2010 será ano de recuperação econômica da “Nova Europa”

Laura Britt
Sucursal da União Européia.
monitormercantil.com.br

Otimista, o Eurobank avalia que “o pior já passou”.

Zurique – Ano de recuperação econômica é o que aponta o Eurobank para as economias emergentes da denominada “Nova Europa”, avaliando que a depressão profunda que atingiu a maioria dos países da região está chegando ao fim.

O banco, por intermédio de relatório enviado a jornalistas de economia, destaca que as economias sob avaliação emergem da crise econômica mundial com menos desequilíbrios macroeconômicos e base mais estável para sua transição a um período de prolongado e sustentável crescimento.

De acordo com o relatório, as evoluções do último período tornam cada vez mais visível que a conjuntura dos grandes déficits gêmeos, pressões inflacionárias e elevada expansão do crédito constitui fenômeno do passado que, ao que tudo indica, não deverá ser repetido em futuro visível. Pelo menos, não durante os próximos três a cinco anos.

A mesma análise anota que, como habitualmente ocorre, após fortes quedas, os percentuais de desemprego permanecem em evolução ascendente, os salários reais recuam, os empréstimos não resgatados continuam aumentando, enquanto os governos estão instados a enfrentar elevados déficits fiscais. 

Destaque para Turquia

“Em todo caso, podemos argumentar, com elevado grau de certeza, que o pior da crise econômica já passou. Aliás, o ritmo de recuperação da queda parece ser – para a maioria das economias da “Nova Europa” – mais veloz do que se esperava inicialmente”, destaca o Eurobank em seu relatório.

Acrescenta que “reconhecendo as evoluções positivas citadas, uma série de organismos internacionais, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) já têm promovido consideráveis revisões ascendentes de suas previsões para os ritmos de crescimento econômico em 2010. Igualmente, as grandes agências internacionais de avaliação de risco também iniciaram a avaliar melhor as classificações de vários países da “Nova Europa””.

Finalmente, o banco salienta que não espera que as economias da região se comportem com forma exatamente semelhante na fase atual de recuperação “pois cada economia tem suas próprias características corretivas, suas próprias fraquezas e vantagens”.

E como exemplo cita a Turquia, sobre a qual, destaca que “parece se diferenciar consideravelmente dos demais países da região porque, segundo avaliações, espera-se que registrará o mais alto ritmo de crescimento em 2010 (5%)”. Seu déficit de contas correntes tem sido também reduzido drasticamente e as preocupações iniciais com relação ao financiamento de sua dívida externa têm recuado, embora até agora as negociações em busca de um novo programa com o FMI tenham fracassado.

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