Arquivo de novembro de 2010

Líderes tentam acordos para últimas votações do ano

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza, disse que está trabalhando com os líderes partidários para votar ainda este ano a PEC 507, o pré-sal, o PL 352 e o Sistema Viário Nacional. Segundo ele, pode também ser votado o projeto que legaliza os bingos

Líderes tentam acordos para últimas votações do ano, inclusive a legalização dos bingos

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Líderes partidários da base governista tentam acordos para votar, ainda este ano, algumas matérias como o projeto que cria o Fundo Social e o regime de partilha na exploração do pré-sal, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 507, que prorroga a vigência do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e o projeto (PL 352/02), que altera a Lei Kandir no que se refere à cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) relativo à energia elétrica e aos lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo.

As votações da PEC 507 e do PL 352 atendem às solicitações dos governadores feitas aos líderes partidários e ao ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, durante reunião ontem (23). Os governadores querem que a Câmara aprove as duas matérias até o fim deste ano, uma vez que elas vão gerar recursos para os estados.

O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que está trabalhando com os líderes partidários para votar ainda este ano a PEC 507, o pré-sal, o PL 352 e o Sistema Viário Nacional. Segundo ele, pode também ser votado o projeto que legaliza os bingos. A preocupação das lideranças é com a pressão para votar a PEC que cria o piso salarial nacional para os policiais. Vaccarezza disse que o governo federal e os governadores são contrários à votação este ano.

O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), defende uma saída para a PEC dos Policiais. Segundo ele, o receio é que ao se tentar votar outras matérias, haja uma pressão para que se vote a PEC dos Policiais. Ele quer uma negociação em torno dela e citou que poderiam ser tentados mecanismos para resolver a questão como: aumentar de seis para 12 meses o envio da proposta de lei fixando o piso, ou até marcar uma data definitiva para a votação da matéria no ano que vem.

“Os estados não têm condições de arcar com o ônus da aprovação dessa PEC [dos Policiais]. Estamos num impasse. Temos que buscar a melhor negociação e ter uma saída honrosa”, disse. Segundo ele, o PMDB quer votar também o Código Florestal e considera importante a votação este ano do projeto do pré-sal, além das propostas de interesse dos governadores. Em relação à votação da legalização dos bingos, afirmou que seu partido é favorável à aprovação.

Sem acordo, Câmara não vota Fundo Social nem mudanças na Lei Kand

Representando a liderança do governo, o deputado José Genoíno (PT-SP) disse que a ideia era votar ainda hoje(30), caso houvesse acordo, o projeto de lei que cria o Fundo Social e o sistema de partilha da exploração do pré-sal e o projeto que muda a Lei Kandir.

O acordo previa ainda votar amanhã a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a vigência do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. A intenção também era incluir na pauta de votações matérias como as mudanças no Supersimples e a regulamentação dos bingos, entre outras.

Genoíno informou que o governo não concorda em votar este ano o projeto sobre o Código Florestal e a PEC que cria o piso salarial nacional para os policiais

 Edição: Aécio Amado

Ministra diz que é hora de as políticas sociais subirem o morro

terça-feira, 30 de novembro de 2010

De acordo com ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, é preciso traçar estratégias conjuntas entre governos federal, estadual municipal e sociedade. “Agora é a união que conta, além da responsabilidade pública e da solidariedade. É hora de as políticas sociais subirem o morro.”

Ministra diz que é hora de as políticas sociais subirem o morro

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fonte: vermelho.org.br

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Márcia Lopes, se solidarizou com a população do Rio de Janeiro e com a prefeitura em virtude dos ataques de traficantes que forçaram a polícia a ocupar o Morro do Alemão. De acordo com a ministra, nessa hora é preciso desenvolver tarefas conjuntas de atenção e ampliação das políticas para as comunidades e famílias envolvidas com o episódio.

“Embora haja muita violência, a gente sabe que o objetivo dessa intervenção do Estado, do Exército e da Marinha é a busca da paz. Desejamos fazer um trabalho em que as políticas sejam ampliadas e para que haja a participação das famílias que moram nos morros, valorizando o potencial dessas comunidades e garantindo que as crianças frequentem a escola,” disse a ministra Márcia Lopes.

De acordo com Márcia Lopes, é preciso traçar estratégias conjuntas entre governos federal, estadual municipal e sociedade. “Agora é a união que conta, além da responsabilidade pública e da solidariedade. É hora de as políticas sociais entrarem, subirem o morro e prestarem os serviços públicos necessários à garantia da tranquilidade e dos direitos da população.”

A Ministra Márcia Lopes está no Rio de Janeiro, onde participou, pela manhã, do Seminário sobre Políticas Públicas Intersetoriais: Proteção Social, Trabalho e Emprego, organizado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Ela também teve encontro com prefeitos e autoridades da região de Petrópolis (RJ).

Ações do governo

 Até o final da semana, o governo federal, em conjunto com o governo do estado do Rio de Janeiro, vai anunciar o segundo passo do Programa de Pacificação na Vila Cruzeiro, Vila da Penha e Complexo do Alemão. “O objetivo agora é implantar ações para geração de renda emergencial e ocupação da mão de obra que antes estava a serviço do tráfico. Um trabalho de resgate dessas pessoas”, explicou o assessor da Secretaria Executiva do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania do Ministério da Justiça – o Pronasci – Aberson Sousa.

A preocupação do governo, segundo Sousa consiste em ocupar a população, que antes sobrevivia com o movimento do tráfico de drogas nas favelas, resgatar sua identidade e autoestima e, assim, prevenir o retorno deles ao trabalho junto ao crime organizado. Todas as atividades serão financiadas com recursos do Pronasci, criado pelo governo federal em 2007, para financiar programas de segurança pública com cidadania, em todo o país. No caso do Rio de Janeiro, o Pronasci está presente nas ações de prevenção e combate ao crime organizado, assim como em todos os processos de pacificação já realizados nas favelas da cidade.

Formação

Para o Ministério da Justiça, de acordo com Aberson Sousa, o piso salarial para os profissionais de segurança pública, em todo o país, deveria ser de R$ 1.700,00 mês. Como a prerrogativa de fixação desses salários é de cada estado e depende de variantes como orçamento local, o governo federal complementa a renda deles, por meio do Pronasci, disponibilizando bolsas de formação e reciclagem, no valor de R$ 443,00 mensais. Participando de, pelo menos, um curso de capacitação ao ano, o policial ou guarda metropolitano conquista o direito de receber a bolsa por 12 meses. “É uma forma de complementar a renda do policial e ao mesmo tempo capacitá-lo para que possa fazer parte do policiamento de paz”, explica o assessor. Hoje, cerca de 130 mil policiais recebem a bolsa, em diversos estados.

O Rio de Janeiro é o estado que mais utiliza recursos da bolsa capacitação. De janeiro a setembro deste ano, já foram investidos cerca de R$ 124 milhões em bolsas para aquele estado, beneficiando 20 mil policiais com renda inferior a R$ 1.000 por mês. Mas a reciclagem, promovida pelo ministério da Justiça aos profissionais da segurança pública carioca, tem sido bem mais ampla. Cerca de 250 mil policiais, com salários maiores e que, portanto, não recebem a bolsa capacitação, também foram capacitados esse ano. “Os cursos oferecidos pelo Pronasci são dirigidos a todos, de coronéis a soldados”, explica o assessor da Secretaria Executiva do Ministério da Justiça.

Anos de preparação

A reviravolta na política de segurança pública do Rio de Janeiro, mais evidenciada na semana passada pelos veículos de comunicação, é fruto de anos de preparação e parcerias entre governo estadual e federal. O governador do estado Sérgio Cabral vinha investindo sistematicamente recursos do Pronasci para a compra de equipamentos e formação de policiais no estado.

No caso específico do Complexo do Alemão, a parceria entre os dois governos começou em 2008, com a implantação de obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC na parte de baixo do morro, como a construção de redes de abastecimento de água e de coleta de esgoto, drenagem, asfaltamento, edificação de escolas e criação de um teleférico.

Segundo Aberson Sousa, estas iniciativas foram o início da criação de condições para a ocupação realizada na semana passada.

Paralelamente às obras do PAC, foram implantados projetos de inclusão social, como a formação profissional de jovens do morro e atendimento a crianças em situação de risco e cooptação pelo tráfico.

Aproveitando a posição de respeito que as mães de família exercem nas favelas, foi implantado no Morro do Alemão o programa Mulheres da Paz, com a capacitação de mães de família para monitorar a comunidade. No Rio de Janeiro são mais de 2 mil Mulheres da Paz em diversas comunidades, que recebem uma bolsa de R$ 100,00 mensais.

Outra estratégia usada no Complexo do Alemão foi a implantação do programa Protejo, que visa afastar a juventude ociosa das fileiras do crime o organizado. Nas favelas do Rio, mais de quatro mil jovens participam do programa.

“O primeiro passo no processo de pacificação é o enfrentamento policial. Depois, é a implantação de projetos e programas sociais para o resgate da população. Em todas essas fases, o governo federal está presente. E o sucesso dessa experiência de parceria com o estado pode ser vista no Rio de Janeiro”, avalia Sousa.

PCdoB: união e apoio popular

Em nota emitida nesta terça-feira (30), o secretariado estadual do PCdoB do Rio de Janeiro faz uma avaliação nesta mesma linha de valorização das ações sociais do Estado.

Segundo a nota, a ocupação de territórios antes dominados pelo crime organizado demonstra “inequivocamente, que não existe estado paralelo que resista à união entre a inteligência, determinação política e apoio popular”.

Para os comunistas do Rio, “além de garantir a cidadania destas populações – como o direito constitucional de ir e vir – e da manutenção da paz nestes territórios é fundamental, nestas e em outras comunidades, assegurar a disseminação de direitos fundamentais como saneamento básico, moradias dignas, emprego, políticas específicas para a juventude e acesso à educação e saúde de qualidade, dentre muitos outros”.

O documento conclui conclamando “os movimentos populares e sociais, as diversas representações da sociedade, as forças políticas democráticas e progressistas, os trabalhadores e a população em geral à mobilização em defesa destas bandeiras”.

Com agências

Wikileaks: Jobim ataca Venezuela para fazer média com Tio Sam

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Segundo informações do Wikileaks, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ao ex-embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel, que o governo brasileiro se preocupa com possibilidade de a Venezuela “exportar instabilidade” na região.

Wikileaks: Jobim ataca Venezuela para fazer média com Tio Sam

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fonte: vermelho.org.br

Segundo informações do Wikileaks divulgadas nesta terça-feira (30), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ao ex-embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel, que o governo brasileiro se preocupa com possibilidade de a Venezuela “exportar instabilidade” na região.

 “Jobim afirmou ao embaixador Sobel que o governo brasileiro compartilha da preocupação do embaixador sobre a possibilidade de a Venezuela exportar instabilidade. Ele acredita que Chávez esteja exibindo poder militar para ofuscar problemas internos”, afirma o documento, com data de 2008.

Em outro telegrama, com data de 25 de janeiro de 2008, o mesmo Sobel relata que dias antes Jobim teria citado o então secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, em uma conversa. Segundo o documento, “Jobim disse que Guimarães ‘odeia os EUA’ e trabalha para criar problemas na relação [entre os dois países]”. Em nota, o Ministério da Defesa nega a declaração atribuída ao ministro.

O ministro da Defesa, que veio do ninho tucano e era amigo pessoal de FHC (a cujo governo serviu) e de José Serra, ficou mal na fita. O ministro desmentiu o Wikileaks, mas foi o primeiro a tomar tal atitude, pois nem mesmo as autoridades norte-americanas negaram a autenticidade dos documentos divulgados pelo site.

Reproduzimos abaixo o artigo elaborado pelo blogueiro Leandro Fortes sobre o tema, significativamente intitulado “O ministro X-9”:

“Uma informação incrível, revelada graças às inconfidências do Wikileaks, circula ainda impunemente pela equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff: o ministro da Defesa, Nelson Jobim, costumava almoçar com o ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil Clifford Sobel para falar mal da diplomacia brasileira e passar informes variados. Para agradar o interlocutor e se mostrar como aliado preferencial dentro do governo Lula, Jobim, ministro de Estado, menosprezava o Itamaraty, apresentado como cidadela antiamericana, e denunciava um colega de governo, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, como militante antiyankee. Segundo o relato produzido por Clifford Sobel, divulgado pelo Wikileaks, Jobim disse que Guimarães “odeia os EUA” e trabalha para “criar problemas” na relação entre os dois países.

“Para quem não sabe, Samuel Pinheiro Guimarães, vice-chanceler do Brasil na época em que Jobim participava de convescotes na embaixada americana em Brasília, é o atual ministro-chefe da Secretaria Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE). O Ministério da Defesa e a SAE são corresponsáveis pela Estratégia Nacional de Defesa , um documento de Estado montado por Jobim e pelo antecessor de Samuel Guimarães, o advogado Mangabeira Unger – com quem, aliás, Jobim parecia se dar muito bem. Talvez porque Unger, professor em Harvard, é quase um americano, com sotaque e tudo.

“Após a divulgação dos telegramas de Sobel ao Departamento de Estado dos EUA, Jobim foi obrigado a se pronunciar a respeito. Em nota oficial, admitiu que realmente “em algum momento” (qual?) conversou sobre Pinheiro com o embaixador americano, mas, na oportunidade, afirma tê-lo mencionado “com respeito”. Para Jobim, o ministro da SAE é “um nacionalista, um homem que ama profundamente o Brasil”, e que Sobel o interpretou mal.

Como a chefe do Departamento de Estado dos EUA, Hillary Clinton, decretou silêncio mundial sobre o tema e iniciou uma cruzada contra o Wikileaks, é bem provável que ainda vamos demorar um bocado até ouvir a versão de Mr. Sobel sobre o verdadeiro teor das conversas com Jobim. Por ora, temos apenas a certeza, confirmada pelo ministro brasileiro, de que elas ocorreram “em algum momento”.

“Mais adiante, em outro informe recolhido no WikiLeaks, descobrimos que o solícito Nelson Jobim outra vez atuou como diligente informante do embaixador Sobel para tratar da saúde de um notório desafeto dos EUA na América do Sul, o presidente da Bolívia, Evo Morales. Por meio de Jobim, o embaixador Sobel foi informado que Morales teria um “grave tumor” localizado na cabeça. Jobim soube da novidade em 15 de janeiro de 2009, durante uma reunião realizada em La Paz, onde esteve com o presidente Lula. Uma semana depois, em 22 de janeiro, Sobel telegrafava ao Departamento de Estado, em Washington, exultante com a fofoca.

“No despacho, Sobel revela que Jobim foi além do simples papel de informante. Teceu, por assim dizer, considerações altamente pertinentes. Jobim revelou ao embaixador americano que Lula tinha oferecido a Morales exame e tratamento em um hospital em São Paulo. A oferta, revela Sobel no telegrama a Washington, com base nas informações de Jobim, acabou protelada porque a Bolívia passava por um “delicado momento político”, o referendo, realizado em 25 de janeiro do ano passado, que aprovou a nova Constituição do país. “O tumor poderia explicar por que Morales demonstrou estar desconcentrado nessa e em outras reuniões recentes”, avisou Jobim, segundo o amigo embaixador.

“Não por outra razão, Nelson Jobim é classificado pelo embaixador Clifford Sobel como “talvez um dos mais confiáveis líderes no Brasil”. Não é difícil, à luz do Wikileaks, compreender tamanha admiração. Resta saber se, depois da divulgação desses telegramas, a presidente eleita Dilma Rousseff ainda terá argumentos para manter Jobim na pasta da Defesa, mesmo que por indicação de Lula. Há outros e piores precedentes em questão.

“Jobim está no centro da farsa que derrubou o delegado Paulo Lacerda da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), acusado de grampear o ministro Gilmar Mendes, do STF. Jobim apresentou a Lula provas falsas da existência de equipamentos de escutas que teriam sido usados por Lacerda para investigar Mendes. Foi desmentido pelo Exército. Mas, incrivelmente, continuou no cargo. Em seguida, Jobim deu guarida aos comandantes das forças armadas e ameaçou renunciar ao cargo junto com eles caso o governo mantivesse no texto do Plano Nacional de Direitos Humanos a ideia (!) da instalação da Comissão da Verdade para investigar as torturas e os assassinatos durante a ditadura militar. Lula cedeu à chantagem e manteve Jobim no cargo.

“Agora, Nelson Jobim, ministro da Defesa do Brasil, foi pego servindo de informante da Embaixada dos Estados Unidos. Isso depois de Lula ter consolidado, à custa de enorme esforço do Itamaraty e da diplomacia brasileira, uma imagem internacional independente e corajosa, justamente em contraponto à política anterior, formalizada no governo FHC, de absoluta subserviência aos interesses dos EUA.

“Foi preciso oito anos para o país se livrar da imagem infame do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer tirando os sapatos no aeroporto de Miami, em dezembro de 2002, para ser revistado por seguranças americanos.

“De certa forma, os telegramas de Clifford Sobel nos deixaram, outra vez, descalços no quintal do império.”

Da redação, com informações do blog Brasília, eu vi, de Leandro Fortes

Conheça o hacker por trás do Wikileaks

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sua mãe não o matriculava  em colégios locais porque temia “que a educação formal pudesse inculcar no menino um respeito doentio por autoridades”.  Julian Assange (foto) aparenta ser um anarquista a moda antiga.

Conheça o hacker por trás do Wikileaks

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Por David Brooks
Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Assange aparenta ser um anarquista à moda antiga que acredita que todas as instituições governamentais são corruptas.

A família de Julian Assange já havia se mudado 37 vezes quando o fundador do WikiLeaks completou 14 anos. Sua mãe não o matriculava em colégios locais porque, como Raffi Khatchadourian escreveu em um perfil  publicado no New Yorker, ela temia “que a educação formal pudesse inculcar no menino um respeito doentio por autoridades”.

Ela não precisava ter se preocupado tanto. Ao tornar-se um jovem hacker, Julian formou um grupo chamado Subversivos Internacionais. Já adulto, ele escreveu o ensaio “Conspiração de Governança”, uma crítica severa e pseudo-intelectual publicada online, em que ele fala das grandes “redes de clientelismo” que restringem o espírito humano.

Longe de respeitar autoridades, Assange parece mais um anarquista à moda antiga, que acredita que todas as instituições governamentais são corruptas e todos os pronunciamentos públicos são mentirosos.

Para alguém com a sua mentalidade, a exposição de segredos oficiais é fácil. Se no mundo em que vivemos tudo o que é oculto é suspeito, então tudo deve ser revelado. Como a revista The New Yorker relatou, o site WikiLeaks publicou até detalhes técnicos sobre um dispositivo do Exército projetado para evitar a detonação de bombas plantadas em estradas. O site chegou ao ponto de divulgar os números de identidade de soldados norte-americanos. Esta semana, o grupo comemorou a divulgação de documentos internos do Departamento de Estado norte-americano com uma declaração triunfalista, alegando que os documentos expõem a corrupção, hipocrisia e venalidade dos diplomatas norte-americanos.

Pode ser fácil para Assange, mas para o resto do mundo, é bastante complicado. Meus colegas que fazem as reportagens do New York Times não compartilham a mentalidade de Assange. Como as várias declarações de editores deixaram muito claro, eles enfrentam uma série de dilemas muito mais espinhosos.

Como jornalistas, eles têm uma obrigação profissional de compartilhar informações que possam ajudar pessoas a tomarem decisões, a formarem julgamentos. Isso significa fazer perguntas do tipo: Como é que os EUA pressionam governos aliados? Qual é a verdadeira natureza da nossa relação com a inteligência paquistanesa? Ao mesmo tempo, como seres humanos e cidadãos, os meus colegas sabem que têm a obrigação moral de não pôr em perigo vidas ou a segurança nacional.

Nessa linha, o New York Times criou, cuidadosamente, uma série de filtros para resguardar os 250 mil documentos obtidos pelo WikiLeaks da completa exposição ao público. O jornal publicou apenas uma pequena porcentagem dos documentos. Informações que poderiam pôr em perigo a vida de informantes foram re-editadas, e contextualizados em amplas reportagens.

Entendo que é  necessária a criação desse tipo de filtro,  que eu chamo de Filtro da Ordem Mundial. O fato de que vivemos em meio a ordem e não ao caos é a grande conquista da civilização, e esta ordem não deve ser pensada como algo garantido. Ao contrário, ela é mantida de forma precária não apenas por bravos soldados, mas também por líderes e diplomatas que se comunicam. A cada segundo de cada dia, líderes e diplomatas estão engajados em conversas intermináveis. Os documentos vazados expõem estas conversa. Eles mostram diplomatas buscando informações, no que pode soar como uns bajulando os outros, cultivando falsas amizades e hipocrisias mesquinhas, quando na verdade tentam evitar catástrofes globais.

Diferentemente da imaginação de pessoas como Assange, as conversas reveladas pelos documentos não são desonestas ou nefastas. As conversas privadas são semelhantes às conversas públicas, mas menos censuradas. Diplomatas árabes e israelenses pode ser vistos reagindo de forma simpática e realista uns com os outros, enquanto diplomatas norte-americanos aparentam ser esclarecidos e honestos. Países vizinhos do Irã manifestam estarem alarmados e buscando apoio entre si.

Algumas pessoas argumentam que essas conversas diplomáticas evidenciam estratégias concretas de interesses nacionais, que não serão afetadas pela exposição pública. Mas estas conversas, como todas as conversas, se sustentam em relacionamentos. A qualidade das conversas é determinada pelo nível de confiança. Sua direção é influenciada pelo poder de persuasão e por sentimentos sobre quem são os amigos e quem são os inimigos.

A qualidade das conversas é prejudicada pela exposição, assim como nossas relações com nossos vizinhos se veriam  deterioradas se todos os comentários  privadas que fizéssemos sobre eles fossem trazidos à luz do dia.

O vazamento do WikiLeaks provavelmente vai causar danos à diplomacia de nivel global. Nações estarão menos propensas a partilharem informações com os Estados Unidos. Líderes mundiais ficarão irritados quando lerem o que foi dito sobre eles. A cooperação contra o Irã poderá ser mais difícil de se manter porque os líderes árabes se sentirão expostos e traídos. Essa frágil diplomacia internacional está sob ameaça. Esta sob a ameaça do Wikileaks.

Deveria ser possível construir um filtro que protegesse não só vidas e operações militares, mas também as relações internacionais. Será que deveríamos escrever artigos sobre revelações específicas — os EUA estão usando seus diplomatas para espionar a ONU? Que tipo de tecnologia de mísseis a Coréia do Norte entregou ao Irã? – sem revelar na íntegra as entranhas da diplomacia. Nós dependemos dessas conversas humanas entre diplomatas para manter essa ordem, mesmo que limitada, que desfrutamos todos os dias.

Sérgio Côrtes vai assumir pasta ‘Saúde’

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Após uma reunião de mais de três horas com Sérgio Cabral, a futura presidente Dilma Roussef  decidiu que o atual  secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, será o próximo Ministro da Saúde. Já o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel foi convidado para assumir o Ministério do Desenvolvimento.

Sérgio Côrtes vai assumir pasta ‘Saúde’

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A futura presidente Dilma Rousseff decidiu, nesta segunda-feira, 29, quem irá assumir o Ministério da Saúde. Após uma reunião de mais de três horas com Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, o nome escolhido foi o de Sérgio Côrtes — atual secretário de Saúde do Rio. O cargo de secretário de Saúde do estado deverá ser preenchido por Monique Fazzi, atual subsecretária-geral.

Perfil de Sérgio Côrtes
Côrtes foi responsável por implantar as Unidades de Pronto-Atendimento 24 Horas, as UPAs, no Rio. Segundo uma fonte, Dilma espera que o secretário promova projetos de prevenção e atenção à saúde básica, e de atenção à mulher.

Sérgio Côrtes tem 45 anos e é ortopedista. Antes de assumir a Secretaria de Saúde na gestão de Cabral, foi diretor-geral do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e também médico da seleção masculina de vôlei.

Pimentel foi convidado para pasta ‘Desenvolvimento’
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) foi convidado para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, de acordo com uma fonte ouvida pela Reuters.

Caso seja confirmado no cargo, Pimentel será a primeira pessoa próxima de Dilma a assumir um cargo administrativo. Até agora, o grupo escolhido para compor outros cargos importantes é bastante ligado ao presidente Lula.

Corrupção em governo Lula é criticada pelos Estados Unidos

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O site WikiLeaks divulgou um telegrama secreto norte-americano que analisa a gestão de Lula e critica a corrupção dentro do governo brasileiro. A análise foi feita pelo embaixador norte-americano em Brasília, Clifford Sobel

Corrupção em governo Lula é criticada pelos Estados Unidos

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

O site WikiLeaks divulgou, nesta terça-feira, 30, um telegrama secreto norte-americano que analisa a gestão de Lula e critica a corrupção dentro do governo brasileiro. A análise foi feita pelo embaixador norte-americano em Brasília, Clifford Sobel.

O telegrama faz parte de um relatório que a embaixada enviou para Washington com o objetivo de preparar uma visita do ministro de Defesa, Nelson Jobim.

“A principal preocupação popular — crime e segurança pública — não melhoraram durante sua administração (de Lula)”, afirmou o telegrama enviado entre a embaixada norte-americana em Brasília e o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Bolsa Família
Sobel ainda afirma que Lula foi reeleito em 2006 por conta do programa Bolsa Família. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em 2002 em grande parte diante da promessa de promover uma agenda social ambiciosa, incluindo generosos pagamentos aos pobres. Diante da força da popularidade dessas medidas, ele foi reeleito em 2006, ainda que com o apoio diminuído da classe média.”

Corrupção
Outra questão levantada pelo telegrama são os escândalos de corrupção durante o governo Lula. Soberl afirma, no entanto, que a prática de corrupção por pessoas próximas ao presidente não afetou a popularidade do presidente.

“A Administração Lula tem sido afetada por uma grave crise política”, afirma o documento, indicando que “escândalos de compra de votos e tráfico de influência” se transformaram em “pragas para certos elementos do partido de

Em nota, Jobim nega ter dito que colega de governo odiava os EUA

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Ministério da Defesa divulgou que o ministro Nelson Jobim ligou para o ministro-chefe da SAE, Samuel Pinheiro Guimarães, para negar as afirmações atribuídas a ele em telegrama da embaixada dos Estados Unidos divulgado pelo site Wikileaks.

Em nota, Jobim nega ter dito que colega de governo odiava os EUA

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fonte: votebrasil.com

Wikileaks publicou telegramas entre embaixada americana e EUA. Defesa admite divergência de visões, mas ressalta boas relações.

O Ministério da Defesa divulgou nesta terça-feira (30) que o ministro Nelson Jobim ligou nesta manhã para o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães, para negar as afirmações atribuídas a ele em telegrama da embaixada dos Estados Unidos divulgado pelo site Wikileaks. Nesta terça, Jobim cumpre visita oficial à Polônia.

Documento divulgado pelo site aponta que, numa comunicação oficial de 2008, o então embaixador dos Estados Unidos do Brasil, Clifford Sobel, relatou uma conversa com Jobim e disse que o ministro da Defesa brasileiro havia afirmado que Guimarães “odeia os Estados Unidos”. À época, Guimarães atuava como secretário-Geral das Relações Exteriores, o segundo cargo na hierarquia do Itamaraty.

No telefonema dado ao colega de Esplanada nesta terça, Jobim esclareceu a Guimarães que conversou sobre ele com o embaixador, mas negou a afirmação do relatório e disse que o tratou com respeito. O ministro classificou ainda Guimarães como “um nacionalista, um homem que ama profundamente o Brasil”.

Segundo Jobim, “se o embaixador disse que Samuel não gosta dos Estados Unidos, isso é interpretação do embaixador, eu não disse isso. Samuel é meu amigo”, afirmou o ministro.

Adversário

Os documentos apontam ainda que o governo americano considera o Itamaraty como um adversário, com inclinações antiamericanas. Sobel diz em um dos documentos (leia a íntegra do original, em inglês), que “a atual administração de centro-esquerda tem evitado cuidadosamente uma cooperação próxima em assuntos policiais e militares importantes para nós e tem se mantido à distância na maioria dos assuntos relacionados à segurança”.

Em nota, o ministério da Defesa destacou que “as relações entre Brasil e Estados Unidos, tanto no âmbito diplomático quanto na área de Defesa, estão cada vez mais aprofundadas. No entanto, eventuais divergências entre as duas Nações tornam-se visíveis, à medida em que aumenta o relevo do Brasil no cenário internacional”.

Divergências admitidas

O ministério admitiu, entretanto, divergências de visões entre Brasil e Estados Unidos, que foram expressas publicamente por Jobim em duas palestras recentes. “Na primeira palestra, em Lisboa, em 16 de setembro, o ministro protestou contra as mudanças de normas da Organização do Tratado do Atlântico Norte(OTAN), que potencialmente autorizaria a organização a intervir militarmente em qualquer parte do mundo, inclusive no Atlântico Sul”, aponta o texto.

De acordo com a assessoria da pasta, Jobim avalia que isso poderia ser pretexto para os Estados Unidos intervirem com “verniz de legitimidade” quando não tivesse respaldo da Organização das Nações Unidas (ONU).

A segunda divergência manifestada por Jobim ocorreu, segundo o ministério, em reunião de ministros da Defesa na Bolívia, em 22 de novembro. “Jobim disse que o Brasil rejeita uma tese eventualmente aventada de que os Estados Unidos garantiria a defesa da América do Sul, e as Forças Armadas do continente passariam a cuidar de assuntos de Segurança, que hoje no Brasil são do âmbito policial”, aponta o texto.

Congresso dará prioridade a propostas de apoio ao Rio, diz Sarney

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Para José Sarney (PMDB-AP), essa é “a maneira mais efetiva” que o parlamento tem para ajudar os governos federal e do Rio, neste momento. “Se precisar de recursos adicionais, o governo federal edita uma MP e nós votaremos com a maior urgência no Congresso”, disse o senador.

Congresso dará prioridade a propostas de apoio ao Rio, diz Sarney

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fonte: votebrasil.com

Brasília – O Congresso dará prioridade “absoluta” a qualquer medida provisória que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva porventura tenha que editar para reforçar o caixa das órgãos de segurança pública que atuam no Rio de Janeiro no combate ao crime organizado.

Para o presidente do Senado e do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), essa é “a maneira mais efetiva” que o parlamento tem para ajudar os governos federal e do Rio, neste momento.

“Como é um caso de emergência, o governo federal, se precisar de recursos adicionais, edita uma medida provisória e nós votaremos com a maior urgência no Congresso”, disse o senador.

Ele não poupou elogios à forma coordenada das ações policiais e militares que atuaram nas operações nas comunidades da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão.

José Sarney ressaltou que tanto as polícias do estado quanto as forças federais e militares deram “uma demonstração de que, agora, a situação tem que ser encarada com muita seriedade para tornar o Rio de Janeiro uma cidade livre do tráfico e da violência”.

O senador destacou, no entanto, que todos os esforços empreendidos desde a semana passada tratam-se de “um bom começo”. Agora, o desafio será manter a população dessas áreas seguras por meio do estabelecimento de unidades de Policiamento Pacificado (UPP).

Na chegada ao Congresso, Sarney também falou sobre o Orçamento de 2011. Segundo ele, os parlamentares da Comissão Mista de Orçamento fazem todo o esforço para cumprir o cronograma de votação em dezembro e, por isso, acredita que não será necessária a convocação extraordinária do legislativo para apreciar a matéria em janeiro.

José Sarney confirmou que a novidade, na elaboração do Orçamento da União para 2011 é o fato de os deputados e senadores da comissão priorizarem áreas estabelecidas pela presidenta eleita, Dilma Rousseff, para o primeiro ano de seu governo.

“O que tem de novo é que as prioridades que tem [no texto] são as prioridades do governo dela. O que era uma maneira geral de acompanhamento agora será especificamente naquilo que ela terá interesse.”

Prefeitura do Rio prepara urbanização para o Alemão

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O prefeito disse que o município prepara um mutirão de serviços e um conjunto de projetos urbanísticos para a região da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, que vão melhorar a prestação de serviços e obras para os moradores.

Prefeitura do Rio prepara urbanização para o Alemão

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 29, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, agradeceu às forças de segurança estaduais e federais pela reconquista da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, áreas antes dominadas pelo narcotráfico.  As forças de segurança ainda procuram por suspeitos de ligação com o tráfico, por drogas e armas.

O prefeito disse, ainda, que o município prepara um mutirão de serviços e um conjunto de projetos urbanísticos para a região, localizada na Zona Norte da cidade, que vão melhorar a prestação de serviços e obras para os moradores.

Paes disse que as ações da Secretaria de Segurança Pública, ao longo de toda a semana, demonstraram o grau de planejamento e integração com que o governo estadual tem combatido a criminalidade, combinando reações firmes, estratégias e políticas de pacificação.

Abaixo, veja, na íntegra, a nota do prefeito Eduardo Paes

“Quero parabenizar e agradecer às forças de segurança do governo do Estado, em parceria com as tropas militares das Forças Armadas, pela reconquista dessas duas importantes comunidades do Rio – os Complexos do Alemão e da Penha – que, por tantos anos, viveram sob o domínio de marginais.

As ações da Secretaria de Segurança ao longo de toda a semana têm demonstrado a força e o grau de planejamento e integração com que o governo estadual tem combatido a criminalidade, combinando reações firmes, estratégia e políticas de pacificação.

Estou muito orgulhoso como prefeito e carioca por este momento histórico, que significa a libertação de milhares de pessoas de bem que eram reféns de criminosos covardes. Significa a refundação de partes da cidade com a presença do Estado em territórios onde, durante anos, se fez presente um poder paralelo.

A prefeitura sempre apoiou e acreditou na política de segurança do governador Sérgio Cabral. O município prepara um mutirão de serviços e um conjunto de projetos para os Complexos do Alemão e da Penha, que vão resultar na melhoria da prestação de serviços e obras de urbanização para os moradores. Vamos apresentar amanhã esse nosso plano e aguardamos apenas o comando do secretário Beltrame sinalizando o momento para iniciarmos essa ‘invasão de serviços’, que será permanente. Afirmo que não há limites de recursos da prefeitura para garantir condições de vida mais dignas à população dessas comunidades.”

 Eduardo Paes

Prefeito do Rio de Janeiro

‘Não posso indicar ministro’, diz Lula sobre montagem do governo Dilma

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O presidente Lula disse que não pode nomear ministros no governo de Dilma Rousseff e brincou, dizendo que, se pudesse, pediria uma vaga para ele mesmo. O presidente disse não saber se Haddad vai continuar na pasta da Educação no futuro governo.

‘Não posso indicar ministro’, diz Lula sobre montagem do governo Dilma

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fonte: votebrasil.com

‘Se eu pudesse pedir uma vaga, ia pedir para mim’, brincou. Ele fez afirmação ao lado do ministro Haddad, em evento de educação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (29) que não pode nomear ministros no governo de Dilma Rousseff e brincou, dizendo que, se pudesse, pediria uma vaga para ele mesmo.

A declaração foi dada ao lado do ministro Fernando Haddad em uma cerimônia para o lançamento de 30 escolas federais de educação profissional e 25 campis de 15 universidades.

Lula fez a afirmação logo depois de dizer que não sabe se Haddad vai continuar na pasta da Educação no futuro governo.

“Não posso indicar ministro. Se eu pudesse pedir uma vaga, ia pedir pra mim, mas como não posso…”, afirmou o presidente para risos da platéia.

O presidente disse que Dilma vai “surpreender positivamente” e defendeu que ela tenha a liberdade para montar o ministério como preferir.

“Sou defensor da idéia de que a Dilma monte o governo com a sua cara e sua semelhança. Se você monta o time de futebol e não comanda os jogadores, um jogador derruba até o técnico, então é importante que o técnico controle a equipe”, afirmou.

Lula brincou ainda que nomear ministro é bem mais fácil do que demitir depois. “Ministro é bom para colocar. Para tirar é duro. Só dá para tirar se o ministro quiser ser deputado. Aí, o ministro chega e diz: ‘é fundamental que eu saia’. Mas quando você quer tirar, ele diz: ‘eu? Por quê?’”.

O presidente falou da campanha presidencial dizendo que Dilma foi vítima de preconceito. “Esta campanha teve um ódio mais forte do que contra mim em 2002 e 2006. Eu não pensei que existisse ainda com tanta força essa doença chamada preconceito”, disse.

A cerimônia serviu para fazer uma espécie de balanço da área de educação no governo Lula. O presidente fez críticas a seus antecessores, afirmando que a educação antes era vista como gasto e não como investimento. Ele culpou ainda a falta de investimentos na área pela transformação de jovens em bandidos.

“Não colocar dinheiro na educação criou em 20 anos neste país um exército de jovens que não tiveram oportunidade e hoje, com 25 anos, estão sendo presos (…). Eles não nasceram bandidos, eles foram transformados em bandidos por políticas equivocadas, por visões errôneas”, disse Lula.

Em sua exposição, o ministro Haddad destacou a atuação no governo na área e afirmou que todos os objetivos lançados pelo Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação em 2007 foram cumpridos, entre os quais a ampliação dos campi universitários e a inauguração de escolas técnicas.

Eduardo Bresciani

Dilma se reúne amanhã com Cabral para avaliar ocupação de favelas

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A presidenta eleita, Dilma Rousseff, deve se com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para falar sobre as operações nos morros da cidade para combate ao tráfico de drogas. O mais provável é que eles se reúnam em Brasília.

Dilma se reúne amanhã com Cabral para avaliar ocupação de favelas

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta eleita, Dilma Rousseff, deve se reunir amanhã (30) com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para falar sobre as operações nos morros da cidade para combate ao tráfico de drogas. O local e o horário do encontro ainda não estão definidos mas o mais provável é que eles se reúnam em Brasília.

De acordo com a assessoria de imprensa da transição, Dilma vem mantendo conversas com Cabral sobre o tema. Na semana passada, início da reação da polícia aos ataques que ocorreram na capital e nas cidades próximas, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, ligou para o governador manifestando solidariedade à população.

Dilma, segundo a assessoria, considerou “positivo” o resultado das ações da polícia no fim de semana, no Complexo do Alemão. O bom resultado, na avaliação da presidenta eleita, se deve à parceria entre o governo do estado e o governo federal. Nos telefonemas, Dilma destacou que o uso dos equipamentos da Marinha foram fundamentais para que a polícia conseguisse entrar no conjunto de favelas e assegurou que essa parceria vai continuar em seu governo.

Não há previsão de agenda hoje para a presidenta eleita. Na terça-feira (30), ela deverá se reunir com integrantes da equipe de transição para tratar de questões sobre a área da saúde.

Edição: Lílian Beraldo

Lula diz que vai visitar Complexo do Alemão

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O presidente Lula disse que a operação contra o crime organizado no Rio de Janeiro apenas começou e que pretende visitar, nos próximos dias, o Complexo do Alemão, ocupado ontem pela polícia do Rio e pelas Forças Armadas. O governo federal fará tudo o que for possível para ajudar o estado a combater o narcotráfico, disse.

Lula diz que vai visitar Complexo do Alemão

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Edson Sardinha – congressoemfoco.com.br

Em seu programa semanal de rádio, presidente afirma que operação contra o tráfico no Rio apenas começou e oferece ajuda integral ao governador Sérgio Cabral: “Nós venceremos essa guerra”.
O presidente Lula disse hoje (29) que a operação contra o crime organizado no Rio de Janeiro apenas começou e que pretende visitar, nos próximos dias, o Complexo do Alemão, ocupado ontem pela polícia do Rio e pelas Forças Armadas. Segundo o presidente, o governo federal fará tudo o que for possível para ajudar o estado a combater o narcotráfico.

“Eu estava para ir visitar o Complexo do Alemão. Independentemente dessa operação eu iria visitar o Complexo do Alemão. Eu, agora, vou com muito mais prazer. Eu quero reiterar hoje o que eu disse na sexta-feira: o que o Rio de Janeiro precisar para que a gente acabe com o narcotráfico, o governo federal está disposto a colaborar com o estado do Rio de Janeiro e com o meu amigo, Sérgio Cabral”, afirmou Lula no Café com o Presidente.

De acordo com o presidente, a operação desse final de semana só foi possível graças à união de esforços entre os governos federal e estadual. “A mensagem que eu posso dar é essa: otimismo. Otimismo e esperança. E dizer ao povo do Rio: ‘Muita tranquilidade, porque nós venceremos essa guerra’. E fica demonstrado quando a união entre governo federal e governo estadual, e os órgãos de inteligência das polícias, as coisas funcionam. Quando ficamos disputando, entre nós, quem é mais bonito, quem é melhor, o povo paga um prejuízo. Eu digo sempre o seguinte, quando os governos se unem, o povo ganha. Quando os governos divergem, o povo perde”, declarou.

Pelo menos 20 pessoas foram presas e três morreram durante a operação no Complexo do Alemão. A polícia ainda investiga possível fuga de traficantes por uma rede de esgotos da comunidade. “Eu acho que a operação está sendo um sucesso. Obviamente que ela não terminou, ela apenas começou. Nós não sabemos ainda se todos os bandidos fugiram, se tem muito lá dentro, se estão escondidos. De qualquer forma, nós demos o primeiro passo – entramos dentro do Complexo do Alemão.”

Leia a íntegra do Café com o Presidente e ouça aqui o programa:

“Apresentador: Presidente, o senhor participou, na quinta-feira passada, de um seminário do Programa de Aquisição de Alimentos. Em relação a esse programa, a agricultura Hilda Maria Resende Santos, presidente da Associação Comunitária de Criadores de Caprinos, da cidade de Custódia, em Pernambuco, diz o seguinte: “As minhas palavras são de agradecimento, falo em nome de um povo sofrido. Se não fosse esse programa, as crianças não teriam um litro de leite para tomar. E se, hoje, elas vão bem na escola é porque tomam leite todo dia. Então, Pernambuco agradece ao presidente Lula. E mais…”, diz a D. Hilda, “… Estou certa que a presidente Dilma irá continuar o programa”. Então, presidente?

Presidente: Olha, Luciano, o Programa de Aquisição de Alimentos é um programa, eu diria, quase que revolucionário porque, primeiro, ele atinge 2.300 municípios, segundo, nós compramos produtos de, mais ou menos, 160 mil pequenos agricultores, terceiro, nós conseguimos comprar por volta de 3 milhões de toneladas de alimentos e nós distribuímos isso para 15 milhões de brasileiros. Ou seja, são 25 mil instituições que participam desse programa. É um programa que mexe com a sociedade, que mexe com o pequeno produtor, e garante que alimento de boa qualidade chegue na casa das pessoas. E garante mais ainda, que a gente dê ao pequeno produtor um preço justo, melhor do que aquele que o mercado oferece ao pequeno produtor. Esse é um programa que eu tenho a convicção que a companheira Dilma vai continuar, vai aperfeiçoá-lo. E a Dona Hilda tem razão, aliás, eu ouvi o depoimento da Dona Hilda, eu vi o discurso dela lá, ela pediu a palavra, ela me entregou uma cesta básica e, depois, ela foi fazer um discurso. Ou seja, o discurso emocionou todo mundo, porque é uma mulher simples, sabe, que estava falando apenas aquilo que a alma dela conseguia produzir, aquilo que o coração dela conseguia sentir.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Presidente, mudando de assunto. A polícia, com a colaboração das Forças Armadas, expulsou os principais líderes de algumas das comunidades do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que enfrentava os maiores problemas com o crime organizado. O que é que o senhor achou dessa ação? Está fechado o cerco ao tráfico no Rio de Janeiro?

Presidente: Primeiro, nós temos que dar os parabéns ao governador Sérgio Cabral, ao secretário de Segurança, e a todo o povo do Rio de Janeiro. O governador me ligou na segunda-feira, dizendo o que estava acontecendo no Rio de Janeiro, pedindo para mim se a gente poderia colocar Polícia Rodoviária Federal para ajudar no Rio de Janeiro. Prontamente eu liguei para o ministro da Justiça, pedi para o ministro da Justiça atender o Sérgio Cabral naquilo que fosse necessário para o Rio de Janeiro. Nós, então, mandamos mais reforço da Polícia Rodoviária Federal. Depois, o companheiro Sérgio Cabral falou da Polícia Federal. E já quando eu ia viajando, na quinta-feira, para Georgetown, na Guiana, o ministro Nelson Jobim me liga, dizendo de um pedido que o Sérgio Cabral tinha feito para ele. Depois, me liga o Sérgio Cabral dizendo, sabe, do que ele precisava das Forças Armadas. Eu, prontamente disse ao ministro Nelson Jobim, que ele fizesse o que tivesse que fazer, dentro da lei. Pedi para que o Sérgio Cabral pedisse por escrito, que nós estávamos dispostos a ajudar o Rio de Janeiro a vencer o crime organizado, a vencer o narcotráfico. E disse ao governador: “Governador, tudo o que eu puder fazer para que a gente possa livrar o Rio dessa situação nós iremos fazer”. Eu acho que a operação está sendo um sucesso. Obviamente que ela não terminou, ela apenas começou. Nós não sabemos ainda se todos os bandidos fugiram, se tem muito lá dentro, se estão escondidos. De qualquer forma, nós demos o primeiro passo – entramos dentro do Complexo do Alemão. Eu estava para ir visitar o Complexo do Alemão. Independentemente dessa operação eu iria visitar o Complexo do Alemão. Eu, agora, vou com muito mais prazer. Eu quero reiterar hoje o que eu disse na sexta-feira: o que o Rio de Janeiro precisar para que a gente acabe com o narcotráfico, o governo federal está disposto a colaborar com o estado do Rio de Janeiro e com o meu amigo, Sérgio Cabral.

Apresentador: Presidente, qual mensagem que o senhor deixa às comunidades do Rio de Janeiro, mas também aqueles que acompanham esses acontecimentos, no Brasil e no mundo?

Presidente: A mensagem que eu posso dar é essa: otimismo. Otimismo e esperança. E dizer ao povo do Rio: “Muita tranquilidade, porque nós venceremos essa guerra”. E fica demonstrado quando a união entre governo federal e governo estadual, e os órgãos de inteligência das polícias, as coisas funcionam. Quando ficamos disputando, entre nós, quem é mais bonito, quem é melhor, o povo paga um prejuízo. Eu digo sempre o seguinte, quando os governos se unem, o povo ganha. Quando os governos divergem, o povo perde. Então eu acho que o Sérgio Cabral fez um trabalho excepcional, eu espero que outros governadores comecem a fazer a mesma coisa, porque só tem um jeito de a gente vencer o crime organizado – é combatê-lo. E o governo federal só pode entrar na medida que haja o pedido de um governo, como o Sérgio Cabral, humildemente pediu e nós, humildemente, atendemos.

Apresentador: Muito obrigado, presidente Lula, e até a próxima semana.”

Cabral diz em nota que ocupação do Alemão é passo decisivo para política de segurança

domingo, 28 de novembro de 2010

O governador Sérgio Cabral, disse que a ocupação do Complexo do Alemão, que a reconquista territorial é um passo decisivo para a política de segurança pública. De acordo com o governador, o Rio de Janeiro está sendo recuperado de uma situação de décadas de mazelas, de crise econômica, social e de falência política.

Cabral diz em nota que ocupação do Alemão é passo decisivo para política de segurança

domingo, 28 de novembro de 2010

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse, em nota, após a ocupação do Complexo do Alemão, que a reconquista territorial é um passo decisivo para a política de segurança pública.

“O trabalho vai continuar articulado com as Forças Armadas, a Polícia Federal e as forças do estado para dar mais paz, mais territórios conquistados para que o Rio de Janeiro possa dar aos seus moradores e à população do Brasil e aos visitantes estrangeiros a tranqüilidade para usufruir desse local tão lindo, tão maravilhoso, de tanta história, tanta cultura, que marcam o Brasil e o mundo”, diz Cabral na nota.

De acordo com o governador, o Rio de Janeiro está sendo recuperado de uma situação de décadas de mazelas, de crise econômica, social e de falência política. “E a principal marca desse trabalho é a união, a parceria, a presença do governo federal, junto com o governo estadual, com a prefeitura, com a participação e o apoio da sociedade”.

Cabral disse ainda que o Estado vai ter pela frente um trabalho longo para a região, apesar dos investimentos que já estavam sendo feitos em parceria com o governo federal.

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e eu estivemos por várias vezes entregando habitações novas à população. Desapropriamos mais de 2 mil residências do Complexo do Alemão e estamos construindo um sistema de transporte por teleférico que é o maior de toda a América Latina e um dos maiores do Ocidente”, lembrou.

Edição: Fernando Fraga

Comandante da PM diz que ocupação do Alemão foi rápida e com pouca resistência

domingo, 28 de novembro de 2010

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, disse que foi rápida a ocupação do território do conjunto de favelas do Complexo do Alemão, “com resistência em uma área ou outra, mas os bandidos fugiram em seguida”.

Comandante da PM diz que ocupação do Alemão foi rápida e com pouca resistência

domingo, 28 de novembro de 2010

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, disse que foi rápida a ocupação do território do conjunto de favelas do Complexo do Alemão, “com resistência em uma área ou outra, mas os bandidos fugiram em seguida”.

“Nós consideramos que o terreno conquistado não significa que nós não teremos confronto com eles aí dentro, que eles não estejam ai”, afirmou.

A orientação do coronel Mário Sérgio para a tropa é que tenham muito cuidado para a busca de pessoal, material e equipamento ao vasculhar as casas. “Os moradores sabem que nós viemos para libertá-los. Os moradores sabem que nós viemos aqui para trazer paz para essa população. Os moradores pediram isso. Nós recebemos centenas de e-mails, centenas de pedidos de socorro e todas as casas serão revistadas”, explicou.

O comandante da PM disse que os moradores que de alguma forma tentem impedir a revista de suas casas são suspeitos, já que a polícia está com mandados de prisão e busca e apreensão para serem cumpridos.

A invasão foi iniciada às 8h. Os blindados da Marinha e do Exército estão distribuindo a tropa pelo morro. Pelo principal acesso ao Alemão, a Rua Joaquim de Queiróz, dois tanques subiram levando policiais do Bope. Na área que compreende esse acesso, a Polícia Civil apreendeu droga, fuzis e pistolas

Edição: Fernando Fraga

PT e PMDB travam batalha para conseguir emplacar o ministro da Saúde

sábado, 27 de novembro de 2010

A presidente eleita, Dilma Rousseff, está debruçada sobre um tabuleiro de xadrez para achar um nome capaz de gerenciar o Ministério da Saúde e agradar PT e PMDB. As duas legendas fazem uma disputa fratricida nos bastidores pelo protagonismo na área.

PT e PMDB travam batalha para conseguir emplacar o ministro da Saúde

sábado, 27 de novembro de 2010

A equipe de transição, no entanto, analisa o nome do sanitarista por ele se enquadrar em um dos perfis que Dilma quer para a pasta. Um nome reconhecido pela sociedade, com capacidade técnica posta à prova…

A presidente eleita, Dilma Rousseff, está debruçada sobre um tabuleiro de xadrez para achar um nome capaz de gerenciar o Ministério da Saúde e agradar PT e PMDB. As duas legendas fazem uma disputa fratricida nos bastidores pelo protagonismo na área.

Dois nomes figuram como cotados para assumir a pasta: o sanitarista Paulo Marchiori Buss e o secretário de Planejamento de Belo Horizonte, Helvécio Magalhães. Os dois já haviam sido cogitados para o cargo quando o ex-ministro Humberto Costa foi substituído pelo atual, José Gomes Temporão.

O PT rejeita Buss por considerá-lo parte do mesmo grupo do peemedebista Temporão. A equipe de transição, no entanto, analisa o nome do sanitarista por ele se enquadrar em um dos perfis que Dilma quer para a pasta. Um nome reconhecido pela sociedade, com capacidade técnica posta à prova. Buss foi presidente da Fiocruz e atualmente é integrante do Comitê Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O maior entrave para a nomeação dele é exatamente a rejeição petista. “O Paulo Buss sofrerá resistência violentíssima porque ele é uma versão piorada do Temporão”, afirmou um petista na condição de anonimato.

Na avaliação de integrantes do PT, é preciso um político com trânsito nos partidos para aumentar o financiamento da Saúde. É nessa brecha encontrada pelo partido da presidente eleita que se encaixa o nome do Helvécio Magalhães, que foi secretário de Saúde na gestão de Fernando Pimentel (PT) na Prefeitura de Belo Horizonte.

“Hoje, o problema da Saúde não vai se resolver só com um perfil técnico. É preciso alguém com trânsito dentro dos partidos para levar dinheiro aos estados e aos municípios. Alguém com capacidade de interação política”, disse um parlamentar do PT.

Vácuo

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, tentou emplacar seu secretário de Saúde, Sergio Côrtes, o idealizador das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que Dilma usou como bandeira durante a campanha. O nome dele era, inclusive, o mais cotado. Côrtes, porém, tem como passivo o fato de seu ex-subsecretário Cesar Romero ter sido indiciado por fraude em licitação na aquisição de ambulâncias.

Com as denúncias, Côrtes rejeitou as sondagens e abriu-se um vácuo. O secretário de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, tentou preencher o espaço. Manobrou para ser indicado, recebeu respaldo do PT, mas a presidente eleita quer mantê-lo no cargo de menor expressão.

Com isso, surgiu a ideia de um nome puramente técnico. Buss, um dos principais avalizadores da indicação de Temporão para o presidente Lula, passou a circular pelos corredores da transição. O PT contra-atacou para enfraquecer a proposta e lembrou que o sanitarista militou no antigo PCB.

Hoje, os únicos nomes que constam da prancheta da transição são de Buss e Helvécio. Mas os petistas lembram que o posto poderia ser ocupado também por Fausto Pereira dos Santos, ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde, e Jorge José Santos Pereira Solla, secretário de Saúde da Bahia.

A pausa de Dilma

» A presidente eleita, Dilma Rousseff, volta a Brasília no fim da tarde de hoje. Ontem, ela esteve em São Paulo para descansar e resolver questões pessoais, segundo informou a assessoria do governo de transição.

Também estavam na capital paulista os principais integrantes da equipe da ex-ministra: os deputados Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo; o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra; e o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB).

Conforme declarou a assessoria, não houve reunião entre Dilma e os demais. Há uma semana, a presidente eleita esteve em São Paulo para se submeter a uma bateria de exames no Hospital Sírio Libanês e participar de um almoço com a comunidade médica.

Tiago Pariz / Ivan Iunes – votebrasil.com