Arquivo de Maio de 2011

Presidente da OAB defende saída imediata de Palocci

terça-feira, 31 de Maio de 2011

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou que a instância jurídica do caso não está bem resolvida, mas “a instância moral requereria uma postura de grandeza e, sobretudo, de preservação do próprio governo”. No caso, a postura seria o afastamento do ministro até que sejam apuradas as denúncias.

Presidente da OAB defende saída imediata de Palocci

terça-feira, 31 de Maio de 2011

Walter Guimarães
Do Contas Abertas

As denúncias de aumento patrimonial do ministro Palocci já completaram duas semanas. Políticos, partidos da base governista e da oposição, além de entidades da sociedade civil, se mobilizaram para defendê-lo e outros para pedir o afastamento imediato da Casa Civil, como foi o caso do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante.

Nesta segunda-feira, dia 30 de maio, Cavalcante afirmou que a instância jurídica do caso não está bem resolvida, mas “a instância moral requereria uma postura de grandeza e, sobretudo, de preservação do próprio governo”. No caso, a postura seria o afastamento do ministro até que sejam apuradas as denúncias. 

O horário da entrevista com o presidente Cavalcante chama atenção, pois foi feita após publicação de nota à imprensa pela Corregedoria Geral da União (CGU), com os motivos que levaram a não abertura de sindicância patrimonial sobre o ministro Palocci. “Caso a CGU instaurasse essa investigação, estaria extrapolando suas competências legais”, informa a nota.

A explicação se baseia pelo fato do ministro Palocci não ser agente público no período que a empresa Projeto, a qual é o principal acionista, ter recebido pagamentos. Mas o que deve ter sido decisivo para a reação de Cavalcante se encontra no final da nota. O último parágrafo afirma: “a CGU estranha que representantes de entidades que, por dever de ofício, deveriam  contribuir para a correta informação da população sobre o ordenamento jurídico nacional façam exatamente o contrário”.

Na véspera, em entrevista para o jornal O Estado de S.Paulo, Ophir Cavalcante lamentou “a falta de autonomia das controladorias em relação ao Executivo”, e completou ainda, que a CGU teria cedido às pressões para não investigar o suposto aumento patrimonial de Palocci.

Na entrevista concedida ao Portal G1, o presidente da OAB ainda afirmou: “É importante que haja preocupação com a sociedade. Isso não pode ser tido como uma postura política de situação ou oposição, mas como um resguardo ao princípio da moralidade, o que é um dever do homem publico”.

Vale destacar o fato de o ministro Palocci ter sido um dos coordenadores do governo de transição entre o final do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e a posse da presidente Dilma Rousseff. Nos meses de novembro e dezembro, o ministro despachou no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, sede da transição. No mesmo período, conforme afirmações do próprio advogado de Palocci, José Roberto Batochio, a empresa Projeto recebeu pagamentos de serviços prestados.

Congresso não está pronto para legalizar a maconha, diz FHC

terça-feira, 31 de Maio de 2011

O Congresso não está pronto para discutir a descriminalização das drogas, afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A afirmação foi feita durante a estreia do documentário “Quebrando Tabu”, de Fernando Grostein Andrade. Segundo FHC, a discussão sobre as formas alternativas de tratamento ao usuário de drogas ainda é pouco conhecida.

Congresso não está pronto para legalizar a maconha, diz FHC

terça-feira, 31 de Maio de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Segundo o ex-presidente, a discussão sobre as formas alternativas de tratamento ao usuário de drogas ainda é pouco conhecida.
 
O Congresso não está pronto para discutir a descriminalização das drogas, afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A afirmação foi feita nesta segunda-feira, 30, durante a estreia do documentário “Quebrando Tabu”, de Fernando Grostein Andrade.

Segundo FHC, a discussão sobre as formas alternativas de tratamento ao usuário de drogas ainda é pouco conhecida na sociedade. “Primeiro a sociedade tem que se informar e discutir, só depois o Congresso deve tratar o tema”, defende.

O ex-presidente, no entanto, afirmou que considera o Congresso e o Brasil “bastante abertos”, e lembrou que o deputado Paulo Teixeira, do PT, tem um projeto que revisa a política de drogas em discussão.

Com relação à proibição da realização da Marcha da Maconha em São Paulo, Fernando Henrique criticou a postura da Justiça. “Como eu venho de outra época, eu não gosto de repressão deste tipo”, explicou em uma referência a sua experiência na luta contra o regime militar brasileiro nos anos 1960 e 1970.

No documentário, foram ouvidos diversos líderes sobre as experiências de seus países com as drogas. Aparentemente, todos eles convergem na ideia de que a “guerra às drogas”, lançada em especial pelos Estados Unidos nos anos 1970, é fracassada.

Câmara aprova convite de depoimento de Ricardo Texeira

terça-feira, 31 de Maio de 2011

A Comissão de Turismo e Desporto aprovou o convite para o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, prestar depoimento na Câmara. O requerimento, de autoria do deputado Romário (PSB-RJ), trata das recentes denúncias envolvendo Teixeira.

Câmara aprova convite de depoimento de Ricardo Texeira

terça-feira, 31 de Maio de 2011

Por Mário Coelho – congressoemfoco.com.br

A Comissão de Turismo e Desporto aprovou na tarde desta terça-feira (31) o convite para o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, prestar depoimento na Câmara. O requerimento, de autoria do deputado Romário (PSB-RJ), trata das recentes denúncias envolvendo Teixeira. “A cada dia, surgem novas acusações e acho pertinente a presença dele aqui para responder algumas questões”, afirmou Romário.

As comissões permanentes da Câmara não têm poder de convocar pessoas para depor. Por isso, foi aprovado o requerimento em forma de convite. Teixeira, desta maneira, pode aparecer ou não para esclarecer aos deputados recentes denúncias envolvendo seu nome. No início do mês, o ex-presidente da associação inglesa de futebol (FA, em inglês) David Triesman acusou o brasileiro e outros três dirigentes da Fifa de pedirem propina em troca de apoio à candidatura da Inglaterra para sediar a Copa de 2018. Teixeira foi absolvido ontem pelo Conselho de Ética da Fifa.

A outra denúncia que Romário pretende esclarecer é  sobre o contrato social registrado na Junta Comercial do Rio de Janeiro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014. O jornal Lance mostrou que o COL é uma empresa na qual o presidente da CBF tem 0,01% das ações e a entidade, 99,99%, mas permite que os lucros apurados pela realização da Copa sejam divididos entre os sócios independentemente das proporções. De acordo com a CBF, o contrato foi modificado após a reportagem.

Durante a sessão da Comissão de Turismo e Desporto, Romário afirmou que possui uma “boa relação” com Teixeira. “Nada tenho contra o presidente da CBF. Tenho até uma boa relação, não de amigo, mas uma boa relação”, disse. No entanto, para o deputado, a organização da Copa precisa ser feita com “a respeitabilidade e a transparência que o povo brasileiro merece”. “A última coisa que o país precisa é mais escândalos de corrupção para interferir no processo de andamento das obras e qualificação profissional que esses grandes eventos esportivos exigem de um país sede”, completou.

Não é apenas Romário que quer esclarecimentos de Ricardo Teixeira. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) chegou a apresentar um pedido de CPI para investigar a CBF. No entanto, ela acabou sendo esvaziada antes mesmo de criada por conta do lobby feito pela bancada da bola com ajuda do governo. Depois, apresentou uma proposta de fiscalização e controle (PFC), uma espécie de mini CPI na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara.

Escultura mostra Bolsonaro em orgia homossexual

terça-feira, 31 de Maio de 2011

Bolsonaro cercado de homens no meio de uma orgia gay. O trabalho será exibido na exposição “Queer.Punk.”, que o artista plástico brasileiro Fernando Carpaneda realiza entre os dias 26 de junho e 2 de julho no bairro de Soho, no coração de Nova Iorque.

Escultura mostra Bolsonaro em orgia homossexual

terça-feira, 31 de Maio de 2011

Por Fábio Góis – congressoemfoco.com.br

 
Bolsonaro cercado de homens no meio de uma orgia gay. Esse é o tema de escultura de artista brasileiro que será exposta em Nova York.

Os arroubos de intolerância do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) costumam causar repulsa e revolta nos setores mais liberais da sociedade. Tais reações, no entanto, têm ficado restritas a declarações verbais e textuais de repúdio, a protestos em espaços públicos e a ações formais por partidos como o Psol no Conselho de Ética da Câmara, onde o parlamentar é alvo de vários pedidos de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar.

Mas um artista plástico brasileiro radicado nos Estados Unidos canalizou sua revolta para o terreno das artes e, em intervenção arrojada, concebeu uma escultura chamada “Bolsonaro’s sex party” (algo como “A orgia de Bolsonaro”, em tradução livre) – em que o deputado é rodeado de homens punks nus que, em estado de ereção peniana, envolvem-no em uma “festa” homossexual.

A peça não mostra o rosto de Bolsonaro, mas sugere que o homem esculpido no meio de outros, fazendo sexo oral e anal, é mesmo o deputado (uma tatuagem com as inscrições “Bolsonaro racista” ao lado de uma suástica, o símbolo nazista alemão, não deixa dúvidas sobre a caracterização). O trabalho será exibida na exposição “Queer.Punk.”, que o artista plástico brasileiro Fernando Carpaneda realiza entre os dias 26 de junho e 2 de julho no bairro de Soho, no coração de Nova Iorque.

“Bolsonaro é um político brasileiro homofóbico e racista que dá suporte a grupos nazistas no Brasil”, diz a página de Fernando Carpaneda na internet, na apresentação da escultura (confira e veja aqui fotos da obra. Atenção! As imagens são fortes, pois a obra tem conteúdo pornográfico).

Nascido em Brasília, Fernando se classifica como um artista “underground”, com “tendência a mostrar sua erotização em particular com o sexo masculino”, como definiu em ensaio o poeta e professor de artes Nelson Baco.

Como registra ainda seu site, Fernando costuma observar pessoas comuns nas ruas, em bares, concertos e lugares em que ganham dinheiro usando os próprios corpos. “Pessoas que vivem de sexo, garotos de aluguel, punks, artistas desconhecidos, drogados, ladrões e renegados são recriados em argila nos mínimos detalhes”, diz trecho introdutório de reportagem veiculada na versão on-line do jornal nova-iorquino Daily News (confira o material).

O fato de Bolsonaro ter virado “inspiração” para a escultura de Fernando pode não ter explicação no grupo de interesse do artista descrito no veículo de imprensa de Nova Iorque. Mas a escolha não foi à toa: a abertura da exposição “Queer.Punk.” ocorre um dia antes do Gay Pride (orgulho gay), considerada a mais famosa parada do mundo em favor de direitos LGBT.

Governo não investiga Palocci, apesar de decreto

segunda-feira, 30 de Maio de 2011

Nas últimas semanas as notícias políticas se voltam para as suspeitas do aumento patrimonial do ministro Antônio Palocci. Os pedidos de investigação são feitos até mesmo por políticos da base governista, mesmo assim, apenas o Ministério Público apura oficialmente o eventual enriquecimento ilícito de Palocci.

Governo não investiga Palocci, apesar de decreto

segunda-feira, 30 de Maio de 2011

Walter Guimarães
Do Contas Abertas

Nas últimas semanas as notícias políticas se voltam para as suspeitas do aumento patrimonial do ministro Antônio Palocci. Os pedidos de investigação são feitos até mesmo por políticos da base governista, mesmo assim, apenas o Ministério Público apura oficialmente o eventual enriquecimento ilícito do ministro-chefe da Casa Civil.

Em junho de 2005, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o decreto 5.483/2005, que trata justamente dos possíveis enriquecimentos ilícitos e evoluções patrimoniais incompatíveis do funcionalismo público. O artigo 8 afirma que deverá ser instaurada sindicância patrimonial pela autoridade competente ou pela Corregedoria Geral da União (CGU), no caso de se “tomar conhecimento de fundada notícia ou de indícios de enriquecimento ilícito, inclusive evolução patrimonial incompatível com os recursos e disponibilidades do agente público”.

Como até a última semana o governo não mostrou intenção de abrir tal sindicância, o Contas Abertas protocolou no dia 26 de maio, última quinta-feira, ofício na CGU, questionando a inobservância do artigo 8 do decreto.

A Corregedoria Geral da União (CGU) ainda não se posicionou formalmente, mas, segundo matéria do Estado de S.Paulo desta segunda-feira, o ministro interino da CGU, Luiz Navarro, informou que pelo fato do ministro Palocci não ser “agente público” na época que prestou serviços de consultoria, a CGU não abriu sindicância.

O posicionamento da CGU é questionável, pois a empresa do qual o chefe da Casa Civil é sócio, recebeu pagamentos no período em que ele já havia sido nomeado para a equipe de transição do governo Dilma Rousseff. Segundo o próprio advogado do ministro, José Roberto Batochio, a empresa Projeto recebeu pagamentos em novembro e dezembro do ano passado. O ministro Palocci foi nomeado para a equipe, da então eleita presidente Dilma, no dia 3 de dezembro de 2010.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, lamentou o argumento da recusa de instauração de sindicância pela CGU e a falta de autonomia das controladorias, que cedem às determinações do governo. “A justificativa é frágil, mas é a justificativa que o governo quer que a sociedade absorva”, analisou.

Decreto assinado no mensalão

O decreto 5.483 foi assinado no dia 30 de junho de 2005, época das primeiras denúncias do conhecido esquema de desvios de recursos chamado de “mensalão”. Foi a maior crise política dos oito anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o melhor controle, impõe que agentes públicos entreguem declarações de bens ao entrarem no cargo, além de serem necessárias atualizações anuais do patrimônio declarado.

Chama atenção o fato de a sindicância constituir um “procedimento sigiloso e meramente investigatório, não tendo caráter punitivo”, como afirma o artigo 9 do decreto.

Agiotagem: juro do cheque especial chega a 178,1% ao ano

segunda-feira, 30 de Maio de 2011

A taxa de juro do cheque especial subiu de 174,6% em março para 178,1% anuais em abril, com acréscimo de 3,5 pontos percentuais. Este é o percentual médio, alguns bancos cobram ainda mais. Em 12 meses, foi registrada ampliação de 16,8 pontos percentuais, segundo o Banco Central.

Agiotagem: juro do cheque especial chega a 178,1% ao ano

segunda-feira, 30 de Maio de 2011

A taxa de juro do cheque especial subiu de 174,6% em março para 178,1% anuais em abril, com acréscimo de 3,5 pontos percentuais. Este é o percentual médio, alguns bancos cobram ainda mais. Em 12 meses, foi registrada ampliação de 16,8 pontos percentuais, segundo informações divulgadas pelo Banco Central (BC).

Os números assombrosos têm um nome: agiotagem, descarada e sem punição, visto que é exercida pelos bancos, privados e públicos. O spread (ganho com a diferença entre o que o banco paga pelo dinheiro e o que ele cobra nos empréstimos aos clientes) subiu 3 pontos, ficando em 166,6% ao ano. Em 12 meses, foi apurado acréscimo de 13,7 pontos.

Abuso impune

O Brasil tem a fama de praticar os juros reais mais altos do mundo, mas estes correspondem à taxa nominal Selic, que está em 12%. Este percentual, aplicado aos juros básicos, nem de longe lembra a agiotagem praticada pelos banqueiros, que vai muito além.

Quem paga pelo abuso, tolerado pelo governo e pela legislação, são os usuários do sistema financeiro, em geral trabalhadores e pequenos empresários em apuros, geralmente com contas a pagar e saldo negativo nas contas correntes. Houve época em que usura e agiotagem eram considerados crimes no mundo. A Constituição Cidadã de 1988 tentou restaurar a moralidade, impondo um limite (de 12%) aos juros, mas tudo isto ficou esquecido, imerso nas ondas neoliberais que invadiram o país alguns anos após a Constituinte e ainda predominam na área monetária e financeira.

Consignados

Os juros do crédito pessoal apresentaram elevação de 2,6 pontos percentuais, atingindo 49,9%. Em 12 meses, o BC apontou acréscimo de 7 pontos. Dentro dessas operações, a taxa média dos empréstimos consignados, com desconto em folha de pagamento, aumentou 0,4 ponto, indo a 28,5%. Em 12 meses, houve adição de 1,7 ponto.

As taxas médias das operações tradicionais de crédito pessoal corresponderam a 65,6%, elevação de 5,4 pontos no comparativo mensal e de 9,4 pontos em 12 meses.

Nas outras modalidades de crédito à pessoa física, o custo médio do empréstimo para aquisição de veículos cresceu 1 ponto no mês passado, para 30,9% anuais. Em 12 meses, o aumento foi de 7,4 pontos. As taxas de empréstimos cobradas para aquisição de bens variados -como eletroeletrônicos, por exemplo- avançaram 1,2 ponto no comparativo mensal, para 54,8%.

Da Redação do vermelho.org.br, com Valor

Ala do PT pressiona Dilma por liberação de material contra a homofobia

segunda-feira, 30 de Maio de 2011

No documento, o grupo argumenta que o estado brasileiro é laico e que a Constituição combate toda forma de discriminação. Além disso, a carta evoca a decisão recente do STF, que permitiu o reconhecimento de uniões estáveis entre homossexuais.

Ala do PT pressiona Dilma por liberação de material contra a homofobia

segunda-feira, 30 de Maio de 2011

No documento, o grupo argumenta que o estado brasileiro é laico e que a Constituição combate toda forma de discriminação. Além disso, a carta evoca a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu o reconhecimento de uniões estáveis entre homossexuais.

Para a Setorial, o chamado ”kit anti

A Setorial Nacional LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) do PT reagiu à suspensão da distribuição do kit contra a homofobia preparado pelo Ministério da Educação, que seria distribuído em escolas brasileiras.

A distribuição do material foi interrompida por ordem de Dilma Rousseff, na última quarta-feira. Em carta aberta à presidente, o o grupo pede que ela reconsidere sua decisão e dê continuidade à distribuição do material. ” Não concordamos, em nenhuma hipótese, com a possibilidade dos materiais elaborados pelo projeto Escola sem Homofobia não chegarem a seus destinatários”, diz a carta. O grupo lembra que a maioria da comunidade LGBT trabalhou ”dia e noite” pela eleição da petista, em 2010.

No documento, o grupo argumenta que o estado brasileiro é laico e que a Constituição combate toda forma de discriminação. Além disso, a carta evoca a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu o reconhecimento de uniões estáveis entre homossexuais.

Para a Setorial, o chamado ”kit anti homofobia” é um material didático que tem como único objetivo combater o bullying nas escolas, mas foi objeto de uma ”sórdida campanha” de ”mentiras e distorções” de pessoas que não conhecem o conteúdo preparado pelo MEC.

A carta lembra ainda que o material foi aprovado por entidades como a UNESCO, o Conselho Federal de Psicologia e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. ”O Brasil não cederá à chantagem de religiosos homofóbicos, que confundem templo com parlamento, que ignoram a laicidade, o pluralismo e a dignidade humana”.

A Setorial relembra que o PT foi pioneiro em ações de combate à discriminação contra os homossexuais e que desde 1992 a legenda possui um núcleo que discute políticas voltadas para a comunidade LGBT. ”A maioria das leis e projetos de leis garantindo direitos à população LGBT, em todo o Brasil, são de iniciativa de parlamentares petistas. Marta Suplicy, já em 1995, propôs projeto de lei que estabelecia a união civil homossexual.

Várias resoluções de Encontros Nacionais e Congressos do PT – e também nosso estatuto – ratificam esse compromisso com de combate ao preconceito e a discriminação em geral, e à homofobia em particular”, afirma a carta.

Luisa Brasil – votebrasil.com

“Lula liquida qualquer capital político de Dilma”, diz Ciro

segunda-feira, 30 de Maio de 2011

O ex-ministro Ciro Gomes criticou o ex-presidente Lula por ir até Brasília intervir a favor do ministro Antônio Palocci. O Socialista diz que ex-presidente atrapalhou presidenta ao ir até Brasília para ajudá-la na crise que cerca Palocci.

“Lula liquida qualquer capital político de Dilma”, diz Ciro

segunda-feira, 30 de Maio de 2011

Fonte: votebrasil.com

Socialista diz que ex-presidente atrapalhou presidenta ao ir até Brasília para ajudá-la na crise que cerca Palocci.

O ex-ministro Ciro Gomes (PSB) criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ir até Brasília intervir a favor do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, no caso das revelações sobre a empresa de consultoria do petista. Para Ciro, a atitude de Lula “liquida qualquer capital político” da presidenta da República, Dilma Rousseff.

Ciro Gomes palestrou sobre desenvolvimento sustentável em um evento realizado na Assembleia Legislativa do Ceará na manhã desta segunda-feira (26). Antes e depois de sua participação, o ex-ministro falou durante 20 minutos, ao todo, com a imprensa. Foi tempo suficiente para ele criticar administração da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), aliada de seu irmão governador Cid Gomes (PSB), falar de sua permanência no PSB e comentar o caso Palocci.

“O caso do Palocci é gravíssimo, na minha opinião. O Palocci está obrigado, na minha opinião, a dar as devidas explicações, no devido tempo, na devida forma”, disse ele. Ciro afirmou que admira Palocci, mas que a situação enfraquece o governo Dilma. “Eu gosto dele. Acho que ele tem uma massa de serviços prestados que o credenciam, portanto eu o presumo como inocente. Mas é muito constrangedor o que está acontecendo. É preciso que seja resolvido isso com cabal explicação”.

Ciro reprovou a atitude do Lula de intervir publicamente no caso. “Lula tem esse equívoco. Inclusive ele cometeu um erro. Se ele queria ajudar, fizesse isso pelo telefone, discretamente”, ponderou. Para ele, a atitude do ex-presidente pode fazer transparecer falta de pulso de Dilma. “Ir até Brasília liquida qualquer capital político que a Dilma possa e deva acumular. Porque é inerente a liderança que ela tem como presidenta da República. Agora depende só do Lula o Brasil? Eu sou contra isso”, finalizou ele.

Enfraquecido, Serra perde disputa interna no partido

sábado, 28 de Maio de 2011

Após delicadas costuras políticas e disputas internas no partido, o PSDB decidiu em convenção nacional que o ex-governador José Serra comandará o Conselho Político do partido. O órgão ainda será criado pelo presidente da legenda Sérgio Guerra (PE), que foi reconduzido ao cargo neste sábado.

Enfraquecido, Serra perde disputa interna no partido

sábado, 28 de Maio de 2011

Por Renata Camargo – congressoemfoco.com.br

Após delicadas costuras políticas e disputas internas no partido, o PSDB decidiu em convenção nacional realizada hoje (28) que o ex-governador de São Paulo José Serra comandará o Conselho Político do partido. O órgão ainda será criado pelo presidente da legenda Sérgio Guerra (PE), que foi reconduzido ao cargo neste sábado.

Serra pleiteava o comando do Instituto Teotônio Vilela (ITV), entidade de estudos e formação política do partido. O ex-candidato à Presidência da República, no entanto, perdeu o cargo para o ex-senador cearense Tasso Jereissati, aliado do senador Aécio Neves (MG).

O ITV é uma estrutura poderosa de articulação do partido, pela qual Serra poderia trabalhar, com autonomia financeira e administrativa, seu projeto de candidatura presidencial para 2014. Prevendo essa estratégia, aliados do senador Aécio, que também vislumbra candidatura à Presidência da República na próxima eleição, intervieram na escolha do cargo.

Apesar do racha evidente no partido, na manhã de hoje Aécio, Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entraram juntos no auditório cheio, em um centro de convenções em Brasília. Em coro, tucanos presentes na convenção gritavam “tucano na presidência” e “Aécio presidente”.

No evento, além da recondução do deputado federal Sérgio Guerra ao cargo de presidente do partido, foram escolhidos o primeiro vice-presidente da legenda, o ex-governador Alberto Goldman (SP), e o vice-presidente-executivo, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Como secretário-geral do partido foi mantido o deputado federal Rodrigo de Castro.

No evento, também ficou definido que Conselho Político passará a ter a atribuição de editar as normas internas do partido. Mas, apesar de assumir o comando do novo departamento, Serra não terá liberdade absoluta para atuar, pois também farão parte do conselho o ex-presidente FHC, o próprio Aécio e os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perillo (GO).

Aeroportos: “O governo Dilma entra na era das privatizações escancaradas”

sábado, 28 de Maio de 2011

A privatização de bens públicos apareceu mais cedo do que se esperava no governo de Dilma Rousseff, eleita pelo PT, o partido que foi tradicionalmente um crítico contumaz da venda do patrimônio público na gestão de FHC.

Aeroportos: “O governo Dilma entra na era das privatizações escancaradas”

sábado, 28 de Maio de 2011

Escrito por Valéria Nader e Gabriel Brito, da Redação  do Correio da Cidadania
 

A privatização de bens públicos apareceu mais cedo do que se esperava no governo de Dilma Rousseff, eleita pelo PT, o partido que foi tradicionalmente um crítico contumaz da venda do patrimônio público na gestão de FHC. A novidade em relação ao governo ‘popular’ anterior de Lula é que os anúncios de venda, ao que parece, serão feitos de forma mais direta, dispensando os subterfúgios e camuflagens verbais, tão ao gosto do presidente-operário e bastante comuns no período em que presidiu o país.

A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas 2016, quando o país terá de mostrar que tem condições de se organizar no nível do seu atual status global, são uma ótima justificativa para o acirramento de uma conduta que, obviamente, não é nada nova. E a grande bola da vez são os aeroportos, cuja administração e expansão vêm sendo regularmente citadas, desde o início do mandato de Dilma, como passíveis de entrega à iniciativa privada.

Para discutir o assunto, o Correio da Cidadania entrevistou o deputado federal do PSOL Ivan Valente, para quem o governo segue o mesmo ‘caldo de cultura’ visto na privatização de outros serviços essenciais. Valente afirma que o mercado só irá se interessar pelos aeroportos altamente movimentados e lucrativos, relegando as regiões mais distantes dos principais eixos econômicos. Descrente quanto à política de concessões e privatizações, dizendo se tratar de lobby pesado que há tempos ronda os governos, o deputado enfatiza que agora vivemos, realmente, um momento de “escancaramento das privatizações”. Elas deverão marcar todo o governo Dilma, sob as pressões, evidentemente, dos grandes eventos e do clima de chantagem que os circula.

O deputado alerta ainda para os perigos envoltos na aceleração descontrolada de políticas que requereriam prazo muito mais longo, estratégicas para toda a organização futura do país. Nesse sentido, “A MP 521/10 – que pretende facilitar os processos licitatórios de todas as obras voltadas à Copa do Mundo e Olimpíadas – vem ao gosto das grandes empreiteiras e do grande capital monopolista”. Ele não refuta a hipótese do quarto aeroporto em São Paulo, mas lembra da necessidade de maior planejamento e integração de toda a malha de transportes.

Correio da Cidadania: Como você analisa os planos do governo de conceder a administração e construção de novos terminais aeroportuários à iniciativa privada, inclusive às próprias companhias que já dominam o mercado?

Ivan Valente: Eu diria que é o escancaramento das privatizações do governo Dilma. A privatização da Infraero e dos aeroportos brasileiros, e também a submissão às pressões em atender às tais demandas dos megaeventos, são todos álibis para justificar a concessão que está se buscando, dando à iniciativa privada mais essa oportunidade. Acho que precisa sair em letras garrafais: o governo Dilma entra na era das privatizações escancaradas.

Já entrou na verdade, pois deu concessões em estradas federais, fez leilões de poços de petróleo, vendas de banco etc. Mas pegar um setor estratégico e privatizá-lo de forma tão descarada é algo meio novo, antes havia certo pudor, hoje já não há mais. A idéia vem para agradar a mídia e os grandes grupos financeiros, promovendo também mais um retrocesso político.

Correio da Cidadania: Nesse sentido, como vê a MP 521/10, que pretende facilitar os processos licitatórios de todas as obras voltadas à Copa do Mundo e Olimpíadas, abrangendo, dessa forma, toda e qualquer obra nas cidades sedes?

Ivan Valente: Essa Medida Provisória é atentatória à lógica da transparência do Estado. Em nome de acelerar as obras, de ter grandes condições de viabilizar os eventos, viola-se a Lei de Licitações, facilitando aditivos em contrato, aceleração de contratos sem a devida verificação… Isso tudo vem ao gosto das grandes empreiteiras e do grande capital monopolista, de forma geral. Essa lógica de burlar a própria legislação para acelerar projetos certamente levará a casos de corrupção, de malversação de fundos, encarecimento de obras…

Tanto que o MPF (Ministério Público Federal) mandou ao PSOL uma nota técnica. Estamos analisando a nota, mas já vimos que o MPF está prevenido com relação a essa MP, com vistas a questionar sua constitucionalidade. E o nosso partido já se posiciona contra. Até porque ela vem embutida de uma chantagem política: “se não aprovar, é responsável pelas obras não estarem prontas no começo dos eventos”. Mas não aceitamos essa pressão, chantagem, e entendemos que o Estado brasileiro teria condições de: 1) não privatizar aeroportos; 2) não flexibilizar legislações.

Em resumo, entendemos que é uma concessão brutal do governo aos grandes interesses econômicos por trás de tudo.

Correio da Cidadania: Em entrevista do início do ano, Carlos Camacho, do Sindicato dos Aeronautas, afirmou não ver tanto problema em PPPs, Parcerias Público-Privadas, em si no gerenciamento de aeroportos. Camacho destaca que elas ocorrem de forma satisfatória em alguns países e poderiam vir a atender a demanda de expansão aérea do país, caso partissem de uma visão estratégica, que integrasse os pequenos aeroportos – algo do qual ele não estaria, no entanto, tão seguro. O que pensa disto?

Ivan Valente: Exatamente essa é a questão. Assim como na privatização da telefonia aqui no país, e agora também na discussão da expansão da banda larga, a privatização virá acompanhada de um grande apetite das empresas para tomarem conta dos aeroportos super lucrativos e de intenso movimento, mas não de toda a malha aérea e seus aeroportos. Por isso que, quando tinha a Telebrás, havia o chamado subsídio cruzado. Tínhamos alguns locais muito lucrativos, assim como empresas estaduais, tal como a Telesp, ao passo que outras regiões, como o Norte e Nordeste e no interior em geral, não eram atendidas.

Agora, no plano de expansão da banda larga, vemos a mesma coisa. O Estado entra com todo o sistema tronco da Eletrobrás e, em vez de criar e dar vida à estatal que idealizou, levando a banda larga até a ponta, vai entregar o filé para as empresas de telefonia. E elas farão a banda larga chegar a novos locais com preços elevados, afinal, como bem sabemos, as tarifas são caríssimas.

Na questão dos aeroportos será igual. Eles não têm interesse naqueles pouco lucrativos, com pouco movimento. Só estarão de olho nos aeroportos de alta taxa de ocupação. É isso que acontece quando a iniciativa privada entra. Ela visa o lucro, não visa dar respostas à estratégia e necessidade nacionais.

Por isso que o entrevistado de vocês não acredita muito que a prática será positiva, porque o Brasil já tem experiências negativas.

Correio da Cidadania: O que você pensa da Infraero, também alvo de objetivos de privatização? Acredita que possa ser privatizada?

Ivan Valente: Certamente. Em primeiro lugar porque há uma política geral de desgaste da Infraero, que pode ser vista através da mídia. Há de fato um grande cabide de empregos e grande interferência de militares. Porém, não se administra uma estatal ao mesmo tempo em que se fica dando sinalizações de privatizações. É certo que ela já existe na Infraero, na forma de terceirizações, quarteirizações, mas há uma pressão pela privatização, em nome daquela dita eficiência do mercado.

Correio da Cidadania: A construção de um novo aeroporto em São Paulo, idéia que chegou a ser cogitada para o município de Caieiras e logo depois rechaçada, parece ter voltado à baila. Camacho, acima citado, considera esta uma alternativa absolutamente irracional, em função da saturação urbana em São Paulo e arredores, inviabilizando uma obra da magnitude de um aeroporto. O que pensa disto? Acredita que vá sair do papel essa idéia?

Ivan Valente: Na verdade, o planejamento estratégico e viário da maior e mais urbanizada metrópole do país é um caos absoluto. Não há um trem de alta velocidade entre Viracopos e São Paulo. Não tem metrô pra Guarulhos. E falam num trem bala de 35 bilhões de reais, cuja passagem custaria 300 reais, um valor superior ao de uma passagem aérea entre Rio e São Paulo. Uma irracionalidade.

Dessa forma, precisa se pensar conjuntamente em malha viária (ainda mais com a lógica do automóvel que reina irracionalmente em São Paulo) e, especialmente, ferroviária.

Por outro lado, não tenho um quadro exato da expansão aérea. Mas se fosse feito um trem rápido de Viracopos pra São Paulo muita coisa seria facilitada. Fazer um quarto aeroporto na região metropolitana de São Paulo não é simples, precisa ver bem o local, as condições… É preciso estudar a utilização de Viracopos, que ficou muito tempo apenas como cargueiro, mesmo tendo algumas condições até melhores que Guarulhos e Congonhas, que se localiza no meio da cidade e está totalmente saturado.

Não basta falar em fazer mais um aeroporto. É preciso pensar na integração, no melhor aproveitamento do transporte… Não ter metrô pra Guarulhos é de uma irracionalidade a toda prova. Sobram exemplos de cidades cujos aeroportos ficam a 50 km da cidade principal e se pode chegar em 30 minutos via metrô.

Pra haver um quarto aeroporto, depende-se do planejamento. É evidente que a aviação brasileira cresce muito e São Paulo é o maior pólo do país. Mas tudo tem sua dificuldade. A terceira pista de Guarulhos, por exemplo, precisou desapropriar uma área onde viviam várias famílias. Além de ficar próxima à Serra da Mantiqueira, o que não é ideal…

Enfim, é preciso pensar estrategicamente, fazendo uma rede de integração dos transportes.

Correio da Cidadania: Mas diante de um cenário inexorável, representado por Copa e Olimpíadas, acentuando ainda mais o discurso de urgência de investimentos nos aeroportos, quais seriam algumas vias mais adequadas para viabilizá-los?

Ivan Valente: Eu sou totalmente contrário a pensar a expansão da infra-estrutura em função de eventos que acontecerão num determinado momento. Estamos falando em trens, metrôs, integração, uma estratégia de 50 anos, não para a Copa de 2014, as Olimpíadas de 2016. Pensar em função disso é a fórmula perfeita para justificar as privatizações e o abandono da transparência nas ações do Estado.

Por exemplo, é preciso pensar se o trem bala será realmente útil para a população. Parece até que já passou o timing de um trem bala. Ainda mais por 35 bilhões de reais… Talvez haja outras prioridades. Na grande São Paulo, onde vivem 20 milhões de pessoas, há outras possibilidades que podem equacionar melhor as necessidades de transporte, em termos de mobilidade, velocidade e tarifas.

A primeira de todas devia ser o metrô. São Paulo ter 60 quilômetros de metrô é indecente. Tem que ter 300. Isso é o primeiro ponto. Fora a combinação com os trens, que trazem gente da região suburbana, uma vez que a cidade já está entupida de veículos, não anda mais e os ônibus não têm dado conta. Tem que saber o que priorizar.

Correio da Cidadania: Mas se atendo aos aeroportos, que estratégias poderiam ser vistas como ideais, ou próximas disso?

Ivan Valente: Nos aeroportos, o problema é que alguns já estão saturados e certamente é preciso pensar estrategicamente em sua integração. Não tenho números exatos, mas o aeroporto de Viracopos poderia desempenhar um papel de desafogamento. Desde que haja um trem que leve a São Paulo rapidamente. Não adianta descer lá e ter de pegar a Rodovia dos Bandeirantes. O de Guarulhos tem opções de ampliação. Não sou contra pensar num novo aeroporto. Só penso que deve ser feito a partir de um plano sério de integração, com os devidos estudos de impacto ambiental.

Correio da Cidadania: O que você achou da recente criação da Secretaria de Aviação Civil? Pensa que ela foi idealizada para, de alguma forma, atender às necessidades do público de melhoria dos serviços nessa área?

Ivan Valente: Acho que não, pois é pouco transparente. Está muito ligada a essas necessidades imediatas, sob influência de todos os interesses econômicos. Isso não quer dizer que não deva haver uma Secretaria de Aviação Civil. O Brasil é enorme, continental, importante, com uma malha enorme. Mas pela forma como foi criada, sem uma discussão pública com alguma amplitude, não sei até onde pode solucionar as necessidades que vemos no setor.

Além disso, aqui no Brasil temos o problema da militarização das ações aéreas. Todo o controle aéreo do país ainda está nas mãos da aeronáutica. Dessa forma, precisamos saber até que ponto a Secretaria oferece real autonomia e condições de integrar nacionalmente as ações do setor aéreo.

Correio da Cidadania: Daria pra suspeitar, portanto, que sua criação veio casada com esses interesses mencionados, de acelerar e facilitar os processos de privatização e concessões?

Ivan Valente: Vem em cima dessa demanda, porque poderia ter sido criada há muito mais tempo. Portanto, vem, sim, influenciada pela demanda de privatizações.

Correio da Cidadania: O que vem pela frente a seu ver, a partir dos fatores que já estão sendo insinuados pela realidade de nossa conjuntura política e econômica?

Ivan Valente: Espero que não se repita o que aconteceu nos jogos Pan-americanos, quando o custo final do evento foi várias vezes superior ao previsto. É bem provável que tenhamos conseqüências desastrosas, pois, ao se passarem tantas prerrogativas à iniciativa privada, é evidente que o Estado abre mão de um planejamento estratégico maior.

Em segundo lugar, mesmo sendo um setor estratégico, o mercado trabalha com a lógica do lucro imediato, do retorno, redução de custos… Em minha opinião, é prejuízo para o povo brasileiro.

Correio da Cidadania: Até porque muitas obras poderão não ser mais do que provisórias, conduzidas a toque de caixa.

Ivan Valente: Certamente. Vi no jornal que a expansão de Cumbica se daria em cima dos galpões da Vasp e da Transbrasil. Quer dizer, não há exatamente um plano. Além disso, tem a questão dos recursos, em cima de um país carente de infra-estrutura. Paga-se 48% do orçamento em juros, amortizações e rolagem da dívida, e ficam sempre dizendo que é preciso abrir as pernas pra iniciativa privada, pois o Estado não tem dinheiro. Esse é o jogo armado em nosso país.

Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.

Anvisa aprova vacina contra HPV para homens

sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A aplicação em mulheres já acontece desde 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo médio de R$ 900.
 
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina contra HPV (papilomavírus humano) em meninos e homens com idades entre 9 e 26 anos. A aplicação em mulheres já acontece desde 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo médio de R$ 900.

A vacina está liberada para homens nos EUA desde 2009. Ela previne as verrugas genitais causadas, principalmente, pelos tipos 6 e 11 do vírus. A vacina é conhecida como Gardasil (Merck Sharp & Dohme). Para aprovar a imunização a Anvisa se baseou em um estudo que comprova a redução de 90% das lesões genitais externas.

A pesquisa acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, e comprovou a eficácia da vacina contra lesões ligadas aos tipos 6,11, 16 e 18 do HPV.

No homem o vírus provoca lesões na pele e nas mucosas, verrugas no pênis e no ânus. Na mulher, além das lesões nas regiões genitais, o vírus também é a principal causa de câncer do colo do útero. O contágio ocorre por meio de relação sexual e no parto de mãe para filho.

De acordo com o Ministério da Saúde, o HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo. No Brasil são registrados 137 mil novos casos da doença a cada ano.

Sanguessugas de volta à Comissão de Orçamento

sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Seis parlamentares denunciados pela CPI dos Sanguessugas, que apurou desvio de verbas orçamentárias de prefeituras, integram agora a Comissão Mista de Orçamento. Entre eles, estão Nilton Capixaba, acusado de ser um dos líderes, e João Magalhães, envolvido na venda de emenda.

Sanguessugas de volta à Comissão de Orçamento

sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Seis parlamentares denunciados pela CPI dos Sanguessugas, que apurou desvio de verbas orçamentárias de prefeituras, integram agora a Comissão Mista de Orçamento. Entre eles, estão Nilton Capixaba, acusado de ser um dos líderes do esquema, e João Magalhães, envolvido em outra denúncia de venda de emenda.

O Brasil é mesmo um país generoso. Há menos de cinco anos a Câmara deixou de analisar o parecer pela cassação do deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), acusado de ser um dos líderes do “braço político” do esquema de desvio de dinheiro público para a compra superfaturada de ambulâncias, o chamado esquema dos sanguessugas. Capixaba escapou da cassação, mas não conseguiu se reeleger em 2006. Este ano, ele voltou à Câmara, conduzido pelos mais de 52 mil votos recebidos em outubro. Três meses após assumir o mandato, o deputado faz parte agora da poderosa Comissão Mista de Orçamento (CMO), responsável pela aprovação da lei orçamentária e pelo acompanhamento da aplicação dos recursos federais.
 
Foi justamente a apresentação de emendas ao orçamento, cuja análise prévia cabe à comissão, a principal ponta no Congresso do esquema que resultou no pedido de cassação de 72 parlamentares em 2006. Além de Capixaba, outros cinco parlamentares denunciados à época pela CPI integram a atual Comissão Mista de Orçamento. Juntos, eles foram acusados de ter recebido, em valores não corrigidos, mais de R$ 900 mil da Planam, empresa que coordenava a máfia das ambulâncias, em troca da apresentação de emendas que favoreceram a família Vedoin.

Pelo menos quatro desses integrantes da Comissão de Orçamento acusados pela CPI ainda devem explicações à Justiça sobre o caso. Além de Capixaba, também são réus na Justiça Federal de Mato Grosso, que concentra a maioria das investigações, os deputados Jorge Pinheiro (PRB-GO) e Benjamin Maranhão (PMDB-PB). As acusações contra eles são de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha ou bando e crime contra a Lei de Licitações. Esses processos devem subir em breve para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam as investigações contra parlamentares e outras autoridades federais.

Por Edson Sardinha – congressoemfoco.com.br

Lula volta a Brasília para atuar no governo Dilma

quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Menos de cinco meses após transmitir o cargo dizendo que não iria se meter no mandato da sua sucessora, o ex-presidente Lula assumiu o papel de articulador político do governo Dilma Rousseff. Uma das funções assumidas por Lula foi estruturar a blindagem do ministro Antonio Palocci, ora alvo de denúncias.

Lula volta a Brasília para atuar no governo Dilma

quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Líder do DEM no Senado ironiza a ‘volta’ de Lula a Brasília dizendo que o governo foi terceirizado.
 
Menos de cinco meses após transmitir o cargo dizendo que não iria se meter no mandato da sua sucessora, o ex-presidente Lula assumiu o papel de articulador político no dia-a-dia do governo Dilma Rousseff.

A revista Veja diz que, sob a desculpa de tratar da reforma política, Lula tem participado de reuniões com presidentes de partidos aliados, deputados e senadores governistas e levado recados à presidente Dilma.

Governo ‘terceirizado’?
Uma das funções assumidas por Lula foi estruturar a blindagem do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, ora alvo de denúncias. Na terça-feira, 24, Lula se reuniu com senadores do PT para tratar do assunto. Nesta quarta, 25, a reunião foi com líderes da bancada governista na casa do presidente do Senado, José Sarney.

Outra função do ex-presidente tem sido apaziguar os ânimos de deputados e senadores da base governista que reclamam do distanciamento entre o Planalto e o Congresso. O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), ironiza a “volta” de Lula a Brasília dizendo que o governo foi terceirizado: “O Lula já não pode ser chamado de ex-presidente, porque ele passou a dividir o poder com a Dilma, diante da omissão dela em gerenciar a crise política”.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Dilma diz que governo não fará propaganda de opção sexual

quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Em uma cerimônia de assinatura de termos de compromisso para a construção de 138 creches, a presidente Dilma Rousseff declarou que suspendeu a produção e entrega das cartilhas e vídeos do kit contra a homofobia porque, segundo ela, o governo não pode interferir na vida privada dos brasileiros.

Dilma diz que governo não fará propaganda de opção sexual

quinta-feira, 26 de Maio de 2011

A presidente suspendeu a produção e entrega das cartilhas e vídeos do kit contra a homofobia .
 
Em uma cerimônia de assinatura de termos de compromisso para a construção de 138 creches, a presidente Dilma Rousseff declarou que suspendeu a produção e entrega das cartilhas e vídeos do kit contra a homofobia porque, segundo ela, o governo não pode interferir na vida privada dos brasileiros. “O governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”, afirmou.

A presidente afirmou que a função do governo é apenas educar para que se evite agressões e desrespeitos à diferença. “Nós não podemos interferir na vida privada das pessoas . Agora, o governo pode sim fazer uma educação de que é necessário respeitar a diferença, que você não pode exercer práticas violentas contra aqueles que são diferentes de você”, disse.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou, minutos depois do evento, que os vídeos do kit anti-homofobia poderão ser integralmente refeitos. Segundo ele, a presidente entendeu que o material não foi feito de maneira apropriada para promover aquilo que pretende, o combate à violência, e por isso eles poderão ser reelaborados.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Dilma pede que caso Palocci não seja politizado

quinta-feira, 26 de Maio de 2011

A presidente Dilma Rousseff apareceu ao lado do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, poucos dias após o escândalo em cima do aumento de seu patrimônio. Mas a polêmica da aparição não parou por aí. Dilma defendeu o ministro, dizendo que Palocci está dando todas as explicações sobre suas contas.

Dilma vem a público defender Palocci

quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Presidente afirma que ministro está esclarecendo o caso, mas população continua sem saber de nada.
 
Entra governo, sai governo e a política brasileira segue a mesma linha. A presidente Dilma Rousseff apareceu nesta quinta-feira, 26, ao lado do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, poucos dias após o escândalo em cima do aumento de seu patrimônio. Mas a polêmica da aparição não parou por aí. Dilma defendeu o ministro, dizendo que Palocci está dando todas as explicações sobre suas contas.

Segundo a presidente, a repercussão do caso se deve à “politização” da acusação de que o ministro teria multiplicado por 20 seu patrimônio entre os anos de 2006 e 2010. “Espero que essa seja uma questão que não seja politizada como aconteceu ontem, com aquela questão da devolução dos impostos da empresa WTorre”, afirmou.

A WTorre é uma das empresas que teria contratado os serviços de consultoria de Palocci. Ele afirma ter comprado um apartamento de R$ 6,6 milhões e um escritório de R$ 882 mil, através de recursos da sua empresa de consultoria. De acordo com a presente, o Ministério da Fazendo devolveu os impostos à incorporadora WTorre. “O pagamento à empresa não significa nenhuma manipulação. Lamento que um caso deste tipo esteja sendo politizado”, disse Dilma.

Deputados tucanos acusam a construtora de obter pagamentos de sua restituição de Imposto de Renda em um tempo menor que o nomral depois de fazer doações à campanha de Dilma. Palocci é acusado de fazer tráfico de influência, trocando as doações por incentivo à Receita Federal. A WTorre teria doado R$ 2 milhões à campanha em troca da liberação de R$ 9,2 milhões na restituição.

Os tucanos não conseguiram provar as suas suspeitas. Dilma afirma que a restituição é liberada pela Justiça, setor sobre o qual Palocci não teria influência. As explicações do ministro, que Dilma garantem que estão sendo feitas, não são públicas. Palocci diz que não pode detalhar seus negócios e clientes, já que assinou cláusulas de confidencialidade ao prestar os serviços. Desta vez, é o povo que não sabe de nada.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Mais uma para Palocci explicar

quinta-feira, 26 de Maio de 2011

De acordo com os dados apresentados pelo deputado Francisco Francischini (PSDB/PR) a WTorre solicitou restituições relativas aos anos-base de 2007 e  2008. A Receita liberou o repasse em duas ordens bancárias, com valores de R$ 6.259.531,67 e R$ 2.920.770, com a seguinte descrição: “saldo negativo IPRJ”.