Arquivo de dezembro de 2010

Lula declara apoio à reeleição de Dilma em 2014

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O presidente Lula disse que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), só não terá seu apoio para se reeleger, em 2014, se não quiser disputar um novo mandato. O presidente descartou concorrer a qualquer cargo eletivo daqui a quatro anos.

Lula declara apoio à reeleição de Dilma em 2014

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Por Edson Sardinha – congressoemfoco.com.br

O presidente Lula disse hoje (27) que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), só não terá seu apoio para se reeleger, em 2014, se não quiser disputar um novo mandato. Em café da manhã com um grupo de jornalistas, o presidente descartou concorrer a qualquer cargo eletivo daqui a quatro anos.

“Trabalho com a ideia fixa de que Dilma será candidata. É justo e legítimo e será minha candidata em 2014. Só existe uma hipótese: ela não querer ser candidata”, declarou Lula. O presidente disse que nunca cogitou apoiar qualquer mudança na Constituição para garantir a possibilidade de disputar um terceiro mandato consecutivo no Planalto. “Acredito na democracia e acredito na necessidade de renovação. Tem que ter sangue novo, senão vira uma ditadurazinha”, acrescentou.

Ele afirmou que quer passar por um “processo de desencarnação” da Presidência e ficar à margem de discussões políticas por um período. “Vou passar um tempo sem me meter na política, sem dar palpite, tentando voltar ao mais próximo possível da normalidade”, disse o presidente.

Na entrevista aos jornalistas, Lula afirmou que não se arrepende de nenhuma decisão tomada nos oito anos de governo e que não mudaria nenhuma indicação para o ministério, nem mesmo daqueles ministros que caíram após terem seus nomes envolvidos em denúncias. “Eu indicaria o mesmo ministério que indiquei. Indiquei os melhores”, avaliou.

O petista disse que é resultado de uma “sociedade em efervescência” e que o atual governo transformou a relação do Estado com a sociedade. Pela manhã, em seu último programa semanal de rádio, Lula disse que governar o Brasil foi “gostoso demais” e que não viu nenhuma complicação em comandar o país por oito anos.

Ainda na conversa com os jornalistas, o presidente disse que ficou magoado com a forma com que parte da mídia tratou o acidente com o avião da TAM, em julho de 2007. “A mágoa mais profunda foi quando caiu o avião da TAM. Fomos condenados à forca. Jogaram a culpa no governo e ninguém depois teve a sensibilidade de pedir desculpas”, disse.

Segundo o presidente, a imprensa precisa de um marco regulatório e a aprender a lidar com críticas. “Não defendo controle social da mídia, defendo responsabilidade da mídia. A mídia tem que parar de achar que não pode ser criticada”, declarou. “Temos uma legislação de 1962. Quando propomos um marco para modernizar a mídia, as pessoas acham que é autoritarismo. A regulação é necessária”, emendou.

Lula disse ainda que espera restabelecer a relação de amizade com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com quem trocou farpas nos últimos oito anos. “Não levo para casa divergências. Os tucanos são os principais adversários do governo. Então, é normal que haja acirramento das relações. Mas quando reencontrá-lo é possível que sejamos amigos”, afirmou.

Jarbas diz que PMDB continuará “guloso” por verbas

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) mantém a postura independente de criticar o governo, os colegas parlamentares e o próprio PMDB, o maior partido do país e parceiro dos petistas na chapa que elegeu Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

Jarbas diz que PMDB continuará “guloso” por verbas

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Por Fábio Góis – congressoemfoco.com.br

Senador prevê fisiologismo do partido no governo Dilma e está descrente com os novos parlamentares. Ficha limpa em 2012 anima o peemedebista. 

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) mantém a postura independente de criticar o governo, os colegas parlamentares e o próprio PMDB, o maior partido do país e parceiro dos petistas na chapa que elegeu Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

Em entrevista à TV Congresso em Foco (clique ao lado para assistir), ele afirmou que o partido tem sede de poder pelas vias do fisiologismo de “outras coisas mais graves”. Jarbas entende que isso não deve mudar no governo Dilma, no qual o PMDB terá cinco ministérios: Minas e Energia, Previdência, Secretaria de Assuntos Estratégicos, Turismo e Defesa.

Para ele, o partido estará sempre em busca de cargos e verbas públicas. “Eu tenho impressão que ele não vai perder seu aspecto guloso e de querer sempre açambarcar aquilo que tem muitos recursos, aquilo que tem alguma coisa para dar”, disparou o senador, em entrevista durante a cerimônia do Prêmio Congresso em Foco.

Ele também não poupou críticas à qualidade do novo Congresso, que começa suas atividades em 2011. Jarbas acha que a “mediocridade” política vai continuar no Brasil.

“Ninguém pode assegurar que essa legislatura vá ser melhor que a outra, porque os nomes que estão chegando não entusiasmam para que a gente possa fazer essa comparação”, desdenhou Jarbas.

Descrente com a aplicação imediata da lei da ficha limpa, Jarbas se diz satisfeito com o desfecho da história. Para o senador, isso “representa que, na próxima eleição, a aplicação dela ser total e geral”.

Oito negócios improváveis que deram certo

domingo, 26 de dezembro de 2010

Na lista de produtos e empresas que pareciam não ter chance no mercado e hoje fazem sucesso, estão incluidas a marca de inverno Osklen que nasceu no Brasil, o tônico tailandês Red Bull o Sutiãs para homens e o Twitter.

Oito negócios improváveis que deram certo

domingo, 26 de dezembro de 2010

Lista de produtos e empresas que pareciam não ter chance no mercado e hoje fazem sucesso.

1 – A marca de inverno Osklen que nasceu no Brasil

A marca Osklen começou com uma loja de roupas para neve na praia de Búzios, no Rio de Janeiro, e se transformou em uma grife internacional de luxo com presença na Europa, Estados Unidos e Ásia. O empreendimento começou de forma inusitada. O médico gaúcho Oskar Metsavaht aceitou o desafio de participar de uma expedição ao monte Aconcágua, na Cordilheira dos Andes, mas a tentativa de achar roupas ideais para alpinismo no Brasil não deu certo. Então, decidiu ele mesmo confeccionar as roupas manualmente em um tecido que mantinha o corpo aquecido e permitia a evaporação do suor. Em 1989, três anos após a viagem, ele decidiu abrir sua primeira loja no Rio de Janeiro.

2- O tônico tailandês Red Bull

O austríaco Dietrich Mateschitz descobriu a bebida enquanto visitava a Tailândia. A bebida é uma mistura tailandesa de substâncias estimulantes, como cafeína e taurina. A iguaria era popular entre profissionais submetidos a longas jornadas de trabalho. O empresário logo percebeu o potencial do produto para se tornar um negócio. Ele teve que esperar três anos para conseguir a licença de fabricação para o mercado austríaco. Em 1987, o produto chegou às lojas.

3 – Crocs

Os amigos americanos Lyndon “Duke” Hanson, Scott Seamans e George Boedecker tiveram a ideia de criar um sapato antiderrapante para ser usado em um barco. Vários amigos de pescaria encomendaram modelos e na base do boca-boca o sapato ficou popular. A invenção que começou na pescaria ganhou o mundo e virou uma febre. No primeiro ano, em 2002, a receita da empresa foi de US$ 24 mil e em cinco anos as vendas atingiram a cota de US$ 847 milhões.

4 – eBay

O primeiro site de leilão do mundo começou com o leilão de uma caneta com laser quebrado. O que parecia improvável aconteceu e um comprador pagou US$ 13 para ter o produto. A partir da inusitada experiência, o programador Pierre Omidyar decidiu que podia negociar qualquer produto. Ele investiu no site e viu o negócio crescer de forma absurda. Atualmente, seus 89,5 milhões de usuários movimentam cerca de US$ 60 bilhões por ano em vendas.

5- Sutiãs para homens

Fazer os homens compreender o universo feminino por meio de sutiãs foi o que propôs Akiko Okunomiya, diretor executivo da fabricante japonesa de sutiãs para homens Wish Room. O mais inusitado é que muitos homens concordam com a ideia. As encomendas do produto no site demonstram isso. A empresa vendeu 300 sutiãs em duas semanas.

6 – Twitter

O site que virou febre no mundo começou como um microblog que desejava saber o que as pessoas estavam fazendo. A ideia desenvolvida em meados dos anos 1990 pelo programador americano Jack Dorsey deu certo e hoje o site recebe cerca de 55 milhões de visitas de todo o mundo por mês. O valor estimado do Twitter no mercado é de US$ 250 milhões.

7 – Chilli Beans

A marca de óculos se tornou a intermediária entre peças caras importadas e produtos de pirataria vendidos em camelôs. O empresário Caito Maia criou, em 1996, a Chilli Beans que vende óculos em quiosques instalados em shoppings a preços populares. Além dos óculos, o empresário incrementou o portfólio de produtos com itens como spray limpa-lentes, estojo rígido, flanela e presilha porta-óculos para carro. O interessante é que a empresa não fabrica óculos, mas importa os produtos de 49 fornecedores da Ásia, Estados Unidos e Itália. A Chilli Beans vende anualmente no Brasil 1,5 milhão de óculos.

8 – Coca-Cola

A marca de refrigerante mais conhecida do mundo começou como um remédio para combater a dor de cabeça. Em 1886, quando foi lançado o produto, um concentrado à base de noz-de-cola (folhas de coca) e outros ingredientes, era misturado na hora à água carbonada. Cinco anos após o farmacêutico John Pemberton chegar à fórmula, ele vendeu os direitos de comercialização para Frank Robinson, que vendeu a fórmula para Asa Griggs Candler por US$ 2.500. Nas mãos de Candler, a marca conquistou os EUA a partir de uma forte campanha publicitária e depois ganhou o mundo.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Câncer de ovário pode ser diagnosticado pelo cheiro

domingo, 26 de dezembro de 2010

O cheiro de um ovário saudável é diferente de um ovário com câncer. É o que mostrou recente pesquisa de cientistas suecos divulgada pela publicação Future Oncology.

Câncer de ovário pode ser diagnosticado pelo cheiro

domingo, 26 de dezembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A descoberta facilitará o diagnóstico e até mesmo antecipar a descoberta da doença em mulheres aparentemente saudáveis.

O cheiro de um ovário saudável é diferente de um ovário com câncer. É o que mostrou recente pesquisa de cientistas suecos divulgada pela publicação Future Oncology. Os pesquisadores conseguiram detectar a diferença de cheiros por meio de um nariz eletrônico. O câncer de ovário é o tipo ginecológico da doença que mais mata no Brasil.

A descoberta facilitará o diagnóstico e até mesmo antecipar a descoberta da doença em mulheres aparentemente saudáveis, apenas com a amostra de sangue, já que o cheiro característico também fica na corrente sanguínea.

Outros estudos também confirmaram os resultados da nova pesquisa. O cientista György Horvath, da Universidade de Gothenburg (Suécia), usou cães farejadores para provar a existência de um cheio particular em ovários com tumor. Os cães conseguiram detectar a diferenciação. Outra pesquisa publicada pela revista BMC Cancer mostrou que o sangue de pacientes com tumor no ovário tem o mesmo cheiro identificado nos tecidos do órgão.

Na recente pesquisa, os cientistas conseguiram registrar a essência emitida pelo ovário doente e o do saudável, assim como estudam um detector de cheiros mais apurado, que é semelhante a um nariz eletrônico, mas com mais recursos. A nova meta é, a partir do sangue de pacientes, conseguir apontar o câncer em estágio inicial por meio do cheiro, a fim de aumentar as chances de cura.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer no ovário é o tipo mais difícil de ser diagnosticado. Cerca de 75% dos tumores detectados são descobertos em um estágio avançado.

Inflação será grande desafio de Dilma, diz Financial Times

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O primeiro grande desafio que Dilma Rousseff terá de enfrentar em seu governo será a inflação. O jornal britânico afirma que o desafio começará imediatamente após a posse da nova presidente.

Inflação será grande desafio de Dilma, diz Financial Times

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Henrique Meireles apóia o uso da política monetária convencional.

O primeiro grande desafio que Dilma Rousseff terá de enfrentar em seu governo será a inflação, segundo o Financial Times. O jornal britânico publicou uma reportagem nesta quinta-feira, 23, em que afirmou que o desafio começará imediatamente após a nova presidente tomar posse, devido à provável elevação das taxas de juros pelo Banco Central.

O jornal aponta que a avaliação se baseia em um relatório mensal de inflação divulgado pelo Banco Central que indicou a necessidade de elevar as taxas de juros em curto prazo. A reportagem afirma que, apesar de muitos parlamentares serem contrários à elevação dos juros, o presidente do BC, Henrique Meireles, apóia o uso da política monetária convencional.

“A experiência do Brasil confirma que a política monetária convencional e condições financeiras estáveis são os fatores-chave para um caminho benigno de inflação. A direção do Banco Central está plenamente ciente disso, e a presidente eleita, Dilma Rousseff, já expressou seu apoio às políticas do Banco Central”, disse Meirelles ao jornal.

Segundo o Financial Times, Dilma terá o desafio de enfrentar a inflação dos preços a um nível bem acima da meta anual do governo, que é de 4,5%. Segundo a reportagem a estimativa é de que as taxas de inflação cheguem a quase 6%.

“Os preços aumentaram 5,6% nos 12 meses até novembro, e espera-se que a taxa chegue a quase 6% até o final do ano”, relata a reportagem. Meirelles esclareceu, em entrevista ao jornal, que não haverá mudanças de política em relação ao controle de inflação no Governo Dilma.

Estado de saúde de José Alencar melhora

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O estado de saúde do vice-presidente, José Alencar, apresentou melhora nesta quinta-feira, 23, e ele já respira sem a ajuda de aparelhos. Segundo o boletim médico, houve uma redução importante do sangramento digestivo.

Estado de saúde de José Alencar melhora

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fonte: opinião enoticia.com.br

Segundo o boletim médico, houve uma redução do sangramento digestivo e o vice-presidente já respira sem a ajuda de aparelhos.

O estado de saúde do vice-presidente, José Alencar, apresentou melhora nesta quinta-feira, 23, e ele já respira sem a ajuda de aparelhos. Segundo o boletim médico, houve uma redução importante do sangramento digestivo. Alencar está acordado, mas continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta eleita, Dilma Rousseff, visitaram Alencar pela manhã. De acordo com a assessoria de imprensa da presidência da República, Alencar disse que espera estar na posse de Dilma, em 1º de janeiro, e brincou: “espero que os médicos me liberem para tomar um golinho (na festa)”.

Lula e Dilma permaneceram cerca de 40 minutos com Alencar e conversaram sobre política, economia e os negócios da família do vice-presidente.  Depois, seguiram para o encontro com os catadores de material reciclável, realizado todo ano na época de Natal.

Alencar foi internado em estado grave na quarta-feira, quando foi submetido a uma cirurgia de três horas e meia para tentar estancar um sangramento no abdômen. Esta foi a 17ª cirurgia do vice-presidente desde o início do tratamento do câncer abdominal. Durante a cirurgia, os médicos constataram que um novo tumor se espalhou pela região digestiva do vice-presidente.

“As aderências impediram que a gente conseguisse entrar na cavidade abdominal e chegar ao tumor, que nos parece ser responsável por esse sangramento. A retirada (do tumor) não pôde, então, ser completada, o que era nossa intenção”, explicou o cirurgião de aparelho digestivo Raul Cutait.

Lula sanciona lei do pré-sal com veto à partilha dos royalties

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O presidente Lula sancionou a lei que define novas regras para a exploração de petróleo na camada do pré-sal. Como havia prometido, Lula vetou o artigo que determinava a divisão dos royalties do petróleo entre todos os estados e municípios brasileiros.

Lula sanciona lei do pré-sal com veto à partilha dos royalties

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fonte: votebrasil.com

A lei sancionada hoje muda o modelo de exploração de petróleo do pré-sal, de concessão para partilha. De acordo com a lei, empresas serão contratadas para explorar os blocos e terão que dividir os lucros …

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (22/12) a lei que define novas regras para a exploração de petróleo na camada do pré-sal. Como havia prometido, Lula vetou o artigo que determinava a divisão dos royalties do petróleo entre todos os estados e municípios brasileiros. Outro artigo vetado destinava metade do dinheiro do Fundo Social do pré-sal a programas de educação.

Com o veto ao modelo de divisão equânime dos royalties, aprovado pelo Congresso Nacional, o presidente Lula encaminhou ao Parlamento um projeto de lei que garante uma parcela maior de recursos aos estados produtores de petróleo. Assim, cumpre o acordo fechado com os governadores dos principais estados produtores – Rio de Janeiro e Espírito Santo – no ano passado.

O modelo aprovado pelos parlamentares e vetado pelo presidente previa a partilha dos royalties conforme os percentuais do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios. Caberia à União compensar os estados produtores pelas perdas com a divisão.

O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, acredita que o projeto de lei encaminhado hoje ao Congresso será aprovado no ano que vem. “Isso é do maior interesse da sociedade brasileira. Tenho certeza que o Congresso brasileiro vai achar uma forma de agilizar para que a gente possa fazer as rodadas [de licitação de blocos do pré-sal no novo modelo de partilha] necessárias”, afirmou.

Em relação ao segundo veto, uma comissão definirá qual o percentual do Fundo Social que deverá ser repassado para cada área. Os recursos do fundo se destinam à educação, ao esporte, ao meio ambiente, à ciência e tecnologia e ao combate à pobreza.

A lei sancionada hoje muda o modelo de exploração de petróleo do pré-sal, de concessão para partilha. De acordo com a lei, empresas serão contratadas para explorar os blocos e terão que dividir os lucros com a União. Serão escolhidas as empresas que oferecerem a maior parcela da produção ao governo.

Na cerimônia de sanção, o presidente Lula ressaltou que o pré-sal vai por o país na lista dos grandes produtores de petróleo. “Fará com que o Brasil, em poucos anos, figure entre os maiores produtores do planeta. Trata-se de um extraordinário momento histórico”, afirmou Lula.

Alencar fará cirurgia para conter hemorragia digestiva

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O vice-presidente da República, José Alencar, está recebendo transfusões de sangue neste momento enquanto se prepara para uma cirurgia.

Alencar deu entrada, em caráter de emergência, na manhã de hoje (22) no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo com um quadro de hemorragia digestiva grave.

O vice-presidente havia recebido alta na última sexta-feira (17) após passar 25 dias internado. No dia 27 de novembro ele foi submetido a uma cirurgia para desobstruir o intestino. Foi o décimo sexto procedimento cirúrgico a qual se submeteu nos mais de dez anos de luta contra o câncer. 

Dois dias depois da cirurgia, o vice-presidente teve uma piora da função renal e por isso precisou ser submetido a sessões de hemodiálise – filtração artificial do sangue.
 
Alencar, retornou na manhã de hoje (22) para o Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. A assessoria do hospital não informou o motivo da internação, apenas disse que a volta não estava prevista.
       
Alencar havia recebido alta na última sexta-feira (17) após passar 25 dias internado. No dia 27 de novembro ele foi submetido a uma cirurgia para desobstruir o intestino. Foi o décimo sexto procedimento cirúrgico de Alencar nos mais de dez anos de luta contra o câncer.

CPMF, o avanço do retrocesso

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Em seu primeiro pronunciamento, Dilma Rousseff, declarou que não pretende elevar a carga tributária. A sociedade deve lutar contra a introdução da CSS, a nova CPMF, para que não assistamos no Brasil o que ninguém deseja.

CPMF, o avanço do retrocesso

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A sociedade deve lutar contra a introdução da CSS, a nova CPMF, para que não assistamos no Brasil o que ninguém deseja. Por Ives Gandra da Silva Martins.

Em seu primeiro pronunciamento, a presidente eleita, Dilma Rousseff, declarou que não pretende elevar a carga tributária. Ao contrário, é sua intenção diminuí-la, simplificá-la ao longo da redução de juros, tornando a máquina pública mais eficiente, o que implica redução de seu inchaço decorrente do que considerou o “mal do compadrio”.

De rigor, não há possibilidade de redução de juros, sem que se corte o “déficit” público pela coluna das despesas, o que, vale dizer, a máquina administrativa deve ficar menor e mais eficiente, conduzida por uma burocracia profissionalizada e não por amigos do rei.

À evidência, a simplificação do sistema tributário e a redução da carga serão possíveis, se a presidente eleita souber tornar, efetivamente, a máquina eficiente, profissionalizada, não cedendo à multiplicação de pedidos de aliados e amigos.

E a primeira tentativa de fragilizar a promessa da presidente veio dos governadores, para a reintrodução da CPMF, com outro nome: CSS.

É bom lembrar que tal tipo de tributo foi estudado no mundo inteiro, com ampla rejeição da esmagadora maioria dos países. O motivo é simples. Tributar a circulação de moeda é acrescentar ao custo do dinheiro o custo de tributo, tornando este instrumento de alavancagem da economia e do desenvolvimento um breque, pois os juros de todas as operações terão que refletir o custo da operação incidida pelo tributo mais o benefício ao aplicador pela cessão de seu dinheiro. Em outras palavras, toda a operação financeira teria um custo adicional refletido no custo do dinheiro, a dificultar a redução de juros. Mais do que isso, as próprias operações de mera circulação não onerosa sofreriam, também, uma incidência com características confiscatórias, pois as operações neutras (mera transferência de dinheiro) sofreriam sempre redução de seu valor.

A rejeição mundial ao tributo decorre de que a tributação deve incidir sobre as operações negociais (tributos indiretos) ou sobre os lucros, rendas ou patrimônio (tributos diretos), e não sobre o padrão que alimenta tais operações, mero instrumento, que são a moeda e o crédito.

Quando o saudoso professor Eusébio Gonzalez, catedrático de Direito Tributário da Universidade de Salamanca, e eu recebemos o título de professores honorários da Universidade de San Martin de Porres, no Peru, discutia-se, naquele país, a introdução de um tributo semelhante. Gonzalez mostrou, nas suas intervenções para a mídia local, que o tributo fora estudado e rejeitado pela Espanha, pois seria um fator de estancamento de desenvolvimento econômico, sem maiores benefícios para o próprio governo, que, sendo devedor do mercado, teria de pagar pela dívida pública uma taxa maior de juros por conta da tributação sobre o trânsito das entradas e saídas e juros, nas transferências para o mercado. Nas minhas manifestações, também demonstrei as inconveniências do tributo, lembrando que havia forte reação no Brasil, com possibilidades de sua retirada do sistema, o que efetivamente ocorreu.

É lamantável, portanto, em um país em que a carga tributária chega a quase 36%, sem considerar as penalidades e sanções, que se pretende elevá-la ainda mais, nada obstante a clara sinalização da presidente Dilma, durante sua campanha e após sua eleição, no sentido de que é sua intenção reduzir e não aumentar os tributos.

Há, à nitidez, necessidade de se modernizar o sistema tributário, hoje destinado em torno de 60% do bolo tributário líquido para a União, ficando 26 estados, DF e 5.500 municípios com apenas 40%, o que leva à guerra fiscal nas duas esferas (ICMS e ISS), à falta de melhor partilha das rendas tributáveis.

Espero que a presidente não desfigure sua imagem, rasgando uma promessa muito bem recebida no seu pronunciamento inicial, no primeiro embate com aqueles que pretendem usufruir do poder, na nova administração.

O povo, que é quem paga os tributos diretos e indiretos deste país, em nível superior a Estados Unidos, Japão, Canadá, China, Suíça e países emergentes, todos com percentual inferior ou bem inferior ao do Brasil, certamente saberá pressionar a presidente que elegeu para que não caia no “canto da sereia” dos governadores e propugne pela árdua mas desejável luta para tornar a máquina administrativa menor e mais eficiente, assim como a burocracia profissionalizada, e não refém dos amigos do rei, com o que permitirá a queda de juros e o desenvolvimento muito mais acelerado do país.

Não só pela má qualidade do tributo –, rejeitadíssimo no mundo inteiro, mas pela promessa feita de melhoria da gestão pública, em que o princípio da eficiência seria guindado a seu devido patamar (art. 37 caput da CF), deve a sociedade lutar contra esse tributo, para que não assistamos no Brasil o que ninguém deseja, ou seja, ao avanço do retrocesso.

Futuro ministro nega participação em festa no motel

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Por meio de nota de esclarecimento, o deputado Pedro Novais negou ter participado de festa realizada em um motel de São Luís, no Maranhão, e paga com dinheiro público. Pedro apresentou uma nota fiscal à Secretaria Geral da Mesa, para efeito de restituição do dinheiro, de R$ 2.156,00 em gastos no Motel Caribe.

Futuro ministro nega participação em festa no motel

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Por Fábio Góis – congressoemfoco.com.br

Por meio de nota de esclarecimento, o deputado Pedro Novais (PMDB-MA) negou ter participado de festa realizada em um motel de São Luís, no Maranhão, e paga com dinheiro público (verba de gabinete). Segundo reportagem publicada na edição de hoje (quarta, 22) do jornal O Estado de S. Paulo, Pedro apresentou uma nota fiscal à Secretaria Geral da Mesa, para efeito de restituição do dinheiro, de R$ 2.156,00 em gastos no Motel Caribe, que fica a 20 quilômetros do centro da capital maranhense.

“A suíte mais cara, que leva o nome ‘Bahamas’, tem garagem dupla e custa de R$ 98 (três horas) a R$ 392 (24 horas). Segundo a gerente do local, o deputado Pedro Novais alugou um quarto para fazer uma festa. Ao Estado, o parlamentar admitiu que o dinheiro da Câmara foi usado para pagar um motel”, diz trecho da matéria do jornal paulista – que faz referência a outros desmandos parlamentares com dinheiro público, como a farra das passagens desvendada pelo Congresso em Foco no início de 2009 (relembre aqui).

Na nota à imprensa, Pedro Novais diz que o pedido formal de restituição do dinheiro foi um erro de sua equipe de gabinete. O deputado declara ainda que vai corrigir a apresentação de ressarcimento de verba, mas não fala como será efetuado o procedimento nem quando (e se) devolverá o montante aos cofres públicos.

“Nuca estive no tal estabelecimento. Indignei-me como parlamentar e homem público, mas, acima de tudo, como cidadão e marido. A acusação leviana tenta atingir minha moral e a firmeza de minha vida familiar. Sou casado há 35 anos. Na noite de 28 de junho, data da emissão da nota fiscal pelo referido estabelecimento, estava em casa, ao lado de minha mulher Maria Helena”, diz trecho da nota (confira íntegra abaixo).

Escolhido ministro do Turismo no governo Dilma Rousseff, por indicação da cúpula do PMDB, Novais é aliado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Com 80 anos, o peemedebista compõe o chamado “baixo clero” da Câmara, termo frequentemente usado para definir os parlamentares com pouca ou nenhuma influência política.

Ainda segundo a matéria do Estadão, em entrevista gravada a gerente do motel disse que Novais “reservou uma suíte para uma festa” em junho deste ano. “Ele é um senhor. Já frequentou aqui, conhece o dono daqui e reservou para um jantar que estava dando para uns amigos. Foi à noite”, disse a funcionária do estabelecimento, que disfarça o tipo de serviço oferecido com o registro de razão social “Hotel Pousada Caribe Ltda”.

“Eu lembro, era festa com bastante gente, uma comemoração que eles estavam fazendo. Eram vários casais, várias pessoas. A gente cobra por casal, e tinha muita gente. A suíte era uma das mais caras: tem piscina, banheira, sauna… tem tudo”, acrescentou a gerente.

Confira a íntegra da nota de esclarecimento: 

“Nota de Esclarecimento
 
Li com absoluta indignação a edição de hoje do Jornal O Estado de São Paulo, que tenta atribuir a mim a realização de uma festa no Hotel Pousada Caribe Ltda, em São Luis. É mentira. Nuca estive no tal estabelecimento.

Indignei-me como parlamentar e homem público, mas, acima de tudo, como cidadão e marido. A acusação leviana tenta atingir minha moral e a firmeza de minha vida familiar. Sou casado há 35 anos. Na noite de 28 de junho, data da emissão da nota fiscal pelo referido estabelecimento, estava em casa, ao lado de minha mulher Maria Helena.

Como informei ontem ao Jornal O Estado de São Paulo, a nota fiscal foi indevidamente apresentada ao departamento próprio da Câmara para ressarcimento, por erro de minha assessoria. Só fui alertado deste erro ontem e, como foi dito em nota publicada também ontem, pelo meu gabinete, ele está sendo prontamente corrigido.

Não posso aceitar que essa falha seja usada para acusações irresponsáveis à minha pessoa.
 
Brasília (DF), 22 de dezembro de 2010
 
Deputado Pedro Novais”

Sarney diz que responsabilidade por aumento é da Câmara

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O presidente do Congresso e do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), responsabilizou a Câmara pela aprovação de um aumento de mais 60% para os próprios parlamentares e de mais de 100% para a presidente da República.

Sarney diz que responsabilidade por aumento é da Câmara

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Por Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br

“Veio da Câmara dos Deputados pra cá. Não quero fazer nenhum comentário sobre isso”

O presidente do Congresso e do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), responsabilizou a Câmara pela aprovação de um aumento de mais 60% para os próprios parlamentares e de mais de 100% para a presidente da República, seu vice e os ministros de estados, que passarão a ganhar R$ 26.700 a partir de fevereiro.

“Foi toda a Casa que veio. Veio da Câmara dos Deputados pra cá. Não quero fazer nenhum comentário sobre isso”, disse Sarney, nesta terça-feira (21), ao comentar o protesto de estudantes em frente ao Congresso.

“A Constituição diz que uma legislatura deve indicar o vencimento da próxima legislatura. E… a Câmara dos Deputados organizou daquela maneira e o Senado aprovou. Eu não vejo como a gente possa…”, insistiu Sarney.

Na verdade, o aumento foi aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado. E agora vai à promulgação. No plenário do Senado, sequer houve discussão dos parlamentares, ao contrário do que fizeram alguns deputados. Tudo foi aprovado em cinco minutos pelos senadores.

Revisão

Porém, Sarney disse que existe uma possibilidade de ser rediscutido o valor do aumento salarial. “Agora o valor isso a gente… podemos discutir, né?. Eu não sei, eu não participei dessa discussão”, afirmou o presidente do Congresso antes de entrar no elevador. Ele não explicou como seria possível rever o valor do subsídio já aprovado e que vai à promulgação – ou seja, virar norma sem precisar passar por sanção do presidente da República.

Estudantes gritam contra aumento e bispo rejeita prêmio

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em protesto contra reajuste de 61% nos salários dos parlamentares, 100 estudantes protestaram em frente ao Congresso e, dentro do plenário do Senado, um bispo rejeitou receber uma homenagem pela defesa dos direitos humanos.

Estudantes gritam contra aumento e bispo rejeita prêmio

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br

Em protesto contra reajuste de 61% nos salários dos parlamentares, 100 estudantes protestaram em frente ao Congresso e, dentro do plenário do Senado, um bispo rejeitou receber uma homenagem pela defesa dos direitos humanos.

PMs cercaram a entrada do Congresso para evitar que estudantes fizessem protesto dentro dos plenários.

O aumento de 61% para os parlamentares e de mais de 100% para a presidente eleita, seu vice e os ministros do Estados causou mais protestos no Congresso nesta terça-feira (21). Um grupo de cerca de 100 estudantes universitários foi barrado ao tentar entrar na chapelaria do Legislativo com cartazes criticando o aumento para R$ 26.700 para deputados, senadores, Dilma Rousseff, Michel Temer e futuros ministros de Estado. Ainda hoje, o bispo Manoel Edmilson da Cruz rejeitou, em meio a uma sessão no plenário do Senado, receber uma homenagem, a comenda Dom Hélder Câmara.

Sarney diz que responsabilidade por aumento é da Câmara

O bispo disse agir sem ressentimentos ao não aceitar a premiação. “Sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”, afirmou Cruz, sendo aplaudido em seguida pelos presentes. “Ela [a comenda] é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho.”

O bispo lembrou do efeito cascata do aumento e ainda exemplificou algumas categorias profissionais que não conseguem aumentos salariais dignou. “O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera parlamentares?”, disse Cruz. Ele afirmou que os motoristas de ônibus de Fortaleza, por exemplo, buscaram um aumento de 26% este ano, mas, com esforço, só obtiveram 6%.

Barrados

Os estudantes tentaram entrar no Congresso, mas foram impedidos pela Polícia Legislativa e pela Polícia Militar. Acusaram os policiais de darem um choque em um garoto de 14 anos. O diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Ricardo Araújo, afirmou que os homens da Casa portavam armas elétricas, mas não as utilizaram nesta ocasião.

A manifestação continuou no gramado do Congresso. Os estudantes se posicionaram para compor um cifrão ($) em frente à Câmara e ao Senado. “Qualquer aumento é abusivo em relação ao aumento do salário mínimo, que foi de apenas 5%”, disse o estudante de letras Pedro Lucas Grace, de 18 anos. Cartazes diziam “Chega de fazer o povo de palhaço $$”.

Ele afirmou que o grupo até tentou entrar em fila indiana nas dependências do Legislativo, mas foi impedido. Araújo disse ao Congresso em Foco que as visitas ao Senado – que acontecem todos os dias – foram suspensas. “Aqui não é lugar de manifestação”, disse o diretor da Polícia Legislativa.

Araújo disse que é diferente a postura dos estudantes dos aposentados que, frequentemente, tomam as galerias do Senado e da Câmara para pressionar por reajustes. De acordo com o diretor da Polícia, os aposentados vêm atrás de um projeto específico, ocupam as galerias silenciosamente e estão trajados de forma adequada para o Congresso.

A íntegra do discurso do bispo

O SR. PRESIDENTE (Inácio Arruda. PCdoB – CE) – Parabéns, José Nery, pelo pronunciamento.
Peço tranqüilidade à segurança da Casa, porque fui informado de que está tendo uma manifestação. Como estamos aqui festejando os direitos humanos, é preciso muita tranqüilidade, trata-se de jovens que estão defendendo seus pontos de vista e a nossa Casa deve ter o maior zelo, exatamente por isso.
No exercício da Presidência, embora não seja ritual da nossa Casa, quero convidar para fazer uso da palavra, em nome de todos os homenageados, o Bispo Dom Manoel Edmilson da Cruz.
O SR. MANUEL EDMILSON DA CRUZ – Sr. Presidente Senador Inácio Arruda. Sr. Defensor dos Direitos Humanos de Abaetetuba do Pará, Sr. Antonio Roberto Figueiredo Cardoso. Defensor Público da Comarca de Taubaté, do Estado de São Paulo, Sr. Wagner Giron de La Torre. Sr. Secretário Executivo do Conselho de Direitos, Sr. Eden Pereira Magalhães, representando o agraciado, grande amigo e irmão dom Pedro Casalgáliga Pla, Bispo emérito de São Félix do Araguaia. Sr. Eduardo Freitas, representante de Marcelo Ribeiro Freixo e todas as outras pessoas aqui, Senadores e pessoas que estão presentes.
Quero uma saudação especial ao meu amigo e companheiro de luta Dr. Cláudio Sadá, um dos membros fundadores da Comissão Regional de Justiça de Paz no Ceará, pelo muito que tem realizado, o que vai se gravar na história.
Saudação a todas as pessoas aqui presentes.
Queria confirmar o que disse o Senador Inácio em relação à situação do trabalhador sem salário mínimo, porque a meu ver isso é um retrocesso comparado ao tempo da escravidão. O escravo era alimentado, o patrão, o dono só tinha interesse em alimentá-lo, ele (inaudível) trabalhar, é diferente. Então, é um retrocesso nesse sentido. Não sei se concordam comigo. É uma coisa de fazer muita pena.
Depois, em relação ao nosso Dom Hélder ao que disse o Senador José Ney, eu queria dizer que a minha primeira … esse menino de nove anos, a primeira vez que o Dom Hélder Câmara foi lá na cidade de Acaraú, no norte do Ceará, batida preta no comício do integralismo, camisa verde
camisa verde. É impressionante este fato, para dizer que nós não podemos jamais perder a esperança em ninguém, porque este mesmo Padre Helder era, antes de tudo, um santo. Ele passava, o dia todo ocupado, magrinho como ele era, frágil, humanamente falando, duas horas, todas as madrugadas, diante do Santíssimo Sacramento, em oração, em adoração. Isto marca a personalidade de Dom Helder. É este mesmo Dom Helder que, entre os seus pensamentos, este aqui, para mim, é uma coisa muito interessante, que ajuda muito a viver e a conservar e a alimentar a esperança que Deus nos dá. Ele diz assim, a partir dessas orações das madrugadas: “A criatura é como cana. Mesmo passada pela moenda, mesmo reduzida a bagaço, mesmo desfeita de todo, só sabe dar doçura”. Isto é Dom Helder.
Agora, meus irmãos, espero ser muito bem entendido no que vou dizer. Eu o faço levado por amor e também por confiança; essa esperança que Deus me ensinou a colocar em todas as pessoas humanas.
A surpresa deste dia chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira, 16 de dezembro, como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um “bom-dia”.
Mais que surpresa, era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse focado uma libélula, projetando a sua leveza e levando a atingir as proporções de uma águia e de um condor.
Passa por esse crivo, caro Senador Inácio, o meu agradecimento pessoal, cordial e profundo ao senhor, aos seus ilustres pares que o apoiaram nesta iniciativa e a todo o Congresso Nacional e às pessoas que estão aqui presentes.
Pensei, em vista dos meus 86 anos, em receber esta honraria por meio de um representante, mas o Congresso Nacional merece respeito. O verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia. A honrosa Comenda porém dos pais da pátria, como diziam os romanos, patres conscripti, me faz refletir precatórios que se arrastam por décadas, aposentados e idosos com as suas aposentadorias reduzidas, salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas; depois de três meses de reivindicações e greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza agora, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram, a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade de nosso Brasil. Meus irmãos e irmãs, falo agora de coração com muita fé, com o grande respeito que devo a todos, mas, falo como irmão e irmã sobretudo, quer dizer, assumindo a alma de todas as pessoas, pois é exatamente nesse momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus, há exceções decerto em tudo isso. Mas, excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na internet.
Se o tom se torna como quem está com rancor, não tem rancor nenhum aqui, tem veemência, que é diferente, e amor.
Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe – e é de uma grandeza bem aventurada! – o SUS, o bolsa família.
Aí estão trinta milhões de brasileiros, que as linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média – isto é muito bonito. É verdade a atuação do Ministério da Saúde. Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas, não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Disso sou testemunha. Maldita realidade desumana esta, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Vou falar mais calmo ainda, porque falo por amor: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem. Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.
Considerações finais.
Senhores e Senhoras, meus irmãos e irmãs, sinto-me primeiro perplexo, depois decidido. A Comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém.
De seguro, porém, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la. (Palmas.). Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suór de seu rosto e a dignidade de seu trabalho.
É seu direito exigir justiça e equidade, em se tratando de honorários e de salários, também. Se é seu direito, e eu aceitar, estou procedendo contra os direitos humanos. Perderia todo sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria. Isso não acontece! O que acontece –repito– é um atentado contra os direitos humanos de nosso povo. A atitude que acabo de assumir, assumo com humildade… Assumo com humildade, sem pretensão a dar lições a pessoas tão competentes e tão boas. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz e os meus sinceros votos de um abençoado feliz Natal e um próspero Ano Novo. Deus seja bendito para sempre! Muito obrigado. (Palmas.).
O SR. PRESIDENTE (José Nery. (PSOL – PA) – Meus cumprimentos a Dom Manuel Edmilson da Cruz que, coerente com aquilo que pensa, neste momento adota uma atitude de rejeição ao que fez o Congresso Nacional quando reajustou, em 62%, os salários dos parlamentares para o próximo período.
O SR. MANUEL EDMILSON DA CRUZ – Minha sugestão é outra: é a de se desfazer o erro quando se começa. É agora! Deve-se retroceder, como o fez Mandela. O caso dele era muito diferente… Desculpem-me a insistência: isso é grito da natureza humana ferida! Não é possível! Deve-se acabar com esse trabalho e reduzi-lo ao normal, ao correto.
O SR. PRESIDENTE (José Nery. (PSOL – PA) – Entendemos o gesto, o grito e a exigência de Dom Edmilson da Cruz que, em sua fala, Sua Excelência Reverendíssima também diz que veio aqui e compareceu mas recusará a comenda. Também exige que o Congresso Nacional reavalie a decisão que tomou em relação ao salário de seus parlamentares.
Queria neste momento dizer, Senador Inácio Arruda e Senador Cristovam Buarque, que tomei conhecimento que um grupo expressivo de estudantes se dirigiu à entrada do Congresso Nacional para, também –na mesma linha em que o faz Dom Edmilson da Cruz–, como se fosse uma intercomunicação (que a gente não vê, mas acontece), promove, neste momento, um protesto contra o reajuste

Ciro Gomes manda dizer que está fora do governo Dilma, mas PSB insiste

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Depois de ter a certeza de que não seria convidado para o Ministério da Saúde, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) fez chegar aos ouvidos do governo de transição que está fora do primeiro escalão de Dilma Rousseff.

Ciro Gomes manda dizer que está fora do governo Dilma, mas PSB insiste

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O governador do Ceará, Cid Gomes, deixou Brasília no fim da tarde sem jogar completamente a toalha pelo irmão. Ele disse que voltaria a falar com Ciro para avaliar se seria melhor o deputado …

Depois de ter a certeza de que não seria convidado para o Ministério da Saúde, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) fez chegar aos ouvidos do governo de transição que está fora do primeiro escalão de Dilma Rousseff.

O desenho acertado ontem, numa reunião de uma hora e meia entre Dilma e a cúpula do PSB, voltou ao rascunho acordado dias atrás: o pernambucano Fernando Bezerra Coelho vai para a Integração Nacional e os cearenses indicarão o futuro titular de Portos e Aeroportos.

O governador do Ceará, Cid Gomes, deixou Brasília no fim da tarde sem jogar completamente a toalha pelo irmão. Ele disse que voltaria a falar com Ciro para avaliar se seria melhor o deputado aceitar o cargo ou indicar outro nome.

A indefinição dos cearenses deixou os ministros do PSB no fim da fila de anúncios, ao lado dos ministros da Controladoria-Geral da União (CGU), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e de Políticas para as Mulheres.

Esses três devem ficar com o PT, que ontem ganhou mais uma das joias da coroa na Esplanada, o Ministério da Saúde. Para lá vai Alexandre Padilha. No lugar de Padilha no Ministério de Relações Institucionais, Dilma não descarta o atual líder do governo da Câmara, Cândido Vaccarezza.

Na hipótese de Dilma confirmar Vaccarezza na articulação política, ficará em aberto o cargo de líder do governo na Câmara, vaga que chegou a ser cogitada para indicação da bancada do PSB há dois dias.

Inicialmente, os deputados socialistas indicariam o futuro ministro da Micro e Pequena Empresa, mas a presidente eleita deixou para escolher o titular depois que criar o cargo por medida provisória, no início de janeiro. Assim, terá um cargo em sua cesta para acomodar um aliado no futuro.

Da reunião de ontem com Dilma e Antonio Palocci participaram, além de Cid Gomes, o presidente do partido e governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos; o vice, Roberto Amaral; e o governador eleito do Espírito Santo, senador Renato Casagrande.

Os socialistas desembarcaram em Brasília no início da tarde, depois de uma noite de discussão em Pernambuco, onde chegaram a cogitar não participar do governo. Eles queriam três ministérios ou dois e um posto de destaque. Dilma só ofereceu dois ministérios e deixou o terceiro espaço como uma ideia para o futuro.

A possibilidade de não participar do governo não prosperou porque poderia parecer desfeita. Depois de vários telefonemas e conversas com o futuro ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e com Ciro batendo o martelo de que estaria fora, a solução parcial foi o senador Antonio Carlos Valadares ocupar a Integração Nacional e os titulares do partido em Pernambuco ficarem com Portos e Aeroportos.

Tudo mudou quando, na conversa com Dilma, foi dito que o atual presidente do PT, José Eduardo Dutra, suplente de Valadares no Senado, deseja permanecer no comando do partido. Bem quisto no governo e fora dele, Dutra não quer passar a ideia de que estaria desesperado por um mandato. Assim, tudo voltou ao rascunho original.

Orlando

Os interesses do PT pesaram também na hora de manter o atual ministro do Esporte, Orlando Silva, no mesmo cargo. Originalmente, Dilma pediu ao PCdoB que indicasse uma mulher e fechou o convite a Luciana Santos, ex-prefeita de Olinda. Orlando Silva ficaria como responsável pela Autoridade Pública Olímpica (APO), órgão que ainda será criado.

No domingo, contudo, Orlando foi chamado para uma conversa com Palocci depois de a presidente eleita receber apelos da comunidade esportiva em prol da permanência dele. Para completar, o PT do Rio não descarta ser compensado com a possibilidade de indicar o titular da APO caso não emplaque o deputado Luís Sérgio (PT-RJ) no lugar de Alexandre Padilha nas Relações Institucionais.

A APO coordenará as ações das Olimpíadas do Rio de Janeiro e há meses o PT fluminense sonha com a indicação. O PT do Rio só desistirá da APO se puder controlar as empresas públicas que vão cuidar da montagem da infraestrutura e do futuro patrimônio olímpico. Será mais uma briga para futuro, quando a APO estiver concluída.

Ironia histórica

Em 1994, logo que Fernando Henrique Cardoso foi eleito no primeiro turno para ocupar o Palácio do Planalto, o nome de Ciro Gomes ganhou força. FHC queria que ele ocupasse o Ministério da Saúde, com plenos poderes para cuidar da área que o tucano considerava crucial para seu governo.

Ciro recusou. Fez chegar aos ouvidos do presidente eleito que preferia o Ministério da Fazenda, cargo que ocupava na época a convite de Itamar Franco. Fernando Henrique tinha outros planos para a pasta. Fez de Pedro Malan seu escolhido para a área.

Desta vez, a história se repete, mas de forma inversa. Ciro queria a Saúde, mas a pasta não lhe foi oferecida.

E caminha para, mais uma vez, ficar distante do primeiro escalão.

Acervo do Instituto Lula

» Enquanto Dilma dá os últimos retoques em seu ministério, caminhões de mudança carregados de itens do acervo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulou nos oito anos em que esteve à frente do governo começaram a deixar ontem o Palácio da Alvorada.

A mudança de Lula e da primeira-dama, Marisa Letícia, vai custar R$ 19.499 aos cofres públicos. No Palácio do Planalto, também houve movimentação de funcionários que vão transportar mais de 1,5 milhão de objetos.

Dentre as lembranças de viagens e presentes que o presidente ganhou em eventos do governo, há garrafas de vinho e cachaça, charutos, camisas de times de futebol, bonés, obras de arte, além de livros, cartas, fotos e vídeos. O presidente, que deixa o cargo em 1º de janeiro, pretende alugar um galpão em São Paulo para guardar os objetos até que o Instituto Lula seja inaugurado.

Denise Rothenburg – votebrasil.com

Lula não descarta disputar novamente a Presidência

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

“A gente nunca pode dizer não. Eu fico até com medo, amanhã alguém vai assistir à tua entrevista e dizer que Lula diz que pode ser candidato. Eu não posso dizer que não porque eu sou vivo, sou presidente de honra de um partido, sou um político.

Na reta final de seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista à Rede TV! na madrugada desta segunda-feira, que poderá se candidatar novamente à Presidência da República. Apesar de afirmar que agora é a vez de Dilma Rousseff, que chega ao Palácio do Planalto no dia 1º de janeiro, Lula comentou que vai esperar o passar do tempo para tomar decisões futuras.

“A gente nunca pode dizer não. Eu fico até com medo, amanhã alguém vai assistir à tua entrevista e dizer que Lula diz que pode ser candidato. Eu não posso dizer que não porque eu sou vivo, sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária”.

Na entrevista ao programa “É Notícia”, o presidente colocou sua “pupila” no rol dos que ele considera “líderes extraordinários” com chances de vencer a diputa presidencial em 2014. “Tem a Dilma que pode ser reeleita tranquilamente.

Você tem (os governadores) Eduardo Campos (PE), Jaques Wagner (BA), Sérgio Cabral (RJ). Tem a oposição do Aécio. Tem o Serra, que diz que ainda vai fazer oposição. O que não falta é candidato. É muito difícil dar qualquer palpite agora”.

Lula, que tem 65 anos, nunca disse explicitamente que não seria candidato novamente, mas essa foi a primeira vez em que ele foi mais direto ao tratar do assunto. “Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e, quando chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer”.

Sobre o que vai fazer logo depois de se retirar do Palácio do Planalto, o presidente disse que vai tirar férias o que, segundo ele, não faz há “30 anos”. “Uns dois meses num lugar onde eu não tenha que fazer nada, discutir política, fazer absolutamente nada”.

Para Lula, o momento agora é de voltar a ser um “cidadão mais próximo da normalidade possível”. “Se deixo a Presidência dia 1º e dia 2 começo a dar palpite na política, eu vou estar tendo ingerência em coisa que eu não devo”. E completou: “Vou conseguir. Vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para a Dilma, vai ser bom para todo mundo se eu ensinar como um ex-presidente tem que se portar”.

Elaine Resende – votebrasil.com

Lula não descarta disputar novamente a Presidência

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A gente nunca pode dizer não. Eu fico até com medo, amanhã alguém vai assistir à tua entrevista e dizer que Lula diz que pode ser candidato. Eu não posso dizer que não porque eu sou vivo, sou presidente de honra de um partido, sou um político.

WikiLeaks revela confissões de José Dirceu sobre caixa dois

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Documentos divulgados pelo site WikiLeaks revelaram que José Dirceu, admitiu a um emissário norte-americano o uso de caixa dois em suas campanhas eleitorais. Ele teria dito que usar recursos não contabilizados é prática inevitável.

WikiLeaks revela confissões de José Dirceu sobre caixa dois

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Ex-ministro da Casa Civil teria dito que usar recursos não contabilizados é prática inevitável.

Documentos divulgados pelo site WikiLeaks revelaram que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, admitiu a um emissário norte-americano o uso de caixa dois em suas campanhas eleitorais. Na ocasião, Dirceu teria confessado que seus gastos corresponderam ao dobro da quantia declarada e que todos os políticos brasileiros empregam algum tipo de caixa dois, classificando essa prática como “natural” e até mesmo “inevitável”.

De acordo com o WikiLeaks, as revelações constam de uma mensagem do cônsul Arnold Vela enviada aos EUA em 13 de outubro de 2005. Na correspondência, Vela relata ter se encontrado com Dirceu para um almoço quatro dias antes, quando o ex-ministro expôs suas opiniões sobre a crise política causada pelo mensalão e o futuro do Partido dos Trabalhadores (PT).

Outro telegrama enviado pelo embaixador John Danilovich a Washington, em 19 de agosto de 2005, diz que José Dirceu teria afirmado que o presidente Lula “não faz muita coisa por iniciativa própria” e que “deveria ter prestado mais atenção ao cultivo de fontes de financiamento empresariais legítimas” das eleições de 2002.

Segundo Danilovich, o petista contou ao assessor especial William Perry que as lideranças do PT pós-2002 vieram com um esquema ilegal de financiamento “louco e perverso” — investigado em resposta às pressões de pequenos e mercenários partidos aliados (PTB, PL e PP) — oriundo da campanha de 2002 do marqueteiro Duda Mendonça.  As revelações teriam sido feitas em uma visita de Perry ao apartamento de Dirceu em Brasília no dia 17 de agosto de 2005, dois meses depois de seu afastamento do governo e pouco mais de três antes de sua cassação.

O ex-ministro teria negado envolvimento no esquema e dito que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, expulso do partido como um dos únicos punidos no caso, não era seu “cara”. O telegrama ainda revela que Dirceu criticou o ex-presidente do PT, José Genoino, e o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, que o substituíra na presidência interina do partido em meio à crise do mensalão.

O telegrama também descreve o desânimo de Dirceu em relação ao futuro político de Lula. O ex-ministro teria dito que o presidente poderia desistir de concorrer a um novo mandato caso ficasse “deprimido” e que o PSDB provavelmente sairia vitorioso das urnas em 2006, elegendo para a presidência o então prefeito de São Paulo, José Serra. Ao contrário das previsões de Dirceu, Lula foi reeleito, derrotando o tucano Geraldo Alckmin.

José Dirceu contestou as informações contidas nos documentos vazados pelo WikiLeaks, argumentando que os textos não refletem com fidelidade suas opiniões e omitem críticas que ele teria feito à política externa dos Estados Unidos.  ”Isso aí é a versão deles para o que eu falei, mas não é exatamente o que eu penso. Quem escreve esses telegramas às vezes quer mostrar serviço e não registra o que não interessa para eles”, afirmou em entrevista. O ex-ministro riu do telegrama que relata a conversa na qual ele teria admitido o uso de caixa dois em suas campanhas eleitorais.

Alencar fará cirurgia para conter hemorragia digestiva

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O vice-presidente da República, José Alencar, está recebendo transfusões de sangue neste momento enquanto se prepara para uma cirurgia. Alencar deu entrada, em caráter de emergência, no Hospital Sírio-Libanês com um quadro de hemorragia digestiva grave.