Arquivo de Março de 2012

Como trabalhadores mais velhos encontram a felicidade

sábado, 31 de Março de 2012

Saber que você recebe menos do que seus colegas de profissão tem dois efeitos sobre a felicidade. O mais conhecido é negativo: uma remuneração menor prejudica a auto-estima. O menos conhecido é chamado de “efeito túnel”.

Como trabalhadores mais velhos encontram a felicidade

sábado, 31 de Março de 2012

Saber que você recebe menos do que seus colegas de profissão tem dois efeitos sobre a felicidade. O mais conhecido é negativo: uma remuneração menor prejudica a auto-estima. O menos conhecido é chamado de “efeito túnel”: rendimentos elevados para os colegas são vistos como uma melhoria nas suas próprias chances de riquezas semelhantes, especialmente se o crescimento da desigualdade e mobilidade forem elevados.

Um estudo de co-autoria de Felix FitzRoy, da Universidade de St Andrews e apresentado esta semana na Royal Economy Society, em Cambridge, separa os dois efeitos, usando dados de pesquisas domiciliares na Alemanha. Trabalhos anteriores mostraram que a renda dos outros pode ter um efeito pequeno, ou até mesmo positivo, sobre a satisfação das pessoas em empresas individuais na Dinamarca ou em economias bastante dinâmicas em transição, como a Europa Oriental pós-comunista. Mas a equipe de FitzRoy desenvolveu a teoria de que os trabalhadores mais velhos, que em grande parte já sabem quais serão seus rendimentos ao longo da vida, desfrutarão de um efeito de túnel muito menor.

Os dados confirmam esta hipótese. O efeito negativo sobre os níveis de felicidade registrados de se receber menos do que seus colegas de profissão não é visível para pessoas com menos de 45 anos. No oeste da Alemanha, ver os rendimentos dos pares subir realmente deixa os jovens felizes (ainda mais do que um aumento em seus rendimentos próprios, notavelmente). São só as pessoas acima de 45 anos, cujas carreiras “chegaram a uma posição estável”, que têm sua felicidade prejudicada pelo sucesso dos outros.

A perspectiva de mais de 20 anos de amargura pode fazer a aposentadoria parecer mais atraente. Mas os ganhos reais de felicidade com a aposentadoria não vão para os ofuscados, mas para os desempregados.

O desemprego é conhecido por estragar a felicidade porque não trabalhar está abaixo das expectativas sociais. Esta perda de identidade não pode ser compensada por subsídios de desemprego ou o tempo de lazer maior. Um documento apresentado na mesma conferência por uma equipe representada por Clemens Hetschko, da Freie Universität Berlin, usa os mesmos dados domiciliares alemães para mostrar que a alegria do desemprego de longa duração cresce quando eles param de buscar trabalho, se aposentam, e não entram mais em conflito com as normas sociais.

No entanto, aqueles com empregos não ficam mais felizes depois que se aposentam, talvez porque suas vidas já estejam alinhadas com as expectativas sociais. De fato, se aposentar mais cedo do trabalho pode ter efeitos colaterais desagradáveis. Outro estudo, de co-autoria de Andreas Kuhn, da Universidade de Zurique, investiga os efeitos de uma mudança nas regras de seguro de emprego na Áustria que permitiam que operários se aposentassem mais cedo em algumas regiões do que outras. A aposentadoria antecipada dos homens diminuem suas chances de sobreviver até os 67 anos de idade em 13%. Quase um terço da maior taxa de mortalidade, que parece concentrada entre aqueles que foram forçados a se aposentar por perda de emprego, foi causada pelo fumo e consumo de álcool. Se você tem um trabalho, mesmo um que pague mal, aguente firme.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Brasil terá ‘crime de terrorismo’ no Código Penal

sábado, 31 de Março de 2012

O Congresso Nacional prepara a tipificação no país do “crime de terrorismo”, ausente na legislação brasileira. A novidade foi aprovada por 16 juristas convocados pelo Senado para preparar mudanças no Código Penal.

Brasil terá ‘crime de terrorismo’ no Código Penal

sábado, 31 de Março de 2012

O Congresso Nacional prepara para breve a tipificação no país do “crime de terrorismo”, ausente na legislação brasileira. A novidade foi aprovada pela comissão de 16 juristas convocados pelo Senado para preparar mudanças no Código Penal.

O “crime de terrorismo” foi definido pelos juristas que preparam a revisão do Código Penal brasileiro como o “ato de causar terror na população” por meio de sequestro, cárcere privado, uso de explosivos, material tóxico químico ou biológico, depredação, implosão, sabotagem, invasão e saques.

De oito a 15 anos de prisão

Sabotagens de veículos de transporte, aparatos de telecomunicação e instalações públicas de todo o tipo também passam a ser considerados atos terroristas, mas só se esses atos forem praticados para fins específicos, como o financiamento de grupos armados insurgentes. A pena prevista para quem for condenado por “crime de terrorismo” no Brasil será de oito a 15 anos de prisão.

Caso seja aprovada pelo Congresso, a nova tipificação deve implicar na revogação da Lei de Segurança Nacional, considerada obsoleta pelos juristas. O Código Penal brasileiro está perto de completar 72 anos. O trabalho de sua revisão, liderado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp, deve terminar em maio.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Blatter pede mais empenho do Brasil na organização da Copa de 2014

sexta-feira, 30 de Março de 2012

“Estamos esperando atos [do Brasil] e não somente palavras”, disse o suíço, durante entrevista à imprensa após reunião do Comitê Executivo da Fifa em Zurique, na Suíça, sede da federação. Blatter disse ainda não estar satisfeito com o andamento das obras de infraestrutura para o mundial. “Agora a bola está no campo [do Brasil]”.

Blatter pede mais empenho do Brasil na organização da Copa de 2014

sexta-feira, 30 de Março de 2012

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, cobrou hoje (30) mais ação do governo brasileiro na organização da Copa do Mundo de 2014.

“Estamos esperando atos [do Brasil] e não somente palavras”, disse o suíço, durante entrevista à imprensa após reunião do Comitê Executivo da Fifa em Zurique, na Suíça, sede da federação.

Blatter disse ainda não estar satisfeito com o andamento das obras de infraestrutura para o mundial. “Agora a bola está no campo [do Brasil]”.

Sobre o mal-estar causado por declarações do secretário-geral da organização, Jérôme Valcke, Blatter declarou que o “caso está encerrado” e deixou claro que Valcke continua como interlocutor da entidade com o governo brasileiro. “Temos confiança em nosso secretário-geral”.

Diante da demora na votação da Lei Geral da Copa e de algumas obras de infraestrutura, Valcke declarou que o Brasil parecia estar mais preocupado em ganhar a competição do que em organizá-la. Disse ainda que o país precisava de “um chute no traseiro”, de acordo com interpretação do Ministério do Esporte brasileiro. Para Valcke, a frase, traduzida do francês, significava apenas que o país precisava de um “empurrão”.

As declarações irritaram o governo e parlamentares, o que acabou obrigando a um encontro de Blatter com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para acalmar os ânimos. Na ocasião, o suíço disse ter confiança no país para a realização do mundial.

Na última quarta-feira (28), a Câmara dos Deputados aprovou a Lei Geral da Copa, que autoriza a venda e consumo de bebida alcoólica nos estádios de futebol onde serão disputadas partidas da Copa de 2014. No entanto, os deputados deixaram para a Fifa a tarefa de negociar com cinco estados, que proíbem o consumo de álcool em estádios, a liberação.

O texto da lei geral vai agora para análise no Senado. Se os senadores mudarem proposta, o texto terá de voltar à Câmara para nova votação, antes de seguir para a sanção da presidente.

Edição: José Romildo

Demóstenes para Cachoeira: “Se você quiser votar, tudo bem, vou atrás”

sexta-feira, 30 de Março de 2012

Um áudio obtido pela TV Record mostra a estreita relação entre o “doutor” e o “professor”. “Doutor” é a forma pela qual o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, chama o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que saúda o homem acusado de comandar a máfia dos caça-níqueis em Goiás como “professor”.

Demóstenes para Cachoeira: “Se você quiser votar, tudo bem, vou atrás”

sexta-feira, 30 de Março de 2012

Fonte: congressoemfoco.com.br

Áudio transcrito pelo Globo e divulgado pela Record mostra senador se comprometendo a dar andamento a projeto de lei a pedido de bicheiro

Um áudio obtido pela TV Record mostra a estreita relação entre o “doutor” e o “professor”. “Doutor” é a forma pela qual o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, chama o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que saúda o homem acusado de comandar a máfia dos caça-níqueis em Goiás como “professor”. Na conversa, também reproduzida pelo jornal O Globo, Demóstenes se compromete a fazer andar, a pedido de Cachoeira, um projeto de lei que transforma em crime o que hoje é contravenção, a exploração de jogos de azar. Antes, porém, o parlamentar adverte o amigo de que a proposta pode prejudicar seus negócios.

“Fala, professor! Eu peguei o texto da lei ontem para analisar, é aquela que transforma contravenção em crime. Que importância tem a aprovação disso?”, pergunta o senador ao bicheiro. Os dois se referem ao Projeto de Lei 7.228/02, da Câmara. Cachoeira discorda de Demóstenes, alegando que o projeto não “pega ninguém” e que regulamenta as loterias estaduais.

Confira a conversa, divulgada pela TV Record:

Mesmo discordando do bicheiro, o senador diz que vai dar andamento ao pedido dele. “Regulamenta, não (as loterias estaduais). Vou mandar o texto procê. O que tá aprovado lá é o seguinte: ‘transforma em crime qualquer jogo que não tenha autorização’. Então inclusive te pega, né? Então vou mandar o texto pra você. Se você quiser votar, tudo bem, eu vou atrás. Agora a única coisa que tem é criminalização, transforma de contravenção em crime, não regulariza nada”, avisa.

De acordo com O Globo, Cachoeira pede a Demóstenes que solicite ao então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), hoje vice-presidente da República, que dê andamento à proposta. O senador promete ajuda ao bicheiro e diz que vai tentar fazer com que o plenário da Câmara vote o projeto. A votação, porém, nunca aconteceu. O diálogo ocorreu no dia 22 de abril de 2009.

Há três semanas, Demóstenes subiu à tribuna do Senado para tentar explicar por que conversou mais de 300 vezes com o bicheiro, conforme revelou a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. O senador atribuiu as constantes conversas a uma relação de amizade. Ele afirmou, ainda, que não sabia que o amigo ainda mantinha negócios com jogos de azar.

O projeto citado por Cachoeira foi apresentado pelo ex-senador Maguito Vilela (PMDB-GO), que foi padrinho de casamento do bicheiro. Maguito é prefeito de Aparecida de Goiânia, município que integra a região metropolitana da capital de Goiás.

Saiba mais sobre o Congresso em Foco (vídeo de 2 minutos

STF abre inquérito contra Demóstenes

quinta-feira, 29 de Março de 2012

Atendendo a encaminhamento feito na terça-feira (27) pela Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro Ricardo Lewandowski determinou abertura de inquérito para apurar a relação do ex-líder do DEM Demóstenes Torres (GO) com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

STF abre inquérito contra Demóstenes

quinta-feira, 29 de Março de 2012

Por Fábio Góis – congressoemfoco.com.br

O caso Demóstenes-Cachoeira ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (29), agora na esfera do Supremo Tribunal Federal (STF). Atendendo a encaminhamento feito na terça-feira (27) pela Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro Ricardo Lewandowski determinou abertura de inquérito para apurar a relação do ex-líder do DEM Demóstenes Torres (GO) com o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro pela Polícia Federal sob a acusação de chefiar um quadrilha do jogo ilegal em Goiás e periferia de Brasília. Segundo as investigações da PF, o senador teria participação nos lucros do esquema criminoso.
 
Além do inquérito, o ministro Lewandowski determinou a quebra parcial de sigilo bancário do senador, “no período explicitado pela PGR”. Como a assessoria do STF explicou ao Congresso em Foco, o ministro negou “acesso automático a dados financeiros complementares junto ao Banco Central”, uma vez que, sem a restrição, o acesso violaria o caráter cautelar do sigilo. Assim, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá acesso às movimentações financeiras de Demóstenes no período pré-estipulado de dois anos, sem que informações possam ser requisitadas a qualquer instante.

OH DILLLMAAAAAAAAAAA!!

quinta-feira, 29 de Março de 2012

Depois da reportagem do Fantástico sobre a corrupção correndo solta e às imagens mostradas e exibidas, não seria melhor então instituir oficialmente para o bem de todos um Bolsa Propinaou um Auxílio-Dinheiro Desviado do Povo aos salários de deputados, senadores e ministros.

OH DILLLMAAAAAAAAAAA!!

quinta-feira, 29 de Março de 2012

Por Claudio Schamis – opiniaoenoticia.com.br

Não sou Fred Flintstone, mas sempre tive vontade de gritar assim! Presidente Dilma, sei bem da sua luta em seu governo em fazer valer o seu pulso firme, enfrentando nessa sua caminhada obstáculos, ossos duros de roer, base aliada dura de aguentar e engolir em alguns casos, ministros duros de sustentar — até ruírem de vez — e “jogos de toma lá dá cá” duros de jogar ao qual você disse nem querer jogar. Legal. Até aí tudo bem.

Quer dizer, tudo bem em termos.

Depois dessa reportagem do Fantástico sobre a corrupção correndo solta e da sua (boa) reação às imagens mostradas e exibidas — que bom que você acreditou — não seria melhor então instituir oficialmente para o bem de todos um Bolsa Propina, ou um Auxílio-Dinheiro Desviado do Povo aos salários de deputados, senadores e ministros, pois assim talvez acabaríamos de uma vez por todas com essa farra e o desgaste que ela causa, não precisaríamos instalar CPI’s de nada, nem Comissões para nada, todos ficariam com os bolsos abastados e talvez até tivessem tempo de sobra — pois não precisariam pensar em fórmulas mirabolantes de burlar licitações, desviar dinheiro da Saúde, da Educação sem serem flagrados —, para fazer o que eles deveriam já ter feito, que é trabalhar pelo e para o povo que os elegeram.

Que tal Dilma? Tô parecendo até apto para um cargo no Ministério do Planejamento, né não?

Contagem regressiva pra você Pimentel!

Pimentel sabe contar até dez? Pode começar…. (Fonte: Reprodução)

Sei que não é ano novo, mas a sua contagem regressiva para tentar se explicar começou. São dez dias, Pimentel. Pô Fernando Pimentel, nosso ministro do Desenvolvimento, libera aí a sua história. Finge que você vai participar do quadro “Esta é a sua vida” no Faustão, no Fantástico e abre o seu coração. Quem sabe assim a Comissão de Ética fica comovida e não ache que merecemos um novo ministro.

Posso passar a sacolinha?

Até tu Demóstenes?

Vou ver se o meu amigo Carlinhos Cachoeira me consegue um produto para limpar isso aqui… Tô sentindo que ainda tá sujo… (Fonte: Reprodução)

Te juro cara, DEM que me falassem eu teria acreditado. Mas a tua torre Demóstenes Torres está ruindo. E de forma feia. Como assim fazer ligações secretas a partir de um celular habilitado nos Estados Unidos para não ser descoberto — se deu mal que descobriram — e justamente para um homem já preso e apontado como sendo um chefe de jogo ilegal? Tudo bem que você é casado, mas se fossem ligações para uma mulher, uma amante, ou até um homem que fosse seu amante, ‘tava DEM aí’, mas precisava ligar pra fazer confidências de reuniões reservadas no Executivo, Legislativo e no Judiciário? Tá carente? Tá com problemas? Procura um psicólogo! Ligar para agradecer um fogão e uma geladeira que você ganhou de presente, tudo bem, mostra que você é educado, mas você convidou Carlinhos pro seu casório? E ligar também para pedir dinheiro para pagar um taxi aéreo? Tinha que ser aéreo? Será que o senador Ivo Cassol está com a razão quando diz que vocês são mal remunerados? Pô R$ 3 mil? Tá tão feia a coisa assim?

E agora Demóstenes será que basta só renunciar à liderança do DEM no Senado que vai ficar tudo zem com você meu bem no DEM?

Pelo que ouvi nos corredores tem senador falando por aí que vão querer devassar sua vida, virar você do avesso, sacudir você para ver o que é que cai e sai de você. Coisa boa não vai ser e nem cabelo você tem mais para perder. Só teria mesmo o ser e estar no DEM que pode até estar ameaçado. E já se cogita também — como quase sempre acontece nesses casos e como a maioria acaba fazendo — que você renunciaria ao mandato para poder lá na frente (é lógico) voltar como se nada tivesse acontecido. Se isso realmente acontecer, pra onde você vai então? Vai pedir emprego ao amigo Carlinhos Cachoeira? Acho que ele nem pode negar, afinal amigos são para esses momentos também. Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. É quase um casamento.

Os senadores estão preocupados, inclusive o senador Pedro Taques já falou que se não fizerem o dever de casa os senadores ficarão sem moral nenhuma de pedir qualquer informação sobre quem quer que seja.

Será mesmo que ainda existe moral por lá quando o mesmo Demóstenes que votou pela cassação de Renan Calheiros em 2007 e ontem foi pedir ajuda justamente para ele? Que moral é essa? Que ética é essa?

É mentira, Terta?

E o salário ó….

O senador tenta explicar a sua teoria da tristeza em se viver com R$ 19 mil líquidos de salário… (Fonte: Reprodução)

Outro senador do time de Ivo Cassol e que é digno de pena declarou que tem pena dos que vivem com R$ 19 mil (líquidos). Segundo Cyro Miranda do PSDB-GO, esse valor está há oito anos sem correção e não é um salário condizente com as atividades de um senador. Independentemente de outras verbas e auxílios que fazem um sujeito assim custar R$ 170 mil por mês. Estou tão comovido que vou chorar…

Como tenho pena de pessoas que pensam assim. Se ele pelo menos propusesse que o salário mínimo aumentasse um pouco seríamos um povo sem tanta pena. Ou vai me dizer que a pena dele é demográfica e limita-se somente ao Senado? Pelo visto sim.

Salvem as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Austríaco amputa o pé com serra elétrica para não precisar trabalhar

quinta-feira, 29 de Março de 2012

Um austríaco desempregado de 56 anos amputou o próprio pé esquerdo, com uma serra elétrica, em sua casa, para ser aposentado por invalidez e passar a receber benefícios sociais e largar o trabalho. De acordo com jornal Salzburger Nachrichten, o homem, cuja identidade não foi revelada, havia trocado de emprego e, insatisfeito, já estava desempregado há muito tempo.

Austríaco amputa o pé com serra elétrica para não precisar trabalhar

quinta-feira, 29 de Março de 2012

Fonte: votebrasil.com

Um austríaco desempregado de 56 anos amputou o próprio pé esquerdo, com uma serra elétrica, em sua casa, para ser aposentado por invalidez e passar a receber benefícios sociais e largar o trabalho.

De acordo com jornal Salzburger Nachrichten, o homem, cuja identidade não foi revelada, havia trocado de emprego e, insatisfeito, já estava desempregado há muito tempo.

A polícia informou que ele preparou a amputação de forma sistemática.

Após a saída da mulher e do filho para o trabalho, logo pela manhã, ele fixou a serra elétrica sobre duas cadeiras, removeu um dispositivo de proteção da lâmina e apertou um mecanismo de segurança com um cabo, para que o aparelho permanecesse ligado.

Feita essa primeira parte, ele sentou-se próximo à serra e passou a perna esquerda sobre a lâmina, cortando o pé na altura do tornozelo e depois jogando o membro amputado no forno, para eliminar evidências.

Já sem o pé, ele se arrastou até a garagem, e pouco depois os serviços de emergência chegaram até sua casa. O homem foi levado até um hospital, de helicóptero, mas o pé – encontrado pelos socorristas no forno – não pôde ser suturado de volta.

Ele sobreviveu e recupera-se em um hospital da Áustria.

Demóstenes Torres pede afastamento da liderança do DEM no Senado

quinta-feira, 29 de Março de 2012

 Em carta enviada ao senador José Agripino Maia (RN), o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) pediu afastamento da liderança do DEM no Senado. No texto, Demóstenes sinaliza que precisa de mais tempo para se dedicar à defesa das denúncias que o envolvem com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes Torres pede afastamento da liderança do DEM no Senado

quinta-feira, 29 de Março de 2012

Brasília – O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) pediu afastamento da liderança do DEM no Senado, no começo da tarde de hoje (27), em carta enviada ao presidente nacional da legenda, José Agripino Maia (RN).

No texto, Demóstenes sinaliza que precisa de mais tempo para se dedicar à defesa das denúncias que o envolvem com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

“A fim de que possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados no últimos dias, comunico a Vossa Excelência meu afastamento da Liderança do Democratas no Senado Federal”, disse o senador, na correspondência.

O corregedor do Senado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), enviou pedido de informações ao Ministério Público para saber se há envolvimento de Demóstenes no esquema de corrupção investigado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Depois dessas informações, Vital do Rêgo definirá se o caso será remetido ao Conselho de Ética da Casa.

Em meio às denúncias de irregularidades, Demóstenes confirmou apenas que havia recebido presentes de casamento – uma geladeira e um fogão importados – de Cachoeira. Porém, vieram à tona informações que o senador mantinha uma linha telefônica para conversar com o empresário.

Fonte: votebrasil.com

Cyro Miranda diz sentir pena de quem precisa viver com o salário de senador

quinta-feira, 29 de Março de 2012

“Eu não vivo do salário de senador, mas tenho pena daquele que é obrigado a viver com R$ 19 mil líquidos com a estrutura que temos aqui. Sou favorável ao projeto, mas que a gente pense diferente quando se propuser remuneração”, afirmou o Senador.

Cyro Miranda diz sentir pena de quem precisa viver com o salário de senador

quinta-feira, 29 de Março de 2012

O senador Ivo Cassol (PP-RO), famoso por dizer que político no Brasil é mal remunerado porque gasta com medidas assistencialistas, faltou, na manhã de ontem, à sessão na Comissão de Assuntos Econômicos, mas ganhou um representante à altura.

O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) votou favoravelmente ao projeto que acaba com o fim da regalia. No entanto, reclamou do baixo salário e chegou a dizer que tinha pena de quem era obrigado a viver com R$ 19 mil líquidos por mês, o que corresponde a 30 salários mínimos e meio.

Empresário, salientou, em tom de alívio, que não dependia do salário do Senado para sobreviver. A afirmação acintosa silenciou o plenário da comissão. Alguns políticos deram um olhar de reprovação, mas ele seguiu com a choradeira pela “pequena” remuneração que recebe.

“Eu não vivo do salário de senador, mas tenho pena daquele que é obrigado a viver com R$ 19 mil líquidos com a estrutura que temos aqui. Sou favorável ao projeto, mas que a gente pense diferente quando se propuser remuneração”, afirmou.

Ele explicou que não há correção anual nos vencimentos dos parlamentares. A remuneração bruta de deputados e senadores é de R$ 26,7 mil.

Fonte: votebrasil.com

Com crise, pauta do Congresso depende de acordo de líderes

segunda-feira, 26 de Março de 2012

A crise vivida pelo governo Dilma Rousseff na relação com o Congresso terá mais um capítulo nesta semana. Projetos de interesse do Executivo tramitam nas duas Casas, mas a rebelião na base aliada, como vista desde o mês passado, pode atrapalhar os planos do Palácio do Planalto.

Com crise, pauta do Congresso depende de acordo de líderes

segunda-feira, 26 de Março de 2012

Por Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

A crise vivida pelo governo Dilma Rousseff na relação com o Congresso terá mais um capítulo nesta semana. Projetos de interesse do Executivo tramitam nas duas Casas, mas a rebelião na base aliada, como vista desde o mês passado, pode atrapalhar os planos do Palácio do Planalto. Entre hoje e amanhã, líderes governistas vão negociar com aliados e oposição uma agenda de votações.

A crise de Dilma com a base, em 12 capítulos
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Outros destaques de hoje no Congresso em Foco

Na Câmara, dois projetos se entrelaçaram nas últimas semanas. A bancada ruralista, que quer mudanças no Código Florestal Brasileiro, começou a explorar a falta de articulação do governo – especialmente após a troca de liderança na Casa – e conseguiu obstruir a votação da Lei Geral da Copa na última quarta-feira (21). Os ruralistas querem acabar com a necessidade de reflorestamento na beira dos rios e em áreas de proteção permanente, assim como anistia para agricultores que receberam multas por irregularidades ambientais.

Dilma Rousseff rejeita crise na base aliada no Congresso

Os ruralistas passaram a condicionar a votação da Lei Geral da Copa ao agendamento da análise em plenário do Código Florestal. Como o governo se nega a marcar uma data – e já defende que isso aconteça somente após a Rio + 20 -, os parlamentares ligados à produção agrícola juntaram-se aos integrantes das bancadas evangélica e católica para inviabilizar a votação da Lei da Copa. O argumento é a liberação da venda de bebidas alcoolicas nos estádios durante a Copa do Mundo de 2014.

Na última sexta-feira (23), o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), defendeu que a votação desses dois projetos fosse adiada para depois da Páscoa. Nesta semana, a Casa será presidida interinamente pela vice-presidenta Rose de Freitas (PMDB-ES). Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer estarão fora do Brasil até quarta-feira (28). Eles participam na Índia da quarta reunião dos Brics (bloco que reúne os países emergentes – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Marco Maia (PT-RS) assume a presidência até a volta de Dilma e Temer.

Jilmar Tatto, então, sugeriu que sejam votados apenas projetos de acordo entre os deputados. Na terça-feira (27) está marcada uma reunião de líderes com Rose de Freitas. Porém, a pauta da Câmara está trancada por nove medidas provisórias. Qualquer proposta que tenha o aval dos parlamentares vai precisar ser analisada em sessão extraordinária.

Funpresp

No Senado, a pauta do plenário também está trancada por uma medida provisória. No entanto, é nas comissões permanentes que a nova liderança do governo na Casa será posta à prova. O líder Eduardo Braga (PMDB-AM) vai trabalhar para que o Projeto de Lei 1992/07, que cria um novo modelo de aposentadoria para o serviço público, seja aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na terça-feira.

Na semana passada, o senador José Pimentel (PT-CE) apresentou seu parecer. Ele rejeitou todas as emendas apresentadas e manteve o texto aprovado pelo Senado em fevereiro. Logo após ler seu parecer, foi concedida vista coletiva aos integrantes da CAE. Na quarta-feira, será a vez dos senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisar a proposta. A expectativa é que haja um novo pedido de vista.

Mesmo com base rachada, Funpresp vai a votação
Previdência complementar fragiliza direitos dos servidores

A maior inovação do projeto é equiparar as aposentadorias dos servidores públicos às da iniciativa privada. Fica estabelecido um teto para o servidor aposentado, o mesmo estipulado para os trabalhadores privados: R$ 3.916,20. A possibilidade de aposentadorias mais altas fica vinculada à contribuição para um fundo previdenciário, como hoje fazem aqueles da iniciativa privada. Para gerir os fundos de aposentadoria dos servidores do Poder Executivo, fica criada a Fundação de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp). Outros dois fundos serão criados para os poderes Judiciário e Legislativo.

Saiba mais sobre o Congresso em Foco (2 minutos em vídeo)

Ivo Cassol promete votar o fim do 14º e do 15º salários na próxima semana

sábado, 24 de Março de 2012

Depois de pedir vista e adiar a votação do projeto que prevê o fim do 14º e do 15º salários, o senador Ivo Cassol (PP-RO), por meio de nota, prometeu votar durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), pela aprovação da matéria.

Ivo Cassol promete votar o fim do 14º e do 15º salários na próxima semana

sábado, 24 de Março de 2012

Depois de pedir vista e adiar a votação do projeto que prevê o fim do 14º e do 15º salários, o senador Ivo Cassol (PP-RO), por meio de nota, prometeu votar, na próxima terça-feira, durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), pela aprovação da matéria.

Há duas semanas, o parlamentar havia assegurado ao Correio que, por ser legal, era favorável ao recebimento, e ainda acrescentou que “ganhava muito pouco”.

Na terça, ao deixar a reunião da CAE, esbravejou que os senadores faziam discurso para a plateia. “Muitos políticos recebem, falam que são contra, mas não devolvem o dinheiro. Quando a imprensa aperta, eles se mijam todos.”

No entanto, na nota, Cassol diz que nunca foi a favor dos extras e alega que não existem 14º e 15º. “Esse termo foi usado pelo Correio para nominar a ajuda de custo paga aos senadores anualmente, conforme Decreto Legislativo de 1995″. Cassol diz que pediu vista para se inteirar melhor do projeto.

“Tal medida representará grande economia para os cofres públicos e respeitará o princípio da isonomia, pois dará aos parlamentares igual tratamento aos demais agentes públicos, que recebem ajuda de custo equivalente ao salário quando são obrigados a mudar de residência.”

Fonte: votebrasil.com

Netinho condena disputa polarizada entre PT e PSDB em SP

sábado, 24 de Março de 2012

O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PCdoB, Netinho de Paula, criticou a bipolarização da disputa na capital entre PT e PSDB, e defendeu a importância de o eleitorado ter outras opções de escolha nas eleições de outubro deste ano.

Netinho condena disputa polarizada entre PT e PSDB em SP

sábado, 24 de Março de 2012

O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PCdoB, Netinho de Paula, criticou nesta sexta-feira (23), a bipolarização da disputa na capital entre PT e PSDB, e defendeu a importância de o eleitorado ter outras opções de escolha nas eleições de outubro deste ano.
“Eu acho importante ter candidaturas do PCdoB, do PMDB, do PRB, para a gente poder colocar o dedo na ferida e começar a pensar na população e não só na questão partidária”, disse ele em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Para Netinho, a cidade perdeu muito com o fato de o governo federal estar nas mãos do PT e as administrações municipal e estadual serem de oposição. “São Paulo negou todos os programas que foram apresentados pelo governo federal nos últimos oito anos. O Minha Casa, Minha Vida é um exemplo.” Para ele, a maioria desses programas não foram aceitos pelos governos tucanos porque teriam “a marca do PT”.

Questionado sobre a possibilidade de o seu partido apoiar outro pré-candidato à Prefeitura, Netinho afirmou que acredita na sua candidatura e que o PCdoB tem se esforçado para emplacar seu nome nas eleições. “Como pré-candidato, eu tenho de acreditar que a minha candidatura vai vingar. Mas a política é muito dinâmica”, ponderou.

“A candidatura é pra valer. Eu acredito que a bipolarização entre PT e PSDB só interessa a estes dois partidos”. Ele também declarou que, caso seja eleito, cumprirá o mandato de prefeito até o final.

Fiscalização

Na entrevista, Netinho afirmou que a cidade de São Paulo não conta hoje com meios eficientes para fiscalizar como é aplicado o dinheiro arrecadado com multas. No programa, ele anunciou que pretende aumentar a vigilância.

“A aplicação de multas é rigorosa, mas tem de fiscalizar para onde vai os recursos. Os meios de fiscalização foram enfraquecidos”, declara. “Os conselhos e corregedorias deram mostras de que pretendem se fortalecer e vou fazer isso”.

Netinho afirmou que ampla maioria que a prefeitura possui na Câmara Municipal, dificultando a fiscalização. “Você não tem condições de instalar uma CPI e se aprofundar nas investigações”.

Fonte: vermelho.org.br

Previdência brasileira é uma bomba-relógio

sexta-feira, 23 de Março de 2012

A Câmara dos Deputados aprovou uma reforma das pensões dos funcionários públicos. Ela limitaria os planos de benefício definido dos futuros funcionários do governo federal em R$ 3.916 por mês, o mesmo nível de trabalhadores do setor privado.

Previdência brasileira é uma bomba-relógio

sexta-feira, 23 de Março de 2012

Depois de gastar boa parte de seu capital político lutando contra a corrupção política, Dilma Rousseff teve que escolher suas batalhas. Sete senadores de sua coalizão ressentida já saíram, e mais ameaçaram seguir por esse caminho. Dilma colocou a maioria de seus planos legislativos de lado até que as relações melhorem. Mas ela está treinando seu poder de fogo restante no que pode ser o maior problema das políticas públicas do Brasil: um sistema de pensões voraz que ameaça estourar o orçamento e prejudicar a economia.

No dia 29 de fevereiro, a Câmara dos Deputados aprovou uma reforma das pensões dos funcionários públicos. Ela limitaria os planos de benefício definido dos futuros funcionários do governo federal em R$ 3.916 por mês, o mesmo nível de trabalhadores do setor privado. Aqueles que querem mais teriam que contribuir para um fundo separado. Isto tornaria o sistema menos injusto e, a longo prazo, um pouco mais barato.

O projeto de lei ainda deve passar pelo Senado e os poderes de persuasão de Dilma podem não ser suficientes. Mesmo se for aprovado, no entanto, seria apenas um primeiro passo para a fixação de um sistema que Fabio Giambiagi, economista do Banco Nacional de Desenvolvimento, chama de “o mais generoso do mundo”. “A economia do Brasil é muito diferente da economia da Grécia. Mas em termos de regras de aposentadoria, somos piores”.

O Brasil é um país jovem, com o projeto de lei de pensões de um país velho. Na verdade, tão poucos brasileiros pagam pensões, e tantos conseguem obtê-las, que o país tem 35 pensionistas para cada 100 trabalhadores contribuintes, uma proporção maior que a dos Estados Unidos. As pensões do Brasil estão entre as mais generosas do mundo, também, substituindo 75% da renda média. Algumas delas são gastos sociais destinados a reduzir a pobreza. Os trabalhadores rurais com idade superior a 60, e qualquer pessoa pobre acima dos 65 anos, pode receber uma pensão de R$ 622 – o salário mínimo – sem nunca ter contribuído para o sistema. Mas isso custa apenas cerca de 2% do PIB por ano. Os verdadeiros culpados são as regras que permitem que contribuintes se aposentem mais cedo, com pensões maiores, do que em qualquer outro lugar.

Para se aposentar com salário por inteiro a maioria dos brasileiros só precisa contribuir por 15 anos e viver até os 65 anos para homens e 60 para mulheres. Mas depois de 35 anos pagando, um homem de qualquer idade pode aposentar-se em uma menor, embora ainda generosa pensão. Uma mulher deve pagar por apenas 30 anos. Todas as pensões devem ser superiores ao salário mínimo, que triplicou em termos reais desde 1995.

Como resultado, a maioria dos brasileiros se aposenta surpreendentemente cedo: aos 54 anos em média para um homem no setor privado, e aos 52 para uma mulher. Os benefícios dos sobreviventes não têm limites de idade. Famílias herdam as pensões na sua totalidade, o que significa que jovens viúvas sem filhos nunca precisarão trabalhar. 10% de todos os brasileiros com 45 anos já estão recebendo uma pensão.

Para evitar um desastre será preciso um aumento no número de contribuintes, pensões menos generosas, e uma proibição da aposentadoria antecipada. Revendo seus cálculos, Bernardo Queiroz, da Universidade Federal de Minas Gerais, descobriu que, juntos, estes fatores fariam com que o imposto sobre os salários das pensões em 2050 subisse para 40%. Mas essas reformas ainda não estão nem sendo discutidas. “É um quebra-cabeça”, diz ele. “Os sindicatos são contra mudanças. Mas sem eles, os trabalhadores que representam estão pagando para que outras pessoas obtenham pensões muito mais generosas do que eles mesmos serão capazes de conseguir”.

O Brasil terá, mais cedo ou mais tarde, que enfrentar a realidade. Mas o risco é que seja necessária uma crise econômica para que o governo entre em ação. Grandes reformas foram aprovadas em 1999, quando o país lutava para pagar suas dívidas externas.

Queiroz diz que a lição do exterior é que uma vez que aqueles já aposentados ou perto da aposentadoria são muito numerosos, a reforma torna-se tão urgente que acaba tendo que atingi-los também. Nesse ponto, eles vão mobilizar e bloquear todas as mudanças, mesmo à beira do colapso. Um sistema inacessível só pode ser fixado enquanto a percentagem de pessoas idosas é pequena. A chance do Brasil de mudar durará pouco, diz ele. Talvez dez anos.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Derrotas nas duas Casas levam o governo a suspender as votações importantes

sexta-feira, 23 de Março de 2012

Um dia depois da série de derrotas sofridas pelo governo na Câmara, o Planalto demonstrava preocupação com o momento vivido na relação com a base governista, mas, segundo aliados ouvidos pelo Correio, ainda não demonstra ter assimilado a gravidade da situação política.

Derrotas nas duas Casas levam o governo a suspender as votações importantes

sexta-feira, 23 de Março de 2012

Fonte: votebrasil.com

Um dia depois da série de derrotas sofridas pelo governo na Câmara, o Planalto demonstrava preocupação com o momento vivido na relação com a base governista, mas, segundo aliados ouvidos pelo Correio, ainda não demonstra ter assimilado a gravidade da situação política.

A presidente almoçou com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e emitiu sinais de que o momento difícil decorre de um embate sobre pontos de vista. “Foi uma conversa para tranquilizar a ministra”, afirma um interlocutor do governo.

No Congresso, a temperatura era diferente. “A quarta-feira foi um dia horrível para o Planalto e para o novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia”, avalia um integrantes da base.

As derrotas estenderam-se por todo o dia, começando com a vitória dos ruralistas na definição de que cabe ao Congresso legislar sobre a demarcação das terras índigenas; a não-votação da Lei Geral da Copa e do Código Florestal; o convite para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falar sobre a Casa da Moeda; e a convocação da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para explicar porque não haverá concursos públicos neste ano. A paralisia nos trabalhos deve durar pelas próximas duas semanas.

Carta Capital: Demóstenes embolsava 30% do jogo clandestino

sexta-feira, 23 de Março de 2012

A revista Carta Capital informa que relatórios da Polícia Federal em Goiânia revelam que o senador “tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino” operado por Cachoeira. Segundo a publicação, tal movimentação financeira totalizou cerca de R$ 170 milhões nos últimos seis anos.

Carta Capital: Demóstenes embolsava 30% do jogo clandestino

sexta-feira, 23 de Março de 2012

Está cada vez mais complicada a situação do líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), um dos principais nomes do partido. Em reportagem sobre as ligações do parlamentar com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o “Carlinhos Cachoeira”, a revista CartaCapital informa que relatórios da Polícia Federal em Goiânia revelam que o senador “tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino” operado por Cachoeira. Segundo a publicação, tal movimentação financeira totalizou cerca de R$ 170 milhões nos últimos seis anos.
 

Intitulada “Os 30% de Demóstenes”, a reportagem diz que a Polícia Federal sabe das relações entre o senador e o bicheiro desde 2006, no âmbito da Operação Monte Carlo. Segundo a CartaCapital, Demóstenes pode ter embolsado cerca de R$ 50 milhões a partir do esquema, cálculo feito pela própria PF, com base nas investigações constantes do “Relatório Sigiloso de Análise da Operação Monte Carlo”, que está sob os cuidados do Núcleo de Inteligência Policial da Superintendência da PF em Brasília.
 
“Na época, o império do bicheiro incluía 8 mil máquinas ilegais de caça-níqueis e 1,5 mil pontos de bingos. Como somente no mês passado a jogatina foi desbaratada, na Operação Monte Carlo, as contas apresentadas pela PF demonstram que a parte do parlamentar deve ter ficado em torno de 50 milhões de reais. O dinheiro, segundo a PF, estava sendo direcionado para a futura candidatura de Demóstenes ao governo de Goiás, via caixa dois”, para quem o senador conseguiu manter o caso longe dos holofotes “por conta de um expediente tipicamente mafioso: ao invés de se defender, comprou o delegado da PF”.
 
Segundo a reportagem, um dos agentes da PF foi cooptado pela quadrilha encabeçada por Carlinhos Cachoeira, o que teria atrapalhado e atrasado os trabalhos investigativos. “A participação do senador Demóstenes Torres só foi novamente levantada pela PF em 2008, quando uma operação também voltada à repressão de jogo ilegal, batizada de ‘Las Vegas’, o flagrou em grampos telefônicos em tratativas com Carlinhos Cachoeira. Novamente, o parlamentar conseguiu se safar graças a uma estranha posição da Procuradoria Geral da República, que recebeu o inquérito da PF, em 2009, mas jamais deu andamento ao caso”, concluiu a revista.
 
Na semana passada, este site registrou que senadores já se mobilizavam para ajuizar ação no Supremo Tribunal Federal contra Demóstenes, como reação a outra reportagem sobre o envolvimento do senador com Cachoeira. Segundo a versão on-line da revista Época, o bicheiro habilitou em Miami 15 aparelhos de rádio Nextel e distribuiu para pessoas de sua confiança, entre eles o senador, com o objetivo de evitar escutas telefônicas, legais ou ilegais, que flagrassem conversar sobre o esquema clandestino investigado pela PF. Antes da representação, no entanto, os parlamentares queriam ouvir Demóstenes sobre as denúncias.
 
Senadores querem ouvir Demóstenes antes de representação no STF
 
Por meio de sua assessoria de imprensa, Demóstenes, que não esteve no Senado nesta sexta-feira (23), adiantou que não vai comentar qualquer assunto referente às investigações da PF. O senador também informou que não divulgará nota de esclarecimento sobre o assunto.