Arquivo de outubro de 2011

Cientistas conseguem fórmula de rejuvenescimento celular

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível.

Cientistas conseguem fórmula de rejuvenescimento celular

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fonte: votebrasil.com

Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível.

Trabalhos sobre a possibilidade de apagar as marcas do envelhecimento celular, publicados na edição desta terça-feira do periódico científico “Genes & Development”, marcam uma nova etapa na direção da medicina regenerativa com vistas a corrigir uma patologia, ressaltou Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genômica Funcional (Inserm/CNRS/Université de Montpellier), encarregado destas pesquisas.

Segundo um cientista do Inserm, outro resultado importante destes trabalhos é compreender melhor o envelhecimento e corrigir seus aspectos patológicos.

As células idosas foram reprogramadas ‘in vitro’ em células-tronco pluripotentes iPSC (sigla em inglês para células-tronco pluripotentes induzidas) e, com isso, recuperaram a juventude e as características das células-tronco embrionárias (hESC).

Estas células podem se diferenciar dando origem a células de todos os tipos (neurônios, células cardíacas, da pele, do fígado…) após a terapia da “juventude” aplicada pelos cientistas.

Desde 2007 os cientistas demonstraram ser capazes de reprogramar as células adultas humanas em células-tronco pluripotentes (iPSC), cujas propriedades são semelhantes às das células-tronco embrionárias. Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões.

Nova etapa

Até agora, a reprogramação de células adultas tinha um limite, a senescência, última etapa do envelhecimento celular. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.

Os cientistas primeiro multiplicaram células da pele (fibroblastos) de um doador de 74 anos para alcançar a senescência, caracterizada pela suspensão da proliferação celular.

Em seguida, eles fizeram a reprogramação ‘in vitro’ destas células. Como isto não foi possível com base em quatro fatores genéticos clássicos de transcrição (OCT4, SOX2, C MYC e KLF4), eles adicionaram outros dois (NANOG e LIN28).

Graças a este novo ‘coquetel’ de seis ingredientes genéticos, as células senescentes reprogramadas recuperaram as características das células-tronco pluripotentes de tipo embrionário, sem conservar vestígios de seu envelhecimento anterior.

“Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco iPSC que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e longevidade aumentadas”, explicou Jean-Marc Lemaitre.

Os cientistas em seguida testaram com sucesso seu coquetel em células mais envelhecidas, de 92, 94, 96 até 101 anos.

“A idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação”, concluíram.

Estes trabalhos abrem o caminho para o uso de células reprogramadas iPS como fonte ideal de células adultas toleradas pelo sistema imunológico para reparar órgãos ou tecidos em pacientes idosos, acrescentou o cientista.

Foto: Getty Images / Senescência: Até agora, a reprogramação de células adultas tinha o limite da última etapa do envelhecimento celular

Após queda, Orlando Silva diz que vai se candidatar em 2012

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A declaração foi feita a jornalistas após a cerimônia de posse de Aldo Rebelo (PCdoB) como novo ministro do Esporte. “Se tudo der certo, eu vou ser candidato em 2012. Eu tenho que sentar com o partido e conversar.

Após queda, Orlando Silva diz que vai se candidatar em 2012

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Orlando Silva (PCdoB), que deixou o Ministério do Esporte após uma crise política a partir de denúncias de corrupção, disse nesta segunda-feira que vai ser candidato nas eleições municipais de 2012.

A declaração foi feita a jornalistas após a cerimônia de posse de Aldo Rebelo (PCdoB) como novo ministro do Esporte. “Se tudo der certo, eu vou ser candidato em 2012. Eu tenho que sentar com o partido e conversar. Eu não sei, tem que olhar. Vai ser em São Paulo, é a única coisa que eu sei”, disse ele.

Silva disse que vai conversar ainda com o “conselheiro”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atua ativamente nos bastidores da política. “Ele (Lula) tem muita experiência política e acha que eu posso ajudar. Deixa o presidente enfrentar esse desafio (o câncer na laringe) gora e logo em seguida vou poder sentar e conversar”, afirmou Orlando.

O ex-ministro disse que já conversou com Lula no dia do seu aniversário (última quinta-feira). “Ficamos de voltar a conversar depois. Ele é um conselheiro. Vamos sentar e conversar com ele”, disse.

Orlando Silva pede demissão do Ministério do Esporte

Orlando Silva (PCdoB) pediu demissão do Ministério do Esporte no dia 26 de outubro, após reunião com a presidente Dilma Rousseff e o presidente do seu partido, Renato Rabelo.

Silva não resistiu à pressão para que deixasse o cargo após denúncias de fraudes em contratos entre a pasta e organizações não-governamentais (ONGs).

Sexto ministro de Dilma a cair ainda no primeiro ano de governo, Silva foi apontado por uma reportagem da revista Veja de outubro como o líder de um esquema de corrupção que pode ter desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos.

Na falta de um nome definitivo indicado pela presidente, o secretário-executivo da pasta, Waldemar de Souza, também do PCdoB, assumiu a chefia no ministério interinamente.

Segundo o delator do suposto esquema, o policial militar e militante do PCdoB João Dias Ferreira, ONGs recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios.

Orlando teria recebido, dentro da garagem do ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes dos desvios que envolveriam o programa Segundo Tempo – iniciativa de promoção de práticas esportivas voltada a jovens expostos a riscos sociais.

Ferreira foi um dos cinco presos em 2010 durante a Operação Shaolin, que apontou diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades. Por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, ele firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006.

Antes de pedir demissão, Silva exigia a Ferreira a devolução do dinheiro repassado. No dia 17 de outubro, o então ministro protocolou um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigasse as denúncias.

No dia 19 de outubro, o jornal O Estado de S.Paulo publicou reportagem que afirmava que a pasta prorrogara até agosto de 2012 um convênio de R$ 911 mil do programa Segundo Tempo com uma entidade de fachada que, apesar de ter assinado o contrato em dezembro de 2009, jamais executou o projeto no entorno do Distrito Federal.

O jornal ainda acusou a mulher de Orlando Silva, Ana Petta, de ter recebido recursos públicos de uma ONG de filiados do PCdoB. Petta teria utilizado sua empresa de produção cultural, a Hermana, para assinar contrato com ONG Via BR, que havia recebido R$ 278,9 mil em novembro de 2010.

No dia 24, Ferreira prestou depoimento à PF, no qual afirmou que pelo menos 20 ONGs estariam dispostas a delatar o suposto esquema. Ele entregou 13 áudios, um celular e mídias que comprovariam os desvios.

Segundo o PM, no entanto, nenhum continha a voz de Silva, assim como nenhuma das provas o atingia diretamente. No dia seguinte, o Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou a abertura de inquérito para investigar o caso.

De acordo com o advogado de Silva, foi o próprio ex-ministro quem pediu a investigação, mas ele teve que abrir mão do cargo após o governo avaliar que não poderia mantê-lo sendo investigado pela mais alta corte do País.

 

Para médicos, Lula tem chances de cura e não deve ter sequelas

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Em entrevista coletiva, os médicos que acompanham o tratamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, anunciaram que é grande sua possibilidade de cura e preservação da laringe.

Para médicos, Lula tem chances de cura e não deve ter sequelas

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta segunda-feira (31), os médicos que acompanham o tratamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, anunciaram que é grande sua possibilidade de cura e preservação da laringe. O ex-presidente foi diagnosticado, na última semana, com câncer na laringe.

Lula iniciou, nesta segunda-feira (31), o tratamento quimioterápico para combater o câncer. Por questões de segurança e comodidade, o presidente permanecerá nesta noite no hospital. Deverão ser realizadas novas sessões de quimioterapia a cada 21 dias no total de três vezes. A expectativa é que o tratamento termine em fevereiro.

O médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço e professor da USP, Luiz Paulo Kowalski, ressaltou que “estudos consolidados na literatura comprovam que o tratamento com rádio e quimioterapia tem grande capacidade de cura e de preservação da laringe”.

De acordo com o médico, o tumor pode ser classificado como “intermediário”, por não ter se fixado na corda vocal, e por isso, não a compromete. Ressaltou ainda que a doença foi descoberta a tempo e, por isso, é possível realizar este tratamento “conservador” com rádio e quimioterapia, sem a realização de cirurgia para retirada do tumor. Ressaltou ainda que há poucas chances de Lula ficar com sequelas em sua voz por conta do tumor.

Solidariedade

A presidente Dilma Rousseff deverá visitar Lula no início da noite, antes de participar da cerimônia de premiação “As empresas mais admiradas do Brasil”. O mandatário do Uruguai, José Mujica, enviou uma mensagem com desejos de pronta recuperação ao brasileiro. No Senado, os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos iniciaram-se nesta segunda (31) com mensagens de solidariedade ao ex-presidente.

No domingo (30), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também manifestou apoio e solidariedade ao colega: “Em nome do povo venezuelano e da experiência que vivi de ter enfrentado uma situação semelhante, quero expressar, a partir da irmandade que nos une ao companheiro Lula, meu profundo desejo de que o tratamento a que será submetido nas próximas semanas permita uma rápida recuperação, a fim de manter por muitos anos a luz do seu pensamento e a liderança que tanto fez pelo seu país, para a nossa América e para as nações do mundo”.

Da Redação do Vermelho.org.br

Ameaçado, Deputado Macelo Freixo deixará o país

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), do Rio de Janeiro, vai deixar o país com a família , após receber uma série de ameaças de morte. Foram sete apenas no último mês. O Deputado  vai para a Europa com família a convite da Anistia Internacional.

Ameaçado, Deputado Macelo Freixo deixará o país

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O deputado estadual fluminense Marcelo Freixo (Psol) deixará o país, depois de receber ameaças de morte de integrantes de milícias. Freixo presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, da Assembleia Legislativa do Rio, que investigou a atuação de grupos criminosos integrados por políticos, policiais e ex-policiais em comunidades do estado.

Segundo Freixo, ele resolveu aceitar um convite da organização não governamental Anistia Internacional para morar na Europa por algum tempo. O parlamentar já vem sofrendo ameaças de morte desde a época da CPI, em 2008, mas, nos últimos meses, elas se intensificaram.

Apenas no último mês, segundo Freixo, ele recebeu sete ameaças de morte. “As ameaças estão se tornando mais fortes e há um retorno muito pequeno da Secretaria de Segurança. Ou seja, se estão ou não investigando. Tenho uma segurança, mas tem sido necessária a ampliação dela. Então, estou esperando algumas medidas”, disse.

O deputado não informou quanto tempo ficará na Europa, mas garantiu retorno ao Brasil. “Não posso dizer [nem] o tempo nem o local [onde ficarei], mas é um tempo muito curto”, disse.

Segundo Freixo, as ameaças não devem ser encaradas como um problema pessoal, mas sim como de toda a sociedade. Ele lembrou do assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares integrantes de milícias que atuam no Grande Rio, em agosto deste ano.

“Esse é um problema de todo o Rio de Janeiro. Aliás, é um problema nacional. Até que ponto nossas autoridades vão continuar empurrando com a barriga. Ou a gente enfrenta e faz agora esse dever de casa contra as milícias ou, como mataram uma juíza, vão matar um deputado, promotores, jornalistas. E, se esses grupos criminosos são capazes de matar uma juíza e ameaçar um deputado, o que eles não fazem com a população que vive na área em que eles dominam?”, disse.

Segundo Freixo, apesar das dezenas de prisões feitas depois da CPI das Milícias, esses grupos criminosos estão cada vez mais fortes e dominam várias comunidades do estado, onde extorquem dinheiro de moradores e de comerciantes e controlam atividades como transporte alternativo, venda de gás e de ligações clandestinas de TV a cabo.
 

Fonte: Agência Brasil

 

 

PT ganha mais espaço na crise

domingo, 30 de outubro de 2011

A cada crise que atingiu a Esplanada nos últimos meses, a própria presidente Dilma Rousseff ou o PT conseguiram emplacar mais alguns dos seus em postos importantes. Aos poucos, sem o estardalhaço, os pedaços de governo de cada um dos partidos vão ficando diferentes.

PT ganha mais espaço na crise

domingo, 30 de outubro de 2011

Fonte: votebrasil.com

Brasília – A cada crise que atingiu a Esplanada nos últimos meses, a própria presidente Dilma Rousseff ou o PT conseguiram emplacar mais alguns dos seus em postos importantes. Aos poucos, sem o estardalhaço característico do sobe e desce de ministros, os pedaços de governo de cada um dos partidos vão ficando diferentes.

O único lugar que ficou totalmente fora do domínio petista até agora é o Ministério do Esporte, conforme estudo levantado por partidos aliados e mantido a sete chaves.

O novo ministro, Aldo Rebelo, assume amanhã com carta branca para alterar a equipe, mas não terá a vida tão tranquila para fazê-lo, uma vez que a briga em torno dos cargos de segundo escalão pelo controle da Copa do Mundo começa agora.

Até agora, nenhum ministério escapou do afã petista por cargos. Nem mesmo o PMDB, bom de briga nessa seara, conseguiu as tais porteiras fechadas. No Ministério do Turismo, o partido manteve o status de permanecer no comando com a nomeação de Gastão Vieira no lugar de Pedro Novais.

Mas, há seis dias, o Diário Oficial da União trouxe o nome de Valdir Moysés Simão para o cargo de secretário-executivo. Simão é um técnico muito ligado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ou seja, como comentam assessores palacianos, responde mais a Dilma do que ao próprio ministro.

Na Agricultura, o ministro Mendes Ribeiro Filho (PMDB) é mais ligado à presidente do que ao próprio partido. A amizade entre os dois permitiu que ele tivesse mais liberdade de escolha da equipe.

No Ministério de Minas e Energia, onde a relação entre Dilma e o ministro Edison Lobão é de muita parceria, o PMDB vive num empurra-empurra com os petistas. O secretário-executivo, Márcio Zimmermann, é mais ligado à presidente Dilma do que ao ministro. O mesmo vale para o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que despacha direto no Planalto.

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) também não é um nicho exclusivo do PMDB. O partido indicou o diretor-geral, mas a área de finanças pertence ao PT. Furnas, que já foi lote do polêmico deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje é território de Dilma.

Laços políticos Nos Transportes, a briga pelo poder continua. O ministro Paulo Sérgio Passos ficou, mas não teve influência para nomear ninguém. Para a Valec, que cuida das ferrovias, até o ex-ministro José Dirceu constava na lista de pedidos como padrinho de um candidato a diretor. Mas Passos não é o único que não controla a equipe.

No Ministério das Cidades, o titular Mário Negromonte, do PP, não tem todos os cargos. Uma das principais secretarias, a Nacional de Habitação, onde se concentram as decisões sobre o Minha casa, minha vida, quem comanda é Inês Silva Magalhães, indicada pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), do PT.

Na Saúde, área que o PT reconquistou há 10 meses, com a nomeação de Alexandre Padilha como ministro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai aos poucos mudando de comando nos estados.

Desde o semestre passado, quando o deputado Odair Cunha (PT-MG) figurou como padrinho do novo presidente da Funasa, Gilson Queiroz, a fundação virou um cabo de guerra entre os partidos.

Câncer acontece quando Lula ainda é ‘mais dominante’ no Brasil, diz ‘New York Times’

domingo, 30 de outubro de 2011

“A revelação da sua condição acontece em um momento em que ele ainda é admirado aqui como o líder político contemporâneo mais dominante do Brasil”, escreve o jornalista do New York Times Simon Romero, do Rio de Janeiro.

Câncer acontece quando Lula ainda é ‘mais dominante’ no Brasil, diz ‘New York Times’

domingo, 30 de outubro de 2011

O jornal americano The New York Times publicou uma reportagem na qual afirma que o diagnóstico do câncer acontece em um momento em que o ex-presidente é visto como dominante na política brasileira.

“A revelação da sua condição acontece em um momento em que ele ainda é admirado aqui como o líder político contemporâneo mais dominante do Brasil”, escreve o jornalista do New York Times Simon Romero, do Rio de Janeiro.

“Desde que deixou a presidência, Silva, um ex-líder sindical, manteve ampla influência na política brasileira. Ele viajou muito dentro do Brasil e no exterior, fazendo discursos por cachês altos, e na semana passada ele apareceu ao lado [da presidente Dilma] Rousseff na inauguração de uma ponte na cidade amazônica de Manaus.”

O New York Times diz que a notícia sobre Lula mostra um “contraste grande” em relação à forma como o presidente venezuelano, Hugo Chávez, revelou seu câncer, em junho.

Enquanto o brasileiro optou por revelar rapidamente a doença, Chávez “surpreendeu os venezuelanos” ao anunciar que já havia sido submetido a uma cirurgia, segundo o New York Times. O jornal também lembra que o venezuelano nunca revelou o tipo de câncer que teve.

Lula foi diagnosticado com câncer na laringe. A informação foi divulgada no sábado pelo hospital Sírio-Libanês, onde o ex-presidente fez exames após se queixar de dores na garganta. Ele começará quimioterapia na segunda-feira.

‘Incerteza’Uma reportagem do jornal argentino La Nacion afirma que o câncer do ex-presidente desperta incerteza entre os brasileiros sobre o futuro político de Lula.

“A inesperada notícia sobre a doença surpreendeu a todos os brasileiros e despertou uma grande incerteza sobre um eventual regresso de Lula à Presidência do Brasil, onde ele mantinha uma enorme influência política no atual governo”, escreve o jornal argentino.

O La Nacion diz que o “carismático e popular” ex-presidente brasileiro terá pela frente uma “nova e inesperada batalha”.

Já o jornal argentino El Clarin destacou que a notícia sobre a doença de Lula “surpreendeu os veículos brasileiros de imprensa”, já que o ex-presidente havia anunciado que tinha começado a deixar de fumar cigarrilhas.

O El Clarin também destacou a repercussão da doença no Twitter, com várias mensagens de solidariedade acompanhadas das hashtags #vivalula e #forçalula.

O jornal espanhol El País disse que a notícia sobre Lula “correu como pólvora em todo o país”.

Já o americano The Wall Street Journal destaca a importância “literal” da voz de Lula na política brasileira.

“Muito do sucesso de Lula se deve à sua voz. Como um país grande e recentemente industrializado sofrendo com uma ditadura militar, os sindicatos brasileiros estavam maduros para um rompimento nos anos 70”, escrevem os jornalistas Matthew Cowley e Tom Murphy.

“No sentido literal, Lula, um ex-sindicalista, deu aos trabalhadores uma voz.”

Fonte: votebrasil.com

Chá do Daime é usado para combater vício

domingo, 30 de outubro de 2011

Alcoólatras crônicos e usuários de drogas ilícitas declararam terem abandonado o vício com o chá ayahuasca, conhecido como Daime. No entanto, o uso do chá como tratamento não é reconhecido publicamente.

Chá do Daime é usado por dependentes para combater vício

domingo, 30 de outubro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Uso do chá para tratamento de dependência não é aconselhável e pode ser perigoso.

Alcoólatras crônicos e usuários de drogas ilícitas declararam terem abandonado o vício com o chá ayahuasca, conhecido como Daime. No entanto, o uso do chá como tratamento não é reconhecido publicamente. O tratamento alternativo é usado entre os membros de grupos religiosos que utilizam a bebida, como o Santo Daime e a União do Vegetal. A comunidade científica, médicos e cientistas, estão estudando os efeitos do chá para analisar o suposto combate aos vícios.

Leia também: Uma vacina contra o vício
Leia também: Dependentes usam auxílio-doença para manter vício

As experiências têm sido realizadas por indicação de psiquiatras que freqüentam os rituais com a bebida. De acordo com o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp, pessoas que tiveram contato com o chá e tinham problemas com alcoolismo por mais de 40 anos “milagrosamente” largaram o vício.

Silveira, no entanto, não recomenda o chá como tratamento e avalia que o próprio ritual pode influenciar a recuperação dos dependentes: “Sabemos que o contexto religioso protege as pessoas das drogas, mas suspeito que não seja somente isso. Há um efeito químico, que ainda não foi pesquisado”, diz.

Segundo o doutor João Ernesto de Carvalho, coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pequisas Químicas, Biológicas e Agrícolas), da Unicamp, a farmacologia também não explica o fim da dependência, já que do ponto de vista farmacológico, os usuários teriam que tomar doses diárias do chá para que ele fosse considerado um tratamento. Porém, os rituais realizados com o consumo do Daime ocorrem, em média, duas vezes ao mês.

O publicitário Benito Alvarez Rizi, 55, era dependente de cocaína e bebida alcoólica há cinco anos, quando começou a tomar o chá, se declara limpo: “Desde que comecei a tomar o ‘vegetal’, a vontade de me drogar sumiu da minha cabeça.”

A dúvida, no entanto, é se o chá não é apenas um substituto do vício. Para Xavier, apesar de admitir que a dependência pode ser psicológica, a diferença é que a ayahuasca, não é uma experiência agradável, e possui efeitos colaterais como diarreia, vômito, náusea e formigamento. “Não é uma droga do prazer ou que dê ‘barato’ como a cocaína, o álcool ou outra substância. Não é uma experiência agradável que as pessoas queiram repetir”, disse.

Para o psiquiatra e coordenador do grupo de estudos de álcool e drogas da Faculdade de Medicina da USP, Arthur Guerra, o uso do chá para tratamento de dependência não é aconselhável e pode ser perigoso: “Como uma substância alucinógena vai tratar dependentes? Pode ocorrer um erro médico e, em vez de você ajudar a pessoa, você pode matá-la.”

Caso Glauco

Em março de 2010, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, matou o cartunista Glauco Villas Boas e o filho dele, Raoni. O assassinato aconteceu em Osasco e ambos foram mortos com quatro tiros cada.

Cadu frequentava a igreja Céu de Maria que segue os rituais do Santo Daime. Na ocasião, foram levantadas hipóteses de que o consumo do chá e de outras drogas pudessem ter influenciado o estado mental do assassino, que após laudo médico foi considerado sem condições para responder pelos crimes. A Justiça determinou que Cadu fosse transferido para um hospital psiquiátrico.

Decreto suspende convênios com ONGs até avaliação de regularidade

domingo, 30 de outubro de 2011

A presidenta Dilma Rousseff determinou a suspensão de contratos com organizações não governamentais (ONGs) e entidades privadas sem fins lucrativos até que seja avaliada a regularidade da execução do que foi contratado pelo governo até agora.

Decreto suspende convênios com ONGs até avaliação de regularidade

domingo, 30 de outubro de 2011

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff determinou a suspensão de contratos com organizações não governamentais (ONGs) e entidades privadas sem fins lucrativos até que seja avaliada a regularidade da execução do que foi contratado pelo governo até agora. Na semana passada, o ministro do Esporte, Orlando Silva, deixou o cargo após uma série de denúncias de irregularidades com ONGs contratadas pela pasta.

Segundo o Blog do Planalto, o decreto assinado pela presidenta, que deve ser publicado na edição de amanhã (31) do Diário Oficial da União, prevê ainda prazo de 30 dias para que a avaliação seja concluída por todos os órgãos e entidades da administração pública federal. A revisão vale para os contratos firmados até o dia 16 de setembro deste ano, mas a suspensão de repasses de verbas fica valendo para todas as entidades privadas sem fins lucrativos, bem como a proibição de novos contratos nesse período.

As únicas exceções previstas no decreto referem-se aos programas de proteção a pessoas ameaçadas; contratos firmados há mais de cinco anos com a mesma entidade e cujas prestações de contas tenham sempre sido aprovadas; e a transferências do Ministério da Saúde relacionadas ao pagamento de serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nesses casos, contudo, um parecer técnico assinado pelo ministro da pasta deverá atestar que o contrato se enquadra em situação de exceção.

Após concluída, a avaliação poderá resultar em dois caminhos: contratos cuja execução foi considerada regular poderão novamente receber verbas públicas autorizadas pelo ministro; ou contratos que apresentem problemas em sua execução serão mantidos em suspenso por 60 dias para que as organizações sejam comunicadas. Em tal situação, as entidades poderão sanar os problemas apontados na avaliação ou ressarcir os cofres públicos pelo dinheiro investido e mal utilizado. Essas entidades podem ainda ser consideradas impedidas de celebrar contratos ou parcerias com a União pelo ministro da pasta à qual prestavam serviços ou pelo chefe da Controladoria-Geral da União (CGU).

Organizações sem fins lucrativos que não prestam corretamente contas dos contratos com o governo federal, que não cumprem o objetivo do contrato firmado, que praticam atos ilícitos na execução dos convênios ou que desviam injustificadamente os recursos pagos para outra finalidade poderão ser consideradas inadequadas na avaliação e sofrer as sanções previstas.

Edição: Nádia Franco

Ex-presidente Lula é diagnosticado com tumor e vai fazer quimioterapia

sábado, 29 de outubro de 2011

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, 66 anos, foi diagnosticado com um tumor na laringe – órgão fibromuscular situado entre a traquéia e a base da língua. De acordo com boletim médico divulgado foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que será iniciado nos próximos dias”

Ex-presidente Lula é diagnosticado com tumor e vai fazer quimioterapia

sábado, 29 de outubro de 2011

De acordo com boletim médico divulgado na manhã deste sábado pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, “foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que será iniciado nos próximos dias.

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, 66 anos, foi diagnosticado com um tumor na laringe – órgão fibromuscular situado entre a traquéia e a base da língua.

De acordo com boletim médico divulgado na manhã deste sábado pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, “foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que será iniciado nos próximos dias”. Ainda não há a confirmação da “natureza” do tumor – benigno ou maligno.

Lula fazia uso de álcool e tinha o hábito de fumar charutos, fatores que podem ter contribuído para o aparecimento do tumor.

No Sírio-Libanês, a equipe médica que assiste o ex-presidente é coordenada pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens V. de Brito Neto.

Confira a íntegra da nota divulgada pelo hospital deste sábado:

Sr. Luís Inácio Lula da Silva – 11h00

O Ex-Presidente da República, Sr. Luís Inácio Lula da Silva realizou exames no dia de hoje no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, tendo sido diagnosticado um tumor localizado de laringe.

Após avaliação multidisciplinar, foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que será iniciado nos próximos dias. O paciente encontra-se bem e deverá realizar o tratamento em caráter ambulatorial.

A equipe médica que assiste o Ex-Presidente é coordenada pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens V. de Brito Neto.

Fonte: votebrasil.com
 

A demissão do ministro e a vergonha

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Em algum lugar da História, ou do passado, o constrangimento deixou de ser um sentimento característico da cultura brasileira e, especialmente, de sua vida pública. Se um dia fomos o país dos sem-camisa, dos sem-dentes, hoje somos – quem sabe – um povo que perdeu a vergonha.

A demissão do ministro e a vergonha

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por Claudio Carneiro – opiniaoenoticia.com.br

Vergonha, culpa e embaraço se baseiam na consciência da desgraça e desonra como forma de controle judicial, político, religioso e social.

Em algum lugar da História, ou do passado, o constrangimento deixou de ser um sentimento característico da cultura brasileira e, especialmente, de sua vida pública. Se um dia fomos o país dos sem-camisa, dos sem-dentes, hoje somos – quem sabe – um povo que perdeu a vergonha.

Culpa e vergonha estão presentes, com grande intensidade, em várias culturas. Executivos e políticos japoneses, por exemplo, cumprem penitência pública diante do menor desvio de conduta. Em 2007, o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Toshikatsu Matsuoka, se suicidou após ter sido envolvido em um escândalo por suposta malversação de fundos públicos. Em Crime e Castigo, Dostoievski conta a saga de Raskólnikov. O assassino sente grande culpa pelo crime que cometeu. Ao confessar, desvenda um mistério que a polícia não conseguira resolver e livra-se da grande culpa que carregava.

Com suas cores sombrias, o pintor espanhol Francisco Goya pôs de costas o personagem que se envergonhava “Por haber nacido en otra parte”. E mesmo no Brasil, há exatos 81 anos, o deputado Adolfo Bergamini teve sua carreira política prejudicada por denúncias de corrupção. Hoje, circularia com desenvoltura pelo Congresso Nacional.

A classe política brasileira – como um todo — perde, primeiro, a vergonha. O cargo se perde depois. Mas isso só ocorre com alguns. O ex-ministro dos Esportes Orlando Silva, por exemplo, negava as acusações do PM João Dias. Mas era muito mais enfático ao dizer que não encontrariam provas contra ele. Devia se orgulhar muito por não deixar rastros. Silva entra para a lista de cinco ministros – Antonio Palocci (Casa Civil), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura) e Alfredo Nascimento (Transportes) são os outros – que foram “saídos” do Governo por denúncias de irregularidades. Todos disseram que aproveitariam o afastamento para provar a inocência. Não se tem notícias de que as investigações tenham avançado. Uma vergonha.

Quem não se constrange diante da desonra sofre de alguma patologia. No livro O crisântemo e a espada, Ruth Benedict identifica a cultura da vergonha – presente no povo japonês – “que se impõe por uma forte identificação entre ponderação e dignidade, além das sanções externas que ratificam a honra e a dignidade individuais”. Já a cultura da culpa – e dá como exemplo os Estados Unidos – “asseguraria a retidão do comportamento pela interiorização de uma ideia de pecado e reação à crítica dos demais, uma plateia que julga e avalia”.

Por mais estranho que se possa supor, parece que o senador Fernando Collor perdeu muitas coisas – o cargo de presidente e os direitos políticos por oito anos – desde o impeachment, mas manteve a vergonha. Que outro sentimento explicaria seu esforço hercúleo em defender o sigilo eterno de documentos públicos? Collor acabou derrotado – mais uma vez – há poucos dias e o prazo máximo para que as informações do Governo sejam mantidas em sigilo será de 50 anos. Vivamos todos, nós e ele (com um “L” só) para sabermos os segredos que marcaram aqueles dias de desgoverno no início dos anos 90.

Já o presidente do Senado não carrega o sentimento no helicóptero da PM do Maranhão que utiliza em seus passeios à ilha em Cururupu onde tem uma casa. Flagrado no erro – ao lado um empresário que tem contratos milionários naquele estado – José Sarney afirmou, sem qualquer pudor, que o gesto era “uma vitória da democracia”.

Muitos estudos se fizeram sobre vergonha, culpa e embaraço como reguladores da moral. Um conjunto de ideias e comportamentos – baseados na consciência de desgraça, desonra como forma de controle judicial, político, religioso e social. O respeitado educador e terapeuta norte-americano John Bradshaw classifica a vergonha como a “emoção que nos deixa saber que somos finitos”. Filho de pai alcoólatra, ele teve essa noção ainda criança.

A patologia brasileira é que os que detêm o poder – seja ele econômico ou político – se “desresponsabilizam” por um ato desonroso. Cabe a nós o amargo sentimento de “vergonha alheia”.

Os royalties e a ‘maldição da riqueza’

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Estudo mostrou que o destino de tanta riqueza é financiar o inchaço da administração e encher o bolso dos corruptos. Talvez esteja aqui o desespero de políticos dos estados produtores quando se veem obrigados a dividir o dinheiro da farra com terceiros.

Os royalties e a ‘maldição da riqueza’

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por Hugo Souza – opiniaoenoticia.com.br

Estudo mostra que, em vez de melhorias na infraestrutura, saúde e educação, dinheiro do pré-sal se esvai em burocracia e corrupção.

O Senado federal aprovou na semana passada o projeto que prevê a redistribuição dos royalties da camada pré-sal para todos os estados e municípios do Brasil, diminuindo a porcentagem dos recursos destinados aos estados e municípios produtores.

A decisão desencadeou uma choradeira generalizada entre políticos fluminenses e capixadas, sobretudo. Choram, na verdade, desde a aprovação na Câmara em maio do ano passado da chamada emenda Ibsen, que previa uma drástica mudança na forma de divisão dos recursos provenientes da exploração de petróleo no Brasil.

Naquela feita, o governador do Rio da Janeiro, Sergio Cabral, chorou literalmente ao falar sobre a emenda — que acabaria vetada pelo então presidente Lula — em um evento na PUC-Rio, revoltado com a possibilidade de perda de arrecadação para o estado.

Chorou, porém, lágrimas de crocodilo, tendo em vista que o motivo alegado para o berreiro, ou seja, o de que a população fluminense seria gravemente penalizada em caso de redistribuição dos royalties do petróleo, não resiste, para usar uma palavra cara ao governo do Rio, a um leve “choque” de realidade.

Campos de petróleo e de pobreza

Um estudo do Departamento de Economia da Universidade Estadual Paulista mostrou que, por maiores que sejam os recursos provenientes da exploração de petróleo, eles não necessariamente se traduzem em melhores condições de vida para a população. Ao contrário: no fim das contas, lá no fim, o destino de tanta riqueza é financiar o inchaço da administração estatal e encher o bolso dos corruptos. Talvez esteja aqui o motivo de tanto desespero de políticos dos estados produtores quando se veem obrigados a dividir o dinheiro da farra com terceiros.

O destino de tanta riqueza é financiar o inchaço da administração estatal e encher o bolso dos corruptos. (Ilustração/Alviño)

O maior exemplo disso vem exatamente da cidade brasileira que mais recebeu dinheiro do petróleo em toda a história: Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro, para onde foram mais de R$ 1 bilhão em royalties em 2010 e onde os recursos do pré-sal representam cerca de 70% do orçamento municipal. Lá, a destinação prioritária dos recursos do petróleo não é a saúde, tampouco a educação, muito menos a cultura ou projetos de habitação, ou qualquer esforço para melhorar a qualidade de vida da população local ou a infraestrutura.

Lá, no feudo da família Garotinho, os recursos do petróleo se esvaem em ações de cunho eleitoreiro e em destinações, digamos, ainda menos ortodoxas. Desde 2004 a prefeitura de Campos gastou cerca de R$ 18 milhões em convênios com quatro hospitais da cidade, mas o número de internações se manteve o mesmo, bem como o índice de desenvolvimento humano da cidade permanece em níveis pífios.

E como será no Piauí?

Ou será que foi mesmo em defesa do povo que Rosinha Garotinho, a prefeita cassada de Campos que se mantém no cargo por liminar, e seu consorte promoveram no último dia 17 de outubro uma manifestação na Cinelândia, no centro do Rio, debaixo de chuva, para protestar contra o compartilhamento dos royalties do pré-sal com os estados e municípios não-produtores?

“Em cidades como Campos dos Goytacazes, criou-se uma maldição da riqueza. Esse dinheiro foi gasto com a máquina pública e não trouxe desenvolvimento. Com essa distribuição dos recursos do pré-sal que está sendo discutida, certamente também não traremos desenvolvimento”, disse o coordenador do estudo da Unesp, Claudio Paiva, ao portal Terra.

Mas, no Rio, já há quem diga que, diante do sorvedouro político local dos recursos do petróleo, talvez seja de fato melhor dividir os royalties do pré-sal com outros estados.

Estados como o Piauí, o mais pobre do Brasil, que deve receber R$ 15 milhões em royalties do pré-sal já em 2012. O governador do estado, Wilson Martins, garantiu: “nossa prioridade de investimento é saúde, educação e segurança. Sem dúvidas a população vai sentir o impacto dessas mudanças”.

Consumidor pagará menos por ligação de telefone fixo para celular, decide Anatel

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Consumidor pagará menos por ligação de telefone fixo para celular, decide Anatel

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de fevereiro de 2012, os consumidores brasileiros pagarão menos ao fazer ligações telefônicas de aparelho fixo para celular. A decisão foi aprovada ontem (27) pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A ideia é que até 2014 os usuários economizem em torno de 45% devido à redução das tarifas.

Na prática, segundo a Anatel, a queda será de aproximadamente 10% no valor de cada ligação. Mas, aos poucos, os usuários vão pagar cada vez menos, de acordo com a agência. O objetivo é que o próximo reajuste chegue a 12%. No total, a Anatel pretende promover a redução em três etapas. A última deve ficar em 7%.

Atualmente os consumidores pagam, em média, R$ 0,54 por ligação de telefone fixo para móvel. A ideia é que em 2012 eles passem a pagar R$ 0,48. Depois, em 2013, paguem R$ 0,44 e, em 2014, R$ 0,425.

A agência informou que a decisão sobre as novas tarifas será publicada em, no máximo, 80 dias. A partir da publicação, as empresas de telefonia terão 20 dias para a execução da medida. Caso a decisão não seja cumprida, a Anatel tomará providências em relação a essas empresas.

Edição: Juliana Andrade

A partir de hoje, cheques terão a data da emissão como medida de segurança

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de hoje (28) as folhas de cheques passarão a ter a data de confecção impressa, na lateral esquerda. A medida foi aprovada há seis meses pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e o objetivo é aumentar a segurança, a transparência e a credibilidade nas operações.

Antes dessa decisão, apenas a data em que o correntista passava a ser cliente do banco vinha impressa nos cheques. Algumas instituições financeiras se anteciparam ao início do prazo de vigência da mudança e já incluíram a data de emissão.

O Banco Central (BC) informou que nos contratos os bancos serão obrigados a esclarecer os clientes sobre a nova medida e as alterações adotadas para liberar os talões. A medida foi adotada atendendo a pedidos de comerciantes que reclamavam sobre o uso de folhas antigas de cheques.

De acordo com o Banco Central, a alteração ajuda aquele que recebeu o cheque como pagamento e tem suspeitas de que o documento seja fraudado ou roubado. Para os especialistas, o procedimento para sustar o cheque ficará mais difícil, pois o correntista terá que apresentar um boletim de ocorrência policial sobre os motivos da sustação.

Pelas normas do BC, se o cheque foi roubado, poderá haver uma sustação provisória, mas em dois dias úteis o boletim de ocorrência terá de ser apresentado ao banco.

Edição: Juliana Andrade

A partir de hoje, cheques terão a data da emissão como medida de segurança

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pressão por um tratamento nacional às falhas no Enem põe Haddad em xeque

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A pré-candidato à prefeitura e a permanência na pasta passam por um teste de fogo. Dentro do Palácio do Planalto, a avaliação é de que, caso o problema do Enem tome proporções nacionais, Haddad poderá ter que repensar a carreira política.

Pressão por um tratamento nacional às falhas no Enem põe Haddad em xeque

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

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Despachos internos e uma viagem cancelada. O ministro da Educação, Fernando Haddad, preferiu passar os últimos dois dias dando poucas explicações sobre o novo vazamento no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que, pelo terceiro ano consecutivo, apresenta falhas em sua organização.

Apesar de algumas mudanças na agenda como ministro, ele confirmou presença no penúltimo fim de semana dos encontros entre os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo nas caravanas zonais, organizado pelo Diretório Municipal do PT.

Mas o futuro como pré-candidato à prefeitura e a permanência na pasta passam por um teste de fogo. Dentro do Palácio do Planalto, a avaliação é de que, caso o problema do Enem tome proporções nacionais, Haddad poderá ter que repensar a carreira política.

O entendimento palaciano é de que, por enquanto, o ministro da Educação está blindado no episódio do Enem, já que o caso ainda está restrito ao Ceará, distante do eixo Rio-São Paulo. Mas a crônica do vazamento no exame vem ganhando fôlego.

O Ministério Público Federal (MPF) no Ceará entrou ontem com pedido para anular a prova em todo o país. E a Defensoria Pública da União (DPU) vai recomendar hoje ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) a anulação das questões vazadas para todos os estudantes ou a anulação do exame.

O instituto responsável pelo exame, que custou R$ 238,5 milhões, deve receber a notificação do MPF no Ceará dentro de alguns dias. “O Inep quer corrigir uma violação de igualdade com uma discriminação odiosa, apontando os alunos do colégio em Fortaleza como os únicos responsáveis.

Não podemos dizer que foram só esses candidatos que tiveram conhecimento antecipado da prova. Os efeitos são nacionais”, ponderou Oscar Costa Filho, procurador da República no Ceará.

No caso da recomendação da DPU, o instituto terá um prazo de 10 dias para acatar as ações. Segundo o titular do Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, o defensor público federal Ricardo Salviano, a medida adotada pelo Ministério da Educação (MEC) — de limitar a anulação da prova aos estudantes do Colégio Christus — é injusta.

“O concurso é nacional e tem efeitos nacionais. Sempre que acontece algum problema, o MEC quer tratar de forma individualizada. Mas, a partir do momento em que o Enem deixou de ser apenas uma avaliação para ser também um processo seletivo, deve respeitar os processos de isonomia”, afirma Salviano. O defensor deverá entrar com ação na Justiça Federal contra o Inep caso a recomendação não seja seguida.

Prejulgamento

A pressão pelo tratamento nacional à polêmica envolvendo o Enem deste ano vem também da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A Comissão de Educação e Cidadania da seccional do Ceará afirmou ontem que o cancelamento das provas dos alunos do Christus se configurou como um prejulgamento, pois foi feito em pouco tempo.

“O MEC tentou arranjar um bode expiatório para não assumir que, pelo terceiro ano consecutivo, houve alguma fraude. Trataram os alunos do Christus de forma diferenciada”, afirmou o presidente da comissão da OAB-CE, Edmir Pereira Martins.

Na única entrevista que o ministro concedeu até o momento, Haddad disse ter convicção de que os cadernos do pré-teste, aplicado no Colégio Christus, foram reproduzidos e distribuídos aos alunos por funcionários da escola. “A busca por isonomia é o pilar do Enem, ele tem que garantir isso.

Seja quando o aluno é prejudicado por uma ação a qual ele não deu causa, seja quando ele é favorecido por uma ação que ele não deu causa. Não se trata de punição, mas de busca de igualdade de condições”, argumentou.

Os 639 alunos da escola particular de Fortaleza poderão refazer o Enem em 28 e 29 de novembro, quando a população carcerária também será submetida ao exame. Um dia antes, ocorrerá o primeiro turno das prévias do PT para a prefeitura de São Paulo. Até o momento, além de Haddad, Marta Suplicy, Eduardo Suplicy, Jilmar Tatto e Carlos Zaratini anunciaram que farão parte da sondagem.

Fonte: votebrasil.com

Dilma já demitiu cinco integrantes do primeiro escalão herdados da gestão do antecessor

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Quando assumiu a Presidência, Dilma Rousseff herdou do governo do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva 15 de seus 37 ministros. Menos de um ano depois, esse número caiu para 11. O último a deixar o cargo foi Orlando Silva (PC do B-SP), do Ministério do Esporte.

Com saída de Orlando Silva, encolhe time de Lula na Esplanada

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fonte: votebrasil.com

Desde o início do governo, Dilma já demitiu cinco integrantes do primeiro escalão herdados da gestão do antecessor.

Quando assumiu a Presidência, em janeiro, Dilma Rousseff herdou do governo do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva 15 de seus 37 ministros. Menos de um ano depois, esse número caiu para 11. O último a deixar o cargo, Orlando Silva (PC do B-SP), cedeu às pressões e decidiu pedir demissão do Ministério do Esporte nesta quarta-feira.

A conta leva em consideração a queda de cinco ministros herdados do governo Lula – antes de Orlando Silva, caíram Antonio Palocci (PT-SP) da Casa Civil, Wagner Rossi (PMDB-SP) da Agricultura, Alfredo Nascimento dos Transportes (PR-AM) e Nelson Jobim da Defesa (PMDB-RS). A vaga de Jobim, entretanto, foi preenchida com outro nome que já ocupou uma cadeira no governo anterior – o ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim (PT-RJ).

Com a confirmação da substituição de Orlando Silva pelo o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), Dilma traz de volta ao primeiro escalão do governo outro ex-ministro de Lula.

O único ministro a cair que não foi herança de Lula foi Pedro Novais (PMDB-MA), do Turismo. Apenas Jobim não caiu após denúncias de corrupção na pasta ou uso indevido do dinheiro público. Ele se afastou após declarações polêmicas.

“O que ameniza o impacto negativo dessas quedas sucessivas na imagem de Dilma é o fato de serem herança do governo anterior”, analisa o cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. “Na medida em que ela (Dilma) procura não segurar o ministro que está na berlinda na opinião pública, diminui a exposição negativa do governo”, explica o especialista.

A queda de Palocci provocou mudanças obrigatórias na configuração do núcleo duro do governo. Dilma aproveitou para montar um ministério “para governar”, já que o antigo primeiro escalão seria ainda um produto das imposições políticas das diferentes forças que a apoiaram na eleição do ano passado.

Dilma substituiu Palocci por Gleisi Hoffmann (PT-PR) e transferiu Ideli Salvatti (PT-SC) da Pesca para as Relações Institucionais, ampliando para 10 o número de mulheres no ministério.

Remanescentes

Dos ministros da era Lula, Dilma mantém dois nomes em posição estratégica. O chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ambos ligados ao PT de São Paulo. Enquanto Carvalho assumiu uma função de destaque na interlocução política do governo, Mantega assumiu a dianteira no relacionamento com setor produtivo e econômico.

Além de Mantega e Carvalho, permanecem como herança de Lula os ministros Edison Lobão (PMDB-MA) em Minas e Energia, Alexandre Padilha (PT-SP) na Saúde, Carlos Lupi (PDT-RJ) no Trabalho, Paulo Bernardo (PT-PR) no Planejamento, Celso Amorim (PT-SP) na Defesa, Fernando Haddad (PT-SP) na Educação e Izabella Teixeira (PT) no Meio Ambiente.

“Dilma teve pouca chance de fazer as próprias nomeações no início do governo. Ela teve pouca margem para decidir. Agora, ela está podendo de fato construir um governo mais condizente com que ela pensa”, diz Teixeira.

Reforma ministerial

Fernando Haddad, mantido na Esplanada a pedido do ex-presidente, é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo e deve sair do cargo no início de 2012. A candidatura a prefeito foi vista por aliados governistas como uma “saída honrosa” do ministério.

Conforme o Poder Online publicou, Dilma promoverá uma grande reforma ministerial no início do ano. Não sairiam apenas os ministros que serão candidatos nas eleições municipais. Sairiam todos aqueles que não conquistaram a simpatia da presidenta da República até agora.

Dos partidos que iniciaram o governo Dilma como aliados, apenas o PR se declarou independente após a crise que derrubou o então ministro Alfredo Nascimento dos Transportes. Já o PMDB e o PC do B, que também tiveram ministros atingidos por denúncias de corrupção, devem permanecer na base governista.

“Do ponto de vista da chamada governabilidade, não vejo implicação. O PR foi o único em que afetou a composição política. Com o PMDB, foi resolvido rapidamente com a indicação de novos nomes. E com o PC do B, ao que tudo indica, também não haverá implicações políticas”, diz o cientista político.