Arquivo de Março de 2011

Sony Music terá que pagar indenização por música de Tiririca

quinta-feira, 31 de Março de 2011

Por conta da música “Veja os cabelos dela”, cantada pelo atual deputado federal Tiririca, a gravadora Sony Music terá de pagar uma indenização de R$ 300 mil por danos morais. Em 2009 a Sony depositou em juízo o valor de R$ 663.159,37.

Sony Music terá que pagar indenização por música de Tiririca

quinta-feira, 31 de Março de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Em 2009 a Sony depositou em juízo o valor de R$ 663.159,37. Mas, as ONGs entraram com um recurso pedindo juros e correção monetária.

Por conta da música “Veja os cabelos dela”, cantada pelo atual deputado federal Tiririca, a gravadora Sony Music terá de pagar uma indenização de R$ 300 mil por danos morais. A Justiça do Rio de Janeiro confirmou a sentença dada em 2004 e determinou que também sejam pagos juros e correção monetária calculados de maneira retroativa, desde a citação, feita em 1997. Com isso, o valor a ser pago pode chegar a R$ 1,2 milhão.

A Sony já informou que irá recorrer da decisão. A ação foi movida pelas ONGs Centro de Articulação das Populações Marginalizadas, Instituto das Pesquisas das Culturas Negras, Grupo de União e Consciência Negra, Instituto Palmares de Diretor Humanos e Crioula, que se dizem ofendidas pelos versos: “Essa nega fede, fede de lascar/Bicha fedorenta, fede mais que gambá”.

Em 2009, a Sony depositou em juízo o valor de R$ 663.159,37. Mas, as ONGs entraram com um recurso pedindo juros e correção monetária a partir da data da citação e não da decisão da justiça.

OAB-RJ pede a cassação de Jair Bolsonaro

quinta-feira, 31 de Março de 2011

No pedido, assinado pelo presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, pelo procurador-geral da entidade, Ronaldo Cramer, e pelo subprocurador-geral da Ordem, Guilherme Peres de Oliveira, é dito que Bolsonaro violou os “valores constitucionais essenciais ao Estado Democrático de Direito”.

OAB-RJ pede a cassação de Jair Bolsonaro

quinta-feira, 31 de Março de 2011

Por Mário Coelho – congressoemfoco.com.br

A seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) entrou nesta quarta-feira (30) com uma representação para abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). No documento, entregue hoje à Mesa Diretora da Câmara, a entidade argumenta que o pepista extrapolou os limites da liberdade de expressão com suas recentes declarações. Essa é a terceira representação contra ele protocolada na Casa.

No pedido, assinado pelo presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, pelo procurador-geral da entidade, Ronaldo Cramer, e pelo subprocurador-geral da Ordem, Guilherme Peres de Oliveira, é dito que Bolsonaro violou os “valores constitucionais essenciais ao Estado Democrático de Direito”. No quadro “Povo quer saber”, do programa CQC, da Bandeirantes, ele foi questionado pela cantora Preta Gil sobre como agiria se seu filho se apaixonasse por uma negra. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu Bolsonaro.

“Fica claro o teor homofóbico e racista, este último, aliás, tipificado em tese até mesmo como crime inafiançável”, defendem os advogados. Para eles, a justificativa do parlamentar, de que não entendeu a pergunta, não é “crível”. “Primeiro, porque a pergunta foi formulada de maneira perfeitamente clara, não havendo qualquer dubiedade capaz de gerar o referido engano. Segundo, porque se tratava de um vídeo anteriormente gravado, sendo perfeitamente possível que, no caso de má compreensão da pergunta, o deputado solicitasse nova reprodução do vídeo veiculado”

Jean diz que vai ao Conselho de Ética contra Bolsonaro

Ontem (29), outras duas representações foram apresentadas ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), contra Bolsonaro. Uma elaborada pelo deputado Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro da Secretaria de Igualdade Racial do governo do ex-presidente Lula, e a outra por parlamentares integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. As duas já foram encaminhadas ao corregedor da Casa, Eduardo da Fonte (PP-PE).

O deputado pernambucano terá a missão de elaborar um relatório sobre o caso. Se a conduta de Bolsonaro for considerada inapropriada, o processo será encaminhado ao Conselho de Ética. Lá, um relator será designado e uma punição pode ser recomendada. A recomendação do órgão precisa ser ratificada pelo plenário da Câmara.

Embora o sucesso das representações não dependa somente de Marco Maia, o presidente da Câmara deixou clara a sua discordância quanto ao comportamento de Bolsonaro. “As declarações do deputado Jair Bolsonaro são lamentáveis quando lutamos pelo fim das desigualdades e da intolerância. Palavras racistas e discriminatórias não fazem parte do Brasil que queremos”, disse Maia no Twitter.

O bobalhão e o guerreiro

quinta-feira, 31 de Março de 2011

“Quem acredita nos princípios do individualismo, do empreendedorismo, da acumulação de capital, que são os preceitos do pensamento de direita, pode se espelhar em José Alencar. Não precisa ter medo de se associar às boçalidades de Jair Bolsonaro”

O bobalhão e o guerreiro

quinta-feira, 31 de Março de 2011

Por Rudolfo Lago* – congressoemfoco.com.br

No Brasil, praticamente nenhum político costuma classificar-se como de direita. O sujeito é o mais empedernido conservador e jura que é de centro-esquerda. Instala-se o paradoxo: uma multidão de autoridades ditas de esquerda e centro-esquerda produz uma das sociedades mais desiguais do planeta. É a faceta política da nossa costumeira hipocrisia.

Essa tendência tem uma explicação: ao não se declarar de direita, o político quer evitar a todo custo ver a sua imagem associada à ditadura militar, que nos castigou por mais de vinte anos. Porque foi um período marcado pela intolerância, pela absoluta falta de respeito às diferenças, pela truculência, pela violência como resposta às divergências, pela falta de modos, pela falta de educação. Enfim, pela boçalidade.

Há um político brasileiro que não se importa em se classificar como de direita: o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). E, ao ver seu comportamento, é preciso dar razão aos demais conservadores que se esquivam da classificação ideológica. Porque Bolsonaro faz questão de demarcar em seu comportamento todas essas características descritas acima da ditadura militar. Intolerante, despido de qualquer respeito às diferenças, truculento, sem educação, violento – com as armas que lhe dispõe a democracia, que às vezes podem não machucar menos. Enfim, um boçal.

A técnica da caricatura consiste em destacar no desenho o que a pessoa tem de mais feio para imprimir humor ao traço. Se a pessoa é orelhuda, a orelha desenhada será incomensurável. Bolsonaro é uma caricatura de soldado. Faz questão de representar o que se costuma enxergar de mais feio naquele que enverga farda, arma e coturno. Não se faz respeitar. Prefere ameaçar e agredir. Tomando Bolsonaro como referência, ninguém vai mesmo querer se dizer de direita.

Morto na terça-feira, o ex-vice-presidente José Alencar pode ser uma boa referência a se seguir como exemplo bem melhor de um homem conservador e de direita. Ele até podia pessoalmente seguir a tendência comum de evitar o rótulo. Mas era inegavelmente um homem de direita. Aliás, nada melhor como propaganda de direita que o seu exemplo e a sua trajetória.

Não há nada mais furado que a ideia de que a dicotomia esquerda/direita seja uma coisa ultrapassada. Essa ideia, após a queda do Muro de Berlim, veio associada a outra ideia igualmente furada: a de que o capitalismo havia, enfim, triunfado na sua disputa com o socialismo. A crise na Europa e nos Estados Unidos são a prova mais veemente de que o capitalismo não triunfou coisa nenhuma. A dicotomia esquerda/direita é a briga entre a acumulação ou a distribuição social da riqueza. Entre o direito individual em contraposição ao direito coletivo. Está, por exemplo, na decisão do STF sobre a Lei da Ficha Limpa: a vitória do interesse individual sobre o interesse coletivo no STF foi a vitória da direita do Supremo contra a esquerda do Supremo.

Meu colega de coluna, Marcelo Soares, tem razão quando diz que Alencar não sobreviveria tanto tempo se fosse paciente do SUS. Mas, com todo respeito ao Marcelo, creio que não é aí que reside o exemplo de José Alencar. O dinheiro pode ter prolongado a vida de Alencar, mas também prolongou seu sofrimento. Porque, com relação a uma doença como o câncer, o dinheiro ainda não conseguiu eliminar a dor e o sofrimento. Alencar pagou para ter sua vida prolongada, mas pagou também pelas dores e enjôos da quimioterapia, pelos inconvenientes de colostomias e cirurgias que chegaram a durar mais de 20 horas. Se algum dia ele reclamou disso, só viram seus parentes e amigos mais íntimos. Porque, publicamente, Alencar enfrentava tudo com um sorriso nos lábios, bom humor e otimismo.

A marca do exemplo de Alencar está aí. É a ideia de que nós devemos enfrentar as adversidades da vida com coragem sempre. Sem se abater e sem cair na desculpa de que o destino, ou o sistema, nos impedem de avançar. O que Alencar fez com o câncer é o que ele fez com a vida: nasceu paupérrimo, estudou só até o fim do primário, mas ficou milionário. Existe melhor propaganda capitalista, de direita, do que essa?

Quem acredita nos princípios do individualismo, do empreendedorismo, da acumulação de capital, que são os preceitos do pensamento de direita, pode, portanto, se espelhar em José Alencar, o guerreiro. Não precisa ter medo de se associar às boçalidades da caricatura de soldado Jair Bolsonaro, o bobalhão.

*É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, Rudolfo Lago atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultaram na cassação do senador Luiz Estevão

Bolsonaro declara guerra aos homossexuais

quinta-feira, 31 de Março de 2011

Em entrevista ao Congresso em Foco durante o velório do ex-vice-presidente José Alencar, o deputado fluminense, que agrediu a cantora Preta Gil em programa de televisão, diz que está em combate com os representantes LGBT e da esquerda no Congresso. E dispara contra Dilma Rousseff: “Ela devia estar presa”.

Bolsonaro declara guerra aos homossexuais

quinta-feira, 31 de Março de 2011

Fábio Góis – congressoemfoco.com.br

Em entrevista ao Congresso em Foco durante o velório do ex-vice-presidente José Alencar, o deputado fluminense, que agrediu a cantora Preta Gil em programa de televisão, diz que está em combate com os representantes LGBT e da esquerda no Congresso. E dispara contra Dilma Rousseff: “Ela devia estar presa”

“Estamos aqui em uma guerra”. Foi com essa frase que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) resumiu as reações que se seguiram à frase carregada de preconceitos que ele despejou contra a cantora Preta Gil, no programa jornalístico-humorístico CQC (TV Bandeirantes), na segunda-feira (28). A declaração, racista e homofóbica, resultou em diversas representações contra ele por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara. E vindas das mais variadas correntes sociais. Além do deputado e ex-ministro da Igualdade Racial Edson Santos (PT-RJ), cerca de 20 outros parlamentares e até a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) protocolaram pedido de cassação contra Bolsonaro.

“Se o seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?”, pergunta a cantora e compositora Preta Gil, filha do artista e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, no quadro “O povo quer saber”, do CQC. “Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos são muito bem educados. E não viveram em ambientes como, lamentavelmente, é o teu”, respondeu Bolsonaro.

Ao final do quadro, Marcelo Tas, apresentador do CQC, antecipou o clima que seria instalado a partir das declarações agressivas de Bolsonaro. “Caraca! Eu prefiro acreditar que Bolsonaro não entendeu a pergunta da nossa querida Preta Gil”, exclamou o jornalista, entre os incrédulos Rafael Bastos e Marco Luque, com quem divide a bancada do programa.

Confira o vídeo:

Pegando carona na deixa de Marcelo Tas, Bolsonaro defendeu-se dizendo que, de fato, não tinha entendido a pergunta de Preta Gil. Disse ter pensado que a indagação era sobre como reagiria se tivesse um filho homossexual. Ou seja: saiu do racismo para revelar uma violenta homofobia. Não diminuiu o grau das reações contra ele. Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, porém, Bolsonaro demonstra não estar muito preocupado nem envergonhado com o que disse. Ao contrário, ele parece mesmo se divertir com a polêmica.

“Estamos aqui em uma guerra, não é? Se eu me comportar como um cordeirinho aqui dentro [Bolsonaro estava no Planalto, mas falava do “mundo da política”]… Não é do meu estilo, não é da minha formação civil e militar. Eu sou um combatente aqui dentro. Se um dia eu der um tiro errado, eu vou pagar por causa daquele tiro”, declarou o deputado, durante o velório do ex-vice-presidente da República José Alencar, morto nesta terça-feira (29). Na ocasião, Bolsonaro se inspirou em suas épocas de casamata e classificou como “brilhante” o período de ditadura militar que acometeu o Brasil entre 1964 e 1985.

“Está na cara que o pessoal que é homossexual – que nós temos dentro do Congresso – e o pessoal ideologicamente de esquerda, que não gosta de mim dada a minha posição de defender o brilhante período que tivemos de 64 a 85, vai me criticar”, argumentou.

A entrevista não durou mais do que 10 minutos. Pouco antes, dezenas de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas se aglomeravam em volta de Bolsonaro. Sozinho e encaminhando-se para a saída do Palácio do Planalto, o deputado, então, deu a seguinte entrevista ao site:

Congresso em Foco – Como o senhor encara a morte de José Alencar? E como é comparecer ao velório do ex-vice-presidente em meio a tanta polêmica?
Jair Bolsonaro – Vim render minhas homenagens ao nosso querido José Alencar. Foi o único ministro da Defesa nos últimos 10 que apresentou um projeto de interesse dos integrantes das Forças Armadas – ele regulamentou a questão do nosso auxílio invalidez. Os militares sofrem de problemas de saúde semelhantes ao que ele estava sofrendo. Ele foi o único a apresentar projeto. Todos os outros passaram, usaram isso aqui como trampolim para alguma coisa, e as nossas Forças Armadas perderam, em todos os aspectos, ao longo desse tempo.

Tinha uma boa relação com o ex-vice-presidente?
Tive um contato com ele muito bom. Ele até lacrimejava os olhos quando falava que tinha sido soldado de Tiro de Guerra. Era uma pessoa muito afável. Viajei algumas vezes com ele de avião, ele me convidou, a serviço. Gostei muito dele, e ele tinha um carinho muito grande com a gente [militares]. Em que pese ele não ter tido conhecimento – e ele até dizia pra mim – da questão das Forças Armadas, como um todo, naquele momento.

José Alencar questionava a alta de juros, contrapondo-se a um elemento crucial da política econômica do governo Lula. Já Michel Temer prefere a discrição, a atuação nos bastidores. Qual estilo o senhor prefere?
Todo mundo sabe que o vice-presidente pouco apita, não é? Eu não posso falar o que eu gostaria que o Michel Temer fizesse, que ele iria falar que gostaria que eu fizesse outra coisa dentro da Câmara, entendeu? Pôxa, eu acredito em Deus, e peço que Deus ilumine essas pessoas. Nós sabemos que o PMDB é um partido grande e importante. Sabemos como o PMDB age na política.

O PMDB ajuda ou atrapalha a presidenta Dilma?
Sabemos o passado da presidenta – um passado que não é recomendável para qualquer cidadão brasileiro. Se ela fosse uma mulher que tivesse vivido na Itália, estaria presa, como está o pessoal da Brigada Vermelha [movimento extremista de esquerda originado na Itália dos anos 1960] até hoje. Mas, já que ela está presidente, pôxa, que ela pense no Brasil como um todo, e não em nichos eleitorais – como ela fez agora, aumentando o Bolsa Família. Isso interessa pra ela, porque é um grande curral eleitoral.

O episódio da Preta Gil moveu mais representações contra o senhor no Conselho de Ética. Já são três as…
Pode ser 30, não tem problema nenhum. Vejo com bons olhos, porque essas coisas não podem ficar escondidas. Têm de ser colocadas para fora, debatidas, para que se chegue a uma conclusão junto a pessoas de bom senso. Está na cara que o pessoal que é homossexual que nós temos dentro do Congresso e o pessoal ideologicamente de esquerda, que não gosta de mim dada a minha posição de defender o brilhante período que tivemos de 64 a 85, vai me criticar. E nós vamos colocar isso da forma como aconteceu. E tenho certeza até de que, na próxima segunda-feira agora [4 de abril], a própria equipe do CQC vai trazer mais alguma coisa e nós vamos esclarecer isso. Até porque o próprio Marcelo Tas falou: ‘Eu acho que o deputado não entendeu a pergunta’.

Não se sente ameaçado?
Não, de jeito nenhum. Estamos aqui em uma guerra, não é? Se eu me comportar como um cordeirinho aqui … Não é do meu estilo, não é da minha formação civil e militar. Eu sou um combatente aqui dentro. Se um dia eu der um tiro errado, eu vou pagar por causa daquele tiro…

Vai ser alvejado?
Vou ser é fuzilado… (risos; neste momento, um fotógrafo começou a disparar flashes e registrar a presença do deputado) Olha aí, já estão me metralhando…

Morre o ex-vice-presidente José Alencar

terça-feira, 29 de Março de 2011

O ex-vice-presidente José Alencar morreu às 14h45 desta terça-feira, 29, aos 79 anos, por falência múltipla dos órgãos. O político lutava há anos contra um câncer, mas nos últimos meses a situação se complicou e ele foi internado por diversas vezes.

Morre o ex-vice-presidente José Alencar

terça-feira, 29 de Março de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

O ex-vice-presidente José Alencar morreu às 14h45 desta terça-feira, 29, aos 79 anos, por falência múltipla dos órgãos. O político lutava há anos contra um câncer, mas nos últimos meses a situação se complicou e ele foi internado por diversas vezes.

Alencar passou o Natal e o Ano Novo internado e não pode realizar seu desejo de estar presente na cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff e descer, junto com o ex-presidente Lula, a rampa do Palácio do Planalto. No último dia 25 de janeiro ele deixou o hospital Sírio-Libanês para ser um dos homenageados no aniversário de São Paulo.

José Alencar Gomes da Silva nasceu em Muriaé, no interior de Minas Gerais em 17 de outubro de 1931. Sua vida pública começou com a presidência da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, presidente da FIEMG (SESI, SENAI, IEL, CASFAM) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Antes já havia se consolidado como um grande empresário.

Aos dezoito anos fundou seu primeiro negócio e mudou de ramo várias vezes até assumir a empresa de tecidos União dos Cometas, que pertencia ao seu irmão Geraldo, que faleceu em 1959. Dez anos depois, em sociedade com Luiz de Paula Ferreira, fundou a a Companhia de Tecidos Norte de Minas, Coteminas, com a mais moderna fábrica de fiação e tecidos que o país já conheceu.

Em 1994 ele candidatou-se às eleições para o governo de Minas Gerais e, em 1998, foi eleito senador pelo estado. Foi vice-presidente do Brasil entre os anos de 2003 a 2011, neste período assumiu à presidência por 398 dias, na ausência de Lula. Em 2004 acumulou o cargo com o ministério da Defesa, ao qual renunciou em 2006, para poder disputar as eleições como vice-presidente.

Desde 2000, Alencar lutava contra um câncer na região abdominal e passou por mais de 15 cirurgias. Ele se submeteu a um tratamento experimental nos Estados Unidos, mas os resultados foram inconclusivos. O ex-vice-presidente desistiu de disputar uma vaga no Senado em 2010 após passar por inúmeras internações.

Jean diz que vai ao Conselho de Ética contra Bolsonaro

terça-feira, 29 de Março de 2011

Baseado em declarações dadas por Bolsonaro ao programa CQC, da TV Bandeirante, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) anunciou que vai entrar com uma representação por quebra de decoro parlamentar por racismo contra o também deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) no Conselho de Ética da Câmara.

Jean diz que vai ao Conselho de Ética contra Bolsonaro

terça-feira, 29 de Março de 2011

Por Mário Coelho – congressoemfoco.com.br

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) anunciou que vai entrar com uma representação por quebra de decoro parlamentar por racismo contra o também deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) no Conselho de Ética da Câmara. A representação vai ser baseada em declarações dadas por Bolsonaro ao programa CQC, da TV Bandeirantes, veiculadas na noite de ontem (28). No quadro “Povo quer saber”, o deputado foi questionado pela cantora Preta Gil sobre como agiria se seu filho se apaixonasse por uma negra.

“Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu Bolsonaro. Caso seja aberto um processo por quebra de decoro no Conselho de Ética, a punição pode ir de censura verbal até cassação do mandato parlamentar.

Para Jean, o colega de bancada fluminense praticou crime de racismo. Ele chamou Bolsonaro de “racista homofóbico”, em referência ao discurso de intolerância do deputado em relação aos homossexuais. Pelo Twitter, o deputado do Psol pediu o apoio e mobilização dos movimentos negro e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e trangêneros). “‘Amanhã vai ser outro dia’. Bolsonaro terá de responder por seu crime e imoralidade porque queremos uma sociedade justa e boa!”, afirmou Jean Wyllys. O site ainda tenta contato com os deputados, mas não obteve retorno.

Jean Wyllys disse que hoje vai analisar qual o meio mais rápido de representar contra Bolsonaro no Conselho de Ética. A possibilidade maior é que o próprio partido entre com uma representação. A pergunta foi feita pela cantora Preta Gil. Ao ver a resposta no programa, ela disse, também pelo Twitter: “Advogado acionado, sou uma mulher Negra, forte e irei até o fim contra esse Deputado, Racista, Homofóbico, nojento, conto com o apoio de vocês”.

“Racismo é crime! Quem pratica racismo e homofobia em tv aberta é mais que imoral; é criminoso que debocha da Constituição”, disparou Jean. Ele acrescentou que a “derrota do reacionário travestido de fascista é a existência das frentes parlamentares pela Igualdade Racial e pela Cidadania LGBT”. Pelo Código Penal, praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, pode gerar uma pena de um a três anos reclusão e multa. Como Bolsanaro é parlamentar e tem foro privilegiado, só pode ser processado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 2009, o Congresso em Foco fez uma retrospectiva das polêmicas em que Bolsonaro já se envolveu. Confira: “Com que moral vão me cassar aqui?”

Campanha contra a tuberculose alerta para tosse por mais de três semanas

sábado, 26 de Março de 2011

 ?????Uma tosse por mais de três semanas é um sintoma importante para que a pessoa procure um médico. Este alerta marca a campanha deste ano de    combate à tuberculose lançada pelo Ministério da Saúde.

Campanha contra a tuberculose alerta para tosse por mais de três semanas

sábado, 26 de Março de 2011

O objetivo é estimular a população a fazer um diagnóstico precoce da doença e evitar a transmissão para parentes e pessoas próximas…

Brasília – Uma tosse por mais de três semanas é um sintoma importante para que a pessoa procure um médico. Este alerta marca a campanha deste ano de combate à tuberculose lançada hoje (24) pelo Ministério da Saúde.

O objetivo é estimular a população a fazer um diagnóstico precoce da doença e evitar a transmissão para parentes e pessoas próximas.

A campanha também traz um material destinado aos profissionais de saúde que atuam no sistema penitenciário, e foi adotado em razão do número de casos entre os presos – a incidência chega a ser 25 vezes mais do que na população em geral, que é de 37,99 casos para cada 100 mil habitantes.

A insalubridade e a superlotação de celas, de acordo com o ministério, agravam a situação da doença nos presídios. No Brasil, há quase meio milhão de pessoas encarceradas em 1.795 unidades prisionais.

O tratamento para a tuberculose, no Sistema Único de Saúde (SUS), dura seis meses. Quando feito sem interrupções, o paciente deixa de transmitir a doença logo nas primeiras semanas e fica completamente curado.

Em 2008, o percentual de cura foi de aproximadamente 73%. A meta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose é chegar a 85%, conforme o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 Fonte: votebrasil.com.br

Financial Times sugere que Portugal seja anexado ao Brasil para sair da crise

sexta-feira, 25 de Março de 2011

A equipe de colunistas da seção Lex do Financial Times sugere que Portugal seja anexado ao Brasil para sair da crise econômica e política em que vive. Portugal seria uma grande província, mas longe de ser dominante: 5% da população e 10% do PIB.

Financial Times sugere que Portugal seja anexado ao Brasil para sair da crise

sexta-feira, 25 de Março de 2011

Redação Portal IMPRENSA

Em artigo publicado na edição desta sexta-feira (25), a equipe de colunistas da seção Lex do Financial Times sugere que Portugal seja anexado ao Brasil para sair da crise econômica e política em que vive: “Aqui vai uma maneira ‘out-of-the-box’ para lidar com o problema: anexação pelo Brasil (uma década de 4% de crescimento anual do PIB, muito mais elevado recentemente). Portugal seria uma grande província, mas longe de ser dominante: 5% da população e 10% do PIB”, lê-se na coluna mais influente do jornal britânico de negócios e finanças.

O premiê socialista José Sócrates renunciou ao cargo, na última quarta-feira (23), após ver seu plano de austeridade ser rejeitado pela Assembleia Nacional Portuguesa, pela quarta vez. De acordo com o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Juncker, Portugal precisaria de um empréstimo de 75 bilhões de euros (cerca de R$ 175 bilhões) para solucionar os elevados endividamento e déficit públicos. Antes de renunciar, Sócrates resistia aceitar ajuda externa.

Para o FT apesar da perda de status, Portugal sairia ganhando caso tornar-se uma província brasileira: “A antiga colônia tem algo a oferecer, mesmo para além da diminuição dos ‘spreads’ de crédito e, proporcionalmente, déficits e contas correntes governamentais muito mais baixos. O Brasil é um dos BRIC, o centro emergente do poder mundial. Isto soa melhor lar que uma cansada e velha União Europeia”, escreve o FT, em tradução feita pelo portal luso Económico.

Para o diário britânico, a União Européia ver em Portugal um membro problemático: “Sem governo, elevada resistência à austeridade e crônico desempenho econômico”.

Brasil vence mais uma disputa comercial contra os EUA na OMC

sexta-feira, 25 de Março de 2011

A Organização Mundial do Comércio decidiu que algumas taxas antidumping impostas pelos Estados Unidos sobre importações de suco de laranja brasileiro violam as leis do comércio internacional. O relatório é resultado de um apelo feito pelo Brasil em 2008,.

Brasil vence mais uma disputa comercial contra os EUA na OMC

sexta-feira, 25 de Março de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Organização Mundial do Comércio denunciou a ilegalidade dos critérios adotados pelos EUA para definir a prática de dumping no suco de laranja produzido no Brasil…

Agência Brasil — A Organização Mundial do Comércio (OMC) decidiu que algumas taxas antidumping impostas pelos Estados Unidos sobre importações de suco de laranja brasileiro violam as leis do comércio internacional. O relatório final com o parecer favorável ao Brasil foi divulgado nesta sexta-feira, 25, em Genebra, para todos os países associados da OMC.

O relatório é resultado de um apelo feito pelo Brasil na OMC em 2008, no qual denunciou a ilegalidade dos critérios adotados pelos Estados Unidos para definir a prática de dumping no suco de laranja produzido no país.

A OMC acatou os argumentos do Brasil e considerou que método de cálculo, chamado zeroing, aplicado pelos norte-americanos, “é incompatível” com a acordo antidumping. O texto aponta que “uma metodologia de comparação que ignora transações, que se tivessem sido levadas em conta resultariam em uma margem menor de dumping, deve ser considerada injusta”.

Com isso, a organização recomendou que os Estados Unidos tomem as medidas necessárias para tornar suas exigências compatíveis com o Acordo Antidumping. A decisão do painel deve ser aplicada pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC entre 20 e 60 dias a contar de hoje. A data pode ser alterada se houver recurso ao Órgão de Apelação do organismo multilateral.

Além do Brasil, a União Europeia e oito países (Canadá, Japão, Equador, Tailândia, México, Coreia, Vietnã e China) abriram painéis contra os Estados Unidos na OMC sobre o mesmo assunto.

Crise do DEM-RJ e apoio do Planalto beneficiam partido de Kassab

sexta-feira, 25 de Março de 2011

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que anunciou sua saída do DEM para criar o PSD, disse que sua permanência no antigo partido havia se tornado impossível. Em sua opinião, ele não poderia continuar numa legenda que torcia pelo insucesso do governo Dilma Rousseff.

Crise do DEM-RJ e apoio do Planalto beneficiam partido de Kassab

sexta-feira, 25 de Março de 2011

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que anunciou sua saída do DEM para criar o Partido Social Democrático (PSD), disse nesta quinta-feira (24) que sua permanência no antigo partido havia se tornado impossível. Em sua opinião, ele não poderia continuar numa legenda que torcia pelo insucesso do governo Dilma Rousseff.
“Não me sinto à vontade para ser governo, mas posso me manifestar agora sem a camisa de força do DEM. Não serei considerado parte do governo, mas tenho muita disposição de ajudar a presidenta”, disse Kassab, em discurso feito durante almoço promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, na capital paulista.

Indagado sobre a decisão da direção nacional do DEM – que não pretende entrar na Justiça com uma ação contra Kassab por infidelidade partidária –, o prefeito lembrou que a legislação partidária permite a saída de partido para a criação de outra legenda. “Seria um grande equívoco qualquer manifestação contrária.”

O prefeito se disse “muito animado” com a criação do PSD, relatando que já tem as 101 assinaturas necessárias para o início da formalização do partido na Justiça Eleitoral. De acordo com Kassab, o novo partido já conta com o apoio de 11 deputados federais, sendo seis da Bahia e cinco de São Paulo, além dos vice-governadores da Bahia e de São Paulo.

Rio

Kassab espera receber o apoio do ex-deputado federal Indio da Costa (RJ) – que anunciou na quinta-feira sua saída do DEM – e da prefeita de Ribeirão Preto, Darcy Vera (DEM). “Ela está avaliando. Torço para que ela venha.”

A adesão de Indio é mais provável. A família Maia provocou uma crise na seção fluminense do DEM que pode engordar as fileiras do PSD no estado. No início desta semana, o ex-prefeito Cesar Maia, pai do deputado federal Rodrigo Maia (RJ), enviou um e-mail ao presidente do diretório municipal do DEM no Rio, ex-vereador Paulo Cerri, pedindo que renunciasse e informando que ele próprio assumiria a presidência do partido na capital fluminense.

Cerri, que foi secretário de administração de Cesar Maia, estranhou a ordem, tentou conciliar, e sugeriu ao ex-prefeito que fizesse uma transição. No dia seguinte, o ex-prefeito fez uma reunião em sua casa com alguns fiéis aliados. Dos oito vereadores do DEM no Rio, apenas dois participaram. Lá, foi decidida a nova presidência. Enfurecidos com o golpe e alijados da reunião, saíram do partido Indio da Costa, Paulo Cerri e também a ex-deputada Solange Amaral, até então fiel defensora de Cesar Maia, de cujos governos ocupou vários cargos.

A primeira a pedir para deixar o DEM foi Solange. Com um longo histórico de parceria e defesa do ex-prefeito, ela disse que a decisão foi custosa. “O partido já estava vivendo um momento difícil. Existe uma hierarquia que ele desrespeitou”, reclama a ex-deputada. “Reconheço que ele é o maior quadro do DEM no Rio. Mas não pode se autointitular nada”. Na quarta-feira, Solange comunicou sua saída da executiva nacional.

Indio foi avisado por Cerri em São Paulo da decisão. “Cerri me pediu para levá-lo ao Agripino. Juntos, pedimos a desfiliação do partido”, conta. “Não há como defender a democracia num partido de coronel.”

Dois motivos levaram Indio a deixar o DEM. Os deputados Rodrigo Maia e Clarice Garotinho são cotados para formar uma chapa à Prefeitura do Rio. “Seria a chapa de maior rejeição no Rio”, ironiza Indio, que também almeja entrar na disputa. Outro motivo é a própria criação do PSD por Kassab.

Apoio do Planalto

A executiva nacional do DEM – que formalizou nesta quinta-feira (24) a dissolução da Comissão Provisória Estadual do partido em São Paulo – diz que a prioridade agora é recompor o partido no estado. Deve ganhar espaço o deputado federal Rodrigo Garcia, aliado histórico de Kassab, que anunciou a intenção de ficar no DEM.

Ao mesmo tempo, os “demos” tentam evitar que mais filiados troquem o DEM pelo PSD. A cúpula identifica no Palácio do Planalto um movimento para lideranças políticas a se filiarem ao PSD. O alvo não são apenas políticos do DEM – como a deputada Nice Lobão (MA), mulher do ministro Edison Lobão –, mas também de outros partidos, como o governador do Amazonas, Omar Aziz (PMN), e o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB).

“É uma luta desigual a minha”, afirmou o novo presidente do partido, senador José Agripino (RN), que presidiu, na quinta, a primeira reunião da executiva nacional. Para dirigentes “demos”, o objetivo ao fortalecer o PSD seria “criar um clima para atrair outros por gravidade”, enfraquecendo a oposição.

Agripino tem conversado com lideranças do partido que enfrentam divergências locais, para tentar conter insatisfações, como a do deputado Vilmar Rocha (GO), que tem diferenças com o presidente do DEM no estado, deputado Ronaldo Caiado. Rocha não participou da reunião da Executiva.

Fonte: vermelho.org.br
Da Redação, com agências

STJ devolve polêmica do IR gay para Justiça Federal

sexta-feira, 25 de Março de 2011

Deputados evangélicos foram à Justiça contra determinação da Receita que permite a homossexuais declararem o parceiro como dependente. Superio Tribunal Federal, porém, se abstém de julgar o caso. A regra que gerou polêmica, assim, continua valendo.

STJ devolve polêmica do IR gay para Justiça Federal

sexta-feira, 25 de Março de 2011

Por Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br
 
Deputados evangélicos foram à Justiça contra determinação da Receita que permite a homossexuais declararem o parceiro como dependente. Tribuna, porém, se abstém de julgar o caso. A regra que gerou polêmica, assim, continua valendo.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) devolveu à 20ª Vara da Justiça Federal a polêmica da dedução do imposto de renda para homossexuais que declararem seus parceiros como dependentes. Como revelou o Congresso em Foco, uma nota técnica da Câmara considerou ilegal a inovação da Receita Federal em permitir aos gays a redução de tributos a pagar com base na inclusão de seus parceiros como dependentes. Com base no estudo, deputados da Frente Parlamentar Evangélica foram ao Judiciário.
 
Mas o juiz da 20ª Vara Federal, Bruno Christiano Cardoso, passou o caso ao STJ, porque, segundo ele, um ato do ministro da Fazenda, Guido Mantega, só poderia ser questionado naquele tribunal. Não foi o que avaliou o ministro do STJ Castro Meira. Em sua decisão, ele afirmou que as ações populares contra autoridades não seguem a regra do foro privilegiado.
 
Desde o dia 1º de março, a Receita Federal começou a receber as declarações de imposto de renda. A novidade é que os gays podem obter isenções fiscais colocando seus parceiros como dependentes. O que a Nota Técnica 3/11 da Consultoria de Orçamento da Câmara considerou ilegal. Para fazer isenções de imposto, é preciso consultar o Congresso, debater o assunto e fazer uma lei. Além disso, a Receita sequer fez previsão de impacto orçamentário da perda de tributos com essa regra de dedução.
 
A nota técnica ainda diz que não é possível colocar os casais homossexuais em condição semelhante às das famílias formadas por um homem e uma mulher. O artigo 226 da Constituição diz que a família tem proteção do Estado e a classifica como união estável entre um homem e uma mulher.
 
“A autoridade tributária não pode (…) se afastar da definição literal e de seus contornos constitucionais e legais para efeito da proteção do Estado”, afirma o estudo do consultor Francisco Lúcio Pereira Filho.
 
Efeito político
 
A partir da nota, parlamentares e governo começaram a se mexer. Enquanto a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que fez parecer avalizado por Guido Mantega e usado como base para a decisão da Receita, disse que agiu dentro da legalidade. “A interpretação dada pela PGFN (…) funda-se principalmente em princípios constitucionais (em especial o que veda a discriminação de qualquer tipo, inclusive a de gênero) e em vários julgados proferidos pelo Poder Judiciário”, informou o procurador-geral adjunto de Consultoria e Contencioso Tributário, Fabrício da Soller.
 
No Congresso, parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica foram ao Judiciário para suspender a nova regra da declaração do imposto de renda.
 
Ao mesmo tempo, o deputado Jean Wyllys apressou a coleta de assinaturas de sua Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para criar o casamento civil entre homossexuais. Se a matéria virar realidade, o artigo 226 citado pela nota técnica deixará de restringir o conceito de família. Ele disse ao Congresso em Foco que a iniciativa dos colegas da Frente Evangélica não era poupar os cofres públicos mas agir contra o segmento homossexual.
 
O deputado ainda se uniu à senadora Marta Suplicy (PT-SP) e à deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) para refundar a Frente Parlamentar dos Homossexuais.

O jovem Adolf e seu amigo judeu

sexta-feira, 25 de Março de 2011

Se ao menos a Academia de Artes de Viena não tivesse rejeitado o jovem Adolf Hitler como estudante. Ele, talvez, poderia ter seguido seu sonho de se tornar um artista,  possivelmente medíocre, e o mundo teria sido poupado.

O jovem Adolf e seu amigo judeu

sexta-feira, 25 de Março de 2011
CINEMA

Em cartaz na Alemanha, Mein Kampf analisa juventude de Hitler em Viena.

Se ao menos a Academia de Artes de Viena o tivesse aceitado como estudante… Talvez assim ele poderia ter seguido seu sonho de se tornar um artista – muito possivelmente um artista medíocre – e o mundo teria sido poupado. Mas o jovem Adolf Hitler foi rejeitado. O que vemos no prólogo de “Mein Kampf”, um perturbador longa-metragem dirigido por Urs Odermatt, é um jovem esquálido e completamente desesperado em roupas esfarrapadas. Magoado pela rejeição acadêmica, ele tem lágrimas nos olhos e uma corda amarrada a seu corpo. Ele salta de um enorme viaduto, e a cena é cortada.No entanto, essa não é a história de um suicídio, mas o início de outra coisa. Adolf Hitler, um órfão de 19 anos, deixara sua cidade natal, Linz, e partira rumo a Viena, com esperanças de estudar na academia de belas artes da cidade. De acordo com vários biógrafos, ele passou três meses em um abrigo para sem-tetos no sul da cidade. Esse é o ambiente do filme.

“Mein Kampf” é um filme poderoso, adaptado de uma peça homônima escrita pelo falecido George Tabori, um importante dramaturgo alemão de origem judaico-húngara. A separação entre fatos e ficção é de pouca importância. O que ecoa no filme é sua sabedoria objetiva, seu humor e sua corajosa ousadia.

A ambientação transporta os espectadores para a Viena dos anos 1910, uma cidade com uma alta densidade de judeus pobres, uma enorme taxa de desemprego, e quarteirões caindo aos pedaços – um terreno fértil para o exigente orgulho do nacionalismo e do antissemitismo. “Uma guerra rápida resolveria todos os nosso problemas”, protesta um açougueiro frustrado, se referindo aos judeus da vizinhança.

O ator alemão Tom Schilling, tem um desempenho cativante como o jovem, simplório, neurótico, inseguro e sexualmente reprimido Adolf. Schlomo Herzl (Götz George), um velho judeu que ocupa a cama vizinha no abrigo, se afeiçoa ao pobre jovem, e acolhe Adolf, apesar de alertas de um amigo que capta sinais de grande perturbação. O filme segue esse bizarra dinâmica: quanto mais Adolf se beneficia da ajuda de Schlomo, mais ele se transforma em um monstro. Schlomo ajuda Adolf a compreender o poder de sua oratória, e a tragédia segue seu rumo. Nessa parábola do bem e do mal, boas ações inspiram resultados catastróficos.

O filme não tem medo de injetar humor nessa original criação de um mito. Ainda assim, “Mein Kampf” é mais uma tentativa bastante séria de compreender a patologia por trás da mente de um homem profundamente autoritário e doentio.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Dilma volta a criticar Irã e diz que morte por apedrejamento é degradante

sexta-feira, 25 de Março de 2011

Durante o encontro com a base aliada, a presidenta Dilma Rousseff voltou a criticar a prática de apedrejamento de mulheres, usada no Irã. Dilma se referiu ao ato como “degradante”. A presidenta já havia criticado o Irã na entrevista que concedeu ao jornal norte-americano Washington Post, no ano passado.

Dilma volta a criticar Irã e diz que morte por apedrejamento é degradante

sexta-feira, 25 de Março de 2011

Fonte: votebrasil.com

Aos deputados, Dilma disse que o Brasil precisa cuidar primeiro dos seus problemas em relação aos direitos humanos, antes de pensar nas violações que ocorrem em outros países…

Brasília – Durante o encontro com a base aliada, hoje (24), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff voltou a criticar a prática de apedrejamento de mulheres, usada no Irã. Dilma se referiu ao ato como “degradante”.

A presidenta já havia criticado o Irã na entrevista que concedeu ao jornal norte-americano Washington Post, no ano passado, logo após ser eleita.

A declaração teria desagradado o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Recentemente, o porta-voz de Ahmadinejad, Ali Akbar Javanfekr, esteve no Brasil para tentar uma aproximação com Dilma e evitou falar no assunto.

No entanto acabou admitindo que o presidente iraniano considera a presidenta “mal informada” sobre a sentença aplicada no caso da iraniana Sakineh Ashtiani, que esteve no corredor da morte, após ter sido acusada de adultério e da morte do próprio marido.

Aos deputados, Dilma disse que o Brasil precisa cuidar primeiro dos seus problemas em relação aos direitos humanos, antes de pensar nas violações que ocorrem em outros países.

Nesse contexto, de acordo com o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), a presidenta teria citado a fome como uma violação de direitos. Dilma também ressaltou que é adepta da “cultura da paz” e que é necessário respeitar a cultura de outros países.

Marina divulga nota sobre crise no PV

quinta-feira, 24 de Março de 2011

A ex-senadora Marina Silva (AC), candidata à Presidência pelo PV nas eleições do ano passado, divulgou uma nota em que se posiciona sobre a crise que atinge seu partido. Na nota, a senadora critica o presidente do PV, José Luiz Pena.

Marina divulga nota sobre crise no PV

quinta-feira, 24 de Março de 2011

Por Rudolfo Lago – congressoemfoco.com.br

A ex-senadora Marina Silva (AC), candidata à Presidência pelo PV nas eleições do ano passado, divulgou hoje (24) uma nota em que se posiciona sobre a crise que atinge seu partido. Na nota, a senadora critica o presidente do PV, José Luiz Pena. Na última reunião da Executiva do PV, na semana passada, Pena fez uma manobra para prorrogar seu mandato, quando o grupo de Marina defendia uma renovação profunda no comando do partido. O grupo de Marina reagiu duramente, e o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) chegou a ventilar a possibilidade de que todos deixassem o PV.

Marina negou essa possibilidade. Mas, na nota divulgada, ela volta a pregar a necessidade de uma renovação profunda no PV, o que, na sua avaliação, seria o mais coerente com o discurso pregado durante a campanha presidencial de 2010. “Construir no país uma nova força política significa muito e não se pode confundir tal missão missão com cálculos imediatistas, nem com vaidades, nem com candidaturas. Não podemos ignorar a oportunidade que a sociedade brasileira nos deu fazer História”, escreve Marina.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada por Marina Silva:

“O tempo do PV

São Paulo, 24 de março de 2011 – Os quase 20 milhões de brasileiros que me deram seus votos na eleição presidencial do ano passado, possivelmente tinham em mente que até poderiam não estar elegendo, naquele momento, a presidente da República, mas, com certeza, estavam elegendo uma expectativa de mudança profunda na política e na adoção do olhar socioambiental como eixo estratégico de organização da sociedade e de estruturação do Estado.  Precisamos honrar o crédito dessa expectativa, sob o risco de, eu e o PV, nos transformarmos em devedores de credibilidade, sonhos e esperança. Agora é o momento de mostrar com clareza e sinceridade que vamos saldar nossa conta.

Construir no país uma nova força política significa muito e não se pode confundir tal missão com cálculos imediatistas, nem com vaidades, nem com candidaturas. Não podemos ignorar a oportunidade que a sociedade brasileira nos deu de fazer História.

Agora é o momento de confirmar o que nos une, acima de divergências, erros e dificuldades de comunicação. E de  traçar, a partir daí, a estratégia partidária que dialogue com a realidade política do país, mas como pólo inovador e não como mais uma usina de atraso. A esperança não pode ser traída pelas tentações do poder ou pela acomodação aos hábitos, aos costumes, às facilidades. Não estamos agora discutindo futuras candidaturas à Presidência da República ou a quaisquer outros cargos. Estamos discutindo de que matéria essas candidaturas serão feitas: da revitalização da essência democrática do espaço público, ou de política convencional, sem conexão com a sociedade, sem alma, sem causas.

Estamos discutindo aquilo que colocamos em perspectiva lá no início da campanha política de 2010, ou seja, a promessa de reestruturar o PV e, a partir de sua democracia interna, sua postura e seu programa, arejar a cultura política brasileira e apresentar propostas de desenvolvimento compatíveis com o que se espera no futuro, no século 21. Hoje, não há outro assunto mais importante do que esse, porque ainda não nos acertamos, nos detalhes, para seguir nessa direção. E se não é esta a direção, estaremos nos desconstituindo enquanto promessa e negando a própria gênese do PV no mundo.

Muitas vezes falei – falamos – da insatisfação da sociedade, da frustração da juventude com a incapacidade do sistema político para promover o bem-comum e para gerar dinâmicas democráticas verdadeiras em todas as esferas do processo de tomada de decisões de caráter público. Falei, falamos, dos avanços sociais, democráticos e econômicos conquistados com o processo de redemocratização do país, principalmente de FHC a Lula, mas também falei e falamos da necessidade de ir adiante na prática política e na concepção e prioridades do desenvolvimento.

O centro vital propositivo de nosso programa moldou-se a partir de três fontes poderosas de significados: a sustentabilidade, a educação e a renovação política. Não podemos abrir mão de nenhuma delas, ou gangrenamos. Em especial, se deixarmos de lado a renovação política dentro do partido, acabou-se a moral para falar de sonhos, de ética, de um mundo mais justo e responsável com o meio ambiente. Podemos até continuar falando, mas soará falso, como voz metálica de robô.

É impossível negar os problemas. É preciso termos mútua tolerância e respeito à nossa diversidade; é imprescindível termos a paciência para o desconstruir/reconstruir responsável e paulatino. Só não podemos deixar de fazer ou abrir mão do que é essencial. E essa é uma decisão coletiva a ser tomada com clareza, à luz do sol, sem nenhuma dúvida. E a clareza se constrói no cotidiano de nossas pequenas ações e intenções, debruçando-nos, dentro do partido, sobre os passos necessários para atingir aquilo que pregamos para fora: a mudança. Não há como recuar de nossa própria reforma política, e há que encará-la com a coragem e o desprendimento que faltam ao sistema como um todo.

Esse novo jeito de fazer política requer enfrentar a crise geral pela qual passam os partidos, que de instrumentos de representação e avanço social cristalizaram-se como máquinas burocráticas, amorfas e voltadas para a conquista do poder pelo poder, muitas vezes não importando os meios, e abandonando a disputa programática pela simples disputa pragmática.

Em contraposição, podemos criar um partido em rede, capaz de dialogar com os núcleos vivos da sociedade para realizar as transformações de uma forma radicalmente democrática. E a disposição do Partido Verde não pode ser menor do que iniciar, nele mesmo, esse movimento de mudança.

Temos que chegar a uma proposta que reflita esse destino histórico escolhido, apregoado e aceito e abraçado por quase 20 milhões de pessoas.

Considero esse projeto que emergiu da campanha eleitoral de 2010 como um legado. Não é uma espécie de espólio a ser dividido entre herdeiros, mas, sim, um conjunto de propostas que podem e devem ser apropriadas pela sociedade e até mesmo por outros partidos e políticos. Meu maior desejo e, creio, de muitos novos e antigos filiados que participaram ativamente dessa campanha, é que o PV discuta profundamente o significado dessa eleição e incorpore novas práticas ao seu longo e rico percurso de construção partidária.

Por isso, parecia natural que o caminho adotado na reunião da Executiva Nacional, em Brasília, fosse o da adoção inconteste do novo jeito de fazer política. Mas essa não foi a tônica. Ao contrário, a decisão da Executiva Nacional de ampliar seu mandato por até um ano e, assim, postergar qualquer mudança endógena imediata, vai na contramão do que foi dito na campanha e do compromisso feito perante o país.
A ampliação do mandato, segundo seus proponentes, é necessária para a realização de seminários, discussões e aprovação de propostas de democratização do partido. Não creio que o aprofundamento da democracia possa ser feito através da supressão, mesmo que temporária, da pouca democracia ainda existente.

No PV, a maiorias das Executivas Estaduais são provisórias, designadas pelo presidente do partido. O mesmo acontece com a totalidade das Executivas Municipais, designadas pelos presidentes estaduais. Praticamente não há convenções municipais e estaduais ou eleições diretas de dirigentes. Esses mecanismos provisórios têm sido vistos como forma de proteger o partido de atitudes oportunistas e da pressão do poder econômico. Agora, eles nos isolam da sociedade, nos fragilizam no que pode nos tornar mais fortes que é a nossa coerência e não nos protegem nem de nós mesmos.

Quero participar das discussões para propor formas mais democráticas de organização partidária, juntamente com todos que estiverem de fato motivados a abrir o partido para a energia revitalizante que vem da sociedade. Lembro que a proposta de adequar o PV a esses novos tempos foi feita pela própria Executiva Nacional, quando do convite feito a mim para ingressar no partido. Ouvi do próprio presidente que a atualização programática e democratização do PV já eram um movimento em curso, uma determinação da própria direção e, acrescento agora, uma imposição da realidade, um desaguadouro natural dos 25 anos de Partido Verde no Brasil.

Por isso, o que está em jogo é se o PV vai fortalecer tudo de positivo que foi construído nesses 25 anos, afastando de vez a zona sombria que ainda envolve o partido. Se beberá da fonte do impulso criativo de milhões de jovens, homens e mulheres que voltam a se apaixonar pela política e se dispõem a colaborar com os verdes. Se vai pegar a trilha civilizatória que se abre no mundo todo, apesar das forças reacionárias de todo tipo que teimam em manter seus status quo à custa de um futuro melhor para a humanidade e para o planeta.

Estou no PV não como plataforma para candidaturas. Estou porque o respeito e vi no partido, pela sua história e pelo que conversamos antes de minha entrada, uma coragem, um arejamento, um frescor juvenil no melhor sentido de ousar mudar, de querer o aparentemente impossível. Reafirmo meu desejo de permanecer neste Partido Verde, contribuindo para o seu crescimento e qualidade política. Estou confiante que a militância verde, seus amigos e simpatizantes, além de todas as pessoas que querem o jeito novo de fazer política, contribuirão para o reencontro do PV consigo mesmo. Tenho plena convicção, como dizia Victor Hugo, de que forte é “a idéia cujo tempo chegou”. Não vamos deixar o nosso tempo passar. Ele está aqui, em nossas mãos e em nossos corações.

Marina Silva”

As “guerras sangrentas” do século XVII

quinta-feira, 24 de Março de 2011

Milhões de transfusões de sangues são realizadas anualmente, salvando várias vidas. Ainda assim, esse já foi um procedimento um tanto polêmico. Logo após as primeiras experiências,  há cerca de 350 anos, as transfusões de sangue chegaram a ser banidas pelo Parlamento francês.

As ‘guerras sangrentas’ do século XVII

quinta-feira, 24 de Março de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Milhões de transfusões de sangues são realizadas anualmente, salvando várias vidas. Ainda assim, esse já foi um procedimento um tanto polêmico. Logo após as primeiras experiências, conduzidas na França e na Inglaterra há cerca de 350 anos, as transfusões de sangue foram banidas pelo Parlamento francês, interrompendo efetivamente todas as tentativas. Quase 150 anos se passaram até que a prática fosse ressuscitada por James Blundell, um obstetra inglês, que realizou uma transfusão de sangue entre dois humanos no Guy’s Hospital, em Londres. Mesmo então, as transfusões só eram bem-sucedidas ocasionalmente. Foi apenas após a descoberta dos grupos sanguíneos, e de anticoagulantes que ela se tornou uma prática médica comum.

A polêmica que levou à proibição francesa é o ponto central de “Blood Work: A Tale of Medicine and Murder in the Scientific Revolution” (“Trabalho Sanguíneo: Um conto de Medicina e Assassinato na Revolução Científica”), o excelente livro de Holly Tucker. No dia 15 de junho de 1667, um jovem médico francês, Jean Denis, conseguiu transferir algumas onças do sangue de um carneiro para o corpo de um jovem de 15 anos, na primeira transfusão entre um homem e um animal. O jovem sobreviveu. Dois anos antes, na Inglaterra, outro médico, Richard Lower, conseguira, com sucesso, realizar uma transfusão sanguínea entre dois cães.

Denis, que era de origem humilde, e não era bem visto pelos médicos parisienses, decidiu progredir profissionalmente estendendo os experimentos ingleses. Em dezembro de 1667, seis meses após a transfusão de sangue caprino, ele fez dias transfusões separadas do sangue de um bezerro em Antoine Mauroy, um famoso lunático parisiense. Mauroy morreu semanas mais tarde, e Denis foi acusado de assassinato.

Os experimentos de Denis o colocaram contra os conservadores médicos e religiosos de sua época, que acreditavam que o sangue era a morada da alma, e que seguia do fígado para o coração, como o médico grego Galeno afirmou, no século II. A transfusão era encarada como uma forma de blasfêmia, que deveria ser evitada a todo custo.

Quando Mauroy morreu, Guillaume Lamy, um dos doutores que se opunha aos experimentos de Denis, comemorou o fato de que “a morte do lunático serviria para acabar com sua bela imaginação e arruinar inteiramente suas grandes esperanças”. O que se seguiu foi uma clássica história de poder e intriga, uma “guerra sangrenta”, na qual Denis saiu derrotado.

A crônica do mundo científico de Londres e Paris no século XVII de Tucker é fascinante. Historiadora meticulosa, ela pinta um cativante retrato das rivalidades e manobras políticas entre as várias academias inglesas e francesas, e seus membros. Em uma interessante reviravolta, ela descobre evidências de que Mauroy morreu, não em decorrência das transfusões, mas assassinado por opositores de Denis.

A autora também destaca a maneira caótica em que a revolução científica se desenvolveu, e não apenas no século XVII. Com a atual polêmica sobre as células-tronco em mente, Tucker diz: “Toda era deve necessariamente confrontar alguns dos mesmos debates sobre os limites do corpo, da mente e da alma humana, e refletir se eles são estáveis como gostaríamos que eles fossem”. Alguns dos sentimentos que cercaram as guerras sangrentas do século XVII ainda assombram a pesquisa médica nos dias atuais.