Arquivo de dezembro de 2011

2011: um ano conturbado

sábado, 31 de dezembro de 2011

O ano de 2011 já começou dando indícios de que dias conturbados viriam pela frente. No Brasil, deslizamentos e enchentes na Região Serrana do Rio deixaram mais de 900 mortos e comoveram o país.

Japão é lider em relacionamentos sem sexo

sábado, 31 de dezembro de 2011

A cada mes se vê o lançamento de novas estatísticas e reportagens alardeando a mesma ideia: a de que os homens japoneses não são viris o suficiente – e pior, não parecem se importar com isso.

Japão é lider em relacionamentos sem sexo

sábado, 31 de dezembro de 2011

Não é fácil ser jovem no Japão hoje em dia. A cada poucos meses se vê o lançamento de um novo conjunto de imagens, estatísticas e reportagens alardeando a mesma ideia: a de que os homens japoneses contemporâneos não são viris o suficiente – e pior, não parecem se importar com isso.
 
No estudo mais recente feito pelo governo, publicado no fim do mês passado, a porcentagem de homens solteiros subiu 9,2 pontos em relação a cinco anos atrás. E o que é mais revelador: 61% desses homens declararam não ter uma namorada, entre os quais 45% disseram que não podiam se importar menos em encontrar uma.
 
E então? Como qualquer um que já tenha assistido a vídeos pop japoneses ou coreanos, as imagens mais populares dos homens asiáticos, vistas de uma perspectiva ocidental, é muito mais efeminada do que as imagens de homens ocidentais. Asiáticos são retratados cobertos de maquiagem, penteados, estilizados e gostam de passos de dança coreografados.
 
E ainda assim o Japão foi reconstruído das cinzas da Segunda Guerra Mundial e transformado em uma grande potência econômica e tecnológica com uma rapidez sem precedentes, graças aos seus trabalhadores esforçados, em sua maioria homens, que construíram os trilhos do impressionante trem bala do país, por exemplo.
 
Então por que o repúdio e a indiferença generalizados dos japoneses no que se refere ao sexo? Existem muitas teorias. A mais provocativa para mim, um japonês-americano que vive em Tóquio há muitos anos, é a de que as mulheres japonesas se tornaram mais fortes social e economicamente ao mesmo tempo em que os homens japoneses se tornaram mais prostrados e absorvidos por mundos virtuais, saciados pela própria feitiçaria tecnológica que seus antepassados lhes impingiram, e muitas vezes preferindo-os à realidade. “Eu não gosto de mulheres de verdade,” desdenhou com arrogância um rapaz no 2Channel, o maior e mais ativo fórum online do mundo. “Elas são exigentes demais hoje em dia. Prefiro ter uma namorada virtual.”
 
Namoradas virtuais se transformaram em uma sensação no último verão, quando a fabricante de jogos japonesa Konami lançou a segunda geração de seu popular Love Plus, apropriadamente chamada de Love Plus +, para Nintendo DS. E sabiamente, a Konami conseguiu fazer com que uma monótona cidade de praia chamada Atami fosse a sede de um fim de semana especial com o tema Love Plus +.
 
Os jogadores foram convidados a levar suas namoradas virtuais, dentro de seus aparelhos de videogame, até a cidade de praia para viver um fim de semana de romance e êxtase. A promoção obteve um sucesso absurdo, e gerentes de resorts locais disseram que foi seu melhor fim de semana em décadas. Claramente, esses são jovens japoneses de uma geração que considera as demandas imperfeitas ou simplesmente inesperadas dos relacionamentos no mundo real menos atraentes do que a tentação da libido virtual.
 
A expressão “homens herbívoros” foi criada por uma jornalista japonesa em 2006. Em 2009, a falta de ambição dos homens japoneses, tanto sexualmente quanto em outras áreas, havia se tornado um tema recorrente na mídia. Com relatos recentes de japoneses que não conseguem satisfazer mulheres de verdade e que não pretendem se casar ou ter filhos, o fenômeno de distanciamento mútuo entre os gêneros se tornou um assunto popular. Pode ser o futuro, mas será que é realmente japonês?
 
“Talvez nós sejamos seres humanos mais avançados,” minha amiga japonesa disse enquanto jantávamos juntos em Tóquio (ela pediu que eu não usasse seu nome real). Ela é a atraente editora de 40 e poucos anos de uma das principais revistas de moda do Japão, e ela ainda está solteira. “Talvez,” ela continuou, “nós já tenhamos aprendido a nos satisfazer sozinhos.”

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

2011: um ano conturbado

sábado, 31 de dezembro de 2011

Por fernanda Dias – opiniaoenoticia.com.br

O ano de 2011 já começou dando indícios de que dias conturbados viriam pela frente. No Brasil, deslizamentos e enchentes na Região Serrana do Rio deixaram mais de 900 mortos e comoveram o país. Numa distante Tunísia, tinha início o movimento que ficou conhecido como Primavera Árabe. Em meados de janeiro, o presidente Ben Ali deixava o poder após contínuos protestos contra o seu regime. Menos de um mês depois, foi a vez de Hosni Mubarack ser obrigado a renunciar após 30 anos no comando do Egito. Em março, a natureza mostrava, mais uma vez, seu poder de destruição: um terremoto seguido de uma tsunami devastou o Japão.
 
Enquanto os japoneses trabalhavam na reconstrução do país, uma nova tragédia voltou a chocar o Brasil: um atirador invadiu uma escola em Realengo, no Rio, e matou 12 crianças. O meio do ano ainda nem tinha chegado e 2011 continuava se mostrando um ano agitado. Em maio, pouco antes do marco de dez anos dos atentados de 11 de setembro, o terrorista Osama bin Laden foi encontrado e morto por soldados norte-americanos. O mundo veria, ainda, a captura e morte de Muammar Kadafi, o líder da Líbia que foi deposto por revoltas populares em mais um dos episódios da Primavera Árabe. O povo também iria para as ruas para protestar contra a influência empresarial na sociedade: em meio à crise global, surge em Nova Iorque o movimento “Ocupem Wall Street”. Em dezembro, quando a calmaria parecia chegar com a retirada das tropas americanas e o fim da Guerra do Iraque, a morte do ditador norte-coreano, Kim Jong-il, colocou o mundo novamente em alerta.
 
Para fazer uma análise retrospectiva deste ano que chega ao fim, o Opinião e Notícia convidou oito pessoas de diversas áreas para que elas apontassem o que foi o fato mais importante de 2011. Confira as respostas:
 
– Carley Martins, professor do Departamento de Física Nuclear e Altas Energias da Universidade do Estado do Rio Janeiro (Uerj): “Dois acontecimentos na área da física marcaram o ano de 2011: o acidente com a central nuclear de Fukushima, com graves consequências para a população do Japão, e o recente anúncio pelo Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern)  sobre a “quase” (quase porque a estatística é ainda pequena) descoberta do Bóson de Higggs, a partícula mais procurada dos últimos anos. Essa partícula é a base do modelo padrão das interações fundamentais da natureza, proposto na década de 60. Diversas partículas propostas pelo modelo foram descobertas, mas ainda falta esse bóson”.
 
– Dudu Nobre, cantor: “No Brasil, marcou o primeiro ano do governo de uma mulher no poder. Foi meio barro, meio tijolo, com muitas demissões de ministros, mas acredito que, no ano que vem, Dilma terá mais tranquilidade para governar. No exterior, a revolta no mundo árabe foi um dos principais fatos do ano”.
 
– Geraldo Tadeu, cientista político e diretor do Iuperj: “Em termos de consequências dos fatos, eu escolho a retirada dos EUA do Iraque, que se completou agora em dezembro e põe fim ao pacto americano depois de nove anos de guerra, milhares de mortos e um custo de bilhões de dólares. O término da guerra é uma grande vitória do Obama a despeito dos inúmeros interesses políticos e econômicos. A implantação de um modelo de regime político democrático no Iraque pode e deve servir de modelo a ser seguido na região. A expectativa agora é quanto à capacidade do governo iraquiano de se manter no poder”.
 
– Isabela Capeto, estilista: “A crise da dívida na Europa, que gera reflexos em várias outras partes do mundo, inclusive no Brasil”.
 
– Jair Bolsonaro, deputado federal (PP-RJ): “Não tenho muito para falar da política conduzida pela Dilma. Quanto ao meu trabalho, evitei que fosse distribuído nas escolas o material que vinha disfarçado de ensino de tolerância à diversidade, mas que, na verdade, estimulava o homossexualismo. Ano que vem é uma nova briga com relação a essa e outras questões ligadas à preservação da família. Vamos continuar lutando para preservar a garotada desse lixo de ensino”.
 
– Marcelo Freixo, deputado estadual do Rio (Psol) e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj: “O que mais me entusiasmou foi o movimento dos indignados, de ocupações das praças públicas: desde a Primavera Árabe, passando pelos protestos na Porta do Sol em Madri, e pelas manifestações no Brasil. Esse é um marco de uma população que deseja uma outra forma de representatividade política, que deseja participar da vida pública. E o curioso é que isso aconteceu de forma espontânea em várias partes do mundo”.
 
– Sérgio Besserman, economista e presidente da Câmara de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro: “A continuidade da grande crise econômica de 2008 em um contexto de convergência global muito deficiente. Esse quadro continuará, e a Rio+20 vai evidenciar a falta de governança global nesse sentido e a falta de sustentabilidade”.
 
– Zeca Borges, coordenador do Disque-Denúncia: “O que mais chamou atenção na minha maneira de ver as coisas foi a questão do combate à corrupção e a queda dos ministros. Isso foi muito forte em termos de Brasil. Além disso, o processo de pacificação do Rio, que vem se consolidando, e vai chegar ao país inteiro”.

Seguro-desemprego tem reajuste de 14,12% e valor máximo será de R$ 1.163,76

sábado, 31 de dezembro de 2011

Com o reajuste, o valor máximo pago ao trabalhador passa de R$ 1.010,34 para R$ 1.163,76. O percentual de reajuste está em resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador publicada no dia 30 no Diário Oficial da União.

Seguro-desemprego tem reajuste de 14,12% e valor máximo será de R$ 1.163,76

sábado, 31 de dezembro de 2011

O valor do benefício do seguro-desemprego terá como base de cálculo a aplicação do percentual de reajuste de 14,12% a partir de 1º de janeiro de 2012.

Com o reajuste, o valor máximo pago ao trabalhador passa de R$ 1.010,34 para R$ 1.163,76. O percentual de reajuste está em resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador publicada hoje (30) no Diário Oficial da União.

Com o reajuste já aplicado nas faixas salariais que servem para base de cálculo do seguro-desemprego, os critérios ficam da seguinte forma: quando a média dos três últimos salários anteriores à dispensa for de até R$ 1.026,77, o valor da parcela será o resultado da média salarial multiplicado pelo fator 0,8.

Quando a média dos três últimos salários anteriores à dispensa for compreendida entre R$ 1.026,78 e R$ 1.711,45 será aplicado o fator 0,8 até o limite do inciso anterior e, no que exceder, o fator 0,5. O valor da parcela será a soma dos dois valores.

Quando a média dos três últimos salários anteriores à dispensa for superior a R$ 1.711,45, o valor da parcela será, invariavelmente, R$ 1.163,76.

O pagamento é feito em, no máximo, cinco parcelas de forma contínua ou alternada. Quem, nos últimos três anos, trabalhou entre 6 meses e 11 meses recebe três parcelas; entre 12 meses e 23 meses recebe quatro parcelas; e quem comprovar vínculo empregatício de, no mínimo, 24 meses, recebe cinco parcelas.

Tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador dispensado sem justa causa, que tenha recebido salários consecutivos no período de 6 meses anteriores à data de demissão e tenha sido empregado de pessoa jurídica por pelo menos 6 meses nos últimos 36 meses. O trabalhador tem do sétimo dia ao 120º dia após a data da demissão do emprego para requerer o benefício.

Confira como fica o valor do seguro-desemprego:

Média dos três últimos salários Valor da Parcela

até R$ 1.026,77 média salarial é multiplicada por 0,8 (80%)

até R$ 1.026,77 será aplicado o fator 0,8 (80%) até o limite do inciso

anterior e, no que exceder, o fator 0,5 (50%).

O valor da parcela será a soma desses dois valores.

superior a R$ 1.711,45

R$ 1.163,76

Fonte: votebrasil.com

 

Cabral tenta defender ex-aliados envolvidos em Privataria Tucan

sábado, 31 de dezembro de 2011

O governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, saiu em defesa de seus antigos padrinhos do PSDB, hoje envolvidos nas denúncias contidas no livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, sobre desvios bilionários durante a privatização de empresa brasileiras como a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional, entre outras.

Cabral tenta defender ex-aliados envolvidos em Privataria Tucan

sábado, 31 de dezembro de 2011

Fonte: votebrasil.com

Dono de um patrimônio político oriundo da direita, o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho, saiu em defesa de seus antigos padrinhos do PSDB, hoje envolvidos nas denúncias contidas no livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, sobre desvios bilionários durante o processo de privatização de empresa brasileiras como a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional, entre outras.

– Acho uma bobagem esse discurso. O presidente Fernando Henrique fez muito bem ao Brasil ao abri-lo para investidores nacionais e estrangeiros, ao permitir, no caso da exploração do petróleo e do gás, a entrada de empresas nacionais e multinacionais, acabando com o monopólio da Petrobras, acabando com o monopólio da Telebrás e abrindo para investidores nacionais e as telecomunicações.

Qualquer discurso caricato antiprivatização eu rejeito preliminarmente. Esse momento internacional permite um discurso falso, demagógico e arriscado, de que o Estado é capaz de tudo. Pelo contrário, o Estado precisa cada vez mais das parcerias público-privadas. A aliança PT-PMDB é muito positiva para o Brasil, para a governabilidade – disse Cabral em recente entrevista ao diário conservador paulistano Folha de S.Paulo.

Cabral mantém estreitos laços com o empresariado fluminense e chegou a repassar verbas destinadas às obras de contenção de encostas, preservação ambiental e saneamento, no total de R$ 24 milhões, à Fundação Roberto Marinho, pouco antes de uma série de desabamentos de grandes proporções, em vários pontos do Estado, causar a morte de mais de 600 pessoas, há um ano.

Atualmente no PMDB, Cabral manteve seus laços políticos com o tucanato, dono dos grandes meios de comunicação no país, e de amizade com o senador Aécio Neves (PSDB-MG); além de empresários beneficiados com o fornecimento de bens e serviços ao governo estadual.

A defesa de Cabral aos antigos correligionários, no entanto, não tem sido suficiente para evitar o aprofundamento da crise no ninho tucano, como aponta a colunista Mônica Bergamo, na mesma Folha de S. Paulo.

Segundo a colunista, duas semanas após ter sido lançado, a obra está entre as mais vendidas das livrarias de todo o país e pessoas que convivem com o ex-governador paulista José Serra afirmam que “a mágoa por Aécio Neves – que teria acendido uma faísca para as investigações – aumentou”.

Saia justa :.

A resposta de Cabral à entrevistadora do diário paulistano, de propriedade de aliados do governador José Serra, não chega ao foco de Privataria Tucana, que aponta evidências de fraudes gigantescas no processo de privatização consolidado nos dois governos de FHC.

O fato, explorado à larga na pré-campanha eleitoral de 2002, pouco antes de Serra ser escolhido candidato à sucessão de FHC e o governador fluminense concorrer ao seu primeiro mandato, também não teve repercussão na campanha de outrora.

Na época, as denúncias ficaram restritas à disputa intestina que se desenvolvia na direita, entre o antigo e hoje extinto Partido da Frente Liberal (PFL) e o PSDB.

Na imprensa, ganhou as páginas da revista semanal de ultradireita Veja, em pesadas tintas contra as mesmas personagens que, agora, frequentam as páginas do livro de Amaury Jr. Quem conduzia a pena de Veja, na ocasião, era o então senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), adversário ferrenho de Serra.

Diante de uma saia justa histórica, hoje a revista não tem como contestar o conteúdo do livro, pois além das provas documentais, a apuração de Amaury Jr. aprofunda a apuração da própria Veja, de maio de 2002, sobre a existência de um propinoduto na privatização da Vale e das teles. As denúncias, que ganharam a capa da revista na época, recaiam sobre o comprador da Vale, Benjamin Steinbruch.

Descobriu-se, logo depois, que os tucanos Paulo Renato de Souza, ex-ministro da Educação de FHC, e Mendonça de Barros, então presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram as fontes da reportagem, sempre falando em Off para os repórteres.

Veja também publicou denúncias envolvendo Ricardo Sérgio e Gregório Preciado, chefes do esquema desvendado no livro de Amaury Jr., e com as mesmas denúncias, reforçadas desta vez com provas documentais, e acrescida a participação da filha e genro de José Serra.

Atualmente, a revista tem guardado um silêncio suspeito sobre os fatos descritos na obra atual. A exemplo do governador fluminense, a publicação também adota o expediente de avaliar o escândalo sob pontos de vista diversos, na tentativa de minimizar a gravidade dos atos criminosos cometidos à época.

 

PEC acaba com aposentadoria vitalícia de governantes

sábado, 31 de dezembro de 2011

Proposta que altera o artigo 39 da Carta Constitucional veda o pagamento de subsídio mensal vitalício aos ex-chefes do Poder Executivo da União, dos estados e municípios foi apresentada na Câmara. Caso seja aprovada, será examinada por comissão especial e votada em dois turnos pelo Plenário.

PEC acaba com aposentadoria vitalícia de governantes

sábado, 31 de dezembro de 2011

Fonte: votebrasil.com

Proposta que altera o artigo 39 da Carta Constitucional veda o pagamento de subsídio mensal vitalício aos ex-chefes do Poder Executivo da União, dos estados e municípios foi apresentada na Câmara.

O autor da (PEC) 85/11 deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) vê nesse subsídio um dos dispositivos “que estruturam o patrimonialismo brasileiro, fonte de males e deturpações que contaminam a República e o processo de construção de uma sociedade democrática” .

O deputado acrescenta que cabe ao Congresso exercer sua prerrogativa e impedir que “casuísmos” se tornem norma constitucional ou legal dos entes federados.

O deputado cita decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em medida cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI nº 3771, concedida pelo ministro Carlos Ayres Britto, que suspendeu a eficácia de um dispositivo da Constituição do Estado de Rondônia. O dispositivo previa justamente a remuneração vitalícia para os ex-chefes do Poder executivo local.

Ayres Brito entendeu que o dispositivo contraria o artigo 39, parágrafo 4º, da Constituição Federal que contém os princípios norteadores da administração pública: igualdade, impessoalidade, moralidade e responsabilidade dos gastos públicos (eficiência).

A admissibilidade da PEC ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovada, será examinada por comissão especial e votada em dois turnos pelo Plenário.

Governo vai listar gestantes a fim de reduzir a mortalidade no país

sábado, 31 de dezembro de 2011

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, passou parte da tarde de ontem esclarecendo dúvidas sobre a Medida Provisória nº 557. Feministas criticam o texto sancionado, que cria um cadastro nacional de gestantes e puérperas, mulheres que deram à luz recentemente.

Governo vai listar gestantes a fim de reduzir a mortalidade no país

sábado, 31 de dezembro de 2011

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, passou parte da tarde de ontem esclarecendo, no Twitter, dúvidas sobre a Medida Provisória nº 557. Feministas criticam o texto, sancionado na última segunda-feira, que cria um cadastro nacional de gestantes e puérperas, mulheres que deram à luz recentemente.

O objetivo é reduzir a mortalidade materna, mas os críticos temem que o cadastro seja usado para perseguir mulheres que fizerem abortos clandestinos. A MP também prevê um auxílio de R$ 50 para o transporte de mães que não têm como ir fazer o pré-natal, o que foi visto como uma forma de comprá-las para que não interrompam a gravidez.

Os R$ 50 serão pagos em duas parcelas: a primeira se a mãe começar o pré-natal até os três meses de gestação e a segunda entre o sexto e o sétimo mês. “Algumas mulheres procuram o pré-natal no início da gravidez e só retornam, e quando retornam, no fim. Nem sempre é perto de casa (o hospital).

A expectativa é aumentar a adesão das mulheres ao pré-natal. Entre a primeira e a última consulta, ela pode ter desenvolvido uma série de problemas, e os mais comuns são diabetes e hipertensão, que podem transformar uma gravidez de risco habitual em de alto risco”, esclarece o assessor especial do ministro, Fausto Pereira dos Santos.

Algumas feministas ficaram insatisfeitas com as medidas anunciadas. “A mortalidade materna é um problema crucial, mas que demanda mais recursos, mais médicos, mais informação, mais tratamento especializado, não um cadastro para controlar as mulheres. Aí, eles saem com essa medida provisória, que é muito menos do que é demandado pela população”, lamenta a diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Guacira César.

Ela também critica o fato de o sistema ter sido aprovado sem o debate devido. “Temos alguns objetivos a serem alcançados mais rapidamente. Ainda não abrimos mão de cumprir a meta do milênio de reduzir a mortalidade materna até 2015. Um projeto de lei poderia se arrastar o ano todo”, justificou Fausto.

Nomes divulgados

As gestantes que receberem o benefício terão seus nomes divulgados no Portal da Transparência, o que é visto com desconfiança. “É dinheiro público, tem que ter transparência”, rebate o assessor especial de Padilha. Ele garante que as informações do prontuário são sigilosas e não estarão disponíveis fora do âmbito do Ministério da Saúde.

Ainda segundo Fausto, a intenção do sistema não é fazer uma busca ativa de mulheres que se submetem ao aborto. “Isso nem é factível. Não está no escopo da Rede Cegonha e não temos nem a sofisticação para fazer esse tipo de cruzamento”, garante.

Outra preocupação é que o cadastro seja usado para localizar mulheres que tenham cometido aborto clandestino e penalizá-las. Guacira, do Cfemea, rebate: “Já existem comitês de mortalidade materna em todo o país. Toda morte materna tem que ser registrada. Para quê criar esse cadastro?”, questiona.

Também preocupa as feministas a obrigatoriedade de fazer parte do cadastro, o que o próprio ministro nega. “Gente, confundir universal com obrigatório é demais, hein? O SUS busca ser universal, mas ninguém é obrigado a se submeter ao atendimento”, escreveu o ministro Padilha no Twitter. Entretanto, todas as gestantes que fizerem o pré-natal, em hospitais públicos ou privados, serão incluídas no sistema.

A medida provisória ainda vai ser regulamentada para definir como o pagamento do benefício e o cadastro das mães serão operacionalizados. Já está definido que as mães que receberem Bolsa Família terão o benefício pago no mesmo cartão. O pagamento será efetuado pela Caixa Econômica Federal.

Sai estatuto da Enserh

Foi publicado ontem, no Diário Oficial da União, o estatuto da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Enserh). A empresa pública, de direito privado e patrimônio próprio, será responsável por administrar os hospitais universitários.

Prestará gratuitamente serviços de assitência médico-hospitalar e ambulatorial, assim como prestará apoio às universidades no que diz respeito a ensino, pesquisa e extensão. A empresa terá patrimônio de R$ 5 milhões e contratará servidores por meio de concurso público.

Fonte: votebrasil.com

Um imperador chamado ‘Problema’

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Aos 29 anos, o cidadão Adriano Leite Ribeiro pode até não levar uma vida que garanta uma tranquila aposentadoria mas, certamente, terá muitas histórias para contar a seus netos – e como terá -, ainda que seja aconselhável omitir algumas delas.

Um imperador chamado ‘Problema’

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Por Claudio Carneiro – opiniaoenoticia.com.br

Aos 29 anos, o cidadão Adriano Leite Ribeiro pode até não levar uma vida que garanta uma tranquila aposentadoria mas, certamente, terá muitas histórias para contar a seus netos – e como terá -, ainda que seja aconselhável omitir algumas delas. Ele dirá aos pequenos que atuou em times do Brasil, como Flamengo, São Paulo e Corinthians, na Seleção Brasileira, e em grandes clubes da Itália, como Internazionale, Fiorentina, Parma e Roma.

Adriano revelará, talvez, que ganhou uma medalha Pedro Ernesto da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Aliás, quem sabe, até lá, a cidadã Maria Helena Mossé já tenha conseguido retirar o nome do avô de um pedaço de metal distribuído a torto e a direito – média de mais de 200 por ano – vulgarizando a comenda. De suas bravatas, Adriano narrará aos netos que numa noite, na antevéspera de um Natal – lá nos idos de 2011 -, pegou quatro mulheres numa casa noturna e as levava para casa numa BMW quando, por acidente, uma delas se feriu com um tiro de arma de fogo, estragando uma noite que se prenunciava inesquecível – mas que acabou sendo, de uma maneira ou de outra.

Com os olhos arregalados, os netos ouvirão falar de seus gols, mas saberão também das noites de bebedeiras – especialmente depois dos jogos que, invariavelmente, o impediam de treinar às segundas-feiras. Saberão que o vovô abandonou a sofisticadíssima Milão para se refugiar na favela onde nasceu e onde se sentia mais à vontade. Verão nos jornais que o avô engordou rapidamente e que usou o Corinthians como um spa ou hotel, retribuindo com um único gol por todo o serviço. Talvez o gol mais caro da história do futebol.

A Mina de Ouro

Dependendo do campo onde pisa, Adriano é conhecido por diferentes apelidos. Dentro das quatro linhas, ele é chamado de Imperador. Para a revista Época, foi um dos 100 mais influentes brasileiros de 2009. Em alguns clubes por onde passou, ficou a pecha de “problema”. Para os policiais corruptos que circulam pela noite atrás de alguns trocados, Adriano é tratado como “Mina de Ouro”. Nas arquibancadas é visto como alguém próximo da aposentadoria – para não se dizer coisa pior.

A atração por bebidas, por mulheres bonitas e amigos problemáticos deixou o craque vulnerável a perder dinheiro – e até automóvel – a cada saída noturna. Nascido e criado na Vila Cruzeiro, Adriano nunca esqueceu suas origens – nem as más companhias dos tempos de outrora. Conseguiram tirar Adriano da Vila Cruzeiro. Mas não tiraram a Vila Cruzeiro de dentro de Adriano.

Na intimidade de sua comunidade e com generosos espaços na mídia, Adriano foi fotografado portando um fuzil, deu uma motocicleta de presente para a mãe de um bandido, enviou R$ 60 mil a traficantes do “pedaço”, foi parado numa blitz da Lei Seca e, mesmo visivelmente alterado, liberado depois de se recusar a soprar o bafômetro. Nenhum inquérito contra Adriano avançou. “Mina de Ouro” sempre dá um jeito. Até mesmo um “barraco” patrocinado pela namorada do jogador, a equilibradíssima Joana Machado que, num ataque de ciúmes, depredou os carros de alguns jogadores, foi esquecido porque Adriano ameaçou abandonar o futebol.

Mesmo insensado pela imprensa esportiva brasileira, o Imperador nunca venceu uma Copa do Mundo nem foi campeão mundial nos clubes pelos quais passou. Dirão alguns que Adriano é um grande artilheiro. Será mesmo? Com 194 gols na carreira, ele fica atrás de Pelé, Zico, Romário, Túlio Maravilha, Roberto Dinamite, Maradona, e de muitos brasileiros, húngaros, escoceses, ingleses e alemães. É menos que o dobro de gols marcados pelo goleiro do São Paulo, Rogério Ceni.

Brasil supera Grã-Bretanha e se torna 6ª maior economia, diz entidade

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Brasil supera a Grã-Bretanha e se torna a sexta maior economia do mundo, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios. O executivo-chefe da CEBR, Douglas McWilliams, disse que esta mudança de posições entre Brasil e Grã-Bretanha faz parte de uma tendência mundial.

Brasil supera Grã-Bretanha e se torna 6ª maior economia, diz entidade

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Brasil deve superar a Grã-Bretanha e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês).

Segundo a consultoria britânica especializada em análises econômicas, a queda da Grã-Bretanha no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos, com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.

O executivo-chefe da CEBR, Douglas McWilliams, disse, em entrevista à BBC, que esta mudança de posições entre Brasil e Grã-Bretanha faz parte de uma tendência mundial.

“Eu acho que isto é parte da grande mudança econômica, onde não apenas estamos vendo uma mudança do Ocidente para o Oriente, mas também estamos vendo que países que produzem commodities vitais – comida e energia, por exemplo – estão se dando muito bem, e estão gradualmente subindo na ‘tabela do campeonato econômico'”, afirmou.

A entidade prevê ainda que a economia britânica vai superar a francesa até 2016.

Além disso, o estudo aponta que a economia da zona do euro encolherá 0,6% em 2012, “se o problema do euro for resolvido”, ou 2%, caso a crise financeira que assola os países que adotam a moeda não encontre solução.

Repercussão na mídia

O estudo repercutiu na mídia britânica. O jornal The Guardian atribui a perda de posição à crise bancária de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.

O Daily Mail, outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que a Grã-Bretanha foi “deposta” pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao “futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global” com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.

Um artigo que acompanha a reportagem do Daily Mail, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.

“O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado”, conclui o artigo intitulado “Esqueça a União Europeia… aqui é onde o futuro realmente está”.

A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo Guardian, que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.

“A única compensação (…) é que a França vai cair em velocidade maior”. De acordo com o jornal, Sarkozy ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás da tradicional rival Grã-Bretanha.

O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site This is Money intitulada: “Economia britânica deve superar francesa em cinco anos”.

Fonte: votebrasil.com

Planos de saúde serão obrigados a divulgar lista de hospitais e médicos credenciados na internet

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

As operadoras de planos de saúde serão obrigadas a divulgar na internet a lista de prestadores credenciados, como hospitais e médicos. A norma definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi publicada no Diário Oficial da União.

Planos de saúde serão obrigados a divulgar lista de hospitais e médicos credenciados na internet

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Brasília – As operadoras de planos de saúde serão obrigadas a divulgar na internet a lista de prestadores credenciados, como hospitais e médicos. A norma definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi publicada hoje (26) no Diário Oficial da União.

Para as operadoras com 100 mil clientes ou mais, a obrigatoriedade vale a partir de junho de 2012. As empresas com número de usuários inferior a 100 mil têm até dezembro do próximo ano para se adequar.

Os planos de saúde deverão informar o nome do estabelecimento e profissional credenciados, serviços contratados, endereço e telefones de contatos.

As operadoras com mais de 100 mil clientes devem, inclusive, apresentar a localização geográfica dos prestadores por meio de mapas e imagens. O uso de mapas é obrigatório também para os planos com 20 mil a 100 mil usuários. A exigência não vale para as operadoras com até 20 mil clientes.

A resolução proíbe que as informações na internet sejam restritas apenas aos clientes do plano, ou seja, deverão estão disponíveis para qualquer cidadão. Os dados devem ser atualizados em tempo real.

Com essa medida, a ANS espera que o usuário de plano de saúde tenha mais facilidade em encontrar um serviço ou profissional próximo a sua casa, trabalho ou durante uma viagem.

As operadoras que descumprirem a norma estão sujeitas a penalidades, como pagamento de multas.

O preço dos escândalos na Esplanada dos Ministérios

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mais do que o desgaste político entre partidos da base aliada e a dor de cabeça para a presidente Dilma Rousseff (PT), os escândalos de corrupção que resultaram na demissão de seis ministros logo no primeiro ano do governo afetaram diretamente a execução orçamentária prevista para 2011.

O preço dos escândalos na Esplanada dos Ministérios

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mais do que o desgaste político entre partidos da base aliada e a dor de cabeça para a presidente Dilma Rousseff (PT), os escândalos de corrupção que resultaram na demissão de seis ministros logo no primeiro ano do governo afetaram diretamente a execução orçamentária prevista para 2011.

Desde o congelamento das licitações de obras nas estradas geridas pelo Ministério dos Transportes até as denúncias de contratos e convênios irregulares firmados com organizações não governamentais (ONGs) pelos ministérios do Turismo e do Esporte, passando pelos problemas nos programas de escoamento da produção agrícola do Ministério da Agricultura, os prejuízos e atrasos ficam claros nos números da Esplanada a uma semana do fim do ano.

O balanço registrado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal mostra que quatro das pastas que tiveram chefes substituídos – Agricultura, Turismo, Esporte e Pesca – executaram menos de um terço do previsto para todo o ano.

O Ministério do Turismo foi o que teve índices mais baixos de execução em relação ao previsto para 2011, investindo 18,9% do total liberado pela União até a última semana de dezembro.

Entre os motivos que dificultaram a aplicação dos recursos está a crise deflagrada em agosto, que apontou supostos desvios de verbas públicas por meio de emendas parlamentares e convênios irregulares. A Operação Voucher, coordenada pela Polícia Federal, resultou na prisão de 35 pessoas, entre elas o secretário-executivo da pasta, Frederico Costa.

As denúncias levaram o próprio ministério a bloquear cerca de R$ 20 milhões referentes às emendas parlamentares e suspender por 45 dias os convênios com ONGs. Além do congelamento dos recursos motivado pelos escândalos de corrupção, a pasta foi atingida com os cortes previstos pelo Planalto, para enxugar gastos do orçamento.

Na Agricultura, as denúncias de pagamento de propinas e ações de lobistas em órgãos ligados ao ministério foram confirmadas no relatório da Controladoria Geral da União (CGU) divulgado em 30 de novembro.

As fraudes foram apontadas no gerenciamento dos programas de escoamento da produção agrícola e resultaram na demissão do ministro Wagner Rossi (PMDB). O ministério foi o terceiro com o menor percentual de investimentos em 2011, com 31% do total autorizado pelo governo federal.

Na contramão

Já nos ministérios do Trabalho e da Defesa – pastas que também perderam seus chefes – as crises não se refletiram em baixas execuções orçamentárias. A demissão de Carlos Lupi (PDT) no início do mês, denunciado por envolvimento em esquema de cobrança de propina que revertia recursos para seu partido, não foi acompanhada por cancelamento de investimentos ou bloqueio de recursos. O Ministério do Trabalho manteve o planejamento inicial à risca, com 93% executados.

Na Defesa, a substituição não se deu por denúncias de irregularidades ou desvios de conduta por parte do ministro, mas por uma crise institucional. A queda de Nelson Jobim (PMDB) foi decretada após desavenças com Dilma e declarações de que ele havia votado em José Serra nas eleições presidenciais.

Jobim ainda criticou publicamente outros integrantes do governo antes de ser demitido em agosto. A pasta investiu 88,5% dos valores previstos pela União e não teve nenhuma ação bloqueada.

Segundo a Consultoria de Orçamento do Senado, o orçamento não prevê gastos impositivos e isso faz com que a programação dos valores nem sempre seja seguida à risca ao longo do ano.

Em caso de restrições ou bloqueios de verbas que apareçam por motivos de irregularidades detectadas pelo Palácio do Planalto, é comum que os recursos fiquem congelados até que se resolva o problema ou que se criem opções para aplicar os recursos.

A equipe técnica, que acompanha a execução financeira do governo federal, explica também que a atualização dos gastos e divulgação de novos compromissos financeiros assumidos pelos ministérios podem ser feitas até o início de janeiro, quando os recursos previstos inicialmente deixam de existir e as ações programadas não são mais consideradas.

Corrida para acelerar gastos

Para não perder a dotação orçamentária de 2011, algumas pastas aceleraram o ritmo dos gastos nas últimas semanas do ano, garantindo reservas no orçamento por meio de novos empenhos (despesas que o governo se compromete a fazer). Os investimentos autorizados ainda este ano, mesmo que não quitados até o dia 31, acabam repassados como restos a pagar para 2012.

O Ministério dos Transportes, por exemplo, que teve várias dotações congeladas por causa de um escândalo de corrupção, foi o principal responsável pelos empenhos de última hora. A pasta reservou cerca de R$ 1,7 bilhão em dezembro para a elaboração de projetos para obras viárias e compra de material.

Depois de denunciadas irregularidades em processos de licitação do Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em julho – em uma crise que resultou na demissão de toda a cúpula do órgão e do ministro Alfredo Nascimento (PP) –, os editais previstos para serem lançados este ano foram suspensos por mais de quatro meses.

A previsão inicial do ex-ministro era de suspender os processos licitatórios por 30 dias, mas, com a substituição completa da diretoria do Dnit, foi preciso maior tempo para a análise dos editais com denúncia de irregularidades. Em Minas Gerais, estado com a maior malha viária do país, foram congelados R$ 2,69 bilhões em obras e serviços rodoviários.

O Ministério das Cidades também correu contra o tempo para garantir que investimentos previstos para 2011 no orçamento não ficassem no zero. A pasta acelerou o ritmo de trabalho e empenhou R$ 1,2 bilhão nas três primeiras semanas de dezembro. Na lista de obras comprometidas está a construção de unidades habitacionais e programas de urbanização em favelas.

Mesmo com o aumento dos empenhos no último mês, a execução orçamentária se manteve baixa na Esplanada dos Ministérios somando todos os gastos de 2011. O total desembolsado pela União, incluindo os restos a pagar de anos anteriores, representa cerca de 60% do total orçado para o ano.

Esvaziados, mas nem tanto

Para o orçamento de 2012, os ministérios combalidos por crises políticas foram esvaziados pela presidente Dilma Rousseff, no entanto, acabaram turbinados com mais recursos pelo Congresso Nacional, superando a previsão de repasses definida pela União.

Na prática, deputados e senadores reabilitaram – por meio de vultosas emendas parlamentares – pastas que foram alvo de denúncias de corrupção e mau uso de dinheiro público ao longo do ano.

No mesmo dia em que a Controladoria Geral da União apresentou relatório mostrando possíveis prejuízos de R$ 67 milhões em programas do Turismo, a pasta recebeu um generoso agrado do Congresso.

O relatório do orçamento diz que os recursos para o ministério serão ampliados dos R$ 795,8 milhões previstos pelo governo para R$ 2,5 bilhões. O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2012 foi aprovado no Congresso na quinta-feira.

Fonte: votebrasil.com

Governo divulga feriados em 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Os feriados e pontos facultativos para os servidores públicos federais em 2012 estão definidos por meio de portaria do Ministério do Planejamento publicada do Diário Oficial da União. Três feriados caem na sexta-feira; no total, são oito feriados nacionais e sete dias facultativos.

Governo divulga feriados em 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

 

Fonte: votebrasil.com

Três feriados caem na sexta-feira; no total, são oito feriados nacionais e sete dias facultativos.

Os feriados e pontos facultativos para os servidores públicos federais em 2012 estão definidos por meio de portaria do Ministério do Planejamento publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União. As datas municipais ou estaduais não entram na lista.

No total, estão listados oito feriados nacionais: 1º de janeiro (Confraternização Universal), 21 de abril (Tiradentes), 1º de maio (Dia do Trabalho), 7 de Setembro (Independência do Brasil), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida), 2 de novembro (Finados), 15 de novembro (Proclamação da República) e 25 de dezembro (Natal). Três dessas datas caem na sexta-feira.

Outros sete dias foram definidos como pontos facultativos: 20 e 21 de fevereiro (Carnaval), 22 de fevereiro, até 14h (Quarta-feira de Cinzas), 6 de abril (Paixão de Cristo), 7 de junho (Corpus Christi), 24 de dezembro (véspera de Natal) e 31 de dezembro (véspera de Ano-Novo). Também consta na portaria o Dia do Servidor Público (28 de outubro), ainda não definido como feriado ou ponto facultativo.

Dias de guarda

As datas divulgadas valem para os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo. Segundo a portaria, caberá aos dirigentes dos órgãos e entidades a preservação e o funcionamento dos serviços essenciais.

Os dias de guarda dos credos e religiões não relacionados na portaria poderão ser compensados, desde que previamente autorizados pelo responsável da unidade administrativa do servidor.

Veja quando caem os feriados de 2012:

1º de janeiro – Confraternização Universal (feriado nacional) – domingo

20 de fevereiro, Carnaval (ponto facultativo) – segunda-feira

21 de fevereiro, Carnaval (ponto facultativo) – terça-feira

22 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até às 14 horas) – quarta-feira

6 de abril, Paixão de Cristo (ponto facultativo) – sexta-feira

21 de abril, Tiradentes (feriado nacional) – sábado

1º de maio, Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional) – terça-feira

7 de junho, Corpus Christi (ponto facultativo) – quinta-feira

7 de setembro, Independência do Brasil (feriado nacional) – sexta-feira

12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional) – sexta-feira

28 de outubro, Dia do Servidor Público – domingo

2 de novembro, Finados (feriado nacional) – sexta-feira

15 de novembro, Proclamação da República (feriado acional) – quinta-feira

24 de dezembro, véspera do Natal (ponto facultativo) – segunda-feira

25 de dezembro, Natal (feriado nacional) – terça-feira

31 de dezembro, véspera de Ano Novo (ponto facultativo) – segunda-feira

Carta de Dilma só abrirá negociação com aposentados

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Entre os pedidos dos aposentados, está a criação de um índice novo de reajuste de aposentadorias, criação do Conselho da Seguridade Social, o fim do imposto sindical, benefícios para obtenção de medicamentos e isenção de imposto de renda para idosos.

Carta de Dilma só abrirá negociação com aposentados

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Por Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br

Presidente vai determinar que ministros Gilberto Carvalho e Garibaldi Alves iniciem “mesa de negociação” sobre agenda que inclui aumentos acima da inflação e fim do fator previdenciário.
 
A carta que a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a responder para os aposentados – que ontem ameaçaram derrubar a votação orçamento de 2012 – apenas vai determinar que seus ministros voltem a negociar com os representantes da categoria. A missão ficará com Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Garibaldi Alves (Previdência), que participaram das últimas reuniões para impedir um fiasco no Congresso.
 
Ao contrário da promessa inicial, a carta só será entregue na segunda-feira (26), informou a assessoria de Carvalho. Nela, Dilma não vai comentar o conteúdo dos pleitos feitos por escrito à presidente.
 
Entre os pedidos dos aposentados, está a criação de um índice novo de reajuste de aposentadorias, criação do Conselho da Seguridade Social, o fim do imposto sindical, benefícios para obtenção de medicamentos e isenção de imposto de renda para idosos.
 
“Nós temos uma série de outras coisas que poderiam resolver o problema nosso. Eu pago R$ 176 por mês de imposto de renda. Se me isentassem disso, já seria um ganho”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, na tarde desta sexta-feira (23).
 
Ele disse ao Congresso em Foco acreditar que Carvalho e Garibaldi vão começar a negociar com a categoria em janeiro e fevereiro.
 
Em troca dessa carta da presidente e do apoio de líderes no Congresso, os aposentados e o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) se comprometeram a não mais derrubar a sessão do orçamento na noite de ontem, pedindo verificação do número de parlamentares presentes. Não havia quórum no plenário e, às 23h, faltava apenas uma hora para se encerrar o ano legislativo. O governo entraria 2012 sem orçamento.

Troféu algema de ouro, quem merece?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Hoje, 42% dos eleitores de São Paulo dizem que vão votar no candidato do Lula a prefeito da capital, seja quem for. E 72% da população aprova Dilma Rousseff, uma presidente da República disléxica, que finge fazer faxina no governo. E agora tenta proteger um ministro enrolado com consultorias tóxicas.

Troféu algema de ouro, quem merece?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Por Altamir Tojal – opiniaoenotícia.com.br

Teve um tempo em que eu ouvia desolado o Raul Seixas cantar Ouro de Tolo:
 
“Eu devia estar feliz
 Porque consegui comprar
 Um Corcel 73…”
 
Caramba! Era o tempo do Milagre Econômico, do Brasil Potência. Eu tinha saído da cadeia e ficava perplexo com aquela maioria massacrante de apoio ao governo. A oposição, a resistência, era uma minoria corajosa, mas inexpressiva.
 
Hoje, o Brasil é a sétima economia do mundo; é o 84º país em IDH; o 73º em percepção da corrupção. E é o primeiro em “felicidade futura”, segundo estudo da FGV.
 
Hoje, 42% dos eleitores de São Paulo dizem que vão votar no candidato do Lula a prefeito da capital, seja quem for. E 72% da população aprova Dilma Rousseff, uma presidente da República disléxica, que finge fazer faxina no governo. E agora tenta proteger um ministro enrolado com consultorias tóxicas.
 
Ah, o povo! Tão potente! Parece que não está nem aí. O que pode uma maré azul nas contas nacionais!
 
No STF, a nossa corte suprema, ministros empurram com a barriga a Lei da Ficha Limpa, o julgamento do Mensalão e blindam cada vez mais “o Poder mais fechado”, a falsa justiça que castiga o pobre e serve ao rico.
 
O Partido do Trabalhadores, que está no poder há nove anos, nomeia juízes, controla o Congresso Nacional e transformou todo o setor público em aparelho partidário para reproduzir o seu domínio político, apoiado pelas oligarquias mais atrasadas, de Sarney a Collor e por aí vai.
 
Este sistema é alimentado por políticas públicas transformadas em fábricas de votos. E é azeitado pelo capital corruptor, pela baixa educação da população e pela propaganda oficial.
 
Os sindicatos e movimentos sociais estão dominados, domesticados pelo dinheiro fácil do governo. As universidades estão caladas. O Ministério Público não faz o que deve. E a imprensa crítica está sob fogo cerrado.
 
Hoje, novamente, há uma minoria corajosa e inexpressiva, na contramão da virtual unanimidade de apoio ao governo. E dentro dessa minoria, estão os movimentos que reclamam da corrupção e da impunidade, alertando para o risco que a desmoralização da democracia significa para a sociedade.
 
Esta é uma luta desigual, um enfrentamento à máquina do estado e a forças políticas e econômicas extremamente poderosas. Tenho novamente o privilégio e a alegria de estar deste lado, da minoria que combate o bom combate. Quanto mais difícil fica, mas vontade dá de lutar.
 
O movimento anticorrupção é recente, habitado por singularidades, diferenças e até antagonismos. Aprendi que é bom que seja assim. Aprendi também que para tudo há uma ocasião debaixo do céu. Depois das passeatas e comícios, agora é tempo de refletir e planejar a luta futura.
 
E para não parar o combate, vamos aproveitar a ocasião festiva para debochar um pouco dos que passaram o ano desfrutando da impunidade e rindo da gente. Vamos escolher o vencedor do Troféu Algemas de Ouro 2011. Se você acha que o Poder Judiciário não está dando conta do recado, aproveite esta oportunidade de fazer justiça no Brasil.

Governo veta aumento das aposentadorias acima da inflação

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O governo federal não vai conceder aumento acima da inflação para os aposentados e pensionistas do INSS que recebem mais de um salário mínimo por mês, informou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Governo veta aumento das aposentadorias acima da inflação

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A posição do governo não agradou aos representantes dos aposentados. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, o aumento reivindicado ajudaria a estimular a economia…

O governo federal não vai conceder aumento acima da inflação para os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem mais de um salário mínimo por mês, informou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. “Não há reajuste real”, garantiu ele, após se reunir com sindicalistas e representantes dos aposentados.

As entidades reivindicam aumento em torno de 12% para os cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas do país que ganham mais de um salário mínimo. O impacto do reajuste nesse patamar representaria, de acordo com o governo, uma despesa adicional de cerca de R$ 8 bilhões para a Previdência.

Carvalho ressalvou que a decisão não é definitiva e o tema voltará a ser discutido no ano que vem. “Não é uma conversa encerrada. Para ter reajuste ano que vem não precisa colocar no Orçamento. Podemos conceder reajuste depois, a conversa continua”.

Sem acordo, a categoria só terá a reposição da inflação. Até o momento, o governo propõe acréscimo de 6,3%, referente à estimativa da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) este ano.

O ministro explicou que o momento econômico de incertezas em relação à crise economica mundial exige cautela do governo federal. “Temos responsabilidade, estamos vendo a crise internacional. Para nós, a coisa mais importante é ter uma linha de política econômica. Ser governo é isso, tem que ter coragem de enfrentar e de dizer não. Até com dor no coração”, justificou.

Para o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, o veto ao reajuste dos aposentados está relacionado à sustentabilidade do sistema, que precisa passar por reformas. “A discussão é a situação da Previdência, que está precisando de uma reforma para poder pagar melhor os aposentados. Essa a minha posição”.

A posição do governo não agradou aos representantes dos aposentados. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, o aumento reivindicado ajudaria a estimular a economia.

“Lula, quando deu aumento para os aposentados, também ajudou o país a sair da crise. Não dá para aceitar [o veto]. Não tenho dúvida de que a presidenta vai perder o voto dos aposentados”, criticou ele.

Fonte: votebrasil.com

 

Senadores ganham R$ 890 por sessão fantasma

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cada senador vai receber R$ 890 por sua participação na sessão ordinária e deliberativa desta segunda-feira. O valor representa um dia de trabalho do salário de R$ 26,7 mil que faz jus cada parlamentar. A situação seria completamente normal não fosse o fato do painel da Casa registrar a presença de 68 senadores que, na realidade, não estão no Congresso Nacional.

Senadores ganham R$ 890 por sessão fantasma

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fonte: votebrasil.com

Cada senador vai receber R$ 890 por sua participação na sessão ordinária e deliberativa desta segunda-feira. O valor representa um dia de trabalho do salário de R$ 26,7 mil que faz jus cada parlamentar.

A situação seria completamente normal não fosse o fato do painel da Casa registrar a presença de 68 senadores que, na realidade, não estão no Congresso Nacional.

Conforme revelou o Poder Online nesta manhã, a presença registrada na última quinta foi repetida na sexta e nesta segunda para garantir que o prazo de três sessões ordinárias transcorram e o governo possa votar a proposta de Desvinculação das Receitas da União (DRU) nesta terça.

Na sexta os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Cristóvam Buarque (PDT-DF) e Ana Amélia (PP-RS) chegaram a protestar contra tal situação. O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que presidia a sessão, disse que um acordo de líderes possibilitou a manutenção das presenças.

Nesta segunda Cristóvam disse ao iG que esse tipo de conduta desmoraliza o Congresso. Ele ainda reclamou do que chamou de “votação de corpo”, quando uma proposta é aprovada com a frase: “Aqueles que concordam permaneçam como se encontram”.

“Eu nem percebi que uma votação para manter o painel aconteceu. Essa situação de prorrogar presença desmoraliza o Congresso. E esse voto que não é feito com a mente, mas com o corpo, também tem que acabar”, disse.

De acordo com o regimento interno do Senado, um acordo de líderes pode ser feito para passar por cima de regras definidas pelo proprio regimento. Para isso, é preciso que nenhum dos 81 senadores discorde do tratado. A Mesa Diretora do Senado informou ao iG que foi exatamente isto que aconteceu para garantir a presença de quinta para sexta e segunda.

Líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR) defendeu a manutenção da presença dizendo que muitos senadores tinham agenda em seus Estados devido ao período de festas. Por isso se optou por manter o painel da sessão de quinta.

“Não considero esse fato grave. Em minha opinião, grave é o que está acontecendo no governo federal, que a cada dia aparece um novo escândalo. Com isso o eleitor deveria se preocupar, não com um fato menor como este (da presença)”.

O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), foi procurado pelo iG mas estava participando de um evento em seu Estado e não atendeu o telefonema da reportagem. Como a presença dos senadores já está garantida no painel, nenhum deles corre o risco de ficar sem receber os R$ 890 pelo dia de trabalho.

O regimento interno do Senado determina que descontos no salário só acontecerão quando um senador que faltar a uma sessão (e no caso da de hoje, não estar com seu nome no painel), não justificar a ausência.

Até a publicação deste texto, dos 68 “presentes” de acordo com o painel, pelo menos 11 efetivamente estavam na Casa: o presidente José Sarney (PMDB-AP), Mozarildo Cavalcante (PTB-RR), Romero Jucá (PMDB-RR), Alvaro Dias (PSDB-PR), Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amélia (PP-RS), José Pimentel (PT-CE), Wellington Dias (PT-PI), Rodrigo Rolemberg (PSB-DF), Lauro Antonio (PR-SE) e Acir Gugacz (PDT-RO).