Arquivo de Maio de 2009

Pesquisa mostra que distância entre Dila e Serra diminuiu

domingo, 31 de Maio de 2009

Por Renata Camargo – congressoemfoco.com.br

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff – principal nome do PT para concorrer nas eleições para a sucessão do presidente Lula –, subiu nas pesquisas de opinião. Levantamento divulgado neste domingo (31) pelo Datafolha revela que a distância entre a ministra e o governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB, diminuiu.
Segundo dados da pesquisa, feita sob encomenda do jornal Folha de S. Paulo, a diferença entre o possível candidato tucano e a pré-candidata petista caiu de 30 para 22 pontos percentuais. No quadro, Dilma aparece com 16% das intenções de voto, enquanto Serra tem 38%.
A diminuição na diferença percentual é considerável. Na última pesquisa divulgada pelo instituto, Dilma aparecia com apenas 3% das intenções e Serra permanecia com os 38%.

Popularidade
Na avaliação do presidente do Datafolha, Mauro Paulino, Dilma vai crescendo nas pesquisas à medida que o eleitor vai se familiarizando com o nome da ministra. Segundo o instituto, em março, 53% dos entrevistados sabiam quem era Dilma e agora esse percentual subiu para 65%.
Desde o início do ano, a ministra Dilma tem acompanhado o presidente Lula em diversos eventos oficiais. A intenção é se tornar mais conhecida para o eleitorado. Na noite de ontem (30), Dilma aproveitou um evento não-oficial para ganhar mais popularidade. A ministra participou da abertura da festa de São João em Caruaru (PE), a mais tradicional festa junina da região.

Cenários
No cenário com Serra, as simulações mostram que Dilma cresce nas pesquisas, mas ainda fica empatada tecnicamente com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Nessa primeira conjuntura de candidatos, o parlamentar cearense oscila de 16% para 15%.
Em um cenário sem Serra e com Ciro, Dilma melhora os percentuais, mas permanece ainda como a segunda opção do eleitorado. A pré-candidata petista fica com 19% das intenções de votos, enquanto Ciro permanece com 24%. Em relação ao levantamento anterior, nessa simulação, a ministra subiu nas pesquisas e Ciro manteve o mesmo percentual.
Em outro cenário, sendo o candidato do PSDB o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o deputado Ciro segue na liderança das pesquisas, seguido de Dilma (19%). Aécio aparece empatado tecnicamente com a presidente do Psol Heloísa Helena (15%).
O levantamento do Datafolha, realizado entre 26 e 28 deste mês, foi feito a partir de 5.129 entrevistas em 203 municípios de 25 estados. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Parlamentares querem rever o papel do Congresso

sábado, 30 de Maio de 2009

Sueco acusado de piratear NASA

sábado, 30 de Maio de 2009

Taquicardia ventricular (TV)

sábado, 30 de Maio de 2009

Lula “lasca” Banco do Brasil para salvar PSDB

sábado, 30 de Maio de 2009

Pesquisa mostra que distância entre Dila e Serra diminuiu

sábado, 30 de Maio de 2009

Líder do DEM chama ministro do Meio Ambiente de “desqualificado moral”

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Por Rodolfo Torres –  congressoemfoco.com.br
o Líder do DEM na Câmara, Deputado Ronaldo Caiado (GO), chamou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de “desqualificado moral”. A afirmação de Caiado é uma resposta ao ministro, que teria chamado de “vigaristas” os representantes da bancada ruralista do Congresso.
Para Caiado, o linguajar utilizado por Minc, durante ato com militantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Contag) na Esplanada dos Ministérios, é condenável para um ministro de Estado.  “Esse é o palavreado que ele utiliza com o narcotráfico no morro do Rio de Janeiro. Não venha trazer esse palavreado para cá”, disparou o ruralista.
No evento, o ministro anunciou uma aliança entre a pasta e agricultores familiares para a preservação do meio ambiente. “Não podemos criminalizar a agricultura familiar. Quem ameaça nossos grandes biomas é o latifúndio. Nós temos que ter a mão pesada com os grandes desmatadores.”
Caiado também destacou que a Comissão de Agricultura da Casa convocará o ministro para prestar explicações sobre sua declaração.
Na quarta-feira da semana passada, a Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um requerimento de convocação para que Minc explique sua participação na “Marcha da Maconha”, no Rio de Janeiro.

Líder do DEM chama ministro do Meio Ambiente de “desqualificado moral”

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

“Não é vigília, é velório”, diz aposentada na Câmara

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Protógenes vira réu por violação de sigilo na Satiagraha, para juiz, ação da Abin foi ilegal

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Protógenes vira réu por violação de sigilo na Satiagraha, para juiz, ação da Abin foi ilegal

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Por Rosanne D’Agostino – congressoemfoco.com.br
O juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal de São Paulo, recebeu nesta segunda-feira (25) denúncia do Ministério Público Federal em São Paulo contra o delegado Protógenes Queiroz. Agora, ele passa a ser réu em ação penal por dois supostos vazamentos de informações e por fraude processual à frente da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
A denúncia foi apresentada no último dia 8, baseada nas conclusões que foram apresentadas sobre o inquérito da Polícia Federal que investigou a conduta de Protógenes na operação que prendeu, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta e o megainvestidor Naji Nahas, em julho de 2008.
Protógenes conduziu na PF a Operação Satiagraha.
Segundo o juiz, “profissionais da imprensa tiveram acesso a dados e informações sigilosas de investigação policial, sob segredo de justiça, indevidamente reveladas por agentes públicos”. “Verifico existir prova da existência de crimes e suficientes indícios de autoria.”
Ainda conforme Mazloum, a participação de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na operação é ilegal. Por isso, o juiz determinou a remessa do processo para que a Procuradoria Geral da República analise se oferece nova acusação contra ele e outros indiciados.
Os crimes
O primeiro vazamento, segundo a denúncia, ocorreu quando Queiroz convidou um produtor da Rede Globo para fazer a gravação em vídeo de um dos encontros ocorridos em São Paulo durante a ação controlada autorizada judicialmente. Nela, teriam sido registradas as ofertas de suborno de dois emissários de Daniel Dantas aos delegados da PF que atuavam na Satiagraha. O banqueiro foi condenado, em primeira instância, a dez anos pelo caso e responde em liberdade.
Já a fraude processual teria ocorrido durante o tratamento dado pela PF à fita. O escrivão da PF Amadeu Ranieri, da equipe de Queiroz, segundo depoimento que prestou à PF, editou a gravação, na qual foram suprimidas as imagens em que apareciam funcionários da TV durante a execução da reportagem. O MPF entende que a prova foi alterada para que não se soubesse que a filmagem foi feita pela Rede Globo. O escrivão agora também é réu na ação.
Com relação à violação de sigilo funcional, teria havido contatos entre Queiroz e o repórter César Tralli, também da Globo. Segundo o MPF, passar informações sobre uma operação, antes do início das diligências da PF, é crime.
MPF cita gravação da Globo com Pitta preso de pijamas
Uma das provas do vazamento, na opinião dos procuradores, foi a gravação e exibição, exclusiva pela Globo, do momento da prisão de alguns investigados, como ocorreu no caso do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, resultando em dano à imagem desses investigados. O ex-prefeito foi flagrado de pijamas.
O outro vazamento ocorrido no caso e que, ainda segundo o MPF, deve ser investigado pela Procuradoria da República no Distrito Federal, é o que permitiu que uma repórter da sucursal da Folha de S. Paulo em Brasília publicasse a reportagem adiantando detalhes das investigações contra Dantas.
Os procuradores da República Fábio Elizeu Gaspar, Roberto Antonio Dassié Diana, Ana Carolina Previtalli e Cristiane Bacha Canzian Casagrande concluíram também que não houve crime na participação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na Satiagraha.
Para os procuradores, a participação dos agentes e o compartilhamento de informações com esses funcionários públicos não configura crime, pois é prevista na lei do Sistema Brasileiro de Inteligência, o Sisbin. O tema é alvo de contestações por parte dos advogados dos acusados.

“Não é vigília, é velório”, diz aposentada na Câmara

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Por Fabio Góis – congressoemfoco.com.br
Reunido em vidília no plenário e demais dependências da Câmara desde a manhã desta segunda-feira (25), cerca de 800 aposentados e pensionistas se dizem descrentes em relação ao que os parlamentares podem fazer pela classe. Representados por entidades como a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) e vindos de diversos estados do país, eles dizem não acreditar em mudanças originadas no Parlamento, e se queixam do “desrespeito” a que estariam submetidos no país.

“Não é vigília, é velório!”, gritou, da galeria superior do plenário, a aposentada fluminense Tânia André Lisboa, 58 anos. Exaltada e proferindo palavras de ordem, Tânia reclamou ao Congresso em Foco da “passividade” dos próprios colegas de classe.

Os aposentados pressionam deputados e senadores pela aprovação dos projetos de lei 01/09, que concede aos aposentados o mesmo sistema de reajuste para o salário mínimo, e 3299/08, que acaba com o fator previdenciário (critério de contribuição compulsória baseado em tempo de serviço).

Aposentados pressionam Congresso e pautam votações de reajustes
A classe reivindica ainda que o Congresso analise o veto presidencial ao projeto que, em 2006, reajustou o salário mínimo em 16,67% – entretanto, sem repassar o percentual aos dependentes do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS). O veto se refere à emenda de autoria de Paulo Paim que estendia tal reajuste a todas as aposentadorias. Em vez da reposição, o governo concedeu reajuste de 5% aos aposentados e pensionistas.
“Estamos sendo tratados aqui com o maior desrespeito pelo Congresso Nacional. Estamos passando um aperto danado com essa defasagem salarial”, declarou o aposentado Fernando César Goulart, 52 anos, referindo-se ao fator previdenciário. “Com todo o respeito, eles só visam os interesses deles, e do povo nada!”, bradou, já deitado de cansaço no tapete verde da Câmara.
Já para o diretor da Cobap José Carlos Pinto Vieira, 54, a recepção desta segunda-feira (25) na Câmara é um bom sinal. “Hoje, devido à nossa mobilização, à essa garra que os ‘velhinhos’ tiveram para se deslocar de vários estados, fomos tratados com respeito, como gente”, disse José, rodeado de idosos. “Coisa que, normalmente, no Parlamento, não acontece”, acrescentou o aposentado, advertindo que a pressão vai continuar até que as demandas sejam atendidas e o que foi “roubado” pelo governo seja devolvido. “Vamos continuar mostrando que estamos vivos: paramos vias, estradas, pontes, tudo.”

“Teatro”
A aposentada Tânia disse ser “encenação” o fato de congressistas como o senador Paulo Paim (PT-RS) e o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) terem ido à Câmara manifestar apoio à vigília dos aposentados.
“Foi simplesmente a um palco que eu assisti. Uma peça montada, uma encenação, de todos eles, sem exceção”, exclamou Tânia, em entrevista concedida à reportagem no Salão Verde da Câmara. “E incluo o Paulo Paim também, porque eles estão fazendo média com os aposentados e os aposentados estão acreditando neles.” Tânia explicou que, na verdade, nem precisava estar na vigília, uma vez que é aposentada em regime complementar, mas que ali estava “por eles [aposentados]”.
“Agora, acreditar num palco montado, e depois dizer que é vigília? Não é vigília, é velório mesmo”, vociferou a aposentada, acrescentando que, até julho, quando está prevista a análise do veto mencionado acima, “com certeza, uns dois, três ou dez desses aí já morreram, não vem nem aqui mais”.
Enrolada em uma bandeira do Brasil, a aposentada Dulce Pinheiro, 83, também disse à reportagem que não acredita mais nas promessas dos políticos. Para Dulce, o Parlamento tem tratado “muito mal” a classe. “Os aposentados merecem o que eles têm direito, que são os atrasados. O governo não dá o dinheiro certo.” Perguntada a respeito do que a vigília poderia provocar, ela foi enfática. “Não tenho esperança.”

Lula resiste a um terceiro mandato, mas a pressão é grande

domingo, 24 de Maio de 2009

Lula resiste a um terceiro mandato, mas a pressão é grande

domingo, 24 de Maio de 2009

Com a aproximação da eleição para presidente, boatos e acusações passarão a ser a tônica do dia a dia da política nacional,  os trabalhos legislativos e a discussão de projetos importantes para o País,  serão colocados em segundo plano.
Apesar do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, por várias vezes declarar que não concorda com mudança na constituição  que permita um terceiro mandato consecutivo, no meio político a pressão para que isso aconteça aumenta a cada dia e tem político garantindo que  Lula poderá mudar  sua decisão.
Dois Projetos de Emenda Constitucional circulam nos bastidores do Congresso, um que permite o terceiro mandado consecutivo, esse de autoria do Deputado Jackson Barreto do PMDB e que  já com a adesão de 171 assinaturas, sendo que 16 dessas de deputados da oposição, o outro  de autoria do Deputado Sandro Mabel, do PR, sob o argumento de que o Pais irá econimizar, propõe a não realização das eleições do próximo ano, unificando todas a partir de 2012.

Essa situação ficou mais apimentada, a partir do momento que o País tomou conhecimento da doença da Ministra da Casa Civil Dilma Roussef, candidata oficial do Presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores, internada de urgência no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratamento de um câncer. Segundo a equipe médica que assiste  a Ministra, ela terá que se submeter a um longo tratamento de quimioterapia e  as reações a esse  tipo de tratamento podem variar de um paciente  para outro, e que, dependendo dessa reação, a  candidatura de Dilma poderá ficar prejudicar ou, até mesmo, inviabilizada.

Recentemente Lula, durante  visita a Turquia, disse que o problema de saúde da Ministra Dilma Roussef em nada muda o quadro eleitoral para 2010, pois Dilma é a única candidata oficial do seu Partido à eleição presidencial.
O ex-ministro José Dirceu, um dos homens forte do PT, publicou em seu blog que, na impossibilidade da candidatura de Dilma Roussef, o nome mais cotado para substituí-la é o do ex ministro e atual deputado federal Antônio Palocci.
A ministra Dilma Roussef, que pouco fala sobre sua candidatura, e mostrou-se revoltada com as notícias publicadas nos meios de comunicação, disse  “ser de mau gosto misturar doença com política“.
Todo esse quadro, além de surpreender a oposição, serviu, também, para mostrar a incapacidade do PSDB de fazer oposição, deixando claro o total desentrosamento entre  seus cacifes. O atual governador do estado de São Paulo, José Serra,  ainda, o nome mais forte para concorrer a eleições de 2010 e que vem liderando as pesquisas,  tem que conviver, diariamente, com as constantes declarações do governador  de Minas Gerais, Aécio Neves,  de que não desistiu de ver o seu o nome  indicado pelo  PSDB e que vai lutar até o fim para isso.
Sobre um terceiro mandado de Lula, Aécio Neves disse que se isso vier acontecer será uma violência e que Lula manchará sua biografia, que inclui um passado de luta pela democracia.

A única certeza é o PMDB, mesmo sendo o maior partido do País e contar com a maior bancada na Câmara e no Senado, tanto que  preside as duas Casas, não mudará a postura que vem praticando nos últimos governos,  ou seja,  usará a força da sua maioria parlamentar para fechar acordo de apoio ao próximo presidente, não importando seu nome ou seu partido e  como recompensa exigirá o direito de  indicar   nomes  para ministros  e de seus apadrinhados para  ocuparem cargos na administração pública.
A grande verdade é que se até o próximo mês de setembro, limite para mudanças nas regras das eleições de 2010, a  candidatura do Partido dos Trabalhadores não mostrar fôlego, o número de parlamentares, hoje em torno de 171, que apóia um terceiro mandato, poderá aumentar e com isso a pressão sobre  o Presidente Lula para que aceite um novo mandato.
Essas indefinições, vão transformar o Congresso em um grande teatro, vamos assistir, com mais frequências, a oposição preocupada em dificultar a aprovação de projetos de interesse nacional que possam render frutos para o governo,  ameaças de abertura de CPIs e trocas de acusações e insultos, entre os políticos do PT e do PSDB. O DEM, por sua vez, na condição de  coadjuvante, se colocará do lado do PSDB, tentando tirar vantagens nessa briga, já o PMDB   vai ficar mesmo em cima do muro, como sempre tem feito.

Sucessão: pesquisa diz que Serra tem 36% e Dilma, 19%

sábado, 23 de Maio de 2009

Por Rodolfo Torres – congressoemfoco.com.br
Pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi, encomendada pelo PT, revela que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece com 36% das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2010. Já a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), conta com 19%. (confira a íntegra da pesquisa)
Os percentuais foram obtidos por meio de pesquisa estimulada, na qual os candidatos são apresentados aos entrevistados. Ainda nesse cenário, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) está em terceiro lugar na disputa, com 17%. Já a presidente nacional do Psol,  Heloísa Helena, registra 8% da preferência. Brancos, nulos ou não souberam responder somam 19%.
Já em outro cenário estimulado, dessa vez sem a presença de Serra e Ciro, e com a participação do governador de Minas, Aécio neves (PSDB), Dilma conta com 25% da preferência. Aécio aparece com 20% e Heloísa Helena, com 16%.
Em um eventual segundo turno entre Serra e Dilma, o tucano contaria com 48%. Já a ministra petista teria 25%. Nesse cenário, branco, nulos ou não souberam somariam 37%.
O levantamento também mediu a rejeição dos eventuais candidatos ao Palácio do Planalto. Heloísa Helena aparece na frente nesse quesito, com 17%. O governador mineiro aparece em segundo, com 13%. Serra tem 12% de rejeição, seguido por Dilma, com 11%. A rejeição ao deputado Ciro é a menor: 9%.
Ainda segundo a pesquisa, 87% dos entrevistados avaliaram positivamente o presidente Lula. Já a avaliação negativa do petista é 13%.
O Vox Populi ouviu 2 mil pessoas entre os dias 2 e 7 de maio deste ano. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Aposentados pressionam Congresso por reajustes

sábado, 23 de Maio de 2009

Por Rodolfo Torres – congressoemfoco.com.br
Representantes da categoria fazem caminhada segunda-feira pela derrubada do veto que impediu aumento de 16,67% nos benefícios. Defendem também o fim do fator previdenciário
Centenas de aposentados e pensionistas vão ao Congresso nesta semana solicitar que os parlamentares analisem dois assuntos de interesse da categoria, formada por cerca de  22 milhões de brasileiros. Os manifestantes trabalham pela derrubada de um veto presidencial ao projeto que em 2006 reajustou o salário mínimo em 16,67%, sem repassar o percentual aos dependentes da Previdência Social.
O veto diz respeito a uma emenda, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que estendia esse o reajuste a todas as aposentadorias. No lugar, o governo concedeu reajuste de 5% aos aposentados e pensionistas. “É inadmissível entrarmos em recesso sem votar esse veto e sem analisar o fim do fator previdenciário”, avalia Paim, que participará de uma missa na Catedral de Brasília nesta segunda-feira (25), a partir das 9h, em prol da causa.
Em seguida, o grupo fará uma caminhada até a Câmara para participar de uma sessão solene. A expectativa do petista é de que mil pessoas participem do evento. “Vamos propor que os deputados também façam vigília em prol dos aposentados, assim como fizemos no Senado”, observa.
Contudo, o senador gaúcho avalia que, apesar da pressão dos aposentados, “dificilmente” o veto será apreciado nesta semana. “O veto deveria ser apreciado no dia 26 [terça]. Mas a minoria e governistas apresentaram requerimento pedindo para adiar a análise”, explica o petista. O site não conseguiu localizar a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), para comentar sobre a possibilidade de votação do veto ainda nesta semana.
De acordo com o parlamentar petista, é preciso pressionar o Congresso para que votações desse tipo sejam abertas. “Nós resolveríamos grandes problemas sabendo quem é quem. Quem é a favor e quem é contra os aposentados.”
Fator previdenciário
Na sessão solene da Câmara, o grupo solicitará aos deputados que votem dois projetos, atualmente em tramitação na Casa, que beneficiarão diretamente os aposentados: o que acaba com o fator previdenciário (PL 3299/08) e o que concede aos aposentados o mesmo sistema de reajuste para o salário mínimo (PL 01/07).
Criado em 1999 para controlar os gastos da Previdência Social, o fator previdenciário é inversamente proporcional à idade de aposentadoria do segurado. Ou seja, quanto menor a idade de aposentadoria, maior é o redutor e, conseqüentemente, menor o valor do benefício recebido. Dessa forma, quem se aposenta sob a influência do fator não recebe o mesmo valor com que contribuiu para a seguridade social.
Antes de ir a plenário, o projeto que acaba com o fator precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça (CCJ). O relator da proposta na CFT, deputado Pepe Vargas (PT-RS), propõe tempo mínimo de idade e de contribuição para que homens e mulheres não estejam sujeitos ao fator previdenciário.
Pela proposta, elas terão de contribuir 30 anos e ter, no mínimo, 55 anos de idade para não pagar o fator. Já eles, para se livrarem do fator, devem contribuir por 35 anos e ter, no mínimo, 60 anos de idade.
Pepe afirma que essa fórmula garantirá R$ 404 milhões a mais para a Previdência em 2010. O valor desses recursos ao governo chegaria a R$ 738 milhões em 2011, passando de R$ 1 bilhão em 2012.

O deputado petista destaca que a simples extinção do fator previdenciário traria “dificuldades orçamentárias” ao governo. Isso porque, de acordo com Pepe, caso o governo não contasse com esse instrumento em 2009, as perdas de receita previdenciárias neste ano chegariam a R$ 1,244 bilhão. Já em 2010, nesse contexto, a Previdência deixaria de contar com R$ 2,530 bilhões.
Mesmo reajuste do salário mínimo
O outro projeto estende aos aposentados o mesmo sistema de reajuste para o salário mínimo. Em abril do ano passado, o Senado aprovou uma proposta que regulamenta o reajuste anual do benefício até 2023, que levará em consideração a inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB).
Nessa votação, a emenda de Paim, que estende aos aposentados esses benefícios, também foi aprovada pelos senadores. No entanto, o governo afirma que a proposta não pode ser adotada porque provocaria, caso já estivesse em vigor, um impacto de R$ 3,5 bilhões apenas em 2008.
Para o deputado Cleber Verde (PRB-MA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados e Pensionistas, existe espaço para a Câmara analisar as propostas. “É preciso encontrar formas para garantir que os trabalhadores se aposentem com renda igual ou aproximada à que tinham”, afirma o deputado maranhense.
“A Previdência suporta esse incremento. É preciso fazer justiça. Essa sessão solene é a oportunidade de os deputados se manifestarem concretamente”, complementa Cleber Verde.

Sucessão: pesquisa diz que Serra tem 36% e Dilma, 19%

sábado, 23 de Maio de 2009

José Dirceu nega notícia do O Dia Online.

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Análise do Cade sobre a fusão Sadia/Perdigão irá além de fatia de mercado

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Análise do Cade sobre a fusão Sadia/Perdigão irá além de fatia de mercado

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin, afirmou nesta quarta-feira que ainda não é possível avaliar os caminhos que o julgamento do caso Sadia-Perdigão tomarão porque a análise do órgão de casos de fusão não se resume à soma da participação de mercado das empresas.
Ele evitou classificar o processo da Brasil Foods como especialmente complexo e disse esperar que o julgamento da fusão ocorra até o final deste ano.
“Não vejo nenhuma especificidade nesse caso que o torne especialmente desafiador”, afirmou Badin em entrevista à imprensa.
“Esse caso obviamente é importante, grande, pelo tamanho das empresas envolvidas, pela concentração em alguns mercados que ela vai gerar, mas posso garantir que ele vai ser analisado com a mesma tranquilidade, com a mesma independência e com a mesma tecnicidade que são analisados todos os outros casos pelo Cade.”
A Perdigão assumiu a rival Sadia em uma transação anunciada na terça-feira e baseada inteiramente em troca de ações. A nova empresa Brasil Foods terá faturamento anual superior a 20 bilhões de reais e dominará mais de 55 por cento do mercado de industrializados de carne e margarinas.
Na sexta-feira, os presidentes da Perdigão e da Sadia –Nildemar Secches e Luiz Fernando Furlan– farão uma primeira apresentação dos dados da operação aos conselheiros da autarquia.
As empresas têm até 15 dias úteis desde a publicação do fato relevante da operação para encaminhar a notificação formal da operação ao Cade.
Segundo Badin, caberá ao relator do caso, que ainda não foi escolhido, definir a necessidade de fechar com as empresas um Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação. Esses entendimento congela, na prática, o processo de fusão até que o caso seja julgados pelos órgão de defesa da concorrência.
O presidente do Cade disse não ser possível prever quando exatamente o julgamento do caso se encerrará, mas afirmou que “eu espero, eu acredito, que até o final do ano será possível”.
A avaliação do caso envolverá, como em todos os exames de operações de fusões, uma investigação sobre o poder econômico que a nova empresa virá a ter no mercado, disse Badin.
“Muitas vezes, uma elevada concentração não necessariamente gera poder econômico”, afirmou. “Esse poder depende não apenas da elevada participacao de mercado, mas também de barreiras à entrada em determinados mercados, das importações. A análise é muito mais complexa do que possa parecer a somatória de participação do mercado.”

José Dirceu nega notícia do O Dia Online.

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Mais uma declaração falsa que atribuem a mim
Lamentável. Mais uma vez, tenho que utilizar este espaço para negar informações que saem na mídia envolvendo meu nome. Desta vez, uma declaração estapafúrdia me foi atribuída e publicada em O Dia Online.
O portal afirma que, em conversa com o governador Sérgio Cabral sobre a doença da ministra Dilma Rousseff, eu teria insistido “para que ele não descarte a possibilidade de se candidatar à vice-presidência da República”.
E mais: “Na conversa ficou evidente a preocupação do PT com a possibilidade de Dilma não poder se candidatar. Nesta hipótese, Dirceu defende que o partido apóie o ex-ministro Antonio Palocci.”
Essa notícia é mentirosa! Falsa do começo ao fim. É a imprensa mais uma vez caindo na manobra de publicar o que não dizemos para nos envolver no jogo da oposição. Que fique bem claro a todos, eu não disse nada do que foi publicado neste portal. Não conversei com o governador Cabral sobre sua candidatura à vice-presidência, muito menos sobre a possibilidade da ministra Dilma não poder se candidatar.
Quem acompanha meu blog sabe muito bem a minha posição. A ministra Dilma Rousseff é a nossa candidata, vai superar esse momento difícil com o apoio de todos nós, e mais – será a primeira presidente mulher deste país, dando continuidade ao projeto de desenvolvimento iniciado pelo governo Lula.
Essa é mais uma mentira deslavada criada pela mídia brasileira em sua subserviência à oposição.

Requião divulga nota chamando Lucia Hipólito de mentirosa

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

O site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim,  publicou a nota divulgada pela assessoria do governador do Paraná, Roberto Requião, na qual ele chama a colunista Lúcia Hippólito de mentirosa. A nota se refere à participação de Lúcia no programa Estúdio I, transmitido às 14h pela Globonews:

Leia a resposta do Governo do Paraná à jornalista Lúcia Hipólito

Uma das premissas básicas do jornalismo é a busca do fato, da verdade. Para além disso, tudo o mais é especular, é ecoar o diz-que-diz, é propagar irresponsavelmente o “ouvir dizer”.
Lamentavelmente, foi isso que fez a jornalista Lúcia Hipólito, no programa “Estúdio i”, na edição desta quinta-feira, 21 de maio, ao afirmar que um avião do Governo do Paraná transportou no último dia 10 o deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho a São Paulo, após o parlamentar se envolver num acidente de trânsito em Curitiba que matou duas pessoas.
É mentira. E Lúcia Hipólito, irresponsavelmente, sem checar a informação que recebeu, ecoou a mentira. Fez mais, ainda — com base em informação errada, mal apurada, sentiu-se no direito de espinafrar o governador do Paraná, de dizer que ele “passou a mão na cabeça de um homicida”.
É aterrador, repugnante, que Lúcia Hipólito, funcionária da maior rede de comunicação do País, para quem comenta em telejornais, emissoras de rádio, jornais e revistas, sinta-se de tal forma acima das leis para cometer crime de calúnia em rede nacional de televisão. Pois, tivesse cumprido a regra de ouro do jornalismo — apurar exaustivamente, ter certeza da veracidade de qualquer informação antes de torná-la pública —, jamais poderia ter dito o que disse.
De que prerrogativa pode lançar mão uma jornalista para acusar sem provas — e nem poderia haver provas, posto que a informação em que ela se baseia é falsa — uma pessoa de “passar a mão na cabeça de um homicida”? É essa pergunta que deixamos, aqui, publicamente, a Lúcia Hipólito. E gostaríamos de ver nessa resposta a mesma indignação que ela mostrou, ao vivo, em rede nacional, para lançar acusações que não encontram qualquer eco na realidade.
Aos fatos — o Governo do Paraná possui um único jato, um Citation, prefixo PP-EIF. Essa aeronave decolou no domingo, 10 de maio, com destino a Jundiaí, interior de São Paulo, onde passou por manutenção periódica realizada no hangar da TAM. De lá, o avião retornou a terça-feira (12) a Curitiba. A partir disso, especulou-se, sem base em fatos, que o avião teria transportado o deputado. Os planos de voo, registrados na Anac, comprovam que o avião decolou do Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, e pousou em Jundiaí. Tudo o mais é especulação.
Que jornais e jornalistas de província se aproveitem de uma tragédia que comoveu a todo o País para achincalhar o Governo do Paraná não mais nos surpreende. Mas que uma emissora de alcance nacional e com a estrutura da Globonews veicule tal boato, travestido de notícia, e convoque sua principal comentarista política para lançar acusações e fazer julgamentos com base em rigorosamente nada, isso nos deixa estupefatos e indignados.
Assim, com o intuito de que a verdade seja contada aos telespectadores que confiaram nas palavras solenes, acusadoras e mentirosas de Lúcia Hipólito, é que requisitamos que a emissora retrate-se do erro e torne público o fato, a notícia correta.
Atenciosamente
Governo do Paraná
Secretaria da Comunicação Social

Requião divulga nota chamando Lucia Hipólito de mentirosa

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Saúde de Dilma, faz Lula a pensar em outra alternativa

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Matéria publicada no jornal Diário de Notícias, de Portugal, informa que Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preocupado com o estado de saúde da Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, já pensa em um novo nome para concorrer às eleições presidenciais de 2010. O nome mais cotado, dentro do Partdo dos Trabalhadores,  é o do  ex-ministro das Finanças, Antônio Palocci.
Segundo integrantes do Partido dos Trabalhadores, Lula não admite abertamente, mas já procura um novo candidato oficial. Nomes como  do  Governador da Bahia, Jacques Wagner ou, ainda,  do Ministro da Educação, Fernando Haddad, são citados como outras boas alternativas.
O Diário de Notícia destaca que  Antônio Palocci foi um excelente ministro, mas pesa contra ele o fato de ser réu no caso do “mensalão”, pagamento a deputados para votarem a favor do Governo.
Finalmente, lembra que atuando como base de sustentação do atual Governo do Presidente Lula, o gigante PMDB, que, também, foi aliado, por oito anos, do ex Presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, e que  hoje preside  a Câmara dos Deputados e o Senado,  parece querer ganhar fôlego com o quadro político atual e pode tentar impor um candidato. Nesse caso, poderia ser o Presidente da Câmara, Michel Temer ou o Governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral.

Misturar política e doença é de “mau gosto”, afirma Dilma

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Rodolfo Torres – congressoemfoco.com.br
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, classificou nesta quarta-feira (20) como “mau gosto” eventuais especulações políticas envolvendo seu estado de saúde. A possível candidata do PT à eleição presidencial de 2010 deixou o Hospital Sírio-Libanês nesta tarde dizendo que está se sentindo bem. Contudo, ela não confirmou se passará a noite em São Paulo ou se vai à Brasília.
Segundo Dilma, o motivo de sua internação se deu por conta da suspensão brusca de medicamento cortisona, o que provocou fortes dores.  “Eu tomei cortisona em doses muito altas nos dias 16, 17 e 18 [de maio]”, afirmou Dilma, acrescentando que a medicação tinha sido suspensa. “Aí, tive essas dores musculares muitos fortes.”
A ministra agradeceu as pessoas “que rezam e torcem” por sua saúde e admitiu que, em virtude da quimioterapia, está usando uma “peruquinha básica.”
Na noite da segunda-feira (18), Dilma saiu às pressas de Brasília com destino à capital paulista devido a fortes dores nas pernas. A petista chegou a São Paulo na madrugada da terça, sendo internada de imediato.
Na China, onde participa de uma missão oficial para assinatura de acordos bilaterais, o presidente Lula descartou a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato caso Dilma não se recupere a tempo de disputar as eleições. “Eu não discuto essa hipótese. Primeiro porque não tem terceiro mandato. Segundo, porque a Dilma está bem”, resumiu o petista.

Misturar política e doença é de “mau gosto”, afirma Dilma

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Saúde de Dilma, faz Lula a pensar em outra alternativa

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

India testa missíl que pode atingir alvos até 3000 km

terça-feira, 19 de Maio de 2009

Índia testa míssil com capacidade nuclear, capaz de atingir alvos a 3.000 quilometros
Uma fonte do Ministério da Defesa da Índia anunciou que o Exército testou com êxito, nesta terça-feira, o míssil terra-terra Agni-II, com capacidade nuclear, e com poder de atingir alvos até 3.000 quilómetros de distância.
O míssil Agni II, com 16 toneladas de peso, poderá transportar uma carga de mil quilos, podendo atingir alvos a mais de 2.000 quilómetros, distância que pode ser aumentada até 3.000 quilometros se a carga for reduzida.
O teste foi realizado na ilha de Wheeler, no distrito de Bhadrak, na costa leste da Índia, sendo que o novo míssil destina-se a fornecer apoio logístico aos militares. O Paquistão, país vizinho e rival da Índia, também tem realizado uma série de testes com mísseis com capacidade nuclear.

PT enterra proposta de CPI mista da Petrobras e quer mobilizar público contra investigação

terça-feira, 19 de Maio de 2009

Gabriela Guerreiro da Folha Online, em Brasília
A bancada do PT na Câmara decidiu nesta terça-feira enterrar a proposta de criação de CPI mista (com deputados e senadores) para investigar a Petrobras. Ao invés de sugerir uma nova comissão para esvaziar as investigações da CPI da Petrobras no Senado, os petistas decidiram realizar uma mobilização nacional contra a iniciativa do PSDB de investigar a estatal.
Os deputados petistas marcaram para quinta-feira uma abraço simbólico na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, para marcar a postura do partido contra a CPI do Senado. Entidades sindicais como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, Sindicato dos Metalúrgicos e movimentos sociais vão reforçar o protesto do PT contra a CPI.
O deputado André Vargas (PT-PR), que propôs a criação da CPI mista, disse que a decisão do partido é tirar o foco das investigações do Senado. “Decidimos que vamos investir na denúncia dessa irresponsabilidade. Vamos apostar nas ruas, nos movimentos sociais, tem que verificado que as CPIs trazem consequências muito pequenas”, afirmou Vargas.
A bancada do PT na Câmara avalia como “eleitoreira” a decisão do PSDB de criar a CPI da Petrobras no Senado. “Defender uma CPI da Petrobras nesse momento é atacar a maior empresa do país. Significa transformar essa discussão em luta política. É estranho a oposição propor uma CPI no momento em que o governo descobre a camada pré-sal”, disse o líder do governo no Congresso, Henrique Fontana (PT-RS).
A iniciativa de criação da CPI mista havia sido apresentada como alternativa para tirar o foco da CPI da Petrobras no Senado. Com maioria na Câmara, os governistas queriam conduzir as investigações em uma segunda comissão para evitar que a oposição no Senado aprofunde as apurações sobre supostas irregularidades na estatal.

PT enterra proposta de CPI mista da Petrobras e quer mobilizar público contra investigação

terça-feira, 19 de Maio de 2009