mater Ecclesiae, uma estrutura de quatro andares construída há 21 anos para servir como um lugar “para a vida contemplativa dentro dos muros da Cidade do Vaticano”, como descreve o site do Vaticano. De acordo com as autoridades da Igreja, Bento XVI poderá ficar lá pelo tempo que quiser.

Leia também: Último sermão de Bento XVI reúne milhares de pessoas

O Papa Bento XVI irá para a residência papal de Castel Gandolfo quando sua renúncia tornar-se efetiva. Quando a reforma no mosteiro das freiras de clausura dentro do Vaticano estiver completa, o Santo Padre vai passar lá um período de oração e reflexão.

Operários começaram a transformar o edifício em uma residência em novembro, após as freiras de clausura saírem de lá. O Vaticano não disse se as reformas no convento foram realizadas com o pontífice em mente, mas de acordo com o jornal do Vaticano L’Osservatore Romano, a decisão do papa de renunciar foi tomada “há muitos meses”.

 

‘Momento Obama’ no Vaticano?

De acordo com a revista New Yorker, que usou como base um popular site de apostas online, as probabilidades favorecem a eleição do cardeal de Gana, Peter Turkson, para assumir o papado. Ele seria o primeiro papa da África desde Gelásio I, que exerceu o mais alto cargo da Igreja Católica há mais de 1.500 anos, mas que não era negro. Desde então, vários candidatos africanos têm atraído interesse (como o Cardeal Gantin do Benin, em 1978, e o cardeal Arinze da Nigéria, em 2005), mas nenhum chegou a ser considerado um favorito entre os “papáveis”.

Desta vez é difícil de ignorar o argumento demográfico em favor de um papa não-europeu. Apenas nos oito anos do papado de Bento XVI, o número de católicos na África cresceu 21% e o número de sacerdotes 16%. Na Europa, por outro lado, o número de católicos caiu a tal ponto que a região já não é mais considerada a mais católica do mundo, nem em termos do número de fiéis, nem como porcentagem da população. A eleição de Turkson pelo Colégio dos Cardeais, a maioria dos quais ainda vêm da Europa, seria um claro reconhecimento de que a liderança da Igreja tem de refletir essa mudança de centro de gravidade. O passado da Igreja Católica está na Europa, mas seu futuro está na África e na Ásia.

Turkson também tem uma história de vida convincente. Nascido em uma família pobre, filho de carpinteiro, ele tocou em uma banda de afrobeat quando era mais jovem. Para se sustentar como um estudante de seminário em Nova York na década de setenta, trabalhou como faxineiro, e quase foi preso por policiais que o confundiram com um ladrão quando ele limpava um banco à noite.

Ele é jovem (para um cardeal) e entende de tecnologia (supostamente tem iPod e iPad). Fala sete línguas e gosta de brincar com as pessoas em suas línguas nativas. Tanto por causa da sua personalidade como do potencial de um marco histórico, alguns jornalistas começaram a chamar esta eleição papal de “momento Obama” da Igreja. Esta metáfora é apta apenas na medida em que ambos irão decepcionar os liberais que esperam por mudanças significativas. Enquanto Obama se posicionou como um reformista cauteloso, Turkson é abertamente conservador. Ele não vai diminuir a oposição ao casamento gay, o aborto, contraceptivos ou a ordenação de mulheres. 

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

STF: Congresso liberado para votar royalties

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

ministrosGervasioBaptistaSCOSTFOs ministros do Supremo Tribunal Federal, por seis votos a quatro, derrubaram a liminar determinando a votação em ordem cronológica de todos os 3,2 mil vetos presidenciais que trancam a pauta do Congresso.

STF: Congresso liberado para votar royalties

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por seis votos a quatro, derrubaram nesta quarta-feira (27) a liminar determinando a votação em ordem cronológica de todos os 3,2 mil vetos presidenciais que trancam a pauta do Congresso. Desta forma, a rejeição parcial da presidenta Dilma Rousseff ao projeto dos royalties do petróleo pode ser analisado em qualquer sessão do Congresso Nacional. A análise do Orçamento 2013 também está liberada.

 

Leia tudo sobre o orçamento

Leia tudo sobre os royalties

A posição veio após os ministros analisarem um agravo apresentado pela Mesa do Congresso contra o mandado de segurança do deputado Alessandro Molon (PT-RJ). Para os advogados do Senado, que assinaram o recurso, determinar a análise cronológica configura “usurpação de prerrogativa do Poder Legislativo”. Também apontaram que a decisão anterior tranca a pauta do Congresso.

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O ministro Teori Zavascki, primeiro a votar e quem abriu a dissidência, afastou a possibilidade de que a questão dos vetos era “interna corpuris”, de atribuição única do Congresso. Ao acionar o STF, os parlamentares colocaram a mais alta corte do país como árbitro de uma dúvida constitucional. Primeiro a votar, ele ponderou que a votação de vetos poderia trazer um problema legal para o país.

Também disse que, se fosse analisar todos os vetos na pauta, o Congresso não conseguiria cumprir a norma constitucional daqui para frente. “A pretexto de se fazer cumprir o texto constitucional, uma decisão dessa natureza inviabilizaria de forma momentânea a análise tempestiva de novos vetos”, afirmou Teori. Ele lembrou que no ano passado adotou uma postura ao caso das medidas provisórias.

Deputados acreditam em “meio termo” do STF

Críticas

Fux, no entanto, discorda. Ele entende que a questão das medidas provisórias deixaria um vácuo de leis no país. No caso dos vetos, o ministro não vê o mesmo prejuízo. Já Teori acredita que os argumentos legais são os mesmos nos dois casos. “É a desobediência ao processo legislativo constitucional”, opinou. Ele chegou a sugerir a adoção do mesmo critério das medidas provisórias, sendo acompanhado por Rosa Weber e Toffoli. Os outros não se manifestaram sobre a possibilidade.

Rosa Weber, José Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes,  acompanharam Teori. “Não vejo, da leitura do artigo 66 (da Constituição), que ali se impôs uma ordem cronológica de votação. O artigo não tira a do Congresso a prerrogativa da pauta política”, afirmou Toffoli. Já Gilmar Mendes classificou os 3 mil vetos parados como um “quadro de patologia”.

Os ministros Marco Aurélio, Celso de Mello, decano da corte, e o presidente do STF, Joaquim Barbosa, votaram com o relator para manter a liminar. O decano da corte, disse que a inércia das instituições compremete a força normativa da Constituição. “Representa um desprezo àquilo que a Assembleia Nacional Constituinte reconheceu e decidiu por mandato popular”, afirmou. Já o presidente do STF ressaltou que a corte está diante de um “fenômeno de extrema gravidade”. “Estamos diante de um exemplo muito claro de como se dá a hipertrofia de um Poder no nosso sistema de governo”, disse.

Logo que os ministros voltaram do intervalo, o relator do mandado de segurança, Luiz Fux, ressaltou que o “absurdo aqui solta aos olhos”. Ele lembrou que já se passaram “4325 dias de inércia legislativa”. Ele citou o tempo em que os vetos mais antigos estão esperando votação. O mais antigo está na pauta desde 2000. Logo após a breve intervenção, os outros ministros começaram a votar.

Urgência

Concedida em dezembro pelo ministro Luiz Fux, a liminar derrubava o regime de urgência do veto parcial ao projeto dos royalties do petróleo e determina a análise em ordem cronológica de todas as negativas presidenciais. A decisão do ministro deu fôlego para os estados produtores do petróleo, que eram os maiores prejudicados com o texto aprovado pelo Congresso em novembro.

Câmara aprova royalties sem dinheiro para educação

A presidenta Dilma Rousseff, com o argumento de não romper contratos, decidiu vetar parcialmente o projeto. Em seguida, editou uma medida provisória regulamentando a questão. A proposta tramita no Congresso e tem como relator o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o mesmo que elaborou o relatório derrubado pela Câmara em novembro passado. O texto não tem data para ser apreciado em plenário.

Royalties: Dilma veta quebra de contratos vigentes

Quando a liminar foi concedida, parlamentares decidiram votar todos os vetos em uma única sessão. A cédula com todas as negativas presidenciais chegou a ser distribuída. No entanto, a sessão acabou cancelada. Primeiro integrantes da oposição questionaram a possibilidade de analisar a peça orçamentária. Depois, o próprio governo orientou os líderes para esperar o STF.

Por Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

Câmara acaba com 14º e 15º salários de parlamentares

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

plenario3LaycerTomazAgenciaCamara-285x280A Câmara aprovou a extinção do 14º e 15º salários dos senadores e deputados. Todo os anos, os congressistas ganham dois salários extras no valor de R$ 26.723,13, valores que tempos atrás eram isentos até da cobrança de imposto de renda.

Câmara acaba com 14º e 15º salários de parlamentares

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Por Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br

A Câmara aprovou na tarde desta quarta-feira (27) a extinção do 14º e 15º salários dos senadores e deputados. Todo os anos, os congressistas ganham dois salários extras no valor de R$ 26.723,13, valores que tempos atrás eram isentos até da cobrança de imposto de renda. Porém, vai continuar existindo uma ajuda de custo aos parlamentares no início e no final de cada mandato para auxiliá-los em suas mudanças dos estados para Brasília.

O projeto foi aprovado no Senado em maio do ano passado. Hoje os deputados mantiveram o texto para evitar que o benefício permanecesse sendo pago. O relator da matéria na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), Afonso Florence (PT-BA), e outros parlamentares pensaram em implantar uma ajuda de mudança proporcional à distância do estado para Brasília, mas acabaram descartando a ideia para não atrasar a aprovação.

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Com a mudança, o contribuinte vai economizar cerca de R$ 97 milhões a cada quatro anos com os benefícios pagos aos 594 deputados e senadores. A ajuda de custo mantida significará uma despesa de aproximadamente R$ 30 milhões a cada mandato de quatro anos.

A matéria só foi aprovada após pressão da sociedade. A Câmara passou 2011 resistindo abrir mão do benefício, criado em 2006. O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), disse que a decisão seria “serena”, mas não de responsabilidade dele. “O mérito, a favor ou contra, não é do presidente, mas de toda essa Casa”, avisou, antes de colocar o projeto em votação.

Rubens Bueno (PPS-PR) disse que a decisão de extinguir os salários extras era uma “reverência à sociedade”. “Qual trabalhador neste país recebe 14º e 15º?”, perguntou.

14º e 15º salários

Custo ao ano: R$ 31,7 milhões
Custo por mandato: R$ 127 milhões
Ajuda de custo mantida: R$ 30 milhões
Economia total: R$ 97 milhões

Por que não quis!

O deputado Reguffe (PDT-DF) fez questão de dizer em plenário que nunca recebeu 14º e 15º salários desde que assumiu o mandato. O anúncio nos microfones irritou Chiquinho Escórcio (PMDB-MA) e Sílvio Costa (PTB-PE). No lado esquerdo do plenário, Escórcio gritava contra Reguffe: “Por que não quis! Por que não quis! Não precisa”. Sílvio Costa, que defendeu a votação simbólica para evitar a exposição dos colegas “midiáticos”, foi ao microfone: “Vossa Excelência não vai virar a estrela daqui”.

Para encerrar discursos e debates, Alves pediu celeridade e o fim dos debates em plenário. “Isso era para ser rápido. Ninguém está aqui para fazer caça às bruxas”, afirmou o presidente.  O presidente da Câmara foi aplaudido pelos deputados. Mesmo assim, os debates continuaram. Anthony Garotinho (PR-RJ) falou em “imoralidade” com o dinheiro público. Não foi aplaudido por ninguém no plenário.

A um passo da impressão 3D de armas de fogo

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

timthumb.phpCody Wilson, um estudante de Direito na Universidade do Texas, arrendou uma impressora 3D Stratasys há poucos meses. Ele queria imprimir uma arma. Mais do que isso, ele e o grupo que ele fundou,  pretendiam desenvolver projetos para a impressão 3D de armas e peças de armas e distribuir esses projetos online.

A um passo da impressão 3D de armas de fogo

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

Cody Wilson, um estudante de Direito na Universidade do Texas, arrendou uma impressora 3D Stratasys há poucos meses. Ele queria imprimir uma arma. Mais do que isso, ele e o grupo que ele fundou, Distributed Defense (Defesa Distribuída), pretendiam desenvolver projetos para a impressão 3D de armas e peças de armas e distribuir esses projetos online. Os motivos de Wilson são abertamente políticos: ele diz que quer “[expandir] uma esfera livre de ação … em contraste com o regime regulamentar previsto… Qualquer um pode tê-la [uma arma caseira], qualquer um pode imprimi-la, qualquer pessoa pode usá-la”. A Stratasys não achou graça. Wilson disse que eles pegaram a impressora de volta antes que ele pudesse terminar a sua instalação.

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Não satisfeita, a implacável Distributed Defense juntou dinheiro suficiente para, primeiro, alugar algumas impressoras 3D nos arredores de Austin, no Texas, e depois, para comprar duas das mesmas. No início deste mês Wilson e seus funcionários testaram com sucesso um carregador de plástico para uma AR-15, um dos fuzis mais populares no mundo, com 30 munições, que imprimiram na empresa. Eles chamaram a câmara de “Cuomo”, em homenagem ao governador de Nova York, que defendeu uma legislação que proíbe carregadores em fuzis com mais de sete espaços para balas. Outros empreendedores também já imprimiram com êxito a culatra, o gatilho e a alça da mira, embora não a câmara ou o cano de uma arma. Isso é muito mais difícil, mas os rápidos avanços da tecnologia estão deixando muita gente nervosa.

Um deles é Steve Israel, um deputado democrata de Long Island, que planeja introduzir uma legislação para atualizar e expandir, nos EUA, a Lei contra Armas de Fogo Indetectáveis. Esse projeto de lei proíbe o porte de armas de fogo que não podem ser detectadas ??em máquinas de raios-X comuns. O deputado quer tornar carregadores de plástico ilegais também. Mas é mais fácil falar do que fazer isso. Banir partes de armas de plástico quando elas não existiam era uma coisa. Impor uma proibição quando qualquer pessoa com uma conexão à internet e uma impressora 3D pode fabricá-las é inteiramente outra.

 

Poppi recebeu R$ 5 mil para diárias em Cuba, dias depois da reunião difamatória contra Yoani

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

1171_yoaniO servidor da Secretaria Geral da Presidência, Ricardo Augusto Poppi Martins, recebeu da União R$ 5.095,10 para se hospedar em Havana, capital de Cuba, sete dias após ter participado de reunião na embaixada cubana em Brasília, quando foi distribuído CD com conteúdo difamatório sobre a bloggueira Yoani Sánchez.

Poppi recebeu R$ 5 mil para diárias em Cuba, dias depois da reunião difamatória contra Yoani

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
Gabriela Salcedo
Do Contas Abertas
O servidor da Secretaria Geral da Presidência, Ricardo Augusto Poppi Martins, recebeu da União R$ 5.095,10 para se hospedar em Havana, capital de Cuba, sete dias após ter participado de reunião na embaixada cubana em Brasília, quando foi distribuído CD com conteúdo difamatório sobre a bloggueira Yoani Sánchez.

Martins trabalha na Secretaria desde maio de 2011 e ganha cerca de R$ 6,8 mil brutos mensalmente para exercer o cargo de Coordenador de Novas Mídias e outras Linguagens de Participação. Ele viajou a Cuba no dia 10/02 e reservou hospedagem em hotel por oito dias, recebendo para tal, diárias de U$ 320. Na ordem bancária obtida pelo Siafi (Sistema Integrado de Administraçao Financeira da Secretaria do Tesouro Nacional) não está descrita a natureza da viagem.

Veja ordem bancária aqui.


A Secretaria confirmou que o servidor participou, quatro dias antes de viajar, no dia 6 de fevereiro, de uma reunião na embaixada cubana, em Brasilia, quando o foi entregue um CD que continha informações sobre Yoani Sánchez. Entretanto, conforme reportagem do periódico O Globo (19/02/13), o órgão não informou o conteúdo do disco e apenas se limitou a dizer que Martins foi a Cuba participar de um seminário sobre redes sociais, sem relação com a reunião.

O Contas Abertas solicitou à Secretaria Geral da Presidência uma cópia do CD entregue ao servidor, porém, até o fechamento desta reportagem, o material não foi encaminhado.

Já a revista Veja, que teve acesso ao CD, afirma que o conteúdo é difamatório e que a reunião foi coordenada pelo embaixador de Cuba, Carlos Zamora Rodríguez e pelo conselheiro político da embaixada, Rafael Hidalgo, junto a alguns representantes de organizações políticas do PT, PCdoB e CUT. A reunião teria como objetivo disseminar fatos supostamente negativos relacionados à blogueira.

A reunião, segundo a revista semanal, incentivou os participantes a organizarem campanha difamatória sobre Yoani, apoiada principalmente por meio de mídias sociais.

Para tanto, distribuiu a cada um dos presentes uma cópia do CD contendo dossiê de 235 páginas a respeito da blogueira, composto por fotos pessoais, montagens e, inclusive, acusações de “mercenária” e de fazer uso de sua luta para conquistar uma vida luxuosa.

Por fim, ambos os periódicos citados denunciaram suposto plano do governo de Cuba, para vigiá-la durante sua visita ao Brasil.

O Contas Abertas entrou em contato com a Embaixada Cubana para esclarecer a natureza da reunião realizada no dia 6 e para conhecer o conteúdo do CD distribuído na ocasião. Entretanto, a Embaixada informou que tanto Rodríguez como Hidalgo não se encontravam e não havia ninguém que poderia falar por eles. Até o fechamento desta reportagem, a Embaixada não retornou.

Chegada da Blogueira cubana

A escritora cubana, Yoani Sánchez, chegou ontem ao Brasil e foi recebida, durante rápida passagem no Aeroporto de Guararapes, em Recife, por cerca de 30 manifestantes. Segundo o jornal O Globo, eles são pertencentes ao Fórum de Entidades de Solidariedade com Cuba e a esperavam com cópias de dólares em mãos, gritando: “Yoani, eu já sabia, quem lhe banca é a CIA”.

De lá, a cubana fez escala para Salvador, de onde seguiu para Feira de Santana. No primeiro evento que participaria na cidade, a exibição de um documentário sobre a liberdade de expressão em Cuba e Honduras, no Museu Parque do Saber, mais manifestantes apareceram para ato de repúdio.

Segundo o periódico, a blogueira se escondeu em uma sala, enquanto o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) gritava “mentira” contra as acusações dos manifestantes, que cercaram a entrada do local.

Yoani Sánchez, que pretende divulgar seu livro “De Cuba, com carinho” pelo país, planejou viagem de sete dias pelo nordeste. Há mais de nove anos sem conseguir sair de Cuba, a passagem pelo Brasil, que custará cerca de R$ 8,5 mil, faz parte de itinerário de 80 dias pelo mundo.

Além do livro, Yoani é autora do blog Generátion Y e já ganhou prêmios internacionais concedidos a defensores da liberdade de expressão, como Ortega y Gasset, da Espanha, e Príncipe Claus, da Holanda. Ela se diz descrente da forma representativa com que os países democráticos se organizam. Afirmou ser apolítica e cética em relação aos partidos políticos.

Quanto às manifestações negativas a sua chegada ao Brasil, afirmou: “Essa é uma forma de democracia que espero ver em Cuba”.

Senadores querem definição do STF contra Renan

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

foto2_editUm grupo formado por senadores da oposição e independentes quer rapidez na análise do inquérito contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Supremo Tribunal Federal no caso dos bois de Alagoas. O anúncio foi feito, após uma série de entidades entregar, as 1,6 milhão de assinaturas virtuais pedindo a saída do peemedebista do cargo.

Senadores querem definição do STF contra Renan

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

Por Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

Um grupo formado por senadores da oposição e independentes quer rapidez na análise do inquérito contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso dos bois de Alagoas. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (20), após uma série de entidades entregar, de forma simbólica, as 1,6 milhão de assinaturas virtuais pedindo a saída do peemedebista do cargo.

A petição pelo afastamento de Renan

Petição contra Renan alcança meta de assinaturas

Editorial: a rendição do Congresso ao chiqueiro da política

“O mínimo que a gente pode fazer é reverberar na tribuna do Senado o clamor da população”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), um dos sete parlamentares que participaram da entrega simbólica, organizada pela rede Avaaz e apoiada por uma série de entidades. Também participaram os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Taques (PDT-MT), João Capiberibe (PSB-AP) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), além do deputado Chico Alencar (Psol-RJ).

1,5 milhão assinam petição contra Renan Calheiros

Durante o encontro com representantes das entidades e dos organizadores da petição on line, Cristovam ressaltou que o abaixo assinado pode até não ter valor legal, mas o Senado não pode dar as costas para o clamor das 1,6 milhão de assinaturas. “Se o Senado fechar os olhos para essas caixas, é bem capaz de surgir uma nova representação pedindo a renúncia de todos nós senadores”, disse o pedetista.

Os parlamentares, por enquanto, não vão levar a questão ao Conselho de Ética ou à Corregedoria da Casa. A ideia é pressionar publicamente pela tribuna do Senado e fazer com que outros colegas se manifestam. Enquanto isso, esperam que o ministro Ricardo Lewandowski, relator do inquérito dos bois de Alagoas, leve o caso para o plenário da mais alta corte do país.

Uma semana antes da escolha de Renan, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou denúncia contra o peemedebista no STF. Renan é acusado de ter cometido três crimes: peculato (desvio de dinheiro público ou bem público por funcionário público), falsidade ideológica e uso de documento falso. Não existe prazo para o inquérito entrar na pauta do Supremo.

As denúncias contra Renan Calheiros

Caixas vazias

Um grupo formado por aproxidamente 20 pessoas foi responsável por trazer as assinaturas virtuais aos senadores de oposição e independentes. A petição on line foi criada pelo representante comercial Emiliano Magalhães Neto no mesmo dia da eleição de Renan. “A gente não pode ser representado por um cidadão que não é idôneo. Somos chamados de palhaços colocando um senador como presidente um senador como Renan Calheiros na presidência”, afirmou.

“Renan tinha que ter vergonha”, diz criador de petição

Além de Magalhães, também participaram da reunião Pedro Abramovay, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) e diretor de campanhas do Avaaz, site responsável pela coleta das assinaturas, Antônio Carlos Costa, da ong Rio de Paz, Marcelo Medeiros, do Movimento 31 de Julho, e outras pessoas. “O que fez Renan cair em 2007 foi a pressão pública. A pressão política pode fazer isso acontecer de novo”, disse Abramovay.

Manifesto pró-renúncia de Renan chega ao Senado
Renan diz que assinaturas pró-renúncia não importam

Antes de entregar as assinaturas, grupo protestou na frente do Congresso

A concentração do grupo começou às 10h no gramado em frente ao Congresso. Munidos de faixas e vassouras, começaram um protesto silencioso contra Renan. Depois, ao entrar no Senado, não puderam levar um banner com a inscrição: “1,6 milhão dizem fora Renan! Será que o Senado vai ouvir”. Também não puderam entrar com vassouras e bandeiras, que ficaram do lado de fora. Entraram, então, com caixas de papelão vazias para simbolizar a entrega de assinaturas.

 

Depois do encontro com os senadores, as entidades seguiram para o STF. Eles vão protocolar uma petição pedindo pressa na análise do inquérito pelo ministro Ricardo Lewandowski. Ainda hoje vão conversar com o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado, e sugerir a elaboração de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra o voto secreto no Senado.

FBI investiga ‘insider trading’ na Heinz, comprada por fundo brasileiro

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

timthumbO FBI está investigando o possível uso de informação privilegiada (crime conhecido nos EUA como insider trading) em negociações das ações da Heinz, fabricante de condimentos adquirida na semana passada pelo fundo de investimento brasileiro 3G Capital, que tem entre os sócios Jorge Paulo Lemann.

FBI investiga ‘insider trading’ na Heinz, comprada por fundo brasileiro

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

O FBI está investigando o possível uso de informação privilegiada (crime conhecido nos EUA como insider trading) em negociações das ações da Heinz, fabricante de condimentos adquirida na semana passada pelo fundo de investimento brasileiro 3G Capital, que tem entre os sócios Jorge Paulo Lemann, um dos controladores da AmBev, e pelo investidor americano Warren Buffet.

Na última sexta-feira, 15, o Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado financeiro americano, entrou com uma ação para congelar os ativos de uma conta de investimento da Goldman Sachs na Suíça, onde teria ocorrido uma movimentação suspeita de ações da Heinz no dia anterior ao anúncio da compra, por US$ 23 bilhões, da fabricante de alimentos. Nesta terça-feira, 19, o FBI anunciou que entraria na investigação.

Para a SEC, o tamanho das transações de “opção de compra” (que garantem a oportunidade de adquirir um determinado número de ações por um preço predeterminado, em prazo preestabelecido), ocorridas na véspera da aquisição da Heinz, é “altamente suspeito”, já que a conta não havia movimentado ativos da Heinz nos últimos seis meses. As negociações teriam rendido mais de US$ 1,7 milhão em lucros aos operadores porque os papéis da Heinz subiram 19,9% no dia do anúncio do negócio.

A ação movida pela SEC marcou a segunda vez em seis meses que reguladores suspeitam de  insider trading em um negócio envolvendo a 3G Capital. O primeiro incidente ocorreu em setembro passado, e envolveu um operador da bolsa que teria passado informações privilegiadas relacionadas à compra do Burger King pela 3G, em 2010.

Fonte: opiniaoenotícia.com.br

Uma nova teoria sobre a postura ereta

terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013

Uma nova teoria sobre a postura ereta

terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013

As grandes pradarias africanas são uma das formações mais famosas do continente. Também são consideradas por muitos como cruciais para a evolução humana. Essa escola de pensamento defende que as pessoas andam sobre duas pernas porque seus ancestrais conseguiam dessa maneira enxergar mais longe em uma planície. Primatas da floresta não precisam ser bípedes, prossegue o argumento, porque as árvores já limitam seu campo de visão.

Em termos de histórias limitadas, esta é perfeitamente plausível, mas alguns vão mais longe e argumentam que a transição se deu quando as savanas em si passaram a existir, substituindo a floresta preexistente e forçando ancestrais humanos a se adaptarem ou perecerem. Evidências fósseis sugerem que a posição ereta da humanidade começou a evoluir entre 6 milhões e 4 milhões de anos atrás. Então a pergunta é: esse fato coincidiu com a formação da savana? Um estudo no periódico Geology, por Sarah Feakins, da Universidade do Sul da Califórnia, sugere que não.

A dra. Feakins estudou núcleos de sedimentos do Golfo de Áden, um lugar em que ventos oceânicos depositam detritos de uma parte substancial do leste do continente africano. Nesta região ela descreveu moléculas de plantas que datam 1 milhão a 12 milhões de anos. Tais moléculas contêm carbono, e átomos de carbono ocorrem em diversos isótopos, cujas proporções revelam sua história.

Para surpresa dela, as savanas parecem ter estado lá mesmo há 12 milhões de anos. A dra. Feakins mostrou que o lar da humanidade ancestral no leste da África nunca contou com florestas densas, então a ideia de pessoas sendo forçadas a andar com a postura ereta devido ao desaparecimento das florestas está errada.

Talvez tenha se tratado mais de atração do que de impulso – um nicho ecológico preexistente, embora vazio, implorando para ser ocupado por uma espécie empreendedora que pudesse fazer a transição.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br