Arquivo de Janeiro de 2013

A omissão criminosa só mudou de endereço

quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

timthumbA omissão criminosa só mudou de endereço. Ela é recorrente. E infelizmente, está presente na vida de todos nós e espalhada pelo Brasil. Do Oiapoque ao Chuí. Poderia enumerar várias tragédias quase que anunciadas e o texto viraria quase que uma enciclopédia. Não aguentamos mais. Não queremos mais. Não precisamos de mais.

A omissão criminosa só mudou de endereço

quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Por Claudio Schamis – opiniaoenoticia.com.br

O Brasil foi dormir no domingo, e acordou outro na segunda-feira. Acordamos arrasados. Devastados. Estarrecidos. Órfãos.

Órfãos da possibilidade de acompanhar a vida de filhos, parentes, amigos. Órfãos de futuros pais de família, futuros agrônomos, médicos veterinários, pedagogos. Não importa. Jovens que morreram pela incompetência, ganância, omissão, negligência, descaso, corrupção, desrespeito. Jovens, diria eu, que foram assassinados.

A omissão criminosa só mudou de endereço. Ela é recorrente. E infelizmente, está presente na vida de todos nós e espalhada pelo Brasil. Do Oiapoque ao Chuí.

Poderia enumerar várias tragédias quase que anunciadas e o texto viraria quase que uma enciclopédia.

Não aguentamos mais. Não queremos mais. Não precisamos de mais.

O problema principal é simples, está escancarado. Todos veem, mas ninguém faz nada. Ficam passivos, esperando o pior acontecer. E acaba acontecendo. Ficam como se estivessem sentados num banco de praça vendo a banda passar. E aí depois culpam o sistema. Culpam a burocracia. Culpam a falta de uma assinatura. Só não culpam a si mesmos. Tem sempre um, “mas não é bem assim…” E então como é?

Quando aconteceu a tragédia no morro do Bumba em Niterói em 2010, todos já sabiam que casas estavam em local de risco. Fizeram o quê? Nada. Esperaram tudo vir abaixo para fazerem o quê? Nada novamente. Faltam verbas. É complicado. As pessoas não querem sair. Não querem sair porque o governo (ir)responsável, quer quando muito, colocar todo mundo no final da curva do fim do mundo, onde não há nada. E complicar a já complicada vida desses trabalhadores.

Achávamos que essa tragédia serviria de alerta, de aprendizado. Mas não, foi um choque. Uma comoção. E hoje é apenas uma estatística guardada no banco de dados da prefeitura. Tanto é que continuamos a ver casas em locais de risco até o dia em que uma nova enxurrada carregar todas elas. E aí aparecem prefeitos, governadores com cara de choro lamentando a tragédia e dizendo que providências serão tomadas. Só que o tempo para o governo tomar providências não é o mesmo tempo da necessidade de quem precisa. E isso é fato comprovado. Existem até hoje pessoas que foram desabrigadas em chuvas e depois de anos ainda esperam por suas casas.

Será que a tragédia de Santa Maria vai ser a última já anunciada antes de acontecer?

Essa nova tragédia que matou até o momento 235 jovens, pois outros 122 continuam internados, sendo destes 75 em estado crítico, acendeu mais uma vez uma questão. E aí?

Todos rezam para que seja usada como exemplo para um “Nunca Mais”. Mas não foi novidade. Tragédias semelhantes em outros países não serviram de nada. Vimos, lamentamos, e não se olhou para ver como estávamos lidando com isso. Afinal nunca achamos que vai acontecer. É a coisa do pensamento estúpido. A pessoa só pensa em colocar uma tranca, um alarme, uma grade, depois que acontece a primeira vez. Até quando vamos esperar acontecer, para fazer acontecer? Que pensamento estúpido é esse? De onde vem isso?

Está nos jornais: “Prefeitos agora fazem varredura em boates e casas noturnas”.  Não é exatamente o que eu disse? Depois é que eles agem. Isso é criminoso. É negligente.

Agora vai ser aquela corrida desenfreada de muita fiscalização, denúncias e tudo mais. Tanto que esse movimento já começou e já temos estabelecimentos fechados.  Mas até quando vai durar isso? Será que daqui a duas semanas a coisa vai ficando mais morna, o tempo vai passando, as pessoas vão se distraindo com outros assuntos, a fiscalização vai relaxando, e quando se olhar foi coisa de momento.

Vergonhoso isso.

Não podemos permitir mais isso. Se não existe número suficiente de fiscais, que providencie. Não usem a desculpa que foi por falta de pessoal que tantos morreram. Não vamos repetir o que já vimos em outros setores, como o da Saúde, onde se morre porque não tem leito, não tem médico, não tem ambulância. A criança não estuda porque não tem professor, não tem escola. Isso é conversinha para boi dormir. Não engulo isso. Nem se o Zagalo pedir. Não tem, faça!

Claro que temos que buscar os culpados. E não pode culpar só os sócios da boate Kiss. O buraco é mais embaixo. Há uma culpa coletiva e em várias esferas. Da prefeitura, passando pelos Bombeiros (no que se refere à falta de fiscalização) e chegando à esfera federal, pois o governo federal deveria cobrar isso também. Da mesma forma que fez com a Lei Seca. Mas, quantas pessoas precisam morrer para que se acenda o alerta de que isso não pode mais continuar assim? Afinal, o governo federal não é o “pai” de todos ? Não deveria estar olhando por nós?

Vir para cima de mim com o papo de que existe problema com verba, a coisa não vai prestar. Tem tanta coisa que se pode fazer. Pode-se adiar a troca dos móveis do Palácio, pode-se não dar o 14º e 15º salário aos vereadores no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, pode-se não trocar a frota de carros dos parlamentares, pode-se tomar vergonha na cara, pode-se tanta coisa… Mas será que realmente querem?

Foi muito digno a presidente Dilma ter voltado antes da sua viagem e ter ido direto ao local da tragédia. Ponto. Então, Dilma, use a sua emoção e suas lágrimas para fazer algo mais. Que use como plataforma de governo, para fazer decretos, para cobrar de verdade, que se faça o trabalho de casa. Afinal o mundo todo está olhando para nós. O mundo todo está sofrendo conosco. E com certeza devem estar se perguntando. Por quê?

Por que a nossa vida para as autoridades (in)competentes não é assim, digamos, um “produto” muito valorizado? O que nós somos para eles? Figurantes? Números? Estatísticas? Uma grande pessoa quando querem o seu voto? Lixo?

Nós não somos lixos.

Nós podemos mudar isso. Veja o que fizemos com o mensalão. Temos que nos tornar, de uma vez por todas, fiscais e cobradores, igual muitos foram “fiscais do Sarney” que denunciavam o abuso de preços naquela época de inflação galopante. Temos que ser os “fiscais da vida” de todos nós, já que não podemos contar inteiramente com os que deveriam zelar por nós.

Otimismo do mercado fincanceiro é semi-irracional

quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

timthumbUm vírus está se espalhando pelos mercados financeiros – e não é o da gripe. Investidores por todo o mundo foram atacados por um acesso de otimismo, quando os mercados de ações de Nova York a Tóquio atingiram picos vistos pela última vez há alguns anos

Otimismo do mercado fincanceiro é semi-irracional

quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Um vírus está se espalhando pelos mercados financeiros – e não é o da gripe. Investidores por todo o mundo foram atacados por um acesso de otimismo, quando os mercados de ações de Nova York a Tóquio atingiram picos vistos pela última vez há alguns anos. O VIX, um indicador do medo dos investidores, caiu a seu nível mais baixo desde 2007. Essa ebulição tem fundamento?

Até certo ponto. Há três razões para se sentir mais otimista em relação à economia mundial. Primeiro, vários desastres foram evitados. Os políticos europeus se mostraram determinados a salvar a moeda única. Os políticos americanos evitaram despencar no “abismo fiscal”. Uma segunda razão para comemorações vem do ativismo dos bancos centrais. Em setembro o Banco Central Europeu prometeu comprar títulos ilimitadamente a fim de manter o euro de pé. Em seguida o Fed prometeu manter as taxas de juro baixas até a taxa de desemprego americana cair abaixo dos 6,5%, junto a compras mensais de títulos sem limites de valor total. Evidências de que o crescimento possa estar se acelerando, pelo menos em alguns lugares, fornece a terceira razão para otimismo. Grande parte das boas notícias vem da China, onde o crescimento do PIB disparou nos últimos meses de 2012, de 7,4% para 7,9% em relação ao trimestre anterior.

Essas são boas razões para se sentir melhor em relação aos prospectos da economia mundial, mas é necessários relativizá-los. Os políticos podem ter evitado catástrofes, mas ainda há falhas em suas políticas. O prospecto de ativismo por parte do banco central não é tudo isso que se diz por aí.

A maior razão para cautela, no entanto, se encontra no intervalo entre o otimismo do mercado financeiro e a realidade econômica. Esse intervalo é maior na Europa. O último acesso de otimismo nos mercados vem em boa hora, mas os governos não deveriam se deixar infectar por uma complacência perigosa.

PGR apura ajuda de deputado a refinaria investigada

quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

eduardo-cunha_renato-araujo_abrDenunciado por uso de documento falso, o candidato considerado favorito a tornar-se líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), responde também a um inquérito que apura eventual uso de prestígio parlamentar para ajudar uma refinaria acusada de crime tributário, na chamada “máfia dos combustíveis”.

PGR apura ajuda de deputado a refinaria investigada

quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Por Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br

Denunciado por uso de documento falso, o candidato considerado favorito a tornar-se líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), responde também a um inquérito que apura eventual uso de prestígio parlamentar para ajudar uma refinaria acusada de crime tributário, na chamada “máfia dos combustíveis”. Há dez meses, o ministro relator do Inquérito 3056 no Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, aguarda a tomada de quatro depoimentos pela Polícia Federal, o que ainda não ocorreu. Os policiais pediram mais prazo para concluir as oitivas.

 

PGR acusa Eduardo Cunha de falsificar documento

Leia a íntegra dos esclarecimentos de Eduardo Cunha

De acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, há “indícios do envolvimento” do deputado Eduardo Cunha numa investigação contra seis empresas suspeitas de formação de quadrilha e sonegação de impostos, dentre elas a Refinaria de Manguinhos, cujo dono é Ricardo Magro. Essa refinaria foi autuada por deixar de recolher tributos retidos na saída de gasolina para outras firmas. O deputado é um dos favoritos para assumir a liderança da bancada do PMDB na Câmara. A eleição está marcada para o próximo domingo (3).

Eduardo Cunha, segundo Gurgel, agiu para beneficiar Magro nas operações. “Valendo-se do seu prestígio como parlamentar, teria intercedido em favor dos interesses de Ricardo Magro junto a dirigentes da empresa Braskem para garantir a continuidade da aquisição de gasolina  pela Refinaria de Petróleo de Manguinhos”, escreveu o procurador ao ministro Celso de Mello. Os policiais captaram uma conversa telefônica entre o deputado e o dono de Manguinhos.

Apesar da suspeita, Gurgel não tem certeza se houve, de fato, participação do deputado nos fatos. Por isso, pediu ao STF que autorizasse a tomada de depoimentos de Magro e de mais quatro pessoas identificadas apenas como Itamar, Cláudio e Bernardo. Celso Mello determinou que a PF ouvisse o dono de Manguinhos, identificasse as outras três pessoas e tomasse seus depoimentos. Este ano, os policiais pediram mais dois meses de prazo para concluir o trabalho, pedido endossado por Gurgel.

Nada a ver

A reportagem do Congresso em Foco perguntou a Eduardo Cunha se ele efetivamente ajudou Magro a manter seus negócios com a Braskem, como sustenta o Ministério Público. Também questionou se esse auxílio configuraria algum crime. Mas o deputado se limitou a dizer que sua participação “nada tem a ver” com a investigação sobre sonegação fiscal.

“Simplesmente, houve conversa telefônica interceptada, em que eu era o interlocutor, e a partir daí o juiz de primeiro grau enviou ao STF pela prerrogativa de foro. A minha participação nada tem a ver com objeto do inquérito, e sequer houve denúncia”, disse ele, por meio de assessoria.

Assim como no caso do uso de documentos falsos no Tribunal de Contas do Rio, noticiado pelo Congresso em Foco na quarta-feira (30), o deputado afirmou que isso não prejudica sua campanha para tornar-se líder do PMDB na Câmara.” Não tenho qualquer constrangimento, não sou réu em nenhuma ação no STF, como informei anteriormente.”

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Tudo sobre a eleição da Mesa

Saiba mais sobre o Congresso em Foco (2 minutos em vídeo)

Gurgel admite investigação sobre Lula

quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

imagesCAVRGL6FO procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai enviar nos próximos dias ao Ministério Público Federal de primeiro grau trechos do depoimento do operador do mensalão, Marcos Valério, segundo o qual recursos do esquema foram usados para pagar despesas pessoais do ex-presidente Lula.

Gurgel admite investigação sobre Lula

quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai enviar nos próximos dias ao Ministério Público Federal de primeiro grau trechos do depoimento do operador do mensalão, Marcos Valério, segundo o qual recursos do esquema foram usados para pagar despesas pessoais do ex-presidente Lula.

Leia também: Gurgel diz que esquema do mensalão é ‘muito mais amplo’ Leia também: PT diz ser ‘absurda’ investigação de Lula no mensalão Leia também: Dinheiro do mensalão pagou despesas de Lula, diz Valério

O anúncio foi feito por Gurgel nesta terça-feira, 29. No início de janeiro, essa informação chegou a ser divulgada pela imprensa, mas descartada pela assessoria da Procuradoria Geral da República no mesmo dia. Na época, o órgão disse que não havia “qualquer decisão em relação a uma possível investigação do caso”.

Roberto Gurgel ressaltou nesta terça que não deve encaminhar qualquer orientação ao procurador da República responsável por analisar as acusações de Valério contra Lula. “Qualquer juízo que eu fizesse seria indevido e até uma interferência indébita na atuação do colega”, disse.

Lula não é candidato em 2014, diz presidente do PT

quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Agência Brasil - ABr - Empresa Brasil de Comunicação - EBCO presidente nacional do PT, Rui Falcão, rejeitou  a possibilidade de o ex-presidente Lula ser candidato ao Palácio do Planalto em 2014. Ele também negou que exista qualquer tipo de divergência entre Lula e a presidenta Dilma Rousseff.

Lula não é candidato em 2014, diz presidente do PT

quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Por Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, rejeitou nesta quarta-feira (30) a possibilidade de o ex-presidente Lula ser candidato ao Palácio do Planalto em 2014. Ele também negou que exista qualquer tipo de divergência entre Lula e a presidenta Dilma Rousseff. Falcão participa de uma reunião da bancada do PT na Câmara, em Brasília, que vai definir o segundo nome petista para compor a Mesa Diretora da Casa.

 

“Lula não está em campanha e não é candidato”, disse Falcão. Segundo o presidente do PT, que vai disputar a reeleição no comando do partido, Lula vai viajar em seminários pelo país e não em caravanas, como fez antes das eleições de 2002. “As caravanas iam em busca de um Brasil abandonado e esse Brasil não existe mais”, disse, fazendo referência às caravanas da cidadania, quando Lula e petistas viajaram pelo interior do país.

Na visão de Falcão, está havendo uma antecipação do processo eleitoral. Segundo o presidente do PT, os ataques realizados pela oposição “não produziram resultado esperado”. Ele citou temas como o Produto Interno Bruto (PIB) abaixo do esperado, na possibilidade de racionamento de energia e em um mau relacionamento de Dilma com Lula como alguns dos ataques.

“São os temas veiculados por um pretenso candidato que enfrenta resistência em seu próprio partido. Para nós não é bom precipitar o jogo eleitoral. Isso significaria encurtar o mandato da presidente, que é bem sucedido”, disse Falcão. Ele afirmou também que existem dois tipos de oposição no país. Uma é a parlamentar e a outra “extrapartidária”. De acordo com o presidente do PT, o segundo grupo engloba “setores da mídia”.

“São esses que tentam interditar a política no Brasil e fazem desqualificando a política. E quando fazem isso, abrem campos para golpes e expêriencias que levaram ao nazismo e golpismo, abre campo para udenismo, que é a tradição golpista no Brasil. Combater a oposição sem cara mas com voz é um dos objetivos”, adiantou, lembrando do calendário definido pelo PT para o próximo mês.

PT terá evento com ex-presidente Lula na Câmara

Um nome os petistas já escolheram: é do deputado André Vargas (PT-PR), que será o candidato à primeira vice-presidência. O PT ainda tem direito a outro assento na Mesa, que pode ser a segunda ou a terceira secretaria. A bancada também discute os projetos prioritários para o semestre legislativo. Entre eles, estão a reforma política, a análise dos vetos presidenciais e um novo modelo para o Fundo de Participação dos Estados (FPE).

PSB engrossa grupo anti-Renan no Senado

quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) conduz audiência pública sobre ?O uso sustentável da energia?, tema do ciclo de debates referente à Conferência das Nações UA bancada do PSB no Senado decidiu engrossar o coro dos críticos à provável candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AP) à presidência da Casa. Em reunião, os quatro senadores resolveram lançar uma nota criticando indiretamente a escolha do peemedebista para disputar o cargo.

PSB engrossa grupo anti-Renan no Senado

quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Por Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

A bancada do PSB no Senado decidiu nesta quarta-feira (30) engrossar o coro dos críticos à provável candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AP) à presidência da Casa. Em reunião, os quatro senadores resolveram lançar uma nota criticando indiretamente a escolha do peemedebista para disputar o cargo. Como o PMDB tem a maior bancada do Senado, pela tradição tem direito à presidência.

 

Leia tudo sobre a eleição na mesa

“A gente não quer fazer um debate de nomes, queremos politizar o debate. Mas não temos condições de votar em Renan”, disse o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) ao Congresso em Foco. Por enquanto, o partido ainda não tem candidato. Espera pela definição do PMDB. Caso o partido escolha um outro nome, votará com os peemedebistas. Se não, o que é mais provável, ainda vai decidir o que fazer. A indicação tem causado polêmica.

Impedidas de limpar o Senado, entidades fazem cruz

De acordo com Rollemberg, uma possibilidade é a bancada socialista votar em Pedro Taques (PDT-MT). O senador pedetista já se dispôs a lançar uma candidatura. Por enquanto, o único nome oficial é de Randolfe Rodrigues (Psol-AP). Porém, Rollemberg acrescentou que a bancada pode se abster na votação também. “Estamos a pouco mais de 24 horas da eleição e não temos nenhum candidato oficial”, reclamou.

O líder do PSDB na Casa, Álvaro Dias (PR), afirmou hoje à tarde que o partido ainda vai se reunir para decidir o que fazer. A expectativa dos tucanos é pela escolha de um outro nome além de Renan. Porém, se o PMDB manter a indicação do senador alagoano, a tendência é a bancada de 11 parlamentares migrar também para a candidatura de Taques. “O PSDB gostaria de preservar a tese da proporcionalidade, já que cabe ao maior partido a presidência do Senado, mas as circunstâncias nos levam a optar por outra alternativa, por isso o nome do senador Pedro Taques (PDT) deve ser apoiado pelo PSDB”, disse.

Na nota distribuída no início da tarde, o PSB não trata diretamente de Renan. Fala do prejuízo para a imagem do Senado caso o peemedebista seja eleito. Os socialistas apontam um quadro de “desgaste institucional” que passa o Legislativo brasileiro. “O que a sociedade espera de nós, muito além de uma necessária autocrítica, é um compromisso firme com a ética e com a continuidade do processo de transformação do Brasil em uma nação justa e próspera”, diz a nota.

Leia a nota do PSB:

Por um Brasil Melhor, por um Senado melhor

O Brasil vem passando por mudanças que enchem de alegria e esperança o povo brasileiro. Durante as últimas décadas, consolidamos a democracia, universalizamos o acesso à educação básica e derrotamos a inflação. Mais recentemente, reduzimos as desigualdades de “raça”, renda, gênero e região. A taxa de desemprego nunca foi tão baixa e os índices de mortalidade infantil também caíram drasticamente.

Temos pela frente uma agenda de investimentos que, se cumprida, constituirá a base do crescimento econômico e do bem-estar da população brasileira por um longo período. Temos também que dar conta de tarefas gigantescas no plano social. Porém, embora haja ainda um longo caminho a percorrer até a conquista de uma educação de alta qualidade, de serviços de saúde adequados e acessíveis a todos, de transporte público digno e eficaz, de cidades menos assombradas pela criminalidade violenta, o povo brasileiro está cada vez mais mobilizado para a realização desses objetivos.

No plano institucional, aprovamos importantes dispositivos como as leis da Transparência, da Ficha Limpa, do Acesso à Informação e do Combate à Lavagem de Dinheiro. Não há dúvidas de que avançou o combate à corrupção e à ineficiência nas instituições públicas. O povo brasileiro está mais vigilante e exigente e isso é essencial para o aperfeiçoamento do Estado de Direito.

Exatamente por isso, o nosso povo está insatisfeito com os políticos, como confirmam as pesquisas de opinião, de quem espera um comportamento mais condizente com os desafios que o país enfrenta. Isso se reflete, de modo contundente, nos baixos índices de aprovação da atuação e da imagem do Congresso Nacional e do Senado Federal, em particular. E é preciso reconhecer: nosso povo está com a razão! Embora tenha também contribuído para o bom momento que o Brasil vive, a atuação desta Casa tem deixado a desejar.

Os cidadãos e cidadãs, com toda a justeza, se queixam da ineficiência, do desrespeito à ética, da falta de maior sintonia com as grandes aspirações da nação. O resultado é um Senado amesquinhado, enfraquecido, submisso até, na sua relação com o Poder Executivo. Ao mesmo tempo, a omissão reiterada ou a dificuldade em decidir tem aberto espaço para que o Poder Judiciário encampe questões que cabem a esta Casa resolver. Isso acarreta grave prejuízo para a República, uma vez que esta se assenta no equilíbrio entre os poderes.

Da mesma forma, o Senado compromete seu papel como representação igualitária dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal no Congresso Nacional. Debilitada, esta Casa falha em sua missão de porta-voz e defensora dos reclamos e interesses das entidades federadas aqui representadas. Isso acarreta grave prejuízo para a Federação, que se assenta na cooperação equânime das entidades que a compõem.

É nesse quadro de desgaste de sua imagem institucional que se realiza a eleição para a Presidência e a Mesa desta Casa.

O que a sociedade espera de nós, muito além de uma necessária autocrítica, é um compromisso firme com a ética e com a continuidade do processo de transformação do Brasil em uma nação justa e próspera. Devemos, portanto, utilizar esta oportunidade para encontrar a melhor maneira de recuperar a credibilidade desta Casa.

Assim, além de uma plataforma que resgate a dignidade do Senado Federal, é preciso que o nome do novo presidente esteja associado, perante a opinião pública, a esse ideal de renovação.

São enormes os desafios que pesam sobre os membros desta Casa. Somente com o devido senso de responsabilidade histórica, seremos capazes de fazer com que o Senado Federal se ponha à altura do papel que efetivamente lhe cabe, como instituição fundamental para a promoção dos valores e a realização dos objetivos maiores da República.

Brasília, 30 de janeiro de 2013

BANCADA DO PSB NO SENADO FEDERAL

Lídice da Mata – líder da bancada Antônio Carlos Valadares João Capiberibe Rodrigo Rollemberg

Os sinos de Santa Maria

terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

imagesPor Carlos Brickmann
Um grande poeta britânico, John Donne, escreveu no século 16 que nenhum homem é uma ilha. “A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano”. As mortes de Santa Maria nos diminuem; e nos obrigam a agir para evitar novas tragédias, que nos diminuiriam ainda mais.

Os sinos de Santa Maria

terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

Por Carlos Brickmann

Um grande poeta britânico, John Donne, escreveu no século 16 que nenhum homem é uma ilha. “A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano”. As mortes de Santa Maria nos diminuem; e nos obrigam a agir para evitar novas tragédias, que nos diminuiriam ainda mais.

Punir os responsáveis, claro. Mas sem esquecer que tirar um alvará é um procedimento que pode levar anos, e que empresário nenhum tem condições econômicas de aguardar. E por que leva anos? Porque há maneiras de contornar as dificuldades e comprar facilidades. Alvará de botequim, por exemplo, sai mais rápido que o de restaurantes; por isso muitos restaurantes funcionam com alvarás de botequim. Há materiais acústicos que retardam as chamas; mas são mais caros. Bote-se um material parecidíssimo, porém muito mais inflamável, e parte da diferença de preço ajudará alguém a ajudá-lo. Superlotação? Nada que um agrado às pessoas certas não consiga transformar em coisa das mais normais.

Há um esquema (que não depende de partidos) para redistribuir a renda obtida com o desprezo à segurança. Pode ser desmontado? Pode: imagine equipes (cujos integrantes se alternem, para evitar cumplicidades) que visitem um estabelecimento a inaugurar e decidam de uma vez se está tudo em ordem. Por que não?

Porque, se houver problema, quem morre não é o dono, nem o fiscal, nem as autoridades. Somos nós, nossos irmãos, nossos filhos. Citando John Donne mais uma vez, não pergunte por quem os sinos dobram.

Eles dobram por nós.

Mata, esfola

A opinião pública quer cabeças – seria difícil esperar algo diferente. O delegado de Santa Maria prendeu alguns dos possíveis responsáveis pelo incêndio. Mas por que algemar o sócio da boate? Qual a necessidade das algemas? O risco foi alto: se houvesse tentativa de linchamento, as algemas impediriam o preso de se proteger. Aliás, diz um advogado, a prisão para interrogatório foi inadequada. Veja em www.conjur.com.br/2013-jan-28/justica-gaucha-bloqueia-bens-socios-boate-santa-maria.

Não briguem com este colunista: a opinião é do advogado.

Palavras, palavras…

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou a operação Prevenção Máxima, com 300 equipes fiscalizando boates. Ótimo: poderia começar com uma das mais requintadas casas paulistanas, a Número, que tem uma porta só, com acesso por uma passarela estreita, e já teve um bar no subsolo. Em frente, um estacionamento tem uma só porta, para entrada e saída, contra a lei. Ambos foram denunciados “n” vezes, sem resultado. Ambos ficam em área elegante.

E o Rio? Também inseguro. O ex-deputado federal Milton Steinbruch lembra que as casas da Lapa são antigas, com janelas pequenas e só uma porta – lá estão as boates. Numa delas, aliás, é hábito soltar buscapés nos shows. Casas velhas, com madeira seca, espuma isolante, buscapés.

Depois, a culpa é do destino.

…e mais palavras

Frase do deputado federal (e ex-governador do Rio) Anthony Garotinho, sobre a posição de seu partido, o PR: “Não vamos fazer oposição, nem ser situação”.

Aliás, o PR não será oposição, nem situação, nem muito pelo contrário.

A palavra do ministro

A frase é de Gilberto Carvalho, do PT paulista, ministro da Secretaria Geral da Presidência da República:

“É muito importante que a gente não baixe a cabeça, não aceite a pecha de que o PT é o partido que inventou a corrupção, governa mal ou é o partido da boquinha”.
Carvalho, ex-seminarista, bom conhecedor dos textos sagrados, sabe que a corrupção é bem mais antiga do que qualquer partido atual, inclusive o PT. Houve época em que 30 dinheiros foram um bom suborno (de lá para cá, o valor subiu, e ainda tem de ser pago de 30 em 30 dias, como no Mensalão).

Mas, como o ministro também sabe, não é preciso ter inventado o pecado para cometê-lo.

carlos@brickmann.com.br
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Contran reduz tolerância de álcool no teste do bafômetro

terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

1740FRP124A partir de hoje, se o teste do bafômetro apontar marca igual ou superior a 0,05 miligramas de álcool por litro de ar, o motorista será autuado, responderá por infração gravíssima, pagará multa de R$ 1.915,40, terá a carteira de habilitação recolhida. Antes, o limite era 0,1 miligrama de álcool por litro de ar.

Contran reduz tolerância de álcool no teste do bafômetro

terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

Brasília –  A partir de hoje (29), quem for pego dirigindo sob efeito de álcool sofrerá penalidades e pode ser preso. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou hoje (29), no Diário Oficial da União, a Resolução 432/13 que estabelece diretrizes para o cumprimento da Lei Seca mais rigorosa, sancionada em dezembro do ano passado. Pela resolução, se o teste do bafômetro apontar marca igual ou superior a 0,05 miligramas de álcool por litro de ar, o motorista será autuado, responderá por infração gravíssima, pagará multa de R$ 1.915,40, terá a carteira de habilitação recolhida, o direito de dirigir suspenso por 12 meses, além da retenção do veículo. Antes, o limite era 0,1 miligrama de álcool por litro de ar.

Caso o teste aponte concentração igual ou superior a 0,34 miligramas por litro de ar, o ato de dirigir passa a ser considerado crime e o motorista, além de pagar a multa e ter a carteira de motorista apreendida, será encaminhado a delegacia. Comprovada a embriaguez, o condutor pode ser condenado a detenção de seis meses a três anos.


Nem mesmo o uso de enxaguantes bucais com algum teor alcoólico escapa das novas regras. “A lei não dá margem. Qualquer concentração estará sujeita a penalidade. No caso do enxaguante, o caso teria que ser analisado individualmente, mas o condutor seria pego pelo bafômetro”, explica o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

A embriaguez pode ser comprovada pelo teste do bafômetro, exames laboratoriais, vídeos ou testemunhos, de acordo com a resolução. Os policiais deverão preencher um questionário. No documento, marcarão os possíveis sinais de embriaguez que o condutor apresente, como sonolência, olhos vermelhos, vômito, soluços, desordem nas vestes, odor de álcool no hálito, agressividade, exaltação, arrogância, ironia ou dispersão. De acordo com o ministro, não existe um número mínimo de características exigido para justificar a embriaguez. “Ele deve apresentar um conjunto dessas características. Geralmente uma vem acompanhada de mais. Quem decidirá a pena será o agente de trânsito”.

Caso o condutor apresente esses sinais, está sujeito às penas administrativas mesmo que se recuse a fazer o teste do bafômetro ou o exame de sangue. Para a infração ser considerada crime, é preciso a comprovação por meio de exames, não necessariamente de sangue. “Eles [os exames] serão determinados pelo agente de trânsito e o condutor será encaminhado ao laboratório indicado na delegacia”, explica o ministro. O condutor pode recorrer à Justiça.

Aguinaldo Ribeiro disse que, para melhor aplicação da legislação, os agentes de trânsito estão fazendos cursos de capacitação, que serão ampliados em 2013. O governo espera, com as medidas, reduzir em 50% o número de acidentes de trânsito até 2020. De acordo com dados do ministério, a redução tem por base o número de mortes registrado em 2010, 42 mil.

Edição: Carolina Pimentel

Sociedade se mobiliza contra a eleição de Renan

terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

congresso_rampaBrizzaCavalcanteAgenciaCamaraA manifestação é organizada por uma série de entidades. O Congresso em Foco é uma delas. O objetivo é pressionar os senadores a eleger um presidente que não tenha problemas com a Justiça – o que não é o caso de Renan. Apesar de não ter oficializado sua candidatura,  o atual líder do PMDB no Senado tem sido alvo de novas denúncias.

Sociedade se mobiliza contra a eleição de Renan

terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

Por Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

Ex-juiz da Suprema Corte dos EUA, Louis Brandeis costumava dizer que “a luz do sol é o melhor desinfetante”. A frase ficou conhecida no Brasil especialmente durante o julgamento do mensalão, quando integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), como Ricardo Lewandowski e o ex-ministro Carlos Ayres Britto, recorreram a ela para tratar do caso. A luz, porém, não será o único desinfetante a passar pela rampa do Congresso amanhã (30). A partir das 15h, o local será lavado, com vassouras verdes e amarelas e muito sabão, como uma forma de protesto contra a provável recondução de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado, seis anos depois de ele ter deixado o comando da Casa varrido por uma série de denúncias. Motivadas por mais de 16 mil assinaturas virtuais de um abaixo-assinado, entidades e associações da sociedade civil decidiram se manifestar contra a escolha do peemedebista para o cargo. Retirado da posição em 2007 sob suspeitas, Renan é apontado como favorito para presidir a Casa pelos próximos dois anos. A eleição está marcada para esta sexta-feira (1º).

 

 

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Leia tudo sobre a eleição da Mesa

A manifestação é organizada por uma série de entidades. O Congresso em Foco é uma delas. O objetivo é pressionar os senadores a eleger um presidente que não tenha problemas com a Justiça – o que não é o caso de Renan. Apesar de não ter oficializado sua candidatura, o que deve ocorrer somente nos próximos dias, o atual líder do PMDB no Senado tem sido alvo de novas denúncias. No sábado, após este site revelar que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao STF que o transforme em réu de uma ação penal, ele admitiu, pela primeira vez, que será candidato.

Denúncias esquentam as eleições no Congresso Renan confirma candidatura após denúncia de Gurgel

Para Jovita José Rosa, coordenadora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e presidenta do Instituto Finanças e Controle (IFC), a eleição de candidatos com o passado problemático vai na contramão do que o próprio Congresso decidiu e do que a sociedade deseja. “Nós queremos ficha limpa para todos os cargos, inclusive para presidente da Câmara e do Senado”, afirmou. O MCCE é o grupo que reuniu as assinaturas necessárias para a apresentação no Congresso do projeto que resultou na criação da Lei da Ficha Limpa, idealizada pelo próprio movimento.

Jovita: “Queremos ficha limpa para presidente do Congresso”

No sábado, o Congresso em Foco mostrou que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou o peemedebista no caso das notas dos “bois de Alagoas”, derivado das suspeitas de ter despesas particulares pagas por um lobista de empreiteira. Entre essas despesas, estavam a pensão e o aluguel de um apartamento para a jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha. O inquérito que investiga Renan está nas mãos do ministro Ricardo Lewandowski.

Gurgel denuncia Renan no caso dos bois de Alagoas

“Graves denúncias pesam sobre a vida política de Renan e é inaceitável que ele retome um dos mais altos postos da República antes que tudo seja esclarecido. O Senado não pode continuar sendo dirigido por representantes de oligarquias políticas atrasadas e cruéis, que se apropriam em benefício próprio da riqueza do país e do fruto do trabalho do povo”, diz a petição.

No início da manhã, os manifestantes vão decorar as áreas próximas ao Congresso com  vassouras, baldes e produtos de limpeza. Depois, às 15h, começa o ato de lavagem da rampa. Também está previsto para amanhã o anúncio da candidatura de Renan. “Fazemos um apelo aos senhores senadores para que escolham um presidente ficha-limpa, comprometido com o desenvolvimento social e que seja capaz de dirigir o Senado com independência e dignidade”, completa o texto.

Fazem parte também do grupo de entidades, além do Congresso em Foco, o Rio de Paz, o Movimento 31 de Julho, o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), o Nas Ruas, a Voz do Cidadão, o Queremos Ética na Política, o Revoltados On Line, Renovadores UDF, OCC Alerta Brasil, a Ong Moral, a Associação Diamantina Viva, a Juventude Consciente, a Erga Omnes, o Comitê Ficha Limpa DF, o Instituto Soma Brasil, o Instituto Atuação, o Amarribo e a Associação Contas Abertas.

Em 2010, para pressionar o Congresso a aprovar a Lei da Ficha Limpa, manifestantes e integrantes do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral, coletivo formado por mais de 40 entidades, também fizeram uma lavagem simbólica da rampa da Casa. Na época, funcionou.

Toyota recupera liderança com recorde de vendas em 2012

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Toyota recupera liderança com recorde de vendas em 2012

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Após dois anos, a Toyota anunciou recorde de vendas em 2012, recuperando sua posição como a maior montadora do mundo, com 9,75 milhões de veículos vendidos.

As vendas do grupo subiram mais de 22% em um ano, colocando a montadora japonesa à frente da norte-americana General Motors e da alemã Volkswagen.

O desempenho da Toyota no ano passado mostra uma clara recuperação de suas atividades após o ano de 2011, marcado por um terremoto no Japão, seguido de maremoto na Indonésia, além da crise generalizada da atividade econômica após a paralisação de uma usina nuclear em Fukushima, que comprometeu a produção de diversos fornecedores.

Nissan e a Honda também anunciaram recuperação recorde nesta segunda-feira, com vendas globais de 4,9 milhões de veículos para a Nissan e 3,8 milhões para a Honda.

Denúncias esquentam as eleições no Congresso

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

renan_henrique_jose-cruz_abr1O Congresso Nacional entra na última semana antes das eleições para as Mesas Diretoras das duas Casas com intensas articulações. Como acontece em quase toda disputa eleitoral, uma série de denúncias contra os principais candidatos movimenta a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado.

Denúncias esquentam as eleições no Congresso

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Por Mario Coelho e Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br

O Congresso Nacional entra na última semana antes das eleições para as Mesas Diretoras das duas Casas com intensas articulações. Como acontece em quase toda disputa eleitoral, uma série de denúncias contra os principais candidatos movimenta a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado. Nos últimos dois dias, o clima esquentou mesmo por causa do senador Renan Calheiros (PMDB-AP), favorito para dirigir o Senado. Em 2007, ele renunciou ao cargo por causa de um escândalo amoroso que lhe rendeu, por tabela, seis representações no Conselho de Ética. Como revelou o Congresso em Foco no último sábado (26), o Ministério Público Federal denunciou Renan pelos mesmos fatos, a uma semana da eleição que pode marcar a volta do senador à presidência da Casa.

No Senado, ninguém se inscreveu oficialmente. Favorito, Renan, só anunciou publicamente sua candidatura no sábado à noite, depois da reportagem do Congresso em Foco. Além dele, também devem disputar  Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e Pedro Taques (PDT-MT). Os dois são aliados e planejam entrar na corrida eleitoral para forçar a realização de um segundo turno. O pedido da Procuradoria-Geral da República deve embalar os discursos pela moralidade e transparência, característicos de Randolfe e Taques, na disputa contra o peemedebista.

Gurgel denuncia Renan no caso dos bois de Alagoas

Renan evitava declarar publicamente sua candidatura. Limitava-se a afirmar que a bancada do PMDB estava unida e que  escolheria um nome do partido para o cargo. Até sobre outras denúncias, ele se recusava a prestar esclarecimentos. Tudo mudou depois da reportagem do site, repercutida por outros veículos, revelando a denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

O atual líder do PMDB foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal no inquérito que investiga se ele usou notas frias de venda de gado para comprovar ter rendimentos suficientes para quitar a pensão e o aluguel de sua ex-amante, a jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha. A jornalista sustenta que os pagamentos eram feitos pelo lobista da empreiteira Mendes Júnior, Cláudio Gontijo. A construtora executou uma obra beneficiada com uma emenda de Renan à Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Renan ainda é alvo de outras duas investigações. Um inquérito que tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal apura se o senador cometeu tráfico de influência. Na mais recente acusação, também revelada em primeira mão pelo Congresso em Foco, o Ministério Público Federal o acusa de pavimentar uma estrada que corta uma estação ecológica para beneficiar sua fazenda, mas sem pedir autorização da administração da reserva ambiental. O andamento dessa investigação, por crime ambiental, ainda depende da relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia.

As principais suspeitas contra Renan

Improbidade administrativa

Na Câmara, são três os candidatos já declarados disputando a presidência: Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o favorito, Júlio Delgado (PSB-MG) e Rose de Freitas (PMDB-ES). Mesmo lá, o clima de denúncias permanece. Denunciado por improbidade administrativa, ele foi condenado em 2011 pela Justiça do Rio Grande do Norte a ter seus direitos políticos suspensos por três anos por uso de recursos públicos para promoção pessoal em campanhas publicitárias do governo estadual, como mostrou a CBN. Houve recurso contra a sentença da juíza Ana Cláudia da Luz.

O jornal O Estado de S.Paulo informa que ele é alvo de outro processo por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Na ação, o peemedebista é acusado de manter ilegalmente milhões de dólares fora do país. Os autos correm sob segredo de Justiça na 16.ª Vara Federal em Brasília.

Henrique Alves minimizou, até aqui, todas as acusações que lhe foram imputadas. Para o peemedebista, acusações publicadas em veículos de comunicação do país contra ele são “questionamentos” que já foram respondidos e que não abalam sua campanha.

Henrique Alves, Júlio Delgado e Rose de Freitas miram suas propostas no baixo clero.

Promessas de candidatos miram o baixo clero

As principais suspeitas contra Alves

Prazo para inscrição

O prazo para o registro de candidaturas aos cargos da Mesa Diretora  da Câmara termina no dia 1º de fevereiro, às 19 horas. Ninguém se registrou até agora, embora Henrique Alves, Júlio Delgado e Rose de Freitas tenham se declarado candidatos. As propostas deles são similares em diversos aspectos, forjadas para agradar, sobretudo, ao grupo de deputados de pouca expressão na Casa. A eleição na Câmara será realizada na próxima segunda-feira, dia 4 de fevereiro.

No Senado, a votação está marcada para esta sexta-feira (1º). O prazo para inscrição de candidaturas termina no mesmo dia.  Pedro Taques tem conversado com integrantes da oposição e parlamentares independentes na esperança de ter, inclusive, o apoio do PSDB e tentar levar a disputa para um segundo turno. A decisão sai nos próximos dias.

Encerrada as votações para presidir a Mesa, será declarado o novo presidente da Câmara e do Senado. Depois, uma segunda sessão é convocada para eleger os demais membros da Mesa. Além do presidente, integram a Mesa o 1º e o 2º vice-presidentes e ainda o 1º, o 2º, o 3º e o 4º secretários.

Suplicy pede para Renan desistir de candidatura

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

SuplicyWilsonDiasABrO senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu  para Renan Calheiros (PMDB-AL) desistir da candidatura à presidência do Senado. Em nota enviada ao peemedebista e aos colegas de Casa, Suplicy sugeriu que o candidato do partido fosse Pedro Simon (PMDB-RS), o único “capaz de obter o consenso entusiástico e praticamente unânime de todos os demais 80 senadores”.

Suplicy pede para Renan desistir de candidatura

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Por Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu nesta segunda-feira (28) para Renan Calheiros (PMDB-AL) desistir da candidatura à presidência do Senado. Em nota enviada ao peemedebista e aos colegas de Casa, Suplicy sugeriu que o candidato do partido fosse Pedro Simon (PMDB-RS), o único “capaz de obter o consenso entusiástico e praticamente unânime de todos os demais 80 senadores”.

Leia tudo sobre a eleição na mesa

De acordo com a nota emitida por Suplicy, é preciso haver um tempo até todas as denúncias contra Renan serem esclarecidas. No sábado, o Congresso em Foco mostrou que o procurador Geral da República, Roberto Gurgel, denunciou o peemedebista no caso das notas dos “bois de Alagoas”, derivado das suspeitas de ter despesas particulares pagas por um lobista de empreiteira após o parlamentar ter um filho com a jornalista Mônica Veloso.

Gurgel denuncia Renan no caso dos bois de Alagoas

Já a revista Época informou detalhes da Operação Navalha que implicam Renan. De acordo com a semanal, homens de confiança do peemedebista são acusados de receber propina e traficar influência em favor de um empreiteiro. “Nós senadores teremos que aguardar um tempo até que haja o esclarecimento sobre todos os episódios apontados, por exemplo, na reportagem da Revista Época que, se tiverem fundamento, constituem problemas sérios para quem hoje se candidata à Presidência do Senado”, disse Suplicy.

Para o petista, somente a candidatura de Simon seria capaz de unir o Senado. E faria, inclusive, o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), único nome declarado até o momento, deixar a corrida pela cadeira mais importante da Casa. Na sua nota, ele citou que o peemedebista gaúcho foi escolhido diversas vezes como um dos melhores senadores do país pelo Congresso em Foco. Ele, no entanto, reiterou que, caso Renan seja confirmado como candidato, vai cumprir o acordo feito com o PT e votar no escolhido pelo PMDB.

Em 2009, Suplicy subiu à tribuna do Senado e deu um cartão vermelho ao senador José Sarney (PMDB-AP). Na época, ele queria que o peemedebista, envolto em denúncias, pedisse afastamento da presidência do Senado, o que acabou não ocorrendo. Em 2010, Sarney foi reeleito senador e escolhido mais uma vez para ocupar o cargo.

Leia a íntegra da nota do senador petista:

Prezado Senador Renan Calheiros
Líder do PMDB no Senado Federal

Prezado Senador Waldir Raupp
Presidente Nacional do PMDB

Prezado Presidente do Senado José Sarney
Prezados Senhores Senadores do PMDB

Prezados Senhores Senadores e Senhoras Senadoras

Agradeço ao Senador Renan Calheiros a gentileza de me enviar uma carta e a Nota à Imprensa, datada de hoje, em que comenta a reportagem da Revista Época desta semana sobre práticas impróprias  que foram objeto de apuração da Polícia Federal e consequente denúncia do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal. Segundo esclarecimento que me foi dado pelo Sr. José Martins Arantes, da Procuradoria Geral da República, a denúncia formulada pelo Procurador Geral  é objeto de sigilo e, portanto, não é possível ter acesso à mesma presentemente. Por outro lado, esclareceu-me que possíveis atrasos nas investigações decorreram de excesso de procedimentos investigatórios que têm ocupado a Polícia Federal.

De qualquer maneira, nós senadores teremos que aguardar um tempo até que haja o esclarecimento sobre todos os episódios apontados, por exemplo, na reportagem da Revista Época que, se tiverem fundamento, constituem problemas sérios para quem hoje se candidata à Presidência do Senado.

Quero aqui assinalar que durante os anos que temos convivido no Senado, mesmo quando fui crítico de alguns procedimentos do Senador Renan Calheiros como os que o levaram a deixar a presidência do Senado, tenho tido com Vossa Excelência uma relação de respeito e construção mútua, de cooperação no processo de discussão e votação de matérias de interesse comum do governo e da nação. Também registro que é a minha intenção respeitar o acordo feito pelo PMDB e pelo PT, segundo o qual respeitaremos as indicações de ambos os partidos para os cargos da mesa.

Gostaria, entretanto, de fazer uma sugestão ao Senador Renan Calheiros e ao PMDB por ocasião da eleição que teremos em 1º de fevereiro para a Presidência e demais cargos da Mesa. Do ponto de vista da história do Senado Federal e do Congresso Nacional, do fortalecimento da instituição, do respeito de todo o povo brasileiro por tudo aquilo que aqui realizamos, pelo histórico de todos os 21 senadores do PMDB, tenho a convicção de que será muito oportuno se Vossa Excelência, Senador Renan Calheiros, puder abrir mão de sua indicação em benefício do Senador Pedro Simon.

Desde 1991, quando aqui cheguei no Senado Federal, tenho observado o extraordinário valor do Senador do Rio Grande do Sul, que também foi Governador do Estado de 1987 a 1990. Também foi vereador em Caxias do Sul de 1960 a 1962, e deputado estadual de 1963 a 1978. Foi eleito Senador por quatro vezes, 1979-87, 1991-1998 e 2007-2014. Ao lado do Senador José Sarney, ele é o mais veterano dos senadores, já no seu quarto mandato. Como se pode testemunhar ao longo de todo esse período, praticamente de todos os senadores o Senador Pedro Simon tem recebido manifestações de apreço por sua extraordinária contribuição aos nossos trabalhos. Seja na hora de propor e apresentar proposições relativas aos mais diversos temas, como o da Reforma Política, à necessidade de maior transparência, ao tema da Ficha Limpa, seja na hora de participar das históricas Comissões Parlamentares de Inquérito, como as que apuraram os atos de PC Farias, ou as do Orçamento, ou mais recentemente a de Carlos Cachoeira. Ele também se distinguiu, e disso sou testemunha pessoal, como um dos mais estudiosos e proponentes da Reforma Administrativa do Senado, e que até agora não foi completada.

Se há um Senador que seria capaz de obter o consenso entusiástico e praticamente unânime de todos os demais 80 senadores, tenho a certeza que este é justamente do PMDB, é o Senador Pedro Simon. Acredito mesmo que se fôssemos permitir ao povo votar em um senador do PMDB para exercer a Presidência do Senado Federal, em eleições livres e diretas, muito provavelmente o vencedor seria o Senador Pedro Simon. Ao longo de sua vida política e administrativa, com 83 anos de idade, não há registro de qualquer mal feito ou procedimento incorreto que possa ser considerado grave.

É relevante notar que nos 19 anos que o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, DIAP, até 2012, todos os anos o Senador Pedro Simon foi sempre escolhido como um dos “Cabeças” do Congresso Nacional, isto é, um dos mais influentes. Também o Sítio Eletrônico e a Revista Congresso Em Foco, pelo voto dos 186 jornalistas que cobrem os trabalhos do Congresso Nacional, em todos os anos de 2006 a 2012, o Senador Pedro Simon esteve escolhido como um dos melhores senadores.

Reitero que respeitarei o acordo feito pelo PT com o PMDB na votação da Mesa Diretora na próxima sexta-feira. Faço aqui abertamente esta sugestão aos senadores do PMDB e a todos os demais, de todos os partidos. Se efetivamente consultarem a opinião de todos, creio que muitos estarão de acordo com esta sugestão. Acredito mesmo, com carinho e respeito, que o próprio outro candidato, Randolfe Rodrigues, também abrirá mão a favor de Pedro Simon.

Claro que será importante a consideração da Presidenta Dilma Rousseff sobre como se portará o Senador Pedro Simon se for eleito o Presidente do Senado. Todos que ouvimos os pronunciamentos do Senador Pedro Simon ao longo dos Governos do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da Presidenta Dilma Rousseff sabemos que muitas vezes, ainda que ao formular críticas ao Governo, aos Ministros ou ao Presidente e à Presidenta, o Senador Pedro Simon sempre procedeu com a atitude de um amigo que tantas vezes fez recomendações que inclusive foram levadas em conta. Tenho a certeza que, eleito Presidente do Senado, ele saberá agir com a imparcialidade devida e com espírito de colaboração com o Governo Dilma Rousseff e com a Nação.

Respeitosamente, o abraço amigo,
Senador Eduardo Matarazzo Suplicy

Substância capaz de rastrear pistas é desenvolvida por brasileiros

domingo, 27 de Janeiro de 2013

timthumbA substância é capaz de rastrear pistas ao gerar pontos luminosos deixados pelo disparo de uma bala. A arma e as mãos do atirador também ficam marcadas. Agora, a tecnologia nacional depende da aprovação do Congresso para que uma lei regularize as políticas de uso.

Substância capaz de rastrear pistas é desenvolvida por brasileiros

domingo, 27 de Janeiro de 2013

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Pesquisadores brasileiros da Universidade de Brasília e da Universidade de Pernambuco desenvolveram uma substância capaz de desvendar crimes. A tecnologia vai ajudar a Polícia Federal nas investigações.

A substância é capaz de rastrear pistas ao gerar pontos luminosos deixados pelo disparo de uma bala. A arma e as mãos do atirador também ficam marcadas. Agora, a tecnologia nacional depende da aprovação do Congresso para que uma lei regularize as políticas de uso.

A substância é um material luminescente que, misturado à pólvora da munição, se espalha pelo local do crime. Sem poder ser visto a olho nu, o produto só é identificado com luz ultravioleta. “Esse material fica na roupa ou no corpo de uma pessoa até 24 horas, e mesmo que ele tome banho ainda pode se encontrar vestígios do material”, explica Cintia D’Angelis, estudante de química.

A Polícia Federal estuda a possibilidade de usar o produto em munições fabricadas no Brasil e na ajuda ao trabalho de investigação em municípios que não têm acesso a recursos tecnológicos, pois o uso só depende da luz ultravioleta, o que barateia o custo de toda a investigação.

“Nesse momento, essa interface da perícia com a universidade visa ainda a otimização do aperfeiçoamento desses marcadores. Em primeiro lugar, a verificação e a comprovação da sua eficácia para depois um projeto de lei que venha abalizar o uso disso no Brasil”, explica Márcio Talhavini, perito criminal da Polícia Federal.

Renan confirma candidatura após denúncia de Gurgel

domingo, 27 de Janeiro de 2013

Em discurso na tribuna do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL)O silêncio, enfim, acabou. O senador Renan Calheiros, denunciado pelo Ministério Público no caso dos “bois de Alagoas”, admitiu oficialmente pela primeira vez que é candidato à presidência do Senado. O parlamentar criticou o momento em que o Ministério Público apresentou a ação ao Supremo Tribunal Federal.

Renan confirma candidatura após denúncia de Gurgel

domingo, 27 de Janeiro de 2013

Por Eduardo Militão e Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

O silêncio, enfim, acabou. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), denunciado pelo Ministério Público no caso dos “bois de Alagoas”, admitiu oficialmente pela primeira vez que é candidato à presidência do Senado. Ao enviar nota à imprensa para se defender das acusações de Roberto Gurgel, noticiadas em primeira mão pelo Congresso em Foco, o parlamentar criticou o momento em que o Ministério Público apresentou a ação ao Supremo Tribunal Federal. “A denúncia foi protocolada exatamente na sexta-feira anterior à eleição para a Presidência do Senado Federal”, afirmou Renan, por meio de assessores.

 

Gurgel denuncia Renan no caso dos bois de Alagoas

Leia a íntegra da nota do senador

Na nota, o senador afirma que a acusação de Gurgel “padece de suspeição e possui natureza nitidamente política”. “O inquérito é de agosto de 2007 e, apesar de se encontrar parado na Procuradoria da República desde fevereiro de 2011, a denúncia foi protocolada exatamente na sexta-feira anterior à eleição para a Presidência do Senado Federal”, criticou Renan. “Trata-se de atitude totalmente incompatível com o habitual cuidado do Ministério Público no exercício de suas nobres funções.”

Antes da nota de ontem, Renan nunca admitira ser candidato ao Senado. Trabalhando reservadamente, o senador se limitava a dizer à imprensa apenas que o PMDB estava “unido” e que certamente haveria um candidato do partido. Agora, proposital ou inadvertidamente, o líder do PMDB se expõe publicamente para uma disputa marcada para a próxima sexta-feira (1º). Seus adversários, até o momento, são Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e Pedro Taques (PDT-MT).

Na nota, o senador relembra que, como mostrou o Congresso em Foco, foi ele mesmo quem pediu à Procuradoria Geral da República que o investigasse. Diz que forneceu os documentos “verdadeiros” além de papéis sobre seus sigilos bancário, telefônico e fiscal. Na verdade, Renan gostaria que a apuração a inocência no caso dos bois. Na nota de hoje, o senador disse esperar que o Supremo o julgue “num ambiente de imparcialidade”.

Conheça aqui outras acusações contra Renan Calheiros.

Renan enfrenta nova investigação por crime ambiental

Notas frias

Em 2007, quando era presidente do Senado, Renan foi acusado por Mônica Veloso, sua ex-amante, de usar dinheiro do lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, para pagar suas despesas com a pensão do filho e do aluguel da jornalista. Para comprovar que tinha condições de arcar com os gastos sozinho, o senador apresentou notas fiscais de vendas de bois. Mas a Polícia Federal apontou que aqueles documentos não garantiam recursos para quitar a pensão. Também afirmou que os papéis não comprovavam a venda de gado. Havia a suspeita que as notas eram frias. O caso levou o senador a deixar a presidência do Senado, cargo que agora volta a postular.

Houve crise no Senado. A empreiteira Mendes Júnior – apontada como a fonte de recursos de Renan para pagar a pensão da jornalista – executou uma obra no Nordeste que recebeu uma emenda do senador na Lei de Diretrizes Orçamentárias. A suspeita chamou atenção para outra. Houve seis denúncias no Conselho de Ética contra Renan. Em duas, o plenário analisou se cassaria seu mandato, mas ele escapou.

Todavia, o senador teve de renunciar ao cargo de presidente da Casa para garantir a sobrevida política. Em 2008, “mergulhou”. No ano seguinte, já era líder do PMDB no Senado. Desde 2012, costura sua candidatura nos bastidores. E ontem à noite, lançou-a oficialmente ao ver seu nome relacionado com o escândalo que levou à sua derrocada em 2007.

Os peixes mais raros do mundo

sábado, 26 de Janeiro de 2013

Os peixes mais raros do mundo

sábado, 26 de Janeiro de 2013

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Peixes adultos da espécie Cyprinodon diabolis de Devils Hole mal chegam a 2 cm de comprimento. No entanto, a espécie deixou uma marca desproporcional no mundo. Na natureza, seu hábitat se limita a uma placa de pedra calcária de 4 por 2 metros no Devils Hole, um curioso lago desértico em Nevada, próximo ao Vale da Morte. Esta espécie, portanto, foi um dos primeiros peixes a serem protegidos pela Lei de Espécies Ameaçadas americana. Proprietários de terras locais, cujo direito de extrair água foi proibido desde então, apelaram contra as consequências dessa proteção até a Suprema Corte, mas em 1976 eles perderam e os Cyprinodon diabolis sobreviveram.

A contagem mais recente, no entanto, sugere que a sorte da espécie está com os días contados. Apenas 75 continuam vivos, o menor número jamais registrado em uma pesquisa de outono (quando se espera que a população esteja em nível mais alto). Ted Koch, membro do Serviço de Vida Silvestre e Peixes dos EUA, responsável pelo bem-estar do Cyprinodon diabolis, convocou uma renião neste mês para discutir maneiras de fazer com que essa população sobreviva. Se os peixes de fato morrerem em seu hábitat nativo, estoques mantidos em aquários podem impedir que a espécie se torne totalmente  extinta. Não se sabe, no entanto, se a população criada em cativeiro poderia ser reinserida em seu lago de origem.