Arquivo de junho de 2011

TCU quer dados atualizados da Copa. Governo nega

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Ministro dos Esportes, Orlando Silva, afirma que não vai atender ao pedido do Tribunal de Contas da União para que o governo atualize a lista de obras para a Copa do Mundo de 2014. Segundo o TCU, gastos com segurança, saúde e outros itens  aumentam o gasto público e não estão previstos em documento básico.

TCU quer dados atualizados da Copa. Governo nega

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Por Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br
 
Segundo o tribunal, gastos com segurança, saúde e outros itens paralelos aumentam o gasto público e não estão previstos em documento básico. Orlando Silva, porém, afirma que não vai atender ao pedido.
 
O Tribunal de Contas da União (TCU) quer que o governo federal atualize a lista de obras para a Copa do Mundo de 2014. Mas o ministro do Esporte, Orlando Silva, avisa que não haverá acréscimos na listagem, que consta em um documento chamado “matriz de responsabilidades”, que reúne os compromissos básicos da União, dos estados e municípios com o campeonato mundial de futebol.
 
O plenário do tribunal entendeu que é preciso colocar na relação de empreendimentos relacionados a segurança, turismo, saúde, energia e comunicações que também vão importar gastos para os cofres públicos. O relator, ministro Valmir Campelo, cobrou transparência do governo e alertou que o Sistema de Monitoramento da Copa, o SMC, não contempla corretamente as ações e gastos que se propõe a acompanhar.
 
“Deve haver total transparência e nós estamos a menos de três anos da realização da Copa do Mundo. Já é tempo de ter as ações definidas com seus custos e isso tudo colocado para a sociedade”, afirmou o secretário de Planejamento do TCU, Marcelo da Eira, em audiência pública no Senado ontem (29), junto com Orlando Silva. Ele lembrou que alguns serviços resultarão em obras físicas. “Não está descartada a possibilidade de obras na área de turismo, por exemplo. Se houver, ainda não está definido.”
 
Ontem, Orlando Silva rejeitou qualquer modificação na matriz que incluam todos os serviços que o TCU quer. “Estádios, mobilidade urbana, aeroportos e portos são temas consolidados na matriz. Esta obras estão definidas”, afirmou. “Tem outros temas, que não são de obras, são de serviços, que vão ser incluídas na matriz. Agora, o que não está na matriz não é obra da Copa.”
 
O tribunal fez um primeiro pedido ao ministro em novembro, respondido em fevereiro pelo governo. O ministério respondeu que não vai incluir todos os pedidos na lista de ações e obras da matriz. Insatisfeito, o TCU fez nova determinação ao governo federal no dia 15 de junho (íntegra). Mas ontem Orlando Silva foi enfático ao dizer que o assunto foi esclarecido. “Nós já informamos ao tribunal a nossa posição”, insistiu o ministro.
 
Aumento de custos
 
O ministro Valmir Campelo entende que, sem a correta exibição das ações e obras da Copa, o preço que vai se pagar será muito maior do que o anunciado. “Essa conduta pode gerar riscos para a transparência do evento, bem como denotar a possível elevação de valores e assunção de responsabilidades pela União”, afirmou ele em seu voto, que resultou num acórdão aprovado por todo o plenário da corte.
 
A 6ª Secretaria de Controle Externo (Secex) do TCU, que embasou o voto de Campelo, critica o fato de o Ministério do Esporte não ter o controle sobre obras e ações que acontecem em relação à Copa do Mundo, mas não constam da matriz. Essas obras são tocadas por diversos ministérios do governo federal. O sistema e monitoramento do Mundial, o SMC, foi criado em maio de 2010, mas acompanha só o que já está na matriz. Além disso, apenas a gestão dos projetos é fiscalizada, e não a evolução dos custos financeiros, segundo o próprio Ministério.
 
O TCU enumerou exemplos de ações fora da matriz: curso de qualificação do Ministério do Trabalho em turismo (R$ 3,1 milhões), curso semelhante do Ministério do Turismo (R$ 12,4 milhões) e serviços de apoio técnico e pedagógico prestados pela Fundação Getúlio Vargas (R$ 3,6 milhões).
 
Mais caro, mais atrasado
 
O tribunal ainda mostrou discrepâncias visíveis por meio de informações publicadas pelo ministério. O Balanço da Copa, de janeiro de 2011, mostra prazos e custos de construção das obras listadas na matriz de responsabilidade mais atrasados e mais caros, respectivamente.
 
O monotrilho Norte-centro de Manaus (AM) deveria começar em março do ano passado, segundo a matriz. Mas atrasou e a obra só se iniciou em junho deste ano, de acordo com o balanço. O custo subiu de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,43 bilhão, na comparação com os dois documentos. A conclusão do sistema de transporte passou de dezembro de 2013 para janeiro de 2014.
 
Na reforma do Maracanã, no Rio de Janeiro, a mesma coisa. A obra deveria se iniciar em março do ano passado, mas o canteiro foi aberto em agosto de 2010. A conclusão continua prevista para dezembro de 2012, mas o preço já subiu de R$ 600 milhões para R$ 705 milhões.

Ortorexia: o culto à saúde que leva à doença

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Como qualquer disfunção alimentar, a ortorexia pode causar severo prejuízo à saúde. Ao contrário da anorexia ou da bulimia, o paciente se sente à vontade para comer, mas fica obcecado pelas escolhas que leva à boca.

Ortorexia: o culto à saúde que leva à doença

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Por Fernanda Dias – opiniaoenoticia.com.br

Os que sofrem desse transtorno se tornam ‘viciados’ em comida natural, sem químicas ou agrotóxicos, e seguem uma dieta bastante rígida. 
 
É difícil imaginar que uma pessoa que só coma alimentos saudáveis, sem restrições de quantidade, possa, na verdade, esconder uma disfunção alimentar. A ortorexia é distúrbio ainda pouco divulgado que sequer é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e nem consta nos manuais de psiquiatria. Os que sofrem desse transtorno se tornam “viciados” em comida natural, sem químicas ou agrotóxicos, e seguem uma dieta bastante rígida.

Como qualquer disfunção alimentar, a ortorexia pode causar severo prejuízo à saúde. Ao contrário da anorexia ou da bulimia, o paciente se sente à vontade para comer, mas fica obcecado pelas escolhas que leva à boca.

“O paciente evita carne vermelha, laticínios e alimentos com conservantes, agrotóxicos e corantes. Em geral, passa horas no mercado analisando rótulos e embalagens”, explica Gisela Peres, nutricionista da Santa Casa de Misericórdia do Rio.

Segundo Gisela, os ortoréxicos utilizam conceitos legítimos sobre o consumo de alimentos, mas fazem uso dessas informações de forma exagerada, o que pode acabar provocando falta de vitaminas e substâncias importantes ao organismo:  “As restrições são tantas que eles acabam excluindo importantes grupos alimentares da dieta e tendo disfunções como anemia e avitaminose”.

As doenças causadas pela deficiência de nutrientes acabam sendo acompanhadas por problemas psicológicos e isolamento social. De acordo com Gisela, o portador do distúrbio prefere faltar a um almoço em família para que as pessoas não fiquem comentando suas escolhas. Comer fora também acaba se tornando uma questão problemática pela dificuldade de encontrar restaurantes que se encaixem nos padrões considerados aceitáveis pelos ortorexos. Muitos optam por carregar “kits de sobrevivência” para não passar aperto durante o dia.

Ainda não há um tratamento específico para ortorexia, até porque a doença não é reconhecida pela OMS. O mais adequado é um trabalho multidisciplinar, que agregue nutricionistas e psicoterapeutas. Segundo a chefe clínica do Ambulatório de Psiquiatria da Santa Casa, Maria de Fátima Vasconcellos, o tratamento para a ortorexia é o mesmo que se usa para outros distúrbios alimentares: “Fazemos uso de psicoterapia e até de antidepressivos para ajudar a inibir essa obsessão que a pessoa sente, se for preciso”.

De acordo com Maria de Fátima, os distúrbios deixam as pessoas compulsivas e ansiosas. Alguns deles, como a ortorexia, além de mexer com esses aspectos, trazem também baixa autoestima e alteração da imagem corporal.

“O importante é que o paciente aprenda que seus conceitos sobre dieta saudável podem estar inadequados. É fundamental fazer com que ele entenda isso até para que possa recuperar a autoestima”, completa Gisela.

Teste do Doutor Steve Bratman*  para a ortorexia

Passa mais do que 3h do dia pensando na sua dieta?

Planeia as suas refeições com vários dias de antecedência?

Considera o valor nutritivo dos alimentos mais importante do que o prazer que eles dão?

A qualidade da sua vida reduz à medida que aumenta a qualidade da sua dieta?

Tem sido cada vez mais rigoroso consigo próprio durante este tempo?

Tem melhorado a sua autoestima por se alimentar de forma saudável?

Rejeita consumir alimentos que gostava?

Nota que é difícil fazer refeições fora, distanciando-se da sua família e amigos?

Sente-se culpado quando sai da dieta?

Sente-se em paz consigo mesmo e acredita que tem total controle quando come saudavelmente?

Se as respostas forem afirmativas para quatro ou cinco perguntas, isso significa que é necessário relaxar mais um pouco no que diz respeito à alimentação. Mas, se as respostas forem afirmativas a todas as questões, a pessoa tem uma obsessão pela alimentação saudável.

* Primeiro homem a descrever a ortorexia, em 1997

** Este teste é apenas indicativo, em caso de dúvida, procure um médico especialista

Conselho de Ética arquiva representação contra Bolsonaro

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara arquivou a representação do P-SOL contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), por suposta quebra de decoro parlamentar. Apesar do parcer favorável do relator do processo, deputado Sérgio Brito (PSB-BA), o mesmo foi rejeitado por 10 votos a 7.

Conselho de Ética arquiva representação contra Bolsonaro

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara arquivou, há pouco, a representação do P-SOL contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), por suposta quebra de decoro parlamentar. O relator do processo, deputado Sérgio Brito (PSB-BA), apresentou parecer favorável à admissibilidade da representação feita pelo P-SOL. No entanto, o parecer foi rejeitado, em votação aberta, por 10 votos a 7. Com isso, a representação foi arquivada e o processo encerrado.

Brito disse que foi uma surpresa a rejeição do seu parecer, uma vez que na sua avaliação há indícios que deveriam ser investigados . “No meu entendimento, a investigação se justificava, mas o conselho entendeu que não havia motivos para o processo prosseguir e rejeitou o parecer.”

Bolsonaro, que apresentou pessoalmente sua defesa, disse que a questão entre ele e o P-SOL era pessoal. O parlamentar também negou ter agredido a senadora Marinor (P-SOL-PA). Segundo o deputado, ela lhe deu vários tapas e o chamou de “pedófilo”.

O parlamentar disse que se fosse aprovada a admissibilidade da representação, teria a oportunidade de se defender e mostrar vários vídeos envolvendo deputados do P-SOL com movimentos gays, inclusive com a liberação de recursos orçamentários para os movimentos.

Edição: João Carlos Rodrigues

Banco Central eleva para 5,8% projeção de inflação oficial neste ano

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Banco Central aumentou a projeção para a inflação oficial neste ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo subiu 0,2 ponto percentual, para 5,8%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação.o BC prevê que no ano que vem o índice estará mais próximo do centro da meta, que é 4,5.

Banco Central eleva para 5,8% projeção de inflação oficial neste ano

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fonte: votebrasil.com

A projeção para 2012 passou de 4,6%, no relatório anterior, para 4,8%. Apesar do aumento das estimativas de inflação para 2011 e 2012, o BC prevê que no ano que vem o índice estará mais próximo do centro da meta, que é 4,5%…

Brasília – O Banco Central (BC) aumentou a projeção para a inflação oficial neste ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,2 ponto percentual, para 5,8%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (29).

A projeção para 2012 passou de 4,6%, no relatório anterior, para 4,8%. Apesar do aumento das estimativas de inflação para 2011 e 2012, o BC prevê que no ano que vem o índice estará mais próximo do centro da meta, que é 4,5%. Essa meta tem ainda margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o relatório, a estimativa de inflação menor no próximo ano reflete efeitos de medida adotada em dezembro de 2010 de aumento dos depósitos compulsórios dos bancos no BC, retirando assim recursos de circulação. Também influenciaram a projeção as elevações da taxa básica de juros, a Selic, nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Nesse cenário, a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta (6,5%) em 2011 é 22% e em 2012 fica em torno de 14%.

Além dessas projeções do chamado cenário de referência, o relatório do BC traz estimativas do cenário de mercado, feitas com base em expectativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo BC para a Selic e a taxa de câmbio. Nesse cenário, a previsão para a inflação medida pelo IPCA neste ano é a igual à do de referência (5,8%). Para 2012, a previsão é 4,9%, 0,1 ponto percentual acima da do cenário de referência.

Tempo de contribuição do INSS vai aumentar

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O governo elaborou uma minirreforma da Previdência que será enviada ao Congresso ainda este ano. A proposta mexe nas regras das pensões pagas a viúvas e viúvos e traça mecanismos alternativos para o fim do fator previdenciário. Dentre as alterações está o tempo de contribuição das mulheres, que passariam a contribuir por 33 anos.

Tempo de contribuição do INSS vai aumentar

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Governo quer elevar tempo de contribuição previdenciária das mulheres

Ministérios da Fazenda e da Previdência elaboraram uma minirreforma da Previdência que será enviada ao Congresso ainda este ano.
 
O governo elaborou uma minirreforma da Previdência que será enviada ao Congresso ainda este ano. A proposta mexe nas regras das pensões pagas a viúvas e viúvos e traça mecanismos alternativos para o fim do fator previdenciário. Dentre as alterações está o tempo de contribuição das mulheres, que passariam a contribuir por 33 anos em vez dos 30 anos atuais, sendo mantidos os 35 anos para os homens. O tempo mínimo de contribuição para obter direito ao benefício do INSS, nos dois casos, passaria de 15 anos para 25 anos.

No caso da pensão por morte, uma das mudanças é a redução no valor do benefício dos novos pedidos de concessão: hoje, a pensão corresponde ao valor integral pago ao segurado. A ideia é reduzi-la para 70%, no caso de cônjuges sem filhos menores de 21 anos.

O governo propõe também criar um prazo de validade do pagamento do benefício de dez anos para viúvas e viúvos que tenham menos de 35 anos. Acima dessa idade, a pensão permanece vitalícia. Além disso, a proposta prevê novos critérios na concessão da pensão, com distribuição para os filhos menores: em vez de ficar com 100% do benefício pago ao segurado morto, como ocorre hoje, o novo beneficiado passaria a receber 70% do valor; 30% seriam repartidos com os filhos menores (cinco no máximo). Quando um desses filhos completar 21 anos, perderá direito ao pagamento. Mas o cônjuge continuará a receber os 70%.

A mulher que se casar novamente perderá direito à pensão. Para evitar casos de jovens que se casam com idosos só para ter direito à pensão do INSS, será criado um prazo de carência de 12 meses para o início do pagamento da pensão. Soma-se a isso o pagamento por, no máximo, dez anos nos casos de quem tiver menos de 35 anos.

Ao divulgar as contas da Previdência Social em maio, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, afirmou nesta terça-feira que o governo enviará sua proposta ao Congresso até setembro, caso não haja acordo com as centrais:

“Não adianta prolongar essa discussão sem fim. Se não houver acordo, o governo enviará sua proposta ao Congresso”, afirmou o ministro, ciente de que é grande a resistência dos parlamentares em mexer nos direitos dos aposentados.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Câmara tira poder da Fifa nas licitações para Copa

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Apesar das pressões de última hora, a Câmara aprovou, a Medida Provisória que cria o Regime Diferenciado de Contratação para as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Os deputados retiraram artigo que dava poderes para a Fifa e o Comitê Olímpico Internaciona determinarem aditivos sem limites nos preços das obras.

Câmara tira poder da Fifa nas licitações para Copa

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Por Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br

Câmara tira poder da Fifa de aumentar obras da Copa, como as do novo Maracanã .

Apesar das pressões de última hora, a Câmara aprovou, na noite desta quarta-feira (28), a Medida Provisória que cria a Secretaria de Aviação Civil e o Regime Diferenciado de Contratação (RDC) para as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Os deputados retiraram artigo que dava poderes para a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional (COI) determinarem aditivos sem limites nos preços das obras. Hoje, esse limite é de 25% da obra.

Hoje, foram votados apenas destaques e emendas ao texto que muda as regras das licitações. O regime simplificado aprovado repassa às empreiteiras todo o trabalho para entregar os empreendimentos, inclusive a produção do projeto básico; coloca as estimativas de orçamento do governo em sigilo durante o processo de licitação; e simplifica as concorrências reduzindo recursos e prazos. A matéria vai ao Senado, que tem de votá-la até o dia 15 para não perder a validade.

O novo regime de licitação dá a opção à União, estados e municípios de usarem o RDC para tocarem as obras da Copa e das Olimpíadas de 2016. A principal inovação é a criação da “contratação integrada”, o chamado “turn key”, em que a obra é contratada por inteiro – projetos básico e executivo e construção – e deve ser entregue à administração pública pronta para uso.

Hoje, quem faz o projeto básico é a administração. Sem ela, não há licitação. O governo argumenta que essa medida vai impedir as empreiteiras de reclamarem que o projeto está mal feito e atrasarem a entrega do empreendimento. Pela proposta, a administração vai fazer apenas um “anteprojeto de engenharia” com algumas diretrizes do que deseja comprar.

Para a oposição e outros críticos da matéria, não há como acertar o preço com a empreiteira antes de se ter o projeto básico em mãos. Pode ser um valor superestimado – prejuízo para os cofres públicos – ou uma “pechincha” – caso em que a construtora pode abandonar a obra futuramente por falta de condições financeiras.

Exceções para aditivos

A contratação integrada, dizem os deputados da base aliada, vai reduzir os valores das obras porque vai inibir os aditivos contratuais, que hoje são permitidos na proporção de 25%, ou 50% no caso dos serviços. A matéria chega a dizer que esses aditivos ficam proibidos. Mas o texto original fazia três exceções para permitir a prática hoje existente:

— por necessidade de alteração de projeto a pedido da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional (COI), sem limites de aditivos. Essa medida foi retirada hoje à noite.
— por exigência da administração pública, no limite de 25% e 50%
— para recomposição financeira motivada por casos de força maior, como tragédias e enchentes, sem limites de aditivos

Para o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), era temerário deixar nas mãos da Fifa e do COI a decisão sobre ampliar uma obra sem que exista um teto de gastos. “A deputada Fifa é muito poderosa, porque ela articula negócios”, disse. O líder do DEM, ACM Neto (BA), disse que a permissão era uma “imoralidade absurda”.

Até o relator admitiu que ouviu a oposição e que isso melhoraria a proposta. “Tiramos o poder da Fifa e do COI. Isso ajuda a dar mais substância moralizadora”, afirmou José Guimarães.

Pressões
 
Apesar das tentativas do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de manter a permissão no texto, o PMDB também se uniu à oposição e à base para votar. À noite, o parlamentar dizia que era contra a retirada do artigo com benefícios à Fifa e ao COI. Segundo o líder do partido, Henrique Alves (RN), Cunha foi “convencido” a mudar de opinião.

Depois disso, o deputado disse aos jornalistas que não era contra a proposta, mas apenas contra algum método juridicamente incorreto. “Não pode suprimir porque não é regimental. O PMDB não vai ficar contra porque pode parecer que a gente tem algum interesse. Mas cria um precedente perigoso”, afirmou Eduardo Cunha.

Sigilo

Hoje, antes de contratar uma empresa, o governo faz um orçamento estimado de quando deve custar a obra e inclui isso no edital da concorrência. Os favoráveis ao RDC dizem que as empreiteiras combinam de pagar valores próximos ao definido pelo governo. Por isso, a proposta coloca essa informação sob sigilo durante a licitação, mas sempre disponível aos órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria Geral da União (CGU).

Os críticos da proposta dizem que a redação do texto dava a entender que, na verdade, o sigilo seria indefinido e os órgãos de fiscalização só teriam acesso ao orçamento sigiloso quando o Executivo assim o desejasse. Para corrigir isso, o relator da matéria, José Guimarães (PT-CE), colocou uma emenda de redação, que foi aprovada pelo plenário. Ficou claro que os órgãos de controle terão acesso “permanente” aos dados, que serão divulgados “imediatamente” após a licitação.

Inversão de fases

O RDC simplifica as regras das licitações para apressar as obras da Copa. As fases do processo são invertidas. Primeiro se analisam as propostas e depois os documentos dos concorrentes. Os recursos são julgados só em um determinado momento do processo.

O novo modelo de licitação ainda dá bônus, limitado ao orçamento da obra, para as empresas que superarem metas de prazo ou de “padrões de qualidade”. A Consultoria de Orçamento da Câmara sugeriu que o teto orçamentário do bônus fosse claramente definido para não deixar dúvidas e aumentar os custos da obra. O texto da Medida Provisória não incorporou a sugestão.

Bate-boca

Durante 45 minutos um bate-boca entre a oposição e a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) esquentou a sessão, depois de um questionamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Rose de Freitas, que presidia a votação, se disse ofendida e, quase chorando, cobrou respeito do líder do DEM, ACM Neto (BA).

Brasil em Foco comemora 1.000.000 de amigos

terça-feira, 28 de junho de 2011

BRASILEMFOCO

1.000.000 de visitas

Agradecemos a sua participação, sem a qual seria impossível alcançar esse expressivo número.

Hamilton Macedo – Titular do Brasil em Foco

Brasil em Foco comemora 1.000.000 de acessos

terça-feira, 28 de junho de 2011

BRASILEMFOCO

1.000.000 de visitas

Pão de Açúcar propõe fusão com Carrefour

terça-feira, 28 de junho de 2011

O grupo Carrefour de supermercados anunciou o recebimento de uma oferta de fusão com a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), do grupo Pão de Açúcar. A união deve consolidar a liderança do grupo Pão de Açúcar no Brasil, criando uma rede de vendas anuais de cerca de US$ 43 bilhões.

Pão de Açúcar propõe fusão com Carrefour

terça-feira, 28 de junho de 2011

Grupo Casino, parceiro do Pão de Açúcar e arquirrival do Carrefour, é contrário à união e pode impedir a medida.

O grupo Carrefour de supermercados anunciou nesta terça-feira, 28, o recebimento de uma oferta de fusão com a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), do grupo Pão de Açúcar. A união deve consolidar a liderança do grupo Pão de Açúcar no Brasil, criando uma rede de vendas anuais de cerca de US$ 43 bilhões. A proposta veio por parte da Gama, empresa controlada por um fundo administrado pelo BTG Pactual, do banqueiro André Esteves. A empresa será capitalizada pelo BNDES, que prevê injetar 1,7 bilhão de euros (R$ 3,9 bilhões) pelo banco de fomento e 300 milhões de euros (R$ 683 milhões) pelo banco de investimento.

De acordo com os termos da proposta, a Gama se tornaria uma acionista importante do Carrefour, com uma participação de 11,7%, podendo comprar ações adicionais representativas de até 6% do capital varejista.  A ideia é criar uma parceria estratégica que combine os ativos do Carrefour com os do Pão de Açúcar em uma nova empresa, controlada em partes iguais.

Entretanto, o grupo francês Casino está disposto a acabar com os planos de fusão das empresas. Parceiro do Pão de Açúcar e arquirrival do Carrefour, o grupo informou que está em posição para bloquear a eventual união no Brasil. De acordo com informações do Casino, nenhuma negociação do Pão de Açúcar pode ser realizada sem seu consentimento. A empresa ainda vai examinar a melhor forma de defender o interesse do grupo e seus acionistas.

O Casino divide com o grupo Diniz, do empresário Abilio Diniz, de quem partiu as negociações entre os grupos, a holding Wilkes, que controla 66% dos direitos de voto do Pão de Açúcar. Em maio, o Casino apresentou um pedido de arbitragem internacional contra Diniz, alegando que as supostas negociações do empresário com o Carrefour contrariam um acordo de acionistas.

O conselho de administração do Carrefour irá avaliar a proposta nos próximos dias. Caso o acordo seja firmado, os dois grupos juntos responderiam por quase 28% do setor supermercadista brasileiro. A união ainda levaria a uma redução de custos de mais de US$ 1 bilhão ao ano, segundo informam alguns relatórios de analistas do Bank of America Merrill Lynch.

 Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Marina Silva anunciará saída do PV em julho

terça-feira, 28 de junho de 2011

A ex-senadora Marina Silva irá promover uma plenária com seu grupo dentro do PV para anunciar que deixará o partido. Sua saída será oficializada no dia seguinte.  A previsão é que a deputada só se filie novamente a um partido em 2013.

Marina Silva anunciará saída do PV em julho

terça-feira, 28 de junho de 2011

A previsão é que a deputada só se filie novamente a um partido em 2013, depois das eleições municipais.
 
A ex-senadora Marina Silva irá promover na  quarta-feira, 6, uma plenária com seu grupo dentro do PV para anunciar que deixará o partido. Sua saída será oficializada no dia seguinte.

Ela se reuniu com o deputado federal Alfredo Sirkis e o ex-deputado Fernando Gabeira na noite de domingo, 26, para articular os rumos de sua candidatura à presidência em 2014. A previsão é que Marina só se filie novamente a um partido em 2013, depois das eleições municipais de 2012.

Não serão todos os aliados da ex-senadora dentro do PV que também deixarão o partido. Os nomes ainda serão definidos. A estratégia do grupo de Marina é deixar um bom número de descontentes com a direção nacional dentro do partido, para derrubar a Executiva Nacional e articular um possível retorno de Marina em 2013. Se a estratégia não der certo, o grupo formará um novo partido. Apesar disso, Marina se diz contra a criação de uma nova legenda. Sarkis e Gabeira ainda têm destinos indefinidos.

Caso um novo partido seja fundado, os dissidentes do Partido Verde pretendem recorrer ao capital eleitoral de Marina para contornar problemas que poderiam atrapalhar a campanha de 2014, como por exemplo, a falta de tempo na TV e no rádio.  O bom desempenho da ex-senadora nas eleições passadas — ela conquistou cerca de 20 milhões de votos — ajudaria na formação de alianças com outros partidos.

A ex-senadora já está decidida a deixar o partido por seu descontentamento com a direção nacional e pela falta de espaço nas decisões da legenda. O grupo de Marina pede a saída do presidente nacional, José Luiz Penna, que ocupa a função há 12 anos. Eles cobram ainda eleições para os diretórios municipais e um prazo de mandato para a Executiva Nacional.

 Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Relator da LDO propõe que gastos da Copa sejam publicados na internet

terça-feira, 28 de junho de 2011

Relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2012, o deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG) apresentou parecer  no qual, entre outros dispositivos, pretende obrigar o governo a publicar na internet a lista de ações e a evolução dos gastos com obras da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Relator da LDO propõe que gastos da Copa sejam publicados na internet

terça-feira, 28 de junho de 2011

Texto será votado na Comissão de Orçamento e no plenário da Casa. Governo afirmou que publicará os valores das obras após as licitações.

Relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2012, o deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG) apresentou parecer nesta segunda-feira (27) no qual, entre outros dispositivos, pretende obrigar o governo a publicar na internet a lista de ações e a evolução dos gastos com obras da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

O texto de Moreira precisa ser aprovado pela Comissão Mista de Orçamento e pelo plenário da Câmara.

Está em discussão no Congresso uma medida provisória que flexibiliza as licitações de obras voltadas para os eventos esportivos. A MP já foi aprovada na Câmara, que ainda apreciará destaques ao texto. A medida prevê que os valores das licitações das obras sejam sigilosos. O governo garante, porém, que, após as licitações, os valores se tornarão públicos.

Caso a LDO seja aprovada com esse dispositivo, o governo será obrigado a divulgar a previsão total de gastos com as obras e, após o início da obra, atualizar os gastos com a execução mês a mês.

A proposta do relator não contradiz o texto da MP, mas estabelece que o governo deve divulgar os valores. O relator deixa a cargo do governo a forma com que os dados serão disponibilizados.

A LDO é a lei que define as metas e prioridades da administração pública federal para o próximo ano. Apresentado nesta segunda, o texto do relator começará a ser debatido a partir de quinta (30) e deverá ser votado na Comissão Mista de Orçamento no dia 7 de julho. Depois disso, os deputados terão até 14 de julho para analisar o projeto da LDO no plenário da Casa.

Relator

O relator defende a proposta argumentando que a publicação vai conferir transparência na destinação do dinheiro que ser investido nos preparativos dos dois eventos esportivos. “O governo poderá vetar, se quiser. Ele que arque com o ônus do veto”, disse Moreira, durante entrevista na sala da Comissão Mista de Orçamento, nesta segunda.

Com a publicação em um site da internet – o texto deixa a critério do governo escolher a forma de publicação –, segundo o relator, o contribuinte poderá saber quais obras estão previstas pelo governo e a evolução dos gastos com a execução de cada empreendimento. A exibição dos dados ao público também poderá impedir que ações estranhas ao Mundial e aos Jogos Olímpicos peguem “carona” no projeto dos eventos.

Pela regra apresentada pelo relator, o governo teria a obrigação de atualizar mensalmente o “demonstrativo das ações” dos jogos. “Particularmente em relação aos investimentos destinados à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016, eventos que, sem dúvida, projetarão nosso país ainda mais no cenário exterior, estamos propondo que as ações respectivas tenham tratamento prioritário. Paralelamente, estamos propondo que o poder Executivo publique na internet demonstrativo das ações correspondentes atualizado mensalmente”, registra o texto do relator.

Emendas parlamentares

Além da publicação dos gastos da Copa na internet, o relator também foi contra as intenções do governo ao livrar de contingenciamento o equivalente a cerca de R$ 6 bilhões relativos a emendas parlamentares individuais. Pela proposta do relator, a presidente Dilma Rousseff não poderá mexer nessa quantia, que corresponde a 1% da receita corrente líquida da União.

Segundo o relator, a retirada das emendas parlamentares individuais das receitas passíveis de contingenciamento é um pleito de praticamente todos os parlamentares do Congresso e por isso foi mantido por ele no texto. Novamente, Moreira avisa que o governo terá de vetar a medida se não concordar: “Eu não retiro do texto.”

Para evitar que a cifra de restos a pagar de emendas parlamentares continue aumentando, o relator também incluiu no texto dispositivo segundo o qual o valor de restos a pagar de 2012 não poderá ser superior ao registrado em 2011. Os restos a pagar são as despesas para as quais o Executivo fez compromisso de realizar, mas que não foram pagas até 31 de dezembro.

Despesas protegidas

Além da publicação das ações da Copa na internet, contra a vontade do Planalto, o relator inseriu no texto uma lista de 11 áreas que não poderão sofrer cortes de recursos. No projeto enviado ao Congresso, o governo pretendia acabar com a lista de despesas “ressalvadas”, segundo o relator, por considerar que a quantidade dessas ações estaria engessando o orçamento.

No texto apresentado nesta segunda, o relator especifica que estão livres de contingenciamento “despesas relativas à prevenção e ao combate à violência contra a mulher, despesas relativas ao Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, despesas com a implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, despesas com a segurança de voo e controle do espaço aéreo brasileiro, custeadas com recursos próprios”.

Estão relacionadas ainda as “despesas com ações vinculadas às subfunções Desenvolvimento Científico, Desenvolvimento tecnológico e Engenharia e Difusão do Conhecimento no âmbito da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), despesas com segurança da sanidade na agropecuária, despesas com prevenção e preparação para desastres, despesas a ações voltadas à ciência, tecnologia e inovação, despesas relacionadas a acordos de cooperação internacional que prevêem transferência de tecnologia, despesas relativas ao programa Segundo Tempo do Ministério do Esporte e despesas da (Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) custeadas com recursos próprios”.

 Fonte: votebrasil.com

Em nota, Ideli diz que é ‘falaciosa’ tentativa de envolvê-la em escândalo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A revista ‘Veja’ diz que ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti participou de negociações para compra de dossiê.  A ministra , divulgou nota  em que afirma que é “falaciosa” a tentativa de envolvê-la no escândalo que ficou conhecido como dossiê dos “aloprados”.

Em nota, Ideli diz que é ‘falaciosa’ tentativa de envolvê-la em escândalo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fonte: votebrasil.com

‘Veja’ diz que ministra participou de negociações para compra de dossiê. Ministra negou participação no suposto esquema do dossiê dos ‘aloprados’.

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, divulgou nota na tarde desta segunda-feira (27) em que afirma que é “falaciosa” a tentativa de envolvê-la no escândalo que ficou conhecido como dossiê dos “aloprados”.

A ministra nega que tenha participado da confecção de dossiês políticos durante a campanha eleitoral de 2006.

O escândalo envolveu a compra por petistas de um suposto dossiê, em 2006, contra o ex-governador de São Paulo, José Serra. Reportagem da revista “Veja” da semana passada aponta Mercadante como um dos “mentores” do caso que resultou na prisão em flagrante, em 15 de setembro de 2006, de militantes do PT.

O episódio ficou conhecido como dossiê dos “aloprados”, após o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter classificado como aloprados os petistas que participaram do caso.

Nesta semana, em nova reportagem, a revista afirma que, em 4 de setembro de 2006, a então senadora petista Ideli Salvatti participou das negociações para a compra do dossiê falso contra o ex-governador tucano José Serra. Segundo a revista, Ideli ficou com a tarefa, após essa reunião, de divulgar o falso dossiê que mostraria ligações de Serra com empresários envolvidos em fraudes na saúde.

“Nunca elaborei nem participei da confecção de dossiês políticos. Conforme declarou o ministro Aloizio Mercadante é falaciosa a tentativa de me envolver na participação da elaboração do suposto dossiê citado pela revista Veja”, afirmou a ministra, em nota.

Na nota, Idel afirma que não participou de reuniões que tivessem como tema a elaboração de materiais contra o candidato José Serra. Segundo ela, a reunião foi sobre um depoimento que seria dado ao Conselho de Ética do Senado.

“Não participei de reuniões que tivessem como tema a elaboração de material contra o candidato ao Governo do Estado de São Paulo, José Serra, no ano de 2006. Na condição de líder da bancada do Partido dos Trabalhadores no Senado, fui chamada ao gabinete do então líder do Governo, Aloizio Mercadante, para uma reunião em setembro do mesmo ano para tratar de um depoimento que seria dado ao Conselho de Ética do Senado”, afirma a nota.

De acordo com Ideli, durante a reunião, ela teria expressado que “o Conselho de Ética não seria o fórum adequado para debater tal assunto”. “Por fim, destaco que minha atuação partidária é absolutamente alheia ao contexto político em que estaria envolvida a divulgação do suposto dossiê detalhado na reportagem da revista ‘Veja’.”

Mais cedo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e Ideli Salvatti prestem esclarecimentos ao Congresso sobre o suposto envolvimento no escândalo dos “aloprados”.

Sem citar os nomes de ambos, Sarney disse que “cada um” deve se explicar “naquilo que for acusado”. “Acho que a melhor formula é de cada um [Mercadante e Ideli] se explicar naquilo que for acusado.

Não acho que deva haver restrição de nenhuma maneira para que a pessoa possa explicar. Se agiu corretamente, não há o porquê de não fornecer as explicações que o Congresso pede”, argumentou Sarney.

Veja abaixo a íntegra da nota divulgada nesta segunda por Ideli Salvatti.

“NOTA DE ESCLARECIMENTO”

A respeito da reportagem publicada na última edição da Revista Veja intitulada “Ministério dos Aloprados”, tenho a informar:

1 – Nunca elaborei nem participei da confecção de dossiês políticos;

2 – Conforme declarou o ministro Aloísio Mercadante é falaciosa a tentativa de me envolver na participação da elaboração do suposto dossiê citado pela revista Veja;

3 – Não participei de reuniões que tivessem como tema a elaboração de material contra o candidato ao Governo do Estado de São Paulo, José Serra, no ano de 2006. Na condição de Líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores no Senado fui chamada ao gabinete do então Líder do Governo, Aloísio Mercadante, para uma reunião em setembro do mesmo ano para tratar de um depoimento que seria dado ao Conselho de Ética do Senado;

4 – Naquela ocasião, como bem declarou o ministro Aloísio Mercadante, apenas expressei que o Conselho de Ética não seria o fórum adequado para debater tal assunto;

5 – Por fim, destaco que minha atuação partidária é absolutamente alheia ao contexto político em que estaria envolvida a divulgação do suposto dossiê detalhado na reportagem da revista Veja;

Ideli Salvatti

Ministra de Relações Institucionais da Presidência da República”

Ame o próximo como a si mesmo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Por Dr. Rosinha (foto)
Circula na internet um diálogo entre o teólogo Leonardo Boff e o monge tibetano Dalai Lama. Leonardo Boff diz que, num intervalo de uma mesa-redonda sobre religião, de que ambos participavam, perguntou: “Santidade, qual é a melhor religião?”

Ame o próximo como a si mesmo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

“Por que você é agressivo com sua mãe, irmã, esposa ou namorada? Por que você não suporta os negros e negras? Por que você odeia os homossexuais?”

Por Dr. Rosinha* – congressoemfoco.com.br

Circula na internet um diálogo entre o teólogo Leonardo Boff e o monge tibetano Dalai Lama. Leonardo Boff diz que, num intervalo de uma mesa-redonda sobre religião, de que ambos participavam, perguntou: “Santidade, qual é a melhor religião?”

Boff diz que esperava uma resposta que dissesse: “É o budismo tibetano” ou “são as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.”

No entanto, não foi essa a resposta. Inteligente e sábio que é, o Dalai Lama respondeu: “A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do infinito. É aquela que te faz melhor.”

Boff relata ter ficado perplexo com a resposta e por isso fez outra pergunta: “O que me faz melhor?” Respondeu o Dalai: “Aquilo que te faz mais compassivo”.

Ao que Leonardo Boff conclui: o que te faz melhor é “aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável… Mais ético […] A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião”.

Dias atrás, caminhava por um bairro de Curitiba, com um amigo católico e muito religioso. Perguntei a ele qual dos dez mandamentos era o mais importante. Sem titubear, respondeu-me que todos estão no mesmo patamar de importância, mas o mais importante está em Mateus, capítulo 19, versículos 16 a 19, mais especificamente no versículo 19. Assim como Boff, fiquei perplexo, pois ele citava, não só onde encontrar, mas inclusive do que se trata.

E imediatamente emendou: “Esses versículos relatam o diálogo de Jesus com um jovem. O jovem pergunta a Jesus o que deve fazer para possuir a vida eterna. E, resumidamente, posso te dizer que Jesus responde: ‘Ame seu próximo como a si mesmo’”.

“Ame seu próximo como a si mesmo” (Mateus 19,19). Alguns cristãos afirmam ser este o ponto alto da ética cristã. Ou seja, como afirma Leonardo Boff, “o que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade”. O que importa é o amor.

Esses dois diálogos, o de Leonardo Boff com o Dalai Lama, e o do jovem com Jesus demonstram que a melhor religião é o amor ao próximo. Por estar de acordo com essas afirmações e por ser cristão, é que interrogo: o machista, de todos as matizes (violento fisicamente ou não), ama o próximo? Ou ele entende que a mulher, por questão de gênero, não é “o” próximo? O racista ama o próximo? O “normal” ama o “louco”? O fisicamente normal ama o deficiente?

Nos últimos tempos, principalmente após as eleições de 2010, alguns religiosos, padres, pastores e muitos leigos têm feito pregações de desamor e até de ódio. Ainda recentemente, um grupo ruidoso de pastores, com eco na mídia, fez uma passeata em Brasília contra os homossexuais e contra uma proposta de educação, que foi tratada na mídia como “kit anti-homofobia”, que permitiria trabalhar nas escolas esse tema e consequentemente combater a homofobia.

É bem provável que parte dos manifestantes sequer viram o material didático. Se deixaram levar pelas “sábias” vozes de seus pastores.

Todos os dias testemunhamos manifestações homofóbicas no Brasil, umas mais violentas, algumas chegam ao assassinato de pessoas (sim, reforço: são seres humanos sendo assassinados), outras psicológicas e morais. Para ficar só num caso de assassinato, o de Adriele Camacho de Almeida, no município de Itarumã (GO), ocorrido no último mês de abril.

Adriele tinha 17 anos e teve um caso de amor com a filha do fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, de 36 anos. Segundo o delegado que investiga o assassinato, as meninas (a vítima e a filha do fazendeiro) tiveram um relacionamento homossexual que durou cerca de um ano.

Adriele foi assassinada e os principais suspeitos pelo assassinato são o fazendeiro e um de seus filhos. Diz o delegado que “se trata de um crime homofóbico”. Não vi nenhum dos líderes que “defendem a família” condenando esse e outros assassinatos.

Às vezes, as manifestações ganham caráter de massa, como ocorreu recentemente em Contagem (MG). No jogo entre as equipes do Vôlei Futuro e do Cruzeiro, pelas semifinais da Superliga masculina, a torcida do time de Minas agiu de maneira homofóbica em relação ao jogador Michael.

Segundo o próprio jogador, “eram cerca de 2 mil pessoas, o ginásio estava superlotado e todos me chamando de ‘bicha’, ‘gay’ e outras ofensas. Me senti ofendido e constrangido pelo ocorrido; não eram só alguns torcedores de torcida de futebol, eram crianças, mulheres, o ginásio inteiro gritando e me ofendendo. O jogo foi transmitido pela TV e não só quem estava no ginásio pode ouvir, mas todos que assistiram ao jogo pela TV no Brasil inteiro[…]. Acho que este tipo de acontecimento não deve passar em branco, realmente me fez muito mal, acho que deve ser divulgado e discutido para que isso não ocorra com mais ninguém.”

O que os (cristãos) homofóbicos acham disso? Por que se colocar contra um trabalho educativo nas escolas que debata esse tema e busque a superação da homofobia?

Repito as perguntas acima e quero que você, caso se encaixe nessa situação, as responda. Não para mim. Até que se fosse para mim já imagino a qualidade e a agressividade de algumas respostas. Responda-as para você: por que você é agressivo com sua mãe, irmã, esposa ou namorada? Por que você não suporta os negros e negras? Por que você odeia os homossexuais? Por que você não tem tolerância como prega a fé cristã? A resposta é simples: é por que você não ama o próximo como a ti mesmo.

Há os que juram que a melhor religião estaria no cristianismo. Como cristão, penso como Boff: o que importa não é a religião, mas sim “a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo”. Portanto, perante a vida.

Tanto a inteligente pergunta como a não menos inteligente resposta foram dadas por homens sábios. Esses sábios não andam pelas ruas fazendo pregações preconceituosas, de desamor e até de ódio. Tampouco definindo o que salva ou não salva uma família.
 

* Médico, com especialização em Pediatria, Saúde Pública e Medicina do Trabalho, destacou-se como líder sindical antes de se eleger vereador, deputado estadual e deputado federal. Também foi presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul). Exerce o quarto mandato na Câmara dos Deputados, pelo PT do Paraná.

Maconha, nazismo e liberdade de expressão

segunda-feira, 27 de junho de 2011

“Fica uma pergunta: a partir da nova posição do Supremo sobre a Marcha da Machonha, uma passeata – ou um livro – a favor do nazismo também será considerada direito de expressão ou será vista como um vacilo comum do arroubo adolescente de nossos representantes?”

Brasil em Foco comemora 1.000.000 de amigos

segunda-feira, 27 de junho de 2011

BRASILEMFOCO

1.000.000 de visitas

Agradecemos a sua participação, sem a qual seria impossível alcançar esse expressivo número.

Hamilton Macedo – Titular do Brasil em Foco

Maconha, nazismo e liberdade de expressão

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Por Edison Freitas de Siqueira* – congressoemfoco.com.br

“Fica uma pergunta: a partir da nova posição do Supremo sobre a Marcha da Machonha, uma passeata – ou um livro – a favor do nazismo também será considerada direito de expressão ou será vista como um vacilo comum do arroubo adolescente de nossos representantes?”
Em que pese estarmos em pleno regime democrático, não é de hoje que os políticos e o Poder Judiciário brasileiro demonstram imaturidade quando precisam – na prática – conceituar e diferenciar “Democracia”, “Conduta Criminosa” e “Liberdade de Expressão”.

A dificuldade decorre do fato de nossas instituições serem muito jovens e revelarem a falta de pilares históricos personalíssimos, sem os quais, até mesmo as nações levam séculos para adequadamente reconhecer valores éticos, morais e filosóficos. O Brasil é muito jovem. Por essa razão, nossos políticos, nossos Poderes Judiciário e Legislativo, ainda se comportam como adolescentes. Tudo querem contestar, sem absoluta consistência de fundamento histórico, ético e moral. Tanto assim, que suas causas – de regra – não resistem ao menor exame de existência de contradições de fundamentos.

As liberdades públicas não são incondicionais, por isso devem ser exercidas de maneira harmônica, e, no caso do Brasil, observados os limites definidos na própria Constituição Federal (CF, artigo 5º, § 2º, primeira parte). O preceito fundamental de liberdade de expressão não consagra o “direito à incitação ao racismo”, por exemplo. Isto ocorre porque um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas ilícitas, como sucede com os “delitos contra a honra” , “crimes de apologia ao crime de consumo de drogas”, ou mesmo quando tratamos de condutas vinculadas a uma passeata que proponha a independência do Estado do Rio Grande do Sul em relação ao Brasil. Tudo é Crime!

Não fosse assim, o Supremo Tribunal Federal, em 2003, quando julgou o Habeas Corpus n. 82.424-2, não teria proibido a circulação do Livro de Autoria do Escritor Sigfried Elwanger, porque  entendeu que sua obra constituía apologia ao Crime de Anti-semitismo. Neste caso, o STF não vacilou, sequer utilizou o argumento de que livros e publicações escritas podem representar direito de liberdade de expressão do autor. Contudo, passados somente oito anos, inexplicavelmente, o STF, apoiado por muitos políticos, está dando legitimidade à realização de passeatas de incentivo ou defesa  do consumo da droga entorpecente maconha, embora seu consumo seja definido em lei como um “crime”.

E agora? Essa contradição visceral no mínimo instiga uma pergunta: a partir desta nova posição do Supremo, uma passeata – ou um livro – a favor do nazismo também será considerada direito de expressão ou será vista como um vacilo comum do arroubo adolescente de nossos representantes?

Caso seja um problema de adolescência, é importante lembrar aos participantes de passeatas em defesa do consumo da maconha, ou mesmo da prática das idéias do nazismo, que existem milhares de pessoas que são portadores da doença conhecida como “bipolaridade”. Em que pesem os sintomas desta doença serem  facilmente tratados com remédios anti-depressivos, ou muitas vezes sequer se manifestarem nos portadores dessa patologia, as pessoas que sofrerem deste mal, sejam elas nossos filhos, parentes ou moradores de rua, se consumirem drogas como maconha, por exemplo, agravam o quadro sobremaneira, provocando, inclusive  Bipolaridade Tipo 1, cujas conseqüências levam à loucura, alucinação, suicídio ou dependência permanente da droga ilícita. Igual também  pode ocorrer com pessoas que  não sejam bipolares, mas  possuam outras doenças de comportamento, pois todas são portadoras de fragilidade orgânica ou predisposição química, que as torna vítimas fatais do consumo da maconha, entre outras drogas.

Assim, se o Supremo efetivamente mudou sua posição, e se forem consideradas legais as  passeatas favoráveis ao consumo de droga ou nazismo, igual ao cigarro, devemos exigir que os manifestantes portem faixas advertindo que…”A prática de nazismo  pode levar ao genocídio” e o “Consumo da maconha pode enlouquecer seu filho, destruir sua família ou gerar marginais na rua que amanhã podem lhe agredir!”.

Tudo para assegurar a liberdade de expressão em um país evidentemente adolescente!

*Consultor Jurídico da Frente Parlamentar Mista dos Direitos dos Contribuintes

Os anos 60 e o LSD estão de volta

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pesquisadores americanos começaram a experimentar o LSD em 1949, para simular doenças mentais. Comprovados seus efeitos psicodélicos, o LSD começou a ser usado em tentativas como tratamento para o alcoolismo, se tornando conhecido como uma cura milagrosa.

Os anos 60 e o LSD estão de volta

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Médicos voltam a testar a finalidade inicial do LSD: seu uso médico.
 
Os anos 1960 são constantemente lembrados constantemente pela música, arte e, claro, suas drogas. A ciência está bem abaixo na lista. Mas, antes da ascensão desta nova cultura, os pesquisadores estudavam o LSD como um tratamento para quase tudo, desde o alcoolismo ao transtorno obsessivo compulsivo (TOC), com resultados muito promissores.

Timothy Leary, psicólogo da Universidade de Harvard, foi um dos pesquisadores mais conhecidos no meio, mas também amplamente acusado de desacreditá-la, por seus não convencionais métodos de pesquisa e a manipulação negligente das drogas.Os detalhes da pesquisa de Leary se tornarão públicos, pela recente compra de seus artigos pela Biblioteca Pública de Nova York. Os trabalhos serão interessantes não só culturalmente, mas cientificamente, refletindo o que aconteceu com a promessa médica precoce sobre alucinógenos e sua subsequente entrada na lista negra de todas as autoridades do mundo.

Pesquisadores norte-americanos começaram a experimentar o LSD em 1949, para simular doenças mentais. Uma vez comprovados seus efeitos psicodélicos, o LSD começou a ser usado em tentativas na psicoterapia e como tratamento para o alcoolismo, se tornando conhecido como uma cura milagrosa. Em 1965 mais de mil trabalhos foram publicados descrevendo os resultados para estas terapias. Também foram relatados potenciais para tratar transtornos de ansiedade, TOC, depressão, luto e até mesmo transtornos sexuais. A maioria dos estudos depois viram que os resultados eram falhos.

Ainda assim, o campo estava amadurecendo para um estudo mais aprofundado. Leary deixou de ser visto como um pesquisador desinteressado e foi visto cada vez mais como um propagandista. Em 1962, o projeto Psilocybin Harvard foi fechado. Leary levou sua investigação a uma propriedade no interior de Nova York. Tanto o LSD quanto a psilocibina foram proscritas.

O uso médico de alucinógenos, aos poucos vem ganhando novamente espaço. A psilocibina tem se mostrado promissora no tratamento de formas de TOC resistentes à terapia, no alívio de enxaquecas e da ansiedade em pacientes com câncer terminal.

Obviamente que novamente pode ser comprovado que o LSD não possui usos clínicos. A maioria dos ensaios clínicos termina em fracasso. Mas ainda vale a pena ver se o LSD poderia realmente cumprir sua promessa inicial. Em seguida, a Biblioteca Pública de Nova York terá feito um serviço ao mundo publicando os fantasmas de Leary que ainda assombravam a pesquisa.

Ex-presidente reconheceu filho que não era seu

domingo, 26 de junho de 2011

Dois exames de DNA, realizados em São Paulo e Nova York, asseguram que Tomás Dutra Schmidt, 19 anos, não é filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002). A informação foi publicada na coluna Radar, da revista Veja.