Arquivo de setembro de 2011

Idade: a distinção mais mortal em todo o mundo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Idade: a distinção mais mortal em todo o mundo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Por que as pessoas mais velhas não estão ficando ainda mais velhas?
 
Algum dia iremos viver até os 150 anos? Em junho, uma ex-professora de 114 anos da Geórgia chamada Besse Cooper se tornou a pessoa mais velha do mundo. Sua predecessora, a brasileira Maria Gomes Valentim, tinha 114 anos quando morreu. Também tinham a mesma idade a pessoa mais velha antes dela, e a antes dela. Na verdade, oito das nove pessoas com o título de “mais velha do mundo” tinham 114 anos quando atingiram essa distinção. Aqui está a parte mórbida: todas estas, menos duas, ainda tinham 114 anos quando morreram. E essas duas? Morreram aos 115.

A celebração em volta de Cooper quando ela assumiu o título deveria vir acompanhada de condolências. Se a tendência histórica se mantiver, ela estará morta em um ano. Apenas sete pessoas cujas idades poderiam ser verificadas pelo Grupo de Pesquisa de Gerontologia conseguiram passar dos 115. Apenas duas dessas sete viveram para verem o século XXI. A pessoa mais velha de todos os tempos, uma mulher francesa chamada Jeanne Calment, morreu aos 122 anos em Agosto de 1997; ninguém desde 2000 chegou a cinco anos de desafiar a sua longevidade.

O que aconteceu com os medicamentos modernos que nos dariam vidas mais longas? Por que não estamos nos tornando mais velhos? Nós estamos vivendo por mais tempo – pelo menos alguns de nós. A expectativa de vida na maioria dos países tem aumentado gradativamente por décadas e o americano médio hoje em dia pode esperar viver 79 anos – quatro anos a mais que a média em 1990. Em muitos países desenvolvidos, os mais velhos estão entre os que mais crescem demograficamente, mas elevar o limite do tempo de vida útil está se tornando mais complicado do que aumentar a expectativa média de vida das pessoas.

Nos últimos anos, a contagem global de supercentenários – pessoas mais velhas que 110 anos – estabilizou-se em aproximadamente 80. E a idade máxima não se alterou. Robert Young, consultor sênior gerontológico para o livro Guiness dos Recordes Mundiais chama isso de “retangularização” da curva de mortalidade. Para ilustrar, ele aponta para o Japão, que, em 1990, tinha 3.000 pessoas com 100 anos ou mais, com a mais velha com 114. Vinte anos depois o Japão tem estimadas 44.000 pessoas acima dos 100 anos – e a mais velha ainda tem 114 anos.

Mesmo uma cura para o câncer ou doenças cardíacas faria pouco para estender o tempo da vida humana porque simplesmente existem muitos fatores de risco que se acumulam quando uma pessoa tem 115 anos.

Supercentenários provavelmente devem sua longevidade mais a genes bizarros do que a uma saúde perfeita. Calment fumou cigarros por 96 anos. Apenas uma descoberta tecnológica, talvez na área da genética, que desacelere o processo de envelhecimento, poderia mandar o tempo de vida lá para cima.

Quem protege o consumidor?

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Em mais uma tentativa de ajudar a economia brasileira segundo a cartilha protecionista, o governo brasileiro decidiu aumentar o IPI sobre a importação de veículos. Os maiores prejudicados serão os milhares de brasileiros que terão suas opções de consumo diminuídas.

Quem protege o consumidor?

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Por Diogo Costa e Reginaldo Faria – opiniaoenoticia.com.br

Aumento do IPI sobre carros importados prejudicará os milhares de brasileiros que terão suas opções de consumo diminuídas.

Em mais uma tentativa de ajudar a economia brasileira segundo a cartilha protecionista, o governo brasileiro decidiu aumentar o IPI sobre a importação de veículos. O imposto maior deve elevar em até 28% o preço dos carros importados no Brasil.

Chama-se de protecionismo a crença de que a imposição de obstáculos ao comércio externo conduz ao sucesso doméstico da economia. Quando os consumidores são forçados a comprar de produtores locais, afirma a teoria protecionista, movimenta-se a indústria nacional e estimula-se a geração de emprego e renda.

Se existe uma coisa que os economistas concordam, é que a crença protecionista está fundamentalmente errada. Na verdade, essa redução do comércio internacional acaba criando obstáculos ao desenvolvimento econômico. Um dos mais populares manuais de economia da atualidade aponta que 93% dos economistas concordam que “tarifas e quotas de importação geralmente reduzem o bem-estar econômico geral”. A equipe econômica do governo brasileiro parece fazer parte dos outros 7%. Acreditam que encarecer o preço dos carros importados irá garantir, nas palavras do ministro Guido Mantega, “a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil”.

Investimentos como o de US$ 600 milhões da JAC Motors não devem estar entrando na equação de Mantega. A montadora chinesa anunciou que um IPI mais alto pode levá-la a rever seu projeto no Brasil. O aumento do imposto prejudicará concessionárias, locadoras de veículos, canais de publicidade e todo o mercado advindo da comercialização de importados. Principalmente, prejudicará os milhares de brasileiros que terão suas opções de consumo diminuídas.

Nos primeiros oito meses de 2011, foram emplacados 129.281 automóveis importados no Brasil. É um aumento de 112,4% em comparação ao mesmo período de 2010. Sem a expectativa de aumento significativo da produção interna e com menos opções de compra, nossa crescente demanda doméstica poderá exercer maior pressão inflacionária.

Como alertou o economista Guilherme Loureiro no jornal britânico Financial Times, “ao conter a expansão de importações, o risco é que a inflação uma vez mais terá de pagar a conta”.

O melhor alerta para os riscos do protecionismo continua sendo nossa própria história. Até o início dos anos 1990, o Brasil seguiu obedientemente a cartilha protecionista. Os resultados para a economia foram desastrosos: “protegida” do ambiente externo, a indústria se torna muito pouco competitiva e sem incentivos para inovação. Acaba cobrando preços muito mais altos por produtos de qualidade inferior aos internacionais.

Protecionismo é um termo enganador. Não se protege o desenvolvimento econômico de um país obstruindo a cooperação econômica internacional. O que tarifas mais altas fazem é proteger setores politicamente influentes da economia contra as escolhas dos consumidores. Enquanto a crença no protecionismo informar nossa política econômica, é o consumidor brasileiro que estará sem proteção.

Avaliação de Dilma melhora na pesquisa CNI/Ibope

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A avaliação da presidenta Dilma Rousseff cresceu de julho para setembro. Pesquisa divulgada pelo Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que o 51% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom. Há três meses, o índice era de 48%.

Avaliação de Dilma melhora na pesquisa CNI/Ibope

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Por Mario Coelho – congressoemfoco.com.br

A avaliação da presidenta Dilma Rousseff cresceu de julho para setembro. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que o 51% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom. Há três meses, o índice era de 48%. O levantamento foi realizado entre 16 a 20 de setembro com 2.002 entrevistas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

De acordo com a CNI/Ibope, apenas 11% dos entrevistados avaliam o governo como ruim ou péssimo. A avaliação é melhor entre os mais velhos, com 50 anos ou mais, nas cidades pequenas e no interior dos estados e com famílias de baixa renda. A melhoria na avaliação do governo foi maior entre os eleitores da região Sul. Essa região passou a ter o mais alto percentual de ótimo ou bom: 57%.

Não foi só a avaliação pessoal da presidenta que cresceu. A aprovação do seu governo também aumentou na comparação com o último levantamento. A CNI/Ibope apontou que 71% dos entrevistados aprovam a maneira com que Dilma governa o país, em comparação com os 67% da pesquisa passada. O percentual de entrevistados que desaprovam a maneira de governar da presidenta caiu de 25% para 21%.

A pesquisa divulgada hoje também mostra que as expectativas com relação ao restante do governo de Dilma Roussef continuam positivas e praticamente no mesmo nível de julho passado. O índice variou dentro da margem de erro. O percentual de entrevistados que acreditam que o restante do governo será ótimo ou bom passou de 55% para 56%.

PSD negocia para atrair Romário

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Um dia após ter sua criação autorizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o PSD (Partido Social Democrático) deu ontem seus primeiros passos como partido. Em busca de maior visibilidade, o partido negocia com figuras famosas. Um dos procurados é o ex-jogador e deputado federal Romário, do PSB.

PSD negocia para atrair Romário

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Um dia após ter sua criação autorizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o PSD (Partido Social Democrático) deu ontem seus primeiros passos como partido. Em busca de maior visibilidade, o partido negocia com figuras famosas. Um dos procurados é o ex-jogador e deputado federal Romário, do PSB.

Romário tem obtido destaque no Congresso por sua postura firme contra a CBF e os benefícios concedidos pelo governo federal para a realização da Copa de 2014.

Atualmente, os principais nomes do PSD são o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que preside a nova legenda, a senadora Kátia Abreu, o ex-deputado Índio da Costa, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, e os governadores Omar Aziz e Raimundo Columbo, de Amazonas e Santa Catarina, respectivamente.

Definido por Kassab como um partido de centro, a legenda já tenta mostrar suas diretrizes no Congresso. Ontem, Kátia Abreu – que, como Gilberto Kassab, deixou o DEM para fundar o PSD – circulou pelo Planalto arrecadando assinaturas para apresentar ao Senado uma proposta para revisão da Constituição Federal em 2014.

O prefeito de São Paulo e presidente do PSD (Partido Social Democrático), Gilberto Kassab, fez a leitura de um manifesto na manhã desta quarta-feira, em Brasília, para marcar a criação de seu novo partido. No texto, ele defendeu a criação de uma Assembleia Nacional Constituinte em 2014.

A reforma constitucional pedida pelo partido, presidido pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, é o mecanismo defendido para também fazer as reformas política, fiscal, penal, trabalhista e tributária.

Além de Kassab, o partido tem nomes de peso, como o vice-governador de São Paulo Guilherme Afif Domingos e a senadora por Tocantins Kátia Abreu, que deixaram o DEM.

Manifesto

No manifesto divulgado nesta quarta, o PSD admite que a proposta será atacada como “inconstitucional e impossível”. Mas argumenta que “impossível é viver de remendos constitucionais e improvisações oportunistas”.

Para convocar a Assembleia Constituinte, Kátia Abreu (TO) vai coletar assinaturas para apresentar nas próximas semanas uma Proposta de Emenda Constitucional prevendo a convocação de 250 constituintes.

Foto: Agência Câmara

 

Liminar do TRE mantém Rosinha Garotinho como prefeita de Campos dos Goytacazes

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) concedeu liminar para que a prefeita de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, Rosinha Garotinho, permaneça no cargo. A decisão saiu minutos depois do presidente da Câmara de Vereadores, Nelson Nahim, assumir a prefeitura.

Liminar do TRE mantém Rosinha Garotinho como prefeita de Campos dos Goytacazes

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) concedeu liminar para que a prefeita de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, Rosinha Garotinho, permaneça no cargo. A decisão saiu minutos depois do presidente da Câmara de Vereadores, Nelson Nahim, assumir a prefeitura, conforme determinação da juíza da 100ª Zona Eleitoral, Gracia Cristina Moreira do Rosário.

A sessão na Câmara Municipal foi tumultuada, com protestos de correligionários de Rosinha Garotinho e integrantes da oposição. Houve confronto, e foi necessária a presença de policiais militares para garantir a segurança.

A liminar foi concedida pelo relator do processo, desembargador Sérgio Schwaitzer, dando o direito da prefeita permanecer por mais 30 dias no cargo, até que o plenário do TRE se reúna para decidir se mantém da juíza da 100ª Zona Eleitoral ou concede o direito de Rosinha Garotinho permanecer à frente da prefeitura de Campos. O desembargador entendeu que alterações na chefia do Poder Executivo poderiam provocar “insegurança jurídica”. A medida foi estendida ao deputado federal Anthony Garotinho (PR) que também ficou inelegível por três anos.

Ontem (29), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou o pedido de liminar solicitado pelos advogados de Rosinha Garotinho. Ela passou duas noites com os filhos e mais de 300 pessoas acampada na sede administrativa da prefeitura. Partidários também participaram do ato e chegaram a bloquear a BR–101, principal via de ligação da região norte fluminense com o Espírito Santo.

Rosinha Garotinho e o vice Francisco Arthur de Souza Oliveira tiveram os cargos cassados na quarta-feira (28) por abuso de poder econômico e uso indevido de propaganda eleitoral veiculada em meio de comunicação do grupo O Diário. Na ação, também foram condenados pelos mesmos crimes: o deputado federal Anthony Garotinho e os radialistas Fábio Paes, Patrícia Cordeiro e Linda Mara Silva ficam inelegíveis.

 

Edição: Aécio Amado

Saúde Nota 10 – Por Cristóvam Buarque

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Brasil precisa de uma saúde “Nota10” na vida dos brasileiros, mas estão querendo que a saúde tenha “10% do PIB” no Orçamento da União. Com esses 10% promete-se garantir Nota 10 para a saúde. É preciso saber como gastar na saúde para não haver desperdícios.

Saúde Nota 10

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Por Cristóvam Buarque

O Brasil precisa de uma saúde “Nota10”na vida dos brasileiros, mas estão querendo que a saúde tenha “10% do PIB” no Orçamento da União. Com esses 10% promete-se garantir Nota 10 para a saúde. Mas essa correlação não é verdadeira. Antes de definir quanto gastar em saúde, é preciso saber como gastar na saúde. Com o atual sistema, os gastos adicionais poderão ser úteis, mas poderão ser desperdiçados.

Antes da decisão de vincular constitucionalmente mais recursos para a saúde, é preciso saber como será o Novo Sistema de Saúde a ser implantado. Hoje não há sistema único, porque o SUS é completamente diferente do SES (Sistema Especial de Saúde) para os que têm acesso aos serviços privados; o próprio SUS é diferente de um Estado para outro, entre um e outro município, até mesmo, de um bairro para outro.

Só depois é que será possível estimar quanto custará esse Novo Sistema Público Universal de Saúde Com a Mesma Qualidade. Dez por cento do PIB representam quase R$ 2 mil por ano por pessoa, e R$ 160 por mês. Para uma população tão ampla certamente cobriria um bom seguro coletivo de saúde.

Mas, se ficar provado que precisamos desse valor, devemos inicialmente fazer esforço para obtê-lo, reduzindo outros gastos do Orçamento. O gasto com a proposta da “Emenda 29” elevaria as despesas com a saúde de cerca de R$ 100 bilhões para cerca de R$ 370 bilhões, R$ 250 bilhões a mais a ser deslocado das demais rubricas do Orçamento da União. Supondo que as amarras técnicas e políticas não permitam esse deslocamento, temos a alternativa de buscar recursos elevando alíquotas dos impostos atuais, sobretudo naqueles cujo consumo apresenta periculosidade para a saúde, tais como, cigarros, álcool, alimentos gordurosos, automóveis e motocicletas.

Se isso for impossível, justificar-se-ia um novo imposto; e o conceito da velha CPMF é tentador por ser insonegável, progressista e com destino vinculado. Mas, nesse caso é preciso que a nação brasileira esteja convencida de que a saúde pública vai ter de fato qualidade.

Será justificável abolir todo subsídio à saúde privada, porque as classes média e rica não mais precisarão dela. Presidente, seus Ministros, Governadores, Prefeitos e parlamentares não precisarão mais utilizar seus serviços especiais; os profissionais de saúde poderão ter um Plano de Carreira com a máxima remuneração, mas exigindo deles elevada competência, dedicação exclusiva e estabilidade subordinada aos resultados e satisfação dos clientes.

Mas, para tanto, é preciso apresentar quais salvaguardas impedirão qualquer desvio desses recursos da saúde para cobrir déficits fiscais, bem como assegurar que não voltarão os “sanguessugas”, obras desnecessárias, as propinas em obras e o desvio de verbas que deveriam servir para comprar remédios.

Presidenta Dilma, nesse momento em que discutirmos quanto gastar, a Senhora tem a chance de mostrar como será um Novo Sistema e não apenas quanto gastará no sistema atual. Assim, teremos uma “Saúde Nota10” e não apenas uma “Saúde que custa 10% do PIB”.

PS: O que vale para a saúde vale também para a busca de uma Educação Nota 10.

* Cristovam Buarque é Professor da UnB e Senador pelo PDT-DF

Após denúncias, Conar analisa comercial de Gisele Bündchen

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) informou que abriu o processo que irá analisar as denúncias relativas a uma campanha da fabricante de roupas íntimas Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen.

Após denúncias, Conar inicia análise de comercial de Gisele Bündchen

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) informou que abriu, por volta das 16h30 desta quinta-feira (29), o processo que irá analisar as denúncias relativas a uma campanha da fabricante de roupas íntimas Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen.

A campanha publicitária foi alvo de queixas por parte da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, que informou ter enviado um ofício ao Conar pedindo a suspensão da Campanha.

Os vídeos da campanha, chamada “Hope Ensina”, mostram a modelo contando ao marido que bateu seu carro e estourou o limite do cartão de crédito. Primeiro, Gisele revela os problemas vestida com roupas e, na sequência, apenas de lingerie. A propaganda diz que a primeira maneira é errada, e a segunda, a correta. E incentiva as brasileiras a usar seu “charme”.

De acordo com a assessoria de imprensa do Conar, o objetivo do processo é apurar se as denúncias têm ou não fundamento, com base no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

A assessoria de imprensa do Conar informou ainda que a defesa da campanha (fabricante e/ou agência de publicidade) tem cinco dias úteis contados a partir desta sexta-feira (30) para se apresentar.

O Conar informou ainda que um relator que estudará o processo será nomeado nas próximas horas. Depois que assumir o cargo, o relator poderá conceder uma liminar para que a propaganda seja retirada do ar imediatamente. Caso contrário, a peça poderá continuar a ser veiculada até o dia do julgamento, em data a ser definida.

Queixas de consumidores

De acordo com o Conar, no entanto, o início do processo de análise foi motivado por cerca de 15 reclamações registradas por outros consumidores, já que até esta quinta o Conar não recebeu o ofício com a denúncia da SPM. O órgão, diz a assessoria, também recebeu manifestações elogiosas sobre a peça.

Em nota divulgada na quarta-feira, a Secretaria de Políticas para as Mulheres afirmou que sua ouvidoria recebeu seis reclamações de pessoas “indignadas” com a propaganda desde o dia 20, quando ela foi ao ar. Além do ofício ao Conar, a SPM também enviou documento ao diretor da Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, “manifestando repúdio à campanha.”

“‘Hope Ensina’ é a campanha da empresa que ‘ensina’ como a sensualidade pode deixar qualquer homem ‘derretido’. Nela, a modelo Gisele Bundchen estimula as mulheres brasileiras a fazerem uso de seu ‘charme’ (exposição do corpo e insinuações) para amenizar possíveis reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano”, diz nota divulgada pela SPM.

“A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os artigos 1° e 5° da Constituição Federal”, completa a nota da SPM.

Hope

Por meio de nota divulgada na quarta-feira, a Hope disse que a propaganda teve o objetivo de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia e que, utilizando uma lingerie Hope, seu poder de convencimento seria ainda maior.

“Os exemplos nunca tiveram a intenção de parecer sexistas, mas sim, cotidianos de um casal. Bater o carro, extrapolar nas compras ou ter que receber uma nova pessoa em sua casa por tempo indeterminado são fatos desagradáveis que podem acontecer na vida de qualquer casal, seja o agente da ação homem ou mulher”, disse a nota.

Fonte: votebrasil.com

EUA: quando o perigo do tráfico cruza a fronteira

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

As organizações de tráfico de drogas já mataram mais de 40.000 pessoas no México nos últimos cinco anos. A resposta norte-amricanas tem sido vistas muito mais como um esforço para manter imigrantes  fora dos Estados Unidos, tendo o fluxo ilícito de drogas do México e armas dos Estados Unidos como problemas menores.

EUA: quando o perigo do tráfico cruza a fronteira

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O conflito entre e contra as organizações de tráfico de drogas já matou mais de 40.000 pessoas no México nos últimos cinco anos. A resposta norte-americana tem sido, no entanto, distorcida pelo fato de que muitos norte-americanos veem a segurança na fronteira como o esforço para manter imigrantes econômicos não autorizados fora dos Estados Unidos, tendo o fluxo ilícito de drogas do México e armas dos Estados Unidos como problemas menores. O clamor tem crescido – particularmente no Texas, que tem a maior parte dos 3.200km de fronteira –, mas muitas coisas têm chamado a atenção dos Estados Unidos.

A primeira é que os recentes espasmos de violência são impressionantes por que as gangues de drogas agora estão ameaçando civis explicitamente. Houve também crimes altamente divulgados nos Estados Unidos. Outra razão para tentar uma nova abordagem é que a imigração não autorizada pela fronteira do sul diminuiu sensivelmente nos anos recentes, de modo que a reforma da imigração não é mais tão controversa quanto antes.

O problema é que ainda que o ímpeto político esteja lá, prescrições de políticas públicas não são tão óbvias assim. Legalizar as drogas, até mesmo só a maconha, poderia ajudar a minar os traficantes removendo sua grande fronte de lucro. Uma eventual legalização teria um grande efeito na justiça criminal norte-americana. Em 19 de setembro, o FBI divulgou seus registros criminais para 2010. De acordo com o relatório, o país tinha 13,1 milhões de prisões no último ano. A maior categoria de crimes, com pouco mais de 1,6 milhões de prisões, foram violações envolvendo drogas. Quase metade dessas prisões se deu por posse de maconha.

No lado da aplicação da lei, os Estados Unidos estão tentando novas abordagens, mas também houve erros. Em julho, uma investigação do Congresso descobriu que um programa do Departamento de Justiça, projetado para rastrear armas compradas nos Estados Unidos até seu destino final, resultou em 1.600 armas desaparecidas por um período de 15 meses. Mais de 100 delas foram recuperadas depois de crimes. Esforços mais inteligentes são necessários.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Justiça suspende leilão do trem-bala

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Justiça Federal determinou a suspensão imediata de qualquer procedimento vinculado à licitação do trem de alta velocidade (TAV), conhecido como trem-bala, entre Campinas e Rio de Janeiro, até a completa regularização do serviço de transporte interestadual de passageiros em todo o país.

Justiça suspende leilão do trem-bala até regularização das linhas de ônibus interestaduais

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Justiça Federal determinou a suspensão imediata de qualquer procedimento vinculado à licitação do trem de alta velocidade (TAV), conhecido como trem-bala, entre Campinas e Rio de Janeiro, até a completa regularização do serviço de transporte interestadual de passageiros em todo o país. A decisão é da Seção Judiciária do Distrito Federal e acolhe um pedido do Ministério Público Federal no DF.

Segundo a decisão judicial, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está obrigada a publicar, até o mês que vem, os editais de licitação para concessão de todas as linhas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros com percurso superior a 75 quilômetros (km). O prazo está previsto no cronograma apresentado pela agência à Justiça.

Depois disso, serão necessárias mais três etapas até a completa regularização do serviço, que deve ser concluída em setembro de 2012. Caso descumpra o prazo de qualquer uma das etapas, a agência terá de pagar multa diária de R$ 5 mil.

A ANTT informou que irá recorrer. “Enquanto isso, a decisão judicial será devidamente cumprida”, garantiu a agência reguladora por meio da assessoria.

A decisão da Justiça também condiciona a liberação do leilão do trem-bala à apresentação de projeto básico que permita a completa caracterização da obra. Enquanto isso, a União fica proibida de repassar recursos para implantação, concessão ou exploração do TAV. A ANTT já tentou licitar o trem-bala três vezes, mas os leilões foram adiados por falta de interessados. A próxima tentativa deverá ocorrer em fevereiro do ano que vem.

Edição: Vinicius Doria

Mulheres ainda são discriminadas no mercado de trabalho

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Embora grupos de jovens homens sem educação estejam fracassando em suas carreiras profissionais, e embora a vida das mulheres tenha tido enormes melhorias nos últimos 20 anos, a desigualdade sexual no mercado de trabalho não teve grandes mudanças.

Mulheres ainda são discriminadas no mercado de trabalho

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

“Os homens estão acabados”. Essa era a ideia que permeou o debate na New York University, no dia 20 de setembro. Longe disso. Um relatório do Banco Mundial, publicado um dia antes, mostra que, embora grupos de jovens homens sem educação estejam fracassando em suas carreiras profissionais, e embora a vida das mulheres tenha tido enormes melhorias nos últimos 20 anos, a desigualdade sexual no mercado de trabalho não teve grandes mudanças. Globalmente, as mulheres ganham de 10 a 30% a menos que os homens, e permanecem concentradas nos chamados “empregos femininos”. No entanto, o crescimento econômico não parece diminuir a diferença.

Isso é uma surpresa. É possível imaginar que, com os países se tornando mais ricos, as mulheres teriam um acesso maior à educação, e empregos que exigissem força bruta se tornariam menos importantes. Países ricos também contam com enormes setores públicos, nos quais a diferença salarial é menor. Ainda assim, essa diferença não é maior em países ricos como Reino Unido e Holanda, do que em países pobres como as Filipinas.

Mais impressionantemente, há poucos sinais de que as mulheres estejam ocupando os empregos tradicionais dos homens, que dominam indústrias fortes como o transporte e a mineração. Cerca de 11% dos homens trabalham no setor de construção, que concentra apenas 1% das mulheres.

As mulheres estão concentradas no setor de comunicações, vendas e administração pública, incluindo educação e saúde. Isso é verdade independentemente da renda nacional. Analisando Bangladesh, o México e a Suécia, o banco observou que homens e mulheres tendem a se agrupar nas mesmas profissões em todos os três países (os hotéis e as lojas de Bangladesh, que empregam muito mais homens que mulheres, foram exceções).

O que explica esse fenômeno? O Banco Mundial sugere três razões. A primeira delas é a discriminação. Alguns homens ainda acreditam que as mulheres são menos capazes, e algumas leis fazem diferenciação entre os sexos. As mulheres também têm menos bens que possam ser transformados em capital. A terra é um grande exemplo disso. Em 16 países pobres, 55% das mulheres que comandam lares são proprietárias, mas entre os homens, esse número chega a 64%. As propriedades femininas também tendem a ser menores, o que dificulta que elas abram seus próprios negócios. Na China, na África do Sul e no Senegal, o banco observou que empresas de processamento alimentar preferem fechar negócios com homens, já que elas temem que as mulheres tenham mais dificuldades de cumprir os termos dos contratos. O problema não está confinado aos países pobres: na União Europeia as mulheres também têm menos chances de abrir seus próprios negócios que os homens, em geral, graças a uma escassez de crédito.

Além disso, em muitos locais as mulheres ainda são menos qualificadas que os homens. Embora vários países tenham tido avanços na educação feminina, eles não são exatamente universais. Entre os trabalhadores mais velhos, os homens tendem a passar mais tempo estudando. Além disso, em alguns países estudados, os trabalhadores masculinos estão empregados há mais tempo que as mulheres, o que lhes dá mais experiência de trabalho.

Mas a principal razão para as mulheres permanecer em empregos de remuneração menor, segundo o Banco Mundial, é o fato de elas não controlarem seu próprio tempo. Em países ricos como a Áustria e a Itália, as mulheres são responsáveis por três vezes mais tarefas domésticas e cuidados dos filhos que os homens. A renda é irrelevante nesse caso. Paquistaneses devotam o mesmo tempo ao emprego, tarefas domésticas e cuidados dos filhos que os suecos. Em todo o mundo, isso restringe as escolhas profissionais das mulheres.

As mulheres têm menos propensão que os homens de conseguir empregos de tempo parcial ou de trabalhar no mercado informal. Mas em muitos casos, elas são restritas pelo comportamento dos empregadores ou leis sexistas, como as que exigem permissão dos maridos para que as mulheres trabalhem. “O progresso foi enorme em situações que exigiam que uma única barreira fosse removida, como no caso da educação”, conclui o banco. Mas em áreas que contam com barreiras múltiplas, esse progresso ficou estagnado. Os habitantes de Manhattan, que aprovaram a palestra na NYU não enxergam isso.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Saída do comandante da PM do Rio é perda para a limpeza da corporação

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Num gesto raro, o comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, pediu demissão do cargo diante do fato de um oficial por ele designado para o comando de um batalhão, o tenente-coronel Cáudio de Oliveira, ter sido indiciado como mandante do assassinato da juíza de Direito Patrícia Acioli.

Saída do comandante da PM do Rio é perda para a limpeza da corporação

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Por Ricardo Setti – veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/

Num gesto raro entre ocupantes de cargos de confiança, o comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, pediu demissão do cargo diante do fato de um oficial por ele designado para o comando de um batalhão, o tenente-coronel Cáudio de Oliveira, ter sido indiciado como mandante do assassinato da juíza de Direito Patrícia Acioli, em Niterói, no dia 11 de agosto.

Gesto raro porque nada liga o coronel Mário Sérgio ao crime, mas o comandante da PM considerou necessária sua saída por declarar-se o “único” responsável por nomeações na corporação que dirigia.

Há interpretações que inidicam que o coronel foi para o sacrifício para preservar o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Não tenham dúvidas, amigos do blog, que a saída do coronel significará uma perda para a PM do Rio de Janeiro, por seu empenho em limpar a corporação de maus elementos e pela grande franqueza com que comentava os defeitos e problemas da corporação, que pretendia corrigir.

Vejam as razões nos links que coloquei depois da notícia abaixo, do site do Estadão:

Comandante-geral da PM do Rio deixa o cargo

O comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Mário Sérgio Duarte, pediu exoneração do cargo na quarta-feira, 27, requisição aceita pelo secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. Segundo nota da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro (SSPRJ), “o nome do novo comandante geral da PM será divulgado o mais breve possível”.

Em carta enviada a Beltrame, Duarte diz que deixa a função para “não deixar nenhum espaço para dúvidas quanto a minha responsabilidade no processo de escolha dos Comandantes, Chefes e Diretores da Corporação”. Ele explica que se refere ao “indiciamento do Tenente-Coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira no homicídio da Juíza Patrícia Acioli, e sua consequente prisão temporária”.

A nota da SSPRJ informa que “o ex-comandante Mário Sérgio reconheceu o equívoco e ciente do desgaste institucional decorrente de sua escolha, pediu, voluntariamente e em caráter irrevogável, para deixar o comando da PM”. Duarte está de licença médica em decorrência de uma cirurgia.

Confira a íntegra da carta enviada pelo coronel Mário Sérgio Duarte a Beltrame:

“Exmo Sr Secretário de Estado de Segurança José Mariano Benincá Beltrame

Dirijo-me à V. Exa para solicitar exoneração do cargo de Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O motivo de fazê-lo se fundamenta na necessidade de não deixar nenhum espaço para dúvidas quanto a minha responsabilidade no processo de escolha dos Comandantes, Chefes e Diretores da Corporação, preservando, de quaisquer acusações injustas, as pessoas que me confiaram a nobre missão que assumi comprometido com a honra, e agora deixo, norteando tal decisão neste mesmo imperativo de valor.

Sobre o caso particular que me impõe esta decisão, o indiciamento do Tenente Coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira no homicídio da Juíza Patrícia Acyoli (sic), e sua conseqüente prisão temporária, devo esclarecer à população do Estado do Rio de Janeiro que a escolha do seu nome, como o de cada um que comanda Unidades da PM, não pode ser atribuída a nenhuma pessoa a não ser a mim.

O Rio de Janeiro, senhor Secretário, está em franco processo de recuperação de sua imagem como lugar de tranqüilidade pública e paz social não por acaso, mas, seguramente pela aplicação de um conjunto de ações norteadas pela clareza das idéias. O Estado, sua população, cada pessoa que por aqui transita em busca de paz e bem, devem continuar confiando nesta Política Pública que privilegia a vida, descontrói o ódio e reacende esperanças. Ao tempo que vos agradeço pela confiança depositada e o apoio nos momentos mais difíceis, solicito-vos que encaminhe este pedido ao Exmo Sr Governador, a quem também explicito meus eternos agradecimentos pela oportunidade e a honra que me concedeu ao nomear-me Comandante de minha amada Instituição. Deixo de fazê-lo pessoalmente por me encontrar hospitalizado, convalescendo de uma cirurgia.”

 

Maluf é réu em ação por lavagem de dinheiro

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Por sete votos a um, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitaram denúncia contra o deputado Paulo Maluf (PP-SP) por crime de lavagem de dinheiro. O pepista e outras dez pessoas eram investigadas em um inquérito que corria em segredo de justiça.

Maluf é réu em ação por lavagem de dinheiro

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Por Mariuo Coelho – congressoemfoco.com.br

Por sete votos a um, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitaram denúncia contra o deputado Paulo Maluf (PP-SP) por crime de lavagem de dinheiro. O pepista e outras dez pessoas eram investigadas em um inquérito que corria em segredo de justiça. A partir desta quinta-feira (29), o grupo passou a réu em uma ação penal. Eles são acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de participar de um suposto esquema que lavou aproximadamente US$ 1 bilhão de dinheiro oriundo de uma obra em São Paulo.

Esta é a segunda ação penal que Maluf enfrenta por lavagem de dinheiro. Tramita na corte também a AP 477, que investiga situações similares da denúncia aceita hoje pelos ministros.

De acordo com a denúncia feita pelo MPF, Maluf e outros dez acusados fizeram parte de um suposto esquema que consistiu em desviar recursos públicos das obras da Avenida Água Espraiada. O dinheiro era enviado para paraísos fiscais e depois retornava, segundo a denúncia do MPF, para as contas da Eucatex, empresa de Paulo Maluf. Na leitura do voto, o ministro relator, Ricardo Lewandowski, afirmou que em somente uma conta bancária, em Nova Iorque, foram depositados US$ 527 milhões.

Sólidos indícios

“São sólidos os elementos indiciários”, afirmou Lewandowski. Para ele, ao contestar versão da defesa de que a participação de cada um dos acusados não foi apontada, todos os integrantes do grupo denunciado estão ligados a uma ou mais contas correntes que teriam recebido recursos originados por corrupção pública. “A lavagem de dinheiro é aproximada em US$ 1 bilhão, valor superior ao PIB de muitos países”, disse o relator, citando países como São Vicente e Granadinas e São Tomé e Príncipe.

Lewandowski também contestou outro argumento da defesa dos acusados. Para os advogados, o MPF usou documentos enviados pela Suíça de forma irregular. “Não há qualquer ofensa ao acordo bilateral do Brasil com a Suíça. Todos os documentos foram colhidos de forma lícita”, respondeu o ministro, ressaltando que o acordo proíbe apenas o uso de informações para a apuração de crimes de natureza fiscal. O relator acrescentou que os advogados estão “inconformados” com a divulgação do material questionado.

Acompanharam o relator os ministros Luiz Fux, José Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Cezar Peluso. O único contrário foi Marco Aurélio Mello, que opinou pela prescrição do crime de lavagem de dinheiro. Como Paulo Maluf já completou 80 anos, para Marco Aurélio, ele não pode ser réu neste caso. O próprio relator já tinha afastado o crime de formação de quadrilha pelo mesmo motivo. No entanto, a maioria entendeu, apesar de ressalvas feitas por Toffoli e Peluso, que o pepista ainda pode ser processado.

Desmembramento

Durante boa parte da sessão, os ministros discutiram sobre o desmembramento do processo. No início da tramitação, ele foi dividido em oito partes. Todas dizem respeito aos mesmos crimes, mas com datas diferentes. Em um deles, no entanto, ficou entendido que Maluf não tinha participação. Desta maneira, o inquérito foi remetido para a primeira instância. No julgamento de hoje, Lewandowski mudou de ideia. Disse que, ao analisar o caso com mais atenção, viu que todas as situações estão relacionadas.

Como em primeira instância uma ação penal já foi aceita contra os acusados que não têm foro especial, os ministros do STF, por maioria dos votos, reconheceram que a corte não precisa analisar um caso que já está tramitando em outra esfera da Justiça. Portanto, o grupo, com exceção do deputado, já responde como réu por lavagem de dinheiro em um dos casos levantados pelo MPF.

PSDB trabalha para isolar Serra e incensar Aécio

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Do limão, uma limonada. É o que o PSDB pretende fazer com os dados da pesquisa do instituto do consultor de marketing político Antônio Lavareda. Ela mostra que, hoje, os tucanos não teriam a menor chance numa disputa com Dilma ou com Lula. Avaliação dos tucanos é que o tempo de Serra já passou, mas Aécio precisa se destacar mais no cenário político

PSDB trabalha para isolar Serra e incensar Aécio

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Por Rudolfo Lago – congressoemfoco.com.br

Avaliação da cúpula tucana é que o tempo de Serra já passou, mas Aécio precisa se empenhar para se destacar mais no cenário político – PSDB/MG.

Do limão, uma limonada. É o que o PSDB pretende fazer com os dados da pesquisa que encomendou ao instituto do consultor de marketing político Antônio Lavareda. À primeira vista, os dados da pesquisa não são nada bons para o PSDB. Eles mostram uma imensa popularidade da presidenta Dilma Rousseff e, especialmente, do ex-presidente Lula. Mostram também que, hoje, os tucanos não teriam a menor chance numa disputa com qualquer um dos dois. Mas a pesquisa mostra também em que pontos o PSDB e a oposição erram, e o que é preciso fazer para que o partido se mostre competitivo nas eleições municipais do ano que vem e na eleição presidencial de 2014.

É essa a leitura que está sendo feita pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Hoje (29), ele estará em Goiânia apresentando a pesquisa aos oitos governadores do partido. Desde que os dados foram apresentados a ele por Lavareda, é o que Sérgio Guerra vem fazendo em encontros internos do PSDB. Os números da pesquisa são apresentados aos interlocutores de Guerra e, sobre eles, a cúpula do partido discute o que deve fazer.

“A pesquisa indica uma estrada a percorrer. Mas indica também que é preciso, na saída, remover um obstáculo”, diz um dos tucanos que já viu e discutiu os dados da pesquisa. O problema para o PSDB é que esse obstáculo foi o nome escolhido em duas das últimas três eleições presidenciais para representar o partido na disputa: José Serra. A leitura feita pela pesquisa é que as chances do PSDB residem em resgatar suas bandeiras originais, de defesa da social-democracia como partido de centro-esquerda, mas renovando essas bandeiras diante de um país que mudou. Essa renovação, avalia-se, não pode se dar com a insistência de uma cara identificada ao que não funcionou nos últimos anos.

Daí, a necessidade de deixar claro desde já que a próxima opção eleitoral do PSDB não será de novo Serra. Nem nenhum outro político de origem paulista (casos de Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso – que é carioca de nascimento, mas construiu sua carreira em São Paulo). A pesquisa identifica ainda que não há hoje um discurso alternativo identificado com o PSDB na sociedade. Por isso, Sérgio Guerra já declarou que sua intenção é antecipar o lançamento da próxima candidatura do PSDB à Presidência, definindo-a logo depois das eleições municipais do ano que vem. Como, por enquanto, a única alternativa posta é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o quadro apresentado pela pesquisa o favorece. A intenção é abrir o caminho, até depois das eleições, para diminuir a influência atual de Serra e do grupo paulista e criar as condições para construir a candidatura de Aécio em 2014. É por essa razão que as maiores reações à divulgação de dados da pesquisa vieram justamente de políticos ligados ao grupo de Serra, como o ex-deputado Jutahy Magalhães (BA).

Hoje, não daria para ganhar

A pesquisa de Lavareda mostra que o PSDB teve, nas três últimas eleições presidenciais, uma votação sempre ascendente. É um sinal de que ela, provavelmente, poderia crescer mais em 2014. Mas também revela que, mantido o mesmo ritmo de crescimento, o candidato tucano não seria capaz de vencer seu adversário do grupo governista. Ou seja: o PSDB precisa encontrar meios de crescer em outros nichos do eleitorado que hoje não fecham com o governo. Os que foram eleitores de Marina Silva, candidata do PV em 2010, por exemplo.

O que espanta fundadores do PSDB é que os dados mostram que, hoje, o partido aparece para boa parte dos eleitores como uma alternativa conservadora, de direita, por conta das opções que fez desde que chegou ao poder com Fernando Henrique Cardoso. Quando surgiu, o PSDB era uma reação ao fato de que o PMDB, no poder com o então presidente José Sarney, dava uma guinada para a direita. Os que deixaram o partido para fundar o PSDB apresentavam-se como defensores da social-democracia, de centro-esquerda. Ocorre que o PSDB, ao chegar ao poder, aliou-se ao PFL (hoje DEM) e também deu uma guinada à direita.

O que o partido pretende buscar é resgatar suas bandeiras originais renovando-as, diante do fato de que o país e o mundo mudaram muito da fundação do PSDB em 1988 para cá. A pesquisa mostra que as duas palavras que estão na sigla do partido, social e democracia, têm forte apelo junto à sociedade. O problema é que o eleitor nem lembra muito que elas estão na sigla do PSDB. Há, avalia a cúpula tucana, um grande problema de comunicação no partido. Nas campanhas de Alckmin e de Serra, o PSDB ao mesmo tempo escondeu o que fizera de bom no governo Fernando Henrique e não foi capaz de construir um discurso alternativo ao que fez o governo Lula.

O problema de comunicação começa na própria estrutura. Enquanto a campanha de Dilma tinha, por exemplo, 50 pessoas trabalhando diretamente na comunicação junto às redes sociais da internet, a campanha de Serra teve apenas 15. E temas que eram importantes na campanha, como os programas sociais, estavam identificados apenas com o governo Lula. Não se conseguia passar a mensagem de que o Bolsa-Escola e o Vale-gás, por exemplo, que hoje estão na composição do Bolsa-Família, já existiam no governo Fernando Henrique. Muito em função da própria estratégia adotada. Como na época as pesquisas mostravam que uma eventual associação com o governo Fernando Henrique, na comparação com Lula, tirava votos, Serra tratou de esconder o ex-presidente tucano e valorizar apenas o que ele mesmo fez. Mas mesmo nisso, Serra falhou. Se 70% dos ouvidos por Lavareda na pesquisa não têm dúvida de que foi Fernando Henrique quem fez o Plano Real, 40% acham que foi Lula quem criou o medicamento genérico.

Dados positivos

Há, porém, dados positivos para o PSDB mostrados pela pesquisa. E a estratégia a ser adotada pretende reforçá-los. O partido já teve mais de 900 prefeitos, e hoje tem pouco menos de 800. Mas elegeu oito governadores (São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Paraíba, Roraima, Pará e Alagoas). Os governadores têm forte influência nas eleições municipais, e os dados mostram que o PSDB hoje é forte no Centro-Oeste e no Sudeste. A meta do partido é eleger no ano que vem mil prefeitos.

Outro dado considerado positivo é a informação de que Serra, no ano passado, venceu as eleições em 40 dos 80 municípios que têm mais de 200 mil eleitores. Desses, 30 têm prefeitos do partido. A ideia é reforçar tais posições, passando a ideia de que o PSDB é o partido das grandes cidades.

Há também uma percepção de parte do eleitorado de que o PSDB tem quadro mais competentes do que o PT. Dezoito por cento dos entrevistados disseram que os tucanos são mais competentes que os petistas, contra 15% que disseram que o PT tem quadros mais capazes que o PSDB. O dado faz com que a cúpula do partido considere que pode ser eficaz continuar batendo na tecla de que o PT aparelhou o Estado.

Os ouvidos consideram que o governo de Fernando Henrique Cardoso foi mais corrupto do que o de Lula. Mas 21% já consideram que o PT é o partido mais corrupto. Na leitura que faz a cúpula do PSDB, o PT ainda se beneficia de uma impressão que consolidou ao longo do tempo de que era um partido diferenciado no que diz respeito à moralidade pública. Mas já começa a perder um pouco tal característica. Pode perder mais se isso for bem explorado, muito embora o tema da corrupção não apareça como algo de muito apelo junto ao eleitorado. A pesquisa foi feita no auge das denúncias contra os Ministérios dos Transportes e do Turismo. Mesmo assim, a corrupção aparece apenas como o quarto item na preocupação dos eleitores, perdendo para saúde, educação e violência urbana.

Renovação

Uma avaliação que emerge da leitura da pesquisa é de que hoje não se enxerga de forma clara o que o PSDB poderia oferecer de alternativa ao PT caso o substituísse no governo. Por isso, há hoje a intenção de Sérgio Guerra de antecipar a entrada do partido na disputa sucessória, definindo o seu candidato à Presidência logo depois das eleições municipais do ano que vem. Ele acredita que, definido o nome, o partido começaria a demarcar um território de diferenciação do atual governo. Fica cada vez mais claro que o nome para isso é Aécio Neves.

Há, porém, hoje uma insatisfação com uma certa apatia de Aécio como senador. A cúpula tucana avalia que Aécio não está aproveitando as oportunidades do Parlamento como poderia. Até agora, por exemplo, ele mal se posicionou no debate posto nas ruas sobre a corrupção pública. Aécio precisa aparecer mais, e isso será cobrado dele.

Ao mesmo tempo em que busca acertar sua agenda política, o PSDB trabalha para apresentar alternativas concretas às ações do atual governo. Um grupo coordenado pelo economista Edmar Bacha trabalha nisso. A ideia é que o grupo apresente esse conjunto de propostas do partido para o país num evento no dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro.

Quando a disputa do patrão dita o ritmo da informação

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tudo começou com várias reportagens da revista Veja, com denúncias de lavagem de dinheiro, estelionato, evasão de divisas e falsidade ideológica envolvendo o bispo Edir Macedo (foto), dono da Rede Record.

Quando a disputa do patrão dita o ritmo da informação

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Por Hugo Souza – opiniaoenoticia.com.br

Uma verdadeira guerra desencadeada entre dois dos principais conglomerados de mídia do Brasil, o Grupo Abril e a Central Record de Comunicação, vem jogando luz sobre um aspecto acerca do “mercado da informação” nem sempre distinguido com clareza pelo respeitável público, sobretudo porque costuma ser muito bem maquiado pelos mitos da objetividade jornalística e da imparcialidade da imprensa: o de que os grandes grupos de comunicação são grandes corporações como outras quaisquer, com interesses particulares a serem defendidos e espaços a serem conquistados.

Tudo começou com várias reportagens recentes da revista Veja, da Abril, com denúncias de lavagem de dinheiro, estelionato, evasão de divisas e falsidade ideológica envolvendo o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record.

Na verdade, tudo começou antes, com a ascensão (inclusive internacional) da Record, ou da “mídia evangélica”, como alguns preferem dizer, incomodando os grupos de mídia em geral, abocanhando fatias cada vez maiores do mercado publicitário e mantendo relação cada vez mais próxima com o PT, partido a cujo governo a Abril não é exatamente simpática.

Noticiário toma-lá-dá-cá

Os desdobramentos da pendenga entre Roberto Civita, presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril, e o bispo Edir Macedo vêm fazendo com que uma e outra extrapolem o que se conhece por disputas entre empresas que controlam veículos de imprensa, fazendo-as parecer fabricantes de calçados ou mercadorias que tais, cada qual desqualificando o peixe do outro para vender o seu próprio.

Assim, em vez de investimento em reportagens investigativas, em vez da busca pelo furo jornalístico e pelo rigor da informação precisa, como é de se esperar entre grupos de comunicação acotovelando-se por espaço e credibilidade, prevalece o toma-lá-dá-cá, verdadeira guerra de propaganda travestida de noticiário, nos moldes da publicidade agressiva para combater diretamente o produto — ou o conceito, a visão de mundo — adversário.

Informação: efeito colateral da briga

Além das notícias e dos desmentidos da Veja e da Record sobre as supostas dificuldades financeiras de um e de outro, nesta luta de desqualificação mútua vale até incensar a religião rival do rival ou enumerar as contraindicações de um medicamento apresentado pelo outro lado como, sem trocadilho, “um milagre”.

Recentemente, a Veja usou o trampolim do filme “Nosso Lar”, baseado na obra de Chico Xavier, e da luta do ator Reinaldo Gianecchini contra o câncer para falar bem do espiritismo, para desespero do bispo evangélico-midiático, em pautas que se enquadram menos no tema “religiões” e mais nas escaramuças entre a Abril e a Record.

A Record, por seu turno, foi buscar em um tema caro às revistas generalistas, a saúde, a matéria-prima para o contra-ataque às denúncias contra o bispo Macedo. Recentemente a emissora e o portal do grupo Record, o R7, deram ampla repercussão ao fato de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desaconselhou o uso do medicamento para diabetes Victoza como emagrecedor, o que a Veja disse na capa de uma das suas recentes edições que poderia ser feito “sem grandes efeitos colaterais”.

Alguns dirão que assim caminha a humanidade: se a concorrência entre a indústria manufatureira melhora a qualidade dos produtos, a disputa entre grupos de mídia poderia, digamos, massificar informações importantes sobre a saúde pública.

Justiça Federal manda paralisar parcialmente obras de Belo Monte

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Na decisão, o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins proíbe o consórcio Norte Energia S.A. (Nesa), responsável pelas obras de construção da usina, de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu que venha a interferir no seu curso natural, com conseqüente alteração na fauna ictiológica.”

Justiça Federal manda paralisar parcialmente obras de Belo Monte

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

 

A Justiça Federal concedeu, nesta terça-feira (27), liminar determinando a paralisação das obras de construção da Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu, local onde são desenvolvidas atividades de pesca de peixes ornamentais pelos membros da Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat), autora de ação ajuizada na 9ª Vara Federal, especializada no julgamento de causas ambientais.

Na decisão, o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins proíbe o consórcio Norte Energia S.A. (Nesa), responsável pelas obras de construção da usina, de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu, como “implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais, enfim, qualquer obra que venha a interferir no curso natural do Rio Xingu com conseqüente alteração na fauna ictiológica.”

O magistrado ressalta, no entanto, que poderão ter continuidade as obras de implantação de canteiros e de residências, por não interferirem na navegação e atividade pesqueira. A multa diária fixada pela 9ª Vara Ambiental, caso a liminar seja descumprida, é de R$ 200 mil. Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília (DF).

Na ação, a Acepoat informa ao Juízo que atua na área de pesca de peixes ornamentais mediante licença de operação regulamente concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Acrescenta ainda que o início dos trabalhos para a construção da Usina de Belo Monte irá inviabilizar totalmente a atividade pesqueira na região, uma vez que o acesso ao Rio Xingu estará impedido, tanto para pescadores quanto para os peixes.

A entidade também alega que a concessão da licença de instalação do complexo de Belo Monte é incompatível com as licenças de operação anteriormente concedidas às empresas representadas pela Associação, por se tratar de atividades diferentes no mesmo local. A continuidade das obras da hidrelétrica, segundo a Acepoat, pode resultar até mesmo na extinção das principais espécies de peixes na região do Xingu.

Na decisão liminar, de 11 laudas, o juiz federal Carlos Eduardo Martins considera que, em príncípio, as licenças de operação concedidas aos associados da Acepoat e a licença de instalação da Hidrelétrica de Belo Monte não são incompatíveis, “por serem as atividades distintas e, mesmo quando as atividades são iguais, como no caso das empresas exportadoras de peixes ornamentais, é possível serem expedidas várias licenças com o mesmo objeto”.

Prejuízos

O magistrado admite, no entanto, que a escavação de canais e a construção de barragens “poderão trazer prejuízos a toda comunidade ribeirinha que vive da pesca artesanal dos peixes ornamentais”.

A decisão liminar destaca ainda que a fase de implantação do sistema provisório de transposição de embarcações, que poderia permitir que os pescadores transitassem com suas embarcações, só tem previsão de ocorrer no período de outubro a dezembro deste ano, prazo que, estima o juiz federal, “provavelmente não será cumprido, assim como os demais”.

Carlos Eduardo Martins também conclui, com base em informações que constam do Projeto Básico Ambiental da Hidrelétrica de Belo Monte, que os pescadores representados pela Acepoat serão diretamente prejudicados pelo início das obras da construção da usina e somente poderão retomar plenamente as suas atividades no ano de 2020, prazo de finalização da implantação da última fase de um projeto de aqüicultura que se desenvolve na região.

“Ora, não é razoável permitir que as inúmeras famílias, cujo sustento depende exclusivamente da pesca de peixes ornamentais realizada no Rio Xingu, sejam afetadas diretamente pelas obras da hidrelétrica, ficando desde já impedidas de praticar sua atividade de subsistência, sem a imediata compensação dos danos. O projeto de aquicultura que será implantado no inaceitável prazo de 10 anos, ao menos em uma análise superficial, não garantirá aos pescadores a manutenção das suas atividades durante tal período, mormente porque a licença de implantação das etapas que darão início à construção da usina já foi expedida pelo Ibama em junho de 2011”, afirma o juiz federal.

Fonte: vermelho.org.br
Com agências